Territórios de Aprendizagem – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Mon, 25 Jul 2022 19:04:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Projeto Crianças com Saúde e Alegria promove oficinas de mapeamento sobre primeira infância na Amazônia  https://teste.projeto-zero.site/projeto-criancas-com-saude-e-alegria-promove-oficinas-de-mapeamento-sobre-primeira-infancia-na-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/projeto-criancas-com-saude-e-alegria-promove-oficinas-de-mapeamento-sobre-primeira-infancia-na-amazonia/#respond Mon, 25 Jul 2022 19:04:34 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16372 Atividades foram realizadas no período de 18 a 22 de julho em três comunidades da Resex Tapajós Arapiuns em Santarém 

As aldeias Vista Alegre e Solimões e comunidade Pedra Branca na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, receberam a equipe da Educom do Projeto Saúde e Alegria na última semana. Os encontros destacaram a temática “Ser criança na Amazônia” e contaram com a participação de grávidas, famílias de crianças menores de 6 anos, ACS, técnicos, enfermeiros, professores da primeira infância, gestores e lideranças locais. Durante as dinâmicas, os participantes foram convidados a refletir temas necessários ao desenvolvimento das crianças.

“O objetivo é promover o desenvolvimento saudável da criança na primeira infância de 0 a 6 anos. Para isso nessa primeira etapa estamos colhendo informações. Construindo junto com as comunidades e aldeias informações sobre o que é ser criança dentro desse contexto de Amazônia, florestas. Como essas crianças vivem e a que direitos elas têm acesso” – explicou a assistente social do PSA, Ananda Pacheco.

Crianças, jovens e adultos participam das atividades colaborativas nas comunidades da Resex. Fotos: Pedro Alcântara/PSA.

Através de diversas metodologias como círculo de diálogo e rodas de conversa, os técnicos coletam informações para elaborar uma diretriz com o panorama do ser criança na Amazônia. A iniciativa busca promover o desenvolvimento saudável da primeira infância nas comunidades da bacia do Rio Tapajós, diminuindo doenças, favorecendo o crescimento e desenvolvimento, estimulando o aprendizado e o fortalecimento de vínculos familiares.

Segundo a pedagoga do PSA, Adma Guimarães, é fundamental investir nessa fase da vida para o desenvolvimento adequado desse público: “A infância é crucial pra criança, porque uma criança que não tem infância, se torna um mini adulto e se torna uma criança que tem o seu desenvolvimento ceifado ali. Quando se possibilita essa criança viver a plenitude do ser criança, a gente tem um desenvolvimento saudável” – destaca.

O projeto que conta com apoio da Porticus atua especialmente na faixa etária da primeira infância que vai dos 0 aos 6 anos, incluindo também o acompanhamento de mulheres grávidas. Nesta etapa o projeto está voltado para mobilizar as comunidades e para realizar um diagnóstico sobre a realidade da primeira infância. São encontros com muita ludicidade e animação, coordenados pela equipe de Arte Educação do PSA, comenta Elis Lucien: “O trabalho da arte educação do PSA se mescla com as oficinas temáticas do PSA seja nas áreas de saúde, educação, saneamento, meio ambiente e comunicação e educação. Nós levamos uma oficina pra comunidade e vamos discutir sobre saúde da criança, saúde do idoso, clima, microssistema de água. E a arte educação faz com que esse tema fique suave para as crianças e adolescentes”.

Durante os encontros, técnicos e educadores do projeto estão identificando a situação das cinco comunidades, como os pais cuidam dos seus filhos, práticas de higiene, saúde, alimentação, serviços que são e não são realizados nas regiões e os motivos, para mapear as condições para a primeira infância nos territórios.

“Nós discutimos sobre a primeira infância. O que é preciso para uma criança se desenvolver, o que impede uma criança de ter um bom desenvolvimento. Foi um momento único, onde nós aprendemos muito juntos. Principalmente falamos sobre as políticas públicas que as crianças não têm acesso porque moram longe das áreas urbanas. Falamos sobre a inclusão dessas crianças que precisam na escola e as crianças que só entram com cinco anos na escola. Falamos sobre os direitos que estavam sendo violados dentro da aldeia” – Estela Kumaruara, aldeia Solimões.

“Eles também procuram entender a nossa realidade. Do que nós vivenciamos no passado e o que pode melhorar ainda mais, principalmente nas questões de ambiente familiar, alimentação, saúde. Isso é fundamental. A gente está contando com essa parceria do PSA e Semsa Santarém” – Alex Tufi, ACS Pedra Branca.

“Falamos sobre violência, respeito e acompanhamento das nossas crianças. Voltamos lá quando a gente era pequeno para resgatar aquilo que nós fizemos na nossa infância e hoje nós não ensinamos para os nossos filhos” – Leida Santos, moradora de Suruacá.

Após o diagnóstico, serão lançadas campanhas de educação e prevenção. O projeto conta com o apoio da Porticus – uma organização internacional que https://teste.projeto-zero.site/wp-content/uploads/2023/02/Criancas-com-Saude-e-Alegria-3-scaled-1-1.jpgistra e desenvolve os programas filantrópicos, lutando por um futuro justo e sustentável, onde a dignidade humana possa florescer.

Clique nas fotos para ampliá-las.

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Jovens produzem podcast e vídeos durante oficina de comunicação na Vila de Boim https://teste.projeto-zero.site/jovens-produzem-podcast-e-videos-durante-oficina-de-comunicacao-na-vila-de-boim/ https://teste.projeto-zero.site/jovens-produzem-podcast-e-videos-durante-oficina-de-comunicacao-na-vila-de-boim/#respond Fri, 20 May 2022 12:09:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=15831 Capacitação foi realizada pela Rede Mocoronga do Projeto Saúde e Alegria e Coletivo Jovem Tapajônico 

Os doze anos da escola Santo Inácio de Loyola da Vila de Boim, região da Resex Tapajós Arapiuns, foram comemorados nesta semana com uma programação diversificada que incluiu diferentes temáticas e atividades. A trupe da Rede Mocoronga esteve presente através da palhaça Vermelhinha (arte educadora Elis Lucien), e da Dona Assistencia (Efraina Barbosa – Assistente Social do Pólo de Boim).

Durante a programação realizada nos dias 17 e 18 de maio, estudantes participaram da oficina de comunicação popular com destaque a produção de conteúdos educativos através de podcast e vídeos.

Jovens produziram podcast e vídeos na Vila de Boim.

“Foi muito boa e produtiva. Foi uma articulação da direção da escola com apoio da UBS do Polo de Boim com a assistente social Efraína Barbosa com um trabalho de formação com os professores sobre o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes e histórico da construção da escola” – contou Elis Lucien.

O combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes também foi tema do podcast elaborado pelos jovens durante a oficina. Na programação cultural, foi exibido aos participantes: “Tudo se tornou uma grande festa e a Rede Mocoronga foi convidada a realizar as oficinas de podcast e vídeos em celular com participação do coletivo Jovem Tapajônico com o Benezildo Costa da Silva. A turma toda adorou e eles já se agendaram para realizar a segunda edição do podcast. E em aplicativo de celular eles registraram as atividades e edição” – acrescentou Lucien.

Ouça o podcast aqui:

Educação, Cultura e Comunicação

O Programa de educação, cultura e comunicação tem por objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem para contextualizar a população em seu meio, universalizar seus saberes, fortalecer sua identidade cultural e possibilitar o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, a fim de formar cidadãos confiantes e autônomos, capazes de gerir suas comunidades, defender seus territórios e seus direitos fundamentais.

Mais de 53% da população das comunidades ribeirinhas do oeste do Pará onde atuamos têm até 19 anos de idade. Por isso, e por o Saúde e Alegria acredita que são eles os principais agentes de transformação presente e futuro das comunidades, é que o trabalho da organização sempre buscou desenvolver estratégias para sua inclusão social.

Um dos projetos mais antigos do PSA, o Circo Mocorongo promove educação em saúde, meio ambiente, cidadania comunitária e outros temas por meio da arte-educação. Com metodologias participativas, as atividades são construídas junto com a população e permeadas pela cultura popular local.

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Alô Comunidade: especial sobre o PAE Lago Grande – reportagens 01 e 02 https://teste.projeto-zero.site/alo-comunidade-especial-sobre-o-pae-lago-grande-reportagem-01/ https://teste.projeto-zero.site/alo-comunidade-especial-sobre-o-pae-lago-grande-reportagem-01/#respond Tue, 17 Aug 2021 19:52:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14435 Ouça a série de reportagem especial produzida pelo Programa Alô Comunidade em parceria com o GT do PAE Lago Grande, ouvindo moradores e lideranças sociais sobre este importante território, com muitos potenciais e desafios.

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Saúde e Alegria integra Rede internacional para fortalecer experiências digitais em áreas rurais https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-integra-rede-para-fortalecer-experiencias-digitais-em-areas-rurais/ https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-integra-rede-para-fortalecer-experiencias-digitais-em-areas-rurais/#respond Wed, 28 Apr 2021 19:29:03 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13874 O Projeto Saúde e Alegria passou a integrar a Rede do Projeto Redes Comunitárias que busca conectar comunidades desconectadas por meio do desenvolvimento de modelos, capacidades e formas de sustentabilidade para populações da Amazônia;

Um dos maiores desafios da comunicação na região amazônica é a ausência de conexão telefônica e acesso à internet. Geograficamente isolados, moradores de comunidades ribeirinhas sofrem com a limitação que os exclui socialmente e impede o acesso à comunicação básica. O projeto de apoio a estratégias lideradas pela comunidade para endereçar a dificuldade digital é uma iniciativa da Associação para o Progresso das Comunicações (APC) em parceria com a Rhizomatica. No Brasil, o PSA é a organização parceira no nível meso, credenciada para o desenvolvimento de redes comunitárias na região Amazônica.

Segundo a coordenadora regional para implementação da iniciativa Redes Locais (LocNet) na América Latina pela REDES AC, Karla Velasco Ramos, redes comunitárias são “redes não comerciais, pertencentes a e operadas pelas comunidades visando atender seus objetivos em questões como educação, saúde, economia solidária, preservação cultural, entre outras que vão variar em cada local” – explica.

Rádio Comunitária Bem-Te-Vi, Resex Tapajós-Arapiuns. Arquivo/PSA.

Com o apoio financeiro do Programa de Acesso Digital do Governo do Reino Unido, o projeto busca desencadear soluções de conectividade mais acessíveis e inclusivas para comunidades excluídas em áreas rurais e urbanas. O projeto está em execução entre 2020/2023 e fornece assistência técnica, capacitação, assessoria para advocacy, e mobilização comunitária, focando em em cinco países prioritários: Brasil, Indonésia, Quênia, Nigéria e África do Sul.

A partir da parceria com o Projeto Saúde e Alegria, a iniciativa espera contribuir para a construção de um ecossistema propício para o surgimento e crescimento de redes comunitárias e outras iniciativas de conectividade baseadas na comunidade em cinco países-alvo, incluindo o Brasil. O projeto está estruturado em três eixos de trabalho alinhados aos resultados esperados e aos níveis de intervenção micro, meso e macro.

O fundador da Rhizomatica, representante do conselho de Redes Locais (LocNet) Peter Bloom, explicou que com a execução do projeto, são esperados os seguintes resultados: “Aumento da capacidade e dos recursos para indivíduos, principalmente mulheres, e organizações que promovem modelos de inclusão digital capazes de proporcionar acesso a populações não conectadas ou com baixa conectividade (nível micro); fortalecimento de organizações que apóiam redes comunitárias para articular maneiras viáveis de lidar com barreiras comuns por meio de conhecimento compartilhado, plataformas compartilhadas, ação coletiva e mobilização das partes interessadas (nível meso) e criação de um ambiente político, legal e regulatório melhor para as redes comunitárias, enquanto um modelo complementar de conectividade inclusiva, na esfera macro, endereçando barreiras enfrentadas pelas organizações locais de nível micro e meso”.

Experiências de rádio comunitária são exemplos de redes comunitárias em regiões da Amazônia.

Para alcançar esses objetivos, o PSA realizará atividades de apoio ao fortalecimento institucional, aprendizagem e intercâmbio entre pares, com foco na conscientização e capacitação e apoio à inovação e a sustentabilidade por meio de tecnologias de rádio-telefonia ou acesso à internet. Para o gestor do projeto no PSA, Paulo Lima, integrar a rede representa um importante passo rumo à inclusão digital das comunidades ribeirinhas através de entidades representativas: “Nós ficamos muito felizes com a participação na APC. O PSA já tem um trabalho histórico de atividades de capacitação junto às comunidades com apoio às comunicações, e através dessa parceria poderemos ampliar a atuação para outras regiões da Amazônia, para além do Baixo Amazonas”.

“O PSA é um grande parceiro para avançar neste trabalho, considerando seus muitos anos de experiência atuando com as populações locais e sua abordagem inclusiva baseada na educação popular. Assim, o PSA está super bem posicionado para ajudar as comunidades envolvidas a planejar, iniciar e desenvolver projetos de redes comunitárias realizados pelas e para as pessoas na região” – ressaltou Karla Velasco, da APC.

O Saúde e Alegria construirá na região amazônica uma rede com no mínimo sete organizações ou redes comunitárias, as quais receberão capacitação, acompanhamento e advocacy para fortalecer as experiências já desenvolvidas. Para isto, será lançado em breve um edital para que as instituições possam manifestar interesse.

 

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Aldeia Solimões recebe estudantes da várzea para troca de experiência https://teste.projeto-zero.site/aldeia-solimoes-recebe-estudantes-da-varzea-para-troca-de-experiencia/ https://teste.projeto-zero.site/aldeia-solimoes-recebe-estudantes-da-varzea-para-troca-de-experiencia/#respond Sat, 20 Apr 2019 23:51:14 +0000 https://projeto-zero.site/redemocoronga/?p=8861 Mais de oito horas de viagem separaram a aldeia Solimões e a comunidade Aracampina em Santarém. Apesar da longa distância, estudantes integrantes do projeto Ciência Cidadã para a Amazônia se encontraram para partilhar experiências sobre as atividades de pesquisa e tecnologia

Foto: Daniel Martinez/PSA

O encontro foi celebrado com ritual indígena, danças tradicionais, bebida típica e muita conversa. O intercambio foi a segunda vez que os estudantes se encontraram para contar como desenvolveram o uso do aplicativo Ictio no monitoramento de peixes migratórios nas próprias comunidades. A primeira reunião foi na comunidade Aracampina, contou a professora da Ufopa e responsável pelo projeto na região, Socorro Pena – “Quando nós fomos em Aracampina a aldeia Solimões fez a apresentação de como eles estão desenvolvendo projeto aqui. E agora Aracampina apresenta como eles estão desenvolvendo para Solimões”.

Com muitas comidas típicas no café da manhã, lanche e almoço os estudantes contaram sobre suas experiências, dificuldades, potenciais e devolveram os dados pesquisados pelos próprios nas comunidades. A estudante indígena Estefane Santos disse que ficou muito feliz com a participação: “eu fui uma sortuda porque esse projeto foi uma coisa muito boa não só pra nós alunos, mas pra aldeia. Eu nunca tinha tido contato com essa tecnologia, ainda mais porque nós somos aldeia, isso vem beneficiando bastante a gente” – explica.

Foto: Samela Bonfim/Ascom PSA

Criado para monitorar inicialmente o processo migratório de espécies como a dourada que nada dos Andes e passa por cidades como Santarém e Óbidos, o aplicativo ganhou novas funções. Além de reunir informações sobre muitas outras espécies, possibilitou a formação cientista cidadã nos jovens, comentou o professor Dailon Alves da Aldeia Solimões: “despertar a consciência crítica de conservação da natureza. A gente procura trabalhar com eles não somente o Ictio, mas a preservação da agua, da natureza. E através do Foldescope a gente já começa a testar a qualidade da água”.

Durante mais de oito meses, os estudantes de Santarém e voluntários de países como o Peru, Colômbia e Bolívia registraram informações sobre a espécie, tamanho, peso e local de captura. Para a diretora da escola Nossa Senhora das Graças Aurenice Costa as duas tecnologias possibilitaram o uso em sala de aula: “Professores de biologia, ciências e ensino modular estão fazendo uso desses materiais e estamos tendo bastante resultado”.

Ictio e Foldescope

Foto: Samela Bonfim/Ascom PSA

O Ictio (peixe em grego) é um aplicativo desenvolvido para o projeto Ciência Cidadã para a Amazônia. Por meio dele, voluntários coletam informações durante a pescaria e lançam em um sistema geral, para análise e cruzamento de dados. A intenção é monitorar a diversidade de peixes capturados pelos pescadores das comunidades.

No Pará, foram selecionadas para participar do programa as comunidades Aracampina localizada na Ilha de Ituqui, na margem direita do Rio Amazonas e a Indígena de Solimões – margem esquerda do Rio Tapajós na Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns. O projeto é fruto de parceria entre Sapopema, Ufopa, Saúde e Alegria e WCS.

Foto: Samela Bonfim/Ascom PSA

O foldescope é um microscópio de papel que identifica microorganismos presentes na água. Com isso é possível de maneira prática saber a qualidade da água nos locais de captura de peixes e de coleta do liquido para consumo diário. Nas escolas, o microscópio portátil também tem contribuído para as aulas de ciência e biologia.

O projeto é fruto de parceria entre Sapopema, Ufopa, Saúde e Alegria e WCS.

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Invenção de tecnologias na Floresta: oficina possibilita criação pelos próprios comunitários https://teste.projeto-zero.site/invencao-de-tecnologias-na-floresta-oficina-possibilita-criacao-pelos-proprios-comunitarios/ https://teste.projeto-zero.site/invencao-de-tecnologias-na-floresta-oficina-possibilita-criacao-pelos-proprios-comunitarios/#respond Mon, 18 Mar 2019 21:28:53 +0000 https://perrart.xyz/mocorongo/?p=8487 A RESEX Tapajós-Arapiuns está sendo laboratório de invenções no período de 18 a 23 de março. Moradores de sete comunidades da região estão participando de oficina que possibilita a criação inédita de tecnologias para facilitar o dia a dia dos comunitários na região;

Criar soluções tecnológicas para auxiliar os comunitários na rotina é um desafio encarado por vinte e cinco moradores das comunidades São Pedro, São Miguel, Maripá, Samaúma, Aldeia Solimões, Anumã e Carão, na Resex em Santarém. Eles estão participando desde segunda-feira (18) da Oficina de Desenho e Co-criação de Tecnologias Apropriadas promovida pela World-Transforming Technologies com apoio do Projeto Saúde e Alegria.

Durante seis dias eles aprenderão técnicas e colocarão em prática as próprias ideias para solucionar alguma necessidade específica e replicar a criação. As oficinas estão sendo realizadas no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA) e objetivam ampliar a capacidade de inovação e de desenvolvimento tecnológico de baixo custo dos participantes para melhorar a vida de suas comunidades.

A intenção é aprender como criar tecnologias simples para resolver problemas do dia a dia, utilizando diversas ferramentas e trabalhando com metal, madeira e outros materiais disponíveis localmente. A oficina é totalmente prática, onde todos os participantes, independente de idade ou gênero, aprenderão novas habilidades e construirão máquinas e equipamentos para facilitar a vida, melhorar o aproveitamento dos recursos naturais e o rendimento no trabalho – seja na agricultura, pesca ou qualquer outra atividade.

Em cursos anteriores realizados em outras localidades, os participantes criaram prensas de óleos, descascadores de castanhas, máquinas de lavar roupas manuais, bici-máquinas e diversas outras invenções. Em cada local são os próprios participantes que definem os problemas a serem resolvidos, propõem idéias e constroem as soluções, com o apoio dos facilitadores.

Odair Scatolini facilitador do Instituto invento tecnologias destacou a proposta: “Essa oficina é uma metodologia executada em vários países do mundo, América Latina, África, Ásia… a nossa ideia é trabalhar, criar, desenhar e executar tecnologia com as comunidades, não para as comunidades. O que a gente está querendo é transformar as comunidade de consumidoras em criadoras de tecnologias” – explica.

Primeiro dia

A abertura da oficina foi marcada pela apresentação dos participantes e equipe realizadora, desafio de desenho: suspender espigas de milho 5cm do solo usando duas folhas de A4 e Ciclo de desenho: demonstração de diferentes prensas para produzir briquetes de carvão.

A WTT

World-Transforming Technologies é uma fundação latino-americana sem fins lucrativos dedicada a conectar inovadores a oportunidades de impacto social, ambiental e econômico.

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Projeto Ciência Cidadã Para Amazônia: jovens indígenas testam qualidade da água com microscópio https://teste.projeto-zero.site/projeto-ciencia-cidada-para-amazonia-jovens-indigenas-testam-qualidade-da-agua-com-microscopio/ https://teste.projeto-zero.site/projeto-ciencia-cidada-para-amazonia-jovens-indigenas-testam-qualidade-da-agua-com-microscopio/#respond Fri, 22 Feb 2019 19:50:20 +0000 https://redemocoronga.org.br/?p=8341 Treinamento realizado na Universidade Federal do Oeste do Pará reuniu estudantes e professores da comunidade Aracampina no rio Amazonas e aldeia Solimões no rio Tapajós. Objetivo foi testar o Foldscope Instruments (microscópio de origami) para monitorar a qualidade da água em locais de pesca

A tecnologia está cada vez mais presente na vida das novas gerações da Amazônia. Sem deixar as tradições de lado, os jovens vão adotando novas ferramentas no auxilio da proteção ao meio ambiente. Eles recebem dos pais, avós e bisavós a missão de cuidar do ecossistema e vão incorporando novas alternativas para manter a floresta de pé, combater a pesca predatória e evitar a contaminação de lagos e rios.

Um grupo de estudantes de Aracampina e da aldeia Solimões está unido para monitorar a qualidade da água nas duas regiões. Além de um grupo que já monitora o processo migratório das espécies, outro fará a coleta da água nos locais de pesca para identificar a situação do liquido nesses pontos, conforme explica colaborador voluntário, Arivan Vinente: “com a coleta das amostragens montamos as laminas para visualizar nos microscópios de origami os organismos presentes. Fizemos coleta em água de esgoto, água acumulada, do ralo do banheiro e do bebedouro… É uma novidade, uma inovação e como eles são pioneiros nisso, o empoderamento deles é muito forte” – comentou sobre a oficina que participaram na Ufopa.

Neste encontro realizado na quinta (21), os jovens testaram a experiência piloto que faz parte do programa Ciência Cidadã que propõe o uso de tecnologia como ferramenta de educação e instrumento de conservação ambiental. Para a professora da Ufopa Socorro Pena, responsável pelo projeto em Santarém, a oficina foi fundamental para a prática dos jovens: “O resultado foi super positivo. Essa experiência de trazer os jovens para a universidade para fazer analise foi muito interessante porque eles pegaram a água, fizeram análise e tiveram a experiência”.

A estratégia de promover a ciência é também um recurso importante para o desenvolvimento social e educativo dos estudantes, ressaltou o biólogo da Sapopema – Fábio Sarmento: “um marco na educação do interior porque a tecnologia ensina como utilizar para pesquisa”.

A tecnologia

A direção das escolas recebeu um Kit que Inclui ferramentas para coleta de amostras, preparação de slides e técnicas avançadas de microscopia ideal para educadores e projetos que procuram atender a grupos de exploradores.
Portátil, durável e com qualidade ótica semelhante aos microscópios convencionais (ampliação de resolução de 140X e 2mícrons), o Foldscope possibilita aos estudantes o acesso à ciência, e incentiva a exploração científica, nesse caso à populações tradicionais da Amazônia.

Além dos instrumentos, os jovens receberão um documento para auxiliar no uso do microscópio de origami: “A Sapopema está elaborando um material didático em forma de e-book para disponibilizar no nosso site e também imprimir para eles disseminarem com os colegas das escolas” – explicou Pena.

Projeto Ciência Cidadã Para Amazônia

O projeto é gerido pelo Wildlife Conservation Society (WCS) com recursos da Fundação MOOR que se propõe a apresentar solução para construir uma rede de organizações e pessoas que gerem informações sobre peixes e águas na escala da bacia, utilizando abordagem participativa e tecnologias inovadoras de baixo custo.
No Pará, as únicas comunidades integrantes da pesquisa são Aracampina e Solimões através da parceria entre Sapopema, Saúde e Alegria e WCS.

Além do microscópio, outra tecnologia utilizada para o levantamento das informações é o aplicativo Ictio que permite monitorar a captura de peixes e ajudar a compreender os padrões de migração das espécies.

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Seminário de Sementes destaca potencial econômico para povos tradicionais https://teste.projeto-zero.site/seminario-de-sementes-destaca-potencial-economico-para-povos-tradicionais/ https://teste.projeto-zero.site/seminario-de-sementes-destaca-potencial-economico-para-povos-tradicionais/#respond Mon, 29 Oct 2018 23:02:04 +0000 https://redemocoronga.org.br/?p=8012 Objetivo do evento é Identificar as principais possibilidades de utilização das sementes nas comunidades da Flona Tapajós

Frutos de plantas típicas da região Amazônica como Andiroba, Cumaru, Açaí, Fava e Seringueira são visados pelas indústrias de cosméticos, setor culinário e artesanal. Porém apesar da grande apreciação do comercio nacional e internacional, é preciso incentivar a plantação das arvores dessas espécies e fomentar a produtividade sustentável.

O questionamento durante o seminário na comunidade Nazaré – Região de Belterra na Floresta Nacional do Tapajós será se existe quantidade suficiente para a produção de mudas – diz o responsável pela ativid

ade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen: “ – faremos o levantamento do potencial das principais espécies de arvores da floresta para conhecer um pouco sobre as potencialidades da semente que cada comunidade possui para que o agricultor melhore sua renda melhorando a adequação ambiental com uso dessas sementes” – explica.

Cinco comunidades da região participam da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.

Os moradores dessas comunidades conhecerão técnicas de coleta para a venda das sementes e terão acesso a estratégias de conservação dos recursos da natureza como método de capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

O Seminário que começa as 10h00 desta terça (30) e segue até às 15h00 do mesmo dia, é organizado

pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) e parceria da Federação da Flona, ICMbio, Associações Comunitárias e Coomflona.

 

 

Serviço imprensa:

Quando? Terça (30)

Onde? Comunidade Nazaré – Região de Belterra na Floresta Nacional do Tapajós

Quem? Para detalhes de entrevistados contatar Ascom Saúde e Alegria

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Extrativistas participam de seminário: ‘Iniciativas e desenvolvimento dos óleos na floresta’ https://teste.projeto-zero.site/extrativistas-participam-de-seminario-iniciativas-e-desenvolvimento-dos-oleos-na-floresta/ https://teste.projeto-zero.site/extrativistas-participam-de-seminario-iniciativas-e-desenvolvimento-dos-oleos-na-floresta/#respond Wed, 24 Oct 2018 15:10:48 +0000 https://redemocoronga.org.br/?p=7982 Promover iniciativas promissoras de extração do óleo na floresta, aproximar os povos tradicionais que sobrevivem da atividade sustentável de empresários e disseminar o conhecimento cientifico para os extrativistas são objetivos da oficina realizada na comunidade Carão, em Santarém

As atividades aconteceram no Centro Experimental Floresta Ativa (Cefa) instalado na comunidade Carão, Oeste do Pará. No espaço representantes de dezoito comunidades da Resex, Floresta Nacional do Tapajós e Lago Grande participaram da oficina que visa incentivar e melhorar a geração de renda e desenvolvimento sustentável dos moradores, com ênfase no aproveitamento econômico dos produtos extrativistas produzidos pelos comunitários.
A primeira edição do seminário destacou o potencial econômico dos óleos e sementes na região e de que maneira os extrativistas podem melhorar a produtividade sem esquecer o respeito ao meio ambiente.

Participantes trocaram experiência com os convidados que contribuíram para que a atividade atinja os objetivos propostos: Professor da Universidade Federal do Oeste do Pará – Dr. Lauro Barata, Arimar Feitosa da Cooperativa Mista da Flona Tapajós e Jose Neto da Natura.

O responsável pela atividade e coordenador do CEFA Steve Mcqueen enfatizou a proposta do primeiro seminário que será realizado anualmente: “Mostrar as iniciativas promissoras do óleo na floresta, aproximar empresas, difundir as pesquisas da universidade para o desenvolvimento sócio ambiental das comunidades que desenvolvem a pratica da extração de óleo na medicina, parte alimentar e cosmético. Com a nossa experiência percebemos que é necessário aproximar as empresas, institutos de pesquisa para construir meios de melhorar produção, beneficiamento e venda desses produtos” – finaliza.

 

Evento organizado pelo Projeto Saúde & Alegria (PSA) com apoio da Fundação Konrad Adenauer (KAS) propõe capacitação continua aos moradores em técnicas e sistemas produtivos mais modernos e eficientes, que ao mesmo tempo preservem a floresta e garantam renda aos extrativistas.

 

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