Redes e Articulações – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Wed, 06 Aug 2025 15:05:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Facilitadoras do Conexão Povos da Floresta nas regiões Tapajós e Arapiuns participam de encontro no Amazonas https://teste.projeto-zero.site/facilitadoras-participam-de-encontro-no-amazonas/ https://teste.projeto-zero.site/facilitadoras-participam-de-encontro-no-amazonas/#respond Wed, 06 Aug 2025 15:05:36 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22218 Representantes de comunidades do Tapajós, Arapiuns e outras regiões participam, em Manaus, do Curso Sabedorias Digitais e do 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta

No período de 04 a 09 de agosto, acontece em Manaus uma programação voltada à formação de lideranças comunitárias e ao fortalecimento das ações do Instituto Conexão Povos da Floresta. O evento reúne o Curso Presencial Sabedorias Digitais e o 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, com a participação de facilitadores que atuam em aldeias e comunidades ribeirinhas, extrativistas e urbanas da Amazônia.

Entre os participantes estão representantes das regiões do Tapajós, Cururu, Arapiuns e Amazonas, ativados por meio do Projeto Saúde e Alegria (PSA). São voluntários que atuam em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Santarém, em Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Saúde da Família. Também fazem parte facilitadores de territórios indígenas e extrativistas, que vêm atuando na promoção de temas como proteção territorial, saúde, comunicação e empreendedorismo digital em suas comunidades.

“Espero que essa formação fortaleça o nosso acesso de demarcação territorial, conectar os povos que vivem na floresta para mostrar e dar visibilidade às nossas realidades que enfrentamos diariamente na Amazônia”, destacou Lidiane Borari da Terra Indígena Maró.

A iniciativa é conduzida pelo Instituto Conexão Povos da Floresta, criado a partir de uma articulação entre COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), CNS (Conselho Nacional das Populações Extrativistas) e parceiros institucionais, entre eles o Projeto Saúde e Alegria. O Instituto tem como meta instalar cerca de 5.000 pontos de conectividade em territórios tradicionais da Amazônia Legal.

Bruno Vasconcelos, técnico de Inclusão Digital no Projeto Saúde e Alegria, destacou que o momento é estratégico para consolidar ações e construir novas propostas. Ele destaca a importância da continuidade de formações nos territórios, organizadas também pelo PSA, e o papel dos facilitadores: “São pessoas que atuam de forma voluntária e mantêm o diálogo entre as comunidades, o Instituto e o Projeto. É uma contribuição fundamental para que a conectividade seja mais do que acesso à internet, e sim um instrumento de fortalecimento territorial”, pontua.

Entre os cursistas, a presença de mulheres é destaque. Muitas delas atuam como pontes entre os serviços públicos e as comunidades, promovendo a comunicação popular, a educação digital e o uso consciente das tecnologias nas aldeias e comunidades ribeirinhas. A participação delas reforça o papel coletivo e intergeracional da construção da rede de conectividade na floresta.

O curso finaliza no dia 6, dando início ao 2º Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta. O encontro visa alinhar estratégias, refletir sobre os aprendizados até aqui e projetar os próximos passos do Instituto em parceria com os territórios.

Colaborou: Bruno Amir.

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Nota de solidariedade à ministra Marina Silva https://teste.projeto-zero.site/nota-de-solidariedade-a-ministra-marina-silva/ https://teste.projeto-zero.site/nota-de-solidariedade-a-ministra-marina-silva/#respond Tue, 27 May 2025 21:55:45 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21948 O Observatório do Clima repudia ataques misóginos dos senadores Plínio Valério (PSDB-AM) e Marcos Rogério (PL-RO) em audiência no Senado

Covardia e ódio contra uma mulher. Foi o que se viu nesta terça-feira (27/5) no Senado Federal, em ato de violência política de gênero contra a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.

Os agressores são os senadores Plínio Valério (AM), líder do PSDB, e Marcos Rogério (PL-RO), que presidia a audiência pública da Comissão de Infraestrutura, em mais um capítulo da pressão pela exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas.

A agredida é uma mulher negra da Amazônia e ministra de Estado pela segunda vez. Em dois anos, o trabalho da equipe liderada por ela resultou numa redução de 46% do desmatamento na Amazônia em relação a 2022, segundo dados do Inpe. Marina é muito maior do que eles.

O Observatório do Clima (OC), rede com 133 organizações, repudia qualquer ato de machismo e violência política e espera que os senadores sejam punidos.

Em março, o OC já havia manifestado solidariedade à ministra após ataques criminosos do senador Plínio Valério, que disse ter vontade de enforcá-la.

As agressões desta terça-feira ocorreram seis dias após o Senado ter aprovado o maior retrocesso ambiental legislativo em quatro décadas: o Projeto de Lei 2.159/2021, que desmonta as regras do licenciamento ambiental no país.

Após a sessão sinistra no Senado, que acertadamente abandonou, a ministra e ex-senadora por 16 anos declarou: “O licenciamento ambiental é uma conquista da sociedade brasileira. Neste momento, sinceramente, só o povo brasileiro pode evitar esse desmonte que está sendo proposto. Eles pensam que estão agredindo uma pessoa. Estão agredindo um povo. O futuro de um povo. Os direitos de um povo. E até mesmo os interesses econômicos e estratégicos de um povo com esse tipo de atitude. Eu quero ver como a gente vai continuar conseguindo os mesmos resultados positivos (…) se demolirem a vértebra da proteção ambiental, que é a lei do licenciamento. Agora, o presidente da Câmara, Hugo Motta, tem a chance de dar o devido tempo para que a gente faça o debate correto.”

Via Observatório do Clima 

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Rede de proteção atua no enfrentamento à violência contra a mulher nas comunidades da Amazônia https://teste.projeto-zero.site/rede-de-protecao-atua-no-enfrentamento-a-violencia-contra-a-mulher-nas-comunidades-da-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/rede-de-protecao-atua-no-enfrentamento-a-violencia-contra-a-mulher-nas-comunidades-da-amazonia/#respond Thu, 10 Apr 2025 13:33:20 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21736 Mulheres ribeirinhas recebem orientação sobre como identificar e denunciar diferentes formas de violência, com apoio do Projeto Saúde e Alegria, Ministério Público e rádios comunitárias

A defesa dos direitos das mulheres e o enfrentamento à violência de gênero são desafios ainda maiores nas regiões ribeirinhas da Amazônia, onde o acesso aos serviços públicos é limitado e a informação muitas vezes não chega com frequência necessária. Por isso, o Ministério Público do Estado do Pará e o Projeto Saúde e Alegria (PSA) estão articulando a divulgação do tema em rádios comunitárias da região.

“Uma das nossas missões é justamente criar pontes entre os serviços públicos e os territórios mais distantes. Por isso, além das ações presenciais nas comunidades do Tapajós e do Arapiuns, nós produzimos áudios curtos, explicando em linguagem simples o que é a violência física, patrimonial, sexual e psicológica, para que as mulheres possam reconhecer os sinais e saber como e onde buscar ajuda”, explica a assistente social Efraina Barbosa, do PSA.

Esses conteúdos foram levados às rádios comunitárias, a bordo das expedições de saúde, cidadania e cultura, promovidas pelo PSA. A ideia é garantir que, mesmo em locais sem internet, a informação chegue de forma acessível às mulheres e suas famílias. Os áudios também reforçam a divulgação da Delegacia Virtual da Mulher (DEAM Virtual), um canal online da Polícia Civil do Pará que permite registrar ocorrências e solicitar medidas protetivas, inclusive de forma sigilosa.

A promotora de justiça Silvana Nascimento, do Ministério Público Estadual, reforça a importância de que toda mulher — ou qualquer pessoa que tenha conhecimento de uma situação de violência — saiba que pode e deve procurar ajuda: “Todos nós temos o dever de cuidado. A partir do momento em que qualquer cidadão toma conhecimento de um fato que constitui violência doméstica, ele tem que adotar providências. E isso vale inclusive para presidentes de comunidades e lideranças locais.”

O marco das divulgações aconteceu em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que foi ao mesmo tempo uma celebração e um chamado à ação. “Celebramos conquistas como o direito ao voto, ao estudo, à escolha sobre a própria vida. Mas ainda precisamos avançar muito. A violência política, por exemplo, é uma realidade. As mulheres ainda são silenciadas em espaços de poder e muitas vezes sofrem agressões que não são reconhecidas como crimes, mas que precisam ser denunciadas.”

Rádios comunitárias fortalecem divulgação de temas necessários. Foto: Pedro Alcântara.

Silvana também chama atenção para os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha — física, moral, psicológica, sexual e patrimonial — e alerta que mesmo situações que não sejam tipificadas como crime podem gerar medidas protetivas. “O importante é registrar. A denúncia pode ser feita pelo 180, pela DEAM virtual ou pelo WhatsApp da promotoria. Também é possível buscar ajuda nos postos da Polícia Militar das comunidades.”

O número da promotoria é o (93) 3512-0459, e está disponível para orientar vítimas ou pessoas que queiram fazer denúncias. “E agora, com a nova legislação, até mesmo ameaças podem ser investigadas independentemente da vontade da vítima. A proteção passou a ser uma prioridade do Estado, e o anonimato de quem denuncia é garantido”, complementa a promotora.

O PSA integra a rede de proteção à mulher no município e atua também internamente com sua equipe. “Temos uma comissão de gênero dentro da organização, que promove ações de prevenção à violência institucional e ao assédio. E nosso canal de ouvidoria está aberto para denúncias de assédio moral, sexual e outras violações de direitos, inclusive pelo site do Saúde e Alegria”, afirma Efraina Barbosa.

A articulação entre instituições, comunidades e meios de comunicação populares mostra que é possível transformar realidades com informação, escuta e acolhimento. “Combater a violência contra a mulher é um compromisso coletivo, uma responsabilidade social que todos devemos assumir — especialmente nos territórios onde a mulher ainda vive isolada e vulnerável”, conclui a assistente social.

Canais de denúncia e apoio:

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PSA entrega antena de conexão via satélite à Marinha do Brasil para auxiliar nos serviços de saúde https://teste.projeto-zero.site/psa-entrega-antena-de-conexao-via-satelite-a-marinha-do-brasil-para-auxiliar-nos-servicos-de-saude/ Tue, 10 Dec 2024 17:11:56 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21234 Internet será usada em embarcação que realiza atendimentos, exames e cirurgias em comunidades da Amazônia 

O Projeto Saúde e Alegria (PSA), por meio da Rede Conexões Povos da Floresta, entregou equipamentos que permitem conexão de internet via satélite à Marinha do Brasil. Os dispositivos vão ser instalados no Navio Auxiliar Pará, que atua nos rios da Região Norte do Brasil, apoiando as ações de assistência hospitalar às populações ribeirinhas. O objetivo é fortalecer a conexão em áreas isoladas, e possibilitar a realização de diagnósticos e teleconsultas, e assim colaborar para melhorar a saúde nesses territórios.

“São ferramentas que também podem ser implantadas nas Unidades de Saúde, e essa vem para apoiar as ações desse navio que são importantíssimas, uma vez que saúde na Amazônia é uma das maiores demandas que tem”, destacou o médico e fundador do PSA, Eugênio Scannavino.

O navio conta com salas especializadas em exames, procedimentos cirúrgicos, e atendimentos odontológicos. Além de farmácia, laboratório e consultórios que possibilitam a telemedicina. Durante a entrega, representantes do PSA visitaram os espaços e compartilharam experiências de atendimentos médicos às populações na Amazônia. Também dialogaram sobre de que maneira essa ferramenta amplia as possibilidades de realizar consultas, laudos de exames e procedimentos, com o auxílio da internet. 

“A entrega dessa antena vai facilitar o atendimento e a conexão do navio, que muitas vezes faz telemedicina. Em Santarém, estamos realizando os exames de mamografia por telemedicina, o laudo está sendo feito por um radiologista em outra cidade. Então, facilita a entrega desses serviços a população. Além do uso dos sistemas do SUS, como o prontuário eletrônico do cidadão, que já estamos passando pela fase de implementação, e isso facilita os atendimentos e entregas à população” ressaltou o Comandante do Navio Auxiliar Pará, CC Felipe Barra Borel.

Além da antena, o PSA entregou um computador, celular, roteador e cabos para atender toda a necessidade de uso das equipes de atendimentos. O projeto custeia a conexão por um ano, e realiza formações para garantir a estabilidade da internet. Após a entrega, dois tripulantes do navio passam por orientações para conhecer, entender e colocar em funcionamento a conexão. Dessa forma, além de entregar os dispositivos, o projeto auxilia nos procedimentos e dúvidas para cumprir o objetivo de uso dessa ferramenta.

“É uma satisfação a gente estar facilitando e qualificando a vida e a saúde da população carente, de áreas remotas e de territórios tradicionais indígenas e quilombolas. A gente distribui essas antenas para que eles possam utilizar a tecnologia da inclusão digital para dentro, utilizando a internet, eles possam fazer educações permanentes em saúde com os profissionais da saúde, também utilizar essa ferramenta para inclusão dos dados no sistema de informação do SUS, e possibilita utilizar a internet para novas ferramentas como telemedicina que pode facilitar o acesso às consultas médicas e consultas médicas especializadas”, contou a enfermeira, Marcela Brasil. 

“Essa antena vem reforçar a capacidade do navio, e dos atendimentos médicos que tem feito aqui pela Amazônia. Faz parte de um projeto grande, de distribuição de 4 mil antenas para comunidades tradicionais. Antenas com fins sociais, no apoio a saúde, educação, cultura e o empreendedorismo”, enfatizou, Scannavino. 

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Fogo do Sairé no III MROSC: Operação surreal contra ONGs e Brigadistas de Alter vira Estudo de Caso em Seminário Internacional do Terceiro Setor https://teste.projeto-zero.site/fogo-do-saire-no-iii-mrosc-operacao-surreal-contra-ongs-e-brigadistas-de-alter-vira-estudo-de-caso-em-seminario-internacional-do-terceiro-setor/ https://teste.projeto-zero.site/fogo-do-saire-no-iii-mrosc-operacao-surreal-contra-ongs-e-brigadistas-de-alter-vira-estudo-de-caso-em-seminario-internacional-do-terceiro-setor/#respond Fri, 02 Aug 2024 20:59:01 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20604 Coordenador do Projeto Saúde e Alegria (PSA) participou do “III Seminário Internacional MROSC: Parcerias Transformadoras para um mundo justo e sustentável”, a convite da Secretaria Geral da Presidência da República, para falar de toda perseguição e fake news contra organizações do terceiro Setor e brigadistas voluntários em 2019, durante a operação “Fogo do Sairé” em Santarém, no Pará. O evento destacou o episódio como um dos estudos de caso para que situações de injustiça como essa não se repitam em um estado democrático. 

O Seminário Internacional MROSC: Parcerias Transformadoras para um mundo justo e sustentável está sendo realizado em Brasília, e celebra a parceria entre as instituições públicas e as organizações da sociedade civil (OSC). O Coordenador do PSA participou de um dos painéis de debates, convidado para trazer um tema importante para o debate, sobre o caso dos brigadistas de Alter do Chão que foram perseguidos e presos por suspeita de atearem fogo na floresta. “Feliz pela retomada das edições do MROSC. São momentos que tratam do importante papel e desafios do Terceiro Setor. E parabéns a organização desta terceira edição por mobilizarem 1700 participantes, inclusive internacionais”, destacou Scannavino.

“Para nós, foi também um dia de redenção, pois fomos convidados pra apresentar o Caso dos Brigadistas de Alter do Chão. E toda tentativa de criminalização baseada em narrativas surreais de ONGs e Brigadistas terem ateado fogo na floresta com apoio do ator Leonardo DiCaprio”, complementou Caetano. 

III Seminário Internacional MROSC: Parcerias Transformadoras para um mundo justo e sustentável

O seminário é promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), e após 10 anos da última edição do evento, está buscando fortalecer o diálogo sobre as práticas e políticas de colaboração entre o governo e as organizações. 

Ao longo do evento, o Coordenador do PSA teve a oportunidade de relembrar o caso “Fogo no Sairé, a convite da Secretaria Geral da Presidência da República, no debate sobre criminalização burocrática, como um dos casos de estudos. A fala de Caetano destacou também os desafios encontrados na Amazônia e o trabalho desenvolvido pelo PSA ao longo dos anos de atuação.

“Estamos gratos pelo convite e oportunidade ao destacarem esse tema nessa importante Conferência internacional, no âmbito também do Governo, justamente para que injustiças como essa não se repitam.”

Coordenador do PSA no ‘III Seminário Internacional MROSC’

DENÚNCIA  ARQUIVADA

O Inquérito Civil SIMP 008043-031/2020 averiguava falsidade documental nas contas do PSA. As autoridades policiais e judiciais tiveram acesso a dez anos de documentação e prestações de contas, com a perícia constatando a inexistência de irregularidades, e aprovando cada um dos oito mil documentos apreendidos.

O Conselho Superior do Ministério Público homologou por unanimidade o arquivamento. Os autos foram encaminhados ao Conselho Superior do Ministério Público para fins de homologação de arquivamento em 27 de fevereiro de 2023.

Foram cerca de três anos de suspeitas, ilações injustas e incabíveis para a boa imagem e credibilidade da Organização, desde o fatídico dia de 26 de novembro de 2019, quando o escritório do Projeto Saúde e Alegria em Santarém foi alvo de busca e apreensão de documentos e computadores pela Polícia Civil do Estado na operação Fogo do Sairé. Nesse mesmo dia, quatro brigadistas voluntários do Instituto Aquífero Alter do Chão foram presos, acusados sem provas, de terem provocado meses antes os incêndios na região em conluio com ONGs para fins de captação de recursos.

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Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima é inaugurado durante Encontro Conexões Povos da Floresta https://teste.projeto-zero.site/inauguracao-ced-paulo-lima/ https://teste.projeto-zero.site/inauguracao-ced-paulo-lima/#respond Mon, 10 Jun 2024 15:14:18 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20373 Lançamento celebrou o legado digital deixado por Paulo Lima na Amazônia. Espaço simboliza avanço no acesso à tecnologia e informação e foi oficialmente inaugurado no Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta que leva conexão ao interior da Amazônia

A estreia do Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima marcou um passo importante para as populações da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O evento emocionante celebrou a concretização da estruturação do espaço idealizado para promover a inclusão digital em regiões remotas da Amazônia. Uma luta incansável de Paulo Lima e agora em operação no Centro Experimental Floresta Ativa.

A inauguração foi realizada durante o I Encontro “Conexão Povos da Floresta”, que contou com a presença de representantes da COIAB (indígenas), CONAQ (quilombolas), CNS (extrativistas), governos, fundações e organizações parceiras, além de lideranças e alunos locais. Instalado no CEFA, o centro representa o compromisso com o futuro por meio da educação e do empoderamento digital, garantindo que as comunidades do entorno da comunidade Carão estejam atuantes na era da informação.

O CED que irá atender de forma presencial e remota as comunidades do entorno do CEFA, conforme o aumento de comunidades atendidas pelas instalações das antenas de conexão banda larga, foi implementado a partir da parceria com a RECODE, organização que atua no campo da inclusão digital para a cidadania e que compõe o projeto Conexão Povos da Floresta. Para tanto, foram realizados diagnósticos participativos sobre os benefícios do acesso à internet para fortalecimento dos territórios de acordo com suas demandas e potencialidades, para que os moradores sejam capacitados os moradores através das práticas de bom uso da internet.

Estamos entusiasmados com esta parceria de impacto colaborativo entre Recode, PSA, Reurbi, Nossas, Imazon, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, MapBiomas, além de financiadores como Skoll Foundation e Movimento Bem Maior. O engajamento das lideranças das 5 comunidades envolvidas no novo CED (Centro de Empoderamento Digital) junto ao nosso educador local contribuirão para que a cultura ancestral se una à tecnologia em prol dos povos e da floresta em pé” – Rodrigo Baggio, CEO da Recode.

A Recode é uma organização social com foco em empoderamento digital, atuante há 29 anos no Brasil e em mais 11 países. O CED Paulo Lima contribuirá para a criação e consolidação de ações em andamento, tanto do Projeto Saúde e Alegria como de projetos das comunidades e aldeias da região.

Uma homenagem ao nosso querido colega de batalha, que sempre lutou pra fazer a internet chegar (e de forma responsável) pros que precisavam e não tinham acesso. E com as coisas começando a se encaminhar por aqui, foi chamado pelo universo para conectar outras estrelas. Só gratidão, Plima! E muitas saudades!” – Caetano Scannavino, coordenador do PSA.

Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta em Santarém 

No período de 5 a 7 de junho, representantes de populações tradicionais de territórios protegidos da Amazônia, organizações de base, instituições privadas e da sociedade civil e órgãos governamentais se reuniram no I Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na vila de Alter do Chão, em Santarém, no Pará.

O Encontro da Rede foi o primeiro evento presencial do projeto Conexão Povos da Floresta, uma iniciativa conjunta que tem como objetivo conectar em rede, através de internet banda larga, mais de 5 mil comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas em territórios protegidos da Amazônia Legal. A ideia da iniciativa é aliar conectividade e energia a programas de inclusão, segurança e empoderamento nas comunidades beneficiadas.

Um momento de convergência de membros da rede Conexão, beneficiários, parceiros e agentes públicos, com o intuito de promover a interação entre todos, a troca de conhecimentos e a discussão de pautas pertinentes ao desenvolvimento do projeto, como o fomento de políticas públicas voltadas aos povos tradicionais e o avanço dos grupos de trabalho que compõem a rede. Além disso, o evento da Rede marcou um ano de implementação do projeto e celebrou os principais avanços realizados pela iniciativa.

As atividades aconteceram no Espaço de Lazer e Restaurante Caranazal, no Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns; na comunidade quilombola Murumuru; aldeia indígena Vista Alegre e no auditório do Hotel Mirante da Ilha em Alter do Chão com a plenária de encerramento “Conexão Povos da Floresta: Oportunidades e desafios para garantir dignidade, segurança, saúde e prosperidade numa Amazônia integralmente conectada”.

O que é Conexão Povos da Floresta?

A rede Conexão Povos da Floresta é liderada pelas organizações de base Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), em parceria com mais de 30 organizações da sociedade civil, instituições e empresas.

O projeto atua com base em três principais pilares – infraestrutura, controle comunitário e inclusão digital consciente -, de modo que a internet funcione como uma ferramenta de transformação social para as comunidades beneficiadas, permitindo o acesso à saúde, educação e oportunidades profissionais e, com isso, ajudando na conservação da floresta e no uso consciente da rede.

A iniciativa em rede realizou a fase-piloto de instalação em março de 2023, em 31 comunidades, e alcançou recentemente, em abril de 2024, a marca de mais de 600 comunidades conectadas. Até o final de 2025, o objetivo é conectar aproximadamente 1 milhão de pessoas moradoras de áreas protegidas da Amazônia Legal, responsáveis por conservar 120 milhões de hectares de floresta.

Paulo Lima e o legado de inclusão digital para a Amazônia

Em 2023, aos 56 anos, o historiador, jornalista, professor e coordenador do Projeto Saúde e Alegria Paulo Lima foi vítima de um infarto fulminante. Com uma enorme trajetória de luta pela defesa dos direitos humanos e pela garantia de acesso à internet em regiões isoladas da floresta, Plima, como era carinhosamente chamado, deixou legado para o mundo.

Em meados dos anos 2000, Paulo Lima chegou à Amazônia, com o desejo de contribuir para a vida de populações ribeirinhas. Era um sonho particular, poder diminuir as gigantescas diferenças sociais para quem mora distante dos centros urbanos. Do campo da Inclusão Digital desde o fim da década de 1980, Plima acumulava passagens pelo Ibase / Alternex, Secretaria Executiva da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS) e, desde 2007 atuava na Coordenação de Inclusão Digital do Projeto Saúde e Alegria.

“Em nossa região implantamos cerca de 40 Telecentros Culturais (desde 2001, quando estava ainda na Rits) e hoje atuamos regionalmente com o Projeto da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia, com 7 organizações do Acre, Pará e Amazonas. Estamos também coordenando ações de Telemedicina nos municípios de Santarém, Aveiro e Belterra. Temos muito interesse em contribuir no Conselho do FUST que vimos nascer lá em 2000 e que tanto lutamos para que fosse enfim aplicado para o que foi pensado”, escreveu o próprio, há menos de uma semana sobre sua trajetória.

Paulo Lima, historiador e Mestre em Recursos Naturais da Amazônia, era um apaixonado pela arte de ensinar. Atuava há treze anos como professor no Iespes, onde lecionava para os cursos de direito e jornalismo. Paulo, que também foi consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), era também especialista em avaliação e gestão de projetos sociais. Com experiência na área de História, Sociologia Rural, Ciências Ambientais, Ciência Política, Redes Comunitárias e Comunicação Social, atuava com comunidades tradicionais, Amazônia, sociedade da informação, comunicação alternativa, história, sociedade civil e movimentos sociais.

Estava animado com o projeto de inclusão digital que havia iniciado recentemente, o Conexão dos Povos da Floresta, dos Mundurukus ao baixo Tapajós, que levaria conexão de internet para populações indígenas e ribeirinhas da floresta. De sorriso fácil, era um defensor dos direitos humanos e da equidade. Buscava nos projetos executados por ele, garantir participação social e valorizar os anseios das comunidades beneficiárias. Era querido em todos os lugares que passava.

Histórico de inclusão digital na floresta

O Programa de educação, cultura e comunicação tem por objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem para contextualizar a população em seu meio, universalizar saberes, fortalecer identidade cultural e possibilitar o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, a fim de formar cidadãos confiantes e autônomos, capazes de gerir suas comunidades, defender seus territórios e direitos fundamentais.

Dentre as ações foram implementadas entre 2023 e 2024 pelo PSA, se destaca a instalação de 43 pontos de acesso a internet por meio de antenas satelitais que promovem acesso  à comunidades, aldeias, Unidades Básicas de Saúde (UBSF) para operar telemedicina e agilizar atendimentos médicos à moradores dessas regiões.

Também foram realizados cursos de capacitação, a exemplo do curso de mediadores digitais que formou 38 jovens e líderes comunitários em inclusão digital, ampliando conhecimentos sobre o uso consciente e educativo da tecnologia para promover a autonomia digital das comunidades. A iniciativa liderada pelo Projeto Saúde e Alegria – PSA fez parte das capacitações planejadas pela Escola Floresta Ativa, lançada em Santarém, com ênfase no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade e no acesso às novas tecnologias.

Como braço de formação das ações do PSA, a Escola Floresta Ativa tem “a proposta de capacitar a juventude em relação a essas temáticas que unem tecnologia e a realidade socioambiental das comunidades. Fazer uma inclusão digital de fato, porque não basta promover o acesso, mas sim facilitar os usos sociais, culturais e econômicos nos potenciais das comunidades”, ressaltou Pena.

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Santarém recebe I Encontro Conexões Povos da Floresta  https://teste.projeto-zero.site/encontro-conexoes/ https://teste.projeto-zero.site/encontro-conexoes/#respond Mon, 10 Jun 2024 10:00:30 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20353 No período de 5 a 7 de junho, representantes de populações tradicionais de territórios protegidos da Amazônia, organizações de base, instituições privadas e da sociedade civil e órgãos governamentais se reuniram no I Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na vila de Alter do Chão no Pará

O Encontro da Rede foi o primeiro evento presencial do projeto Conexão Povos da Floresta, uma iniciativa conjunta que tem como objetivo conectar em rede, através de internet banda larga, mais de 5 mil comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas em territórios protegidos da Amazônia Legal. A ideia da iniciativa é aliar conectividade e energia a programas de inclusão, segurança e empoderamento nas comunidades beneficiadas.

Um momento de convergência de membros da rede Conexão, beneficiários, parceiros e agentes públicos, com o intuito de promover a interação entre todos, a troca de conhecimentos e a discussão de pautas pertinentes ao desenvolvimento do projeto, como o fomento de políticas públicas voltadas aos povos tradicionais e o avanço dos grupos de trabalho que compõem a rede. Além disso, o evento da Rede marcou um ano de implementação do projeto e celebrou os principais avanços realizados pela iniciativa.

Uma honra integrar essa Rede e receber em nossa região o “I Encontro Conexão Povos da Floresta” . Foram 3 dias intensos de debates, aprendizados, imersões de campo, carimbó, muita saúde e alegria”, destacou o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

Gran Circo Mocorongo durante I Encontro Conexões. Fotos: Alice Árida/ Conexão Povos da Floresta.

A iniciativa soma esforços de organizações e movimentos liderados pela CONAQ (Quilombolas), COIAB (Indígenas) e CNS (Extrativistas) para fazer chegar internet de qualidade aos 1 milhão de amazônidas excluídos do acesso à informação e comunicação. “Um desafio que não se limita apenas a entregar antenas. Tão importante quanto o sinal é empoderar a comunidade, é a capacitação para autogestão, para o bom uso das Tls (leitura crítica das mídias, cuidados com fake news, conteúdos adultos)”, ressaltou Scannavino.

As atividades aconteceram no Espaço de Lazer e Restaurante Caranazal, no Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns; na comunidade quilombola Murumuru; aldeia indígena Vista Alegre e no auditório do Hotel Mirante da Ilha em Alter do Chão com a plenária de encerramento ‘Conexão Povos da Floresta: Oportunidades e desafios para garantir dignidade, segurança, saúde e prosperidade numa Amazônia integralmente conectada’.

A abertura do evento no dia mundial do meio ambiente contou com ritual indígena, depoimentos dos participantes, lideranças e do Gran Circo Mocorongo com direito a invasão à canoa (pequena embarcação de madeira, movida a remo). A trupe do Gran Circo Mocorongo abordou o tema da inclusão digital com apresentações na programação. “Fazemos parte pelo Saude e Alegria do Conselho da rede e temos o desafio de ampliar o acesso das comunidades a internet com mediação social e educativa para garantir acesso seguro e promover a saúde, o empreendedorismo, proteção territorial e a cultura dos povos da floresta”, contou o coordenador de Educação, Comunicação e Cultura do PSA, Fábio Pena.

O que é Conexão Povos da Floresta?

A rede Conexão Povos da Floresta é liderada pelas organizações de base Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), em parceria com mais de 30 organizações da sociedade civil, instituições e empresas.

O projeto atua com base em três principais pilares – infraestrutura, controle comunitário e inclusão digital consciente -, de modo que a internet funcione como uma ferramenta de transformação social para as comunidades beneficiadas, permitindo o acesso à saúde, educação e oportunidades profissionais e, com isso, ajudando na conservação da floresta e no uso consciente da rede.

A iniciativa em rede realizou a fase-piloto de instalação em março de 2023, em 31 comunidades, e alcançou recentemente, em abril de 2024, a marca de mais de 600 comunidades conectadas. Até o final de 2025, o objetivo é conectar aproximadamente 1 milhão de pessoas moradoras de áreas protegidas da Amazônia Legal, responsáveis por conservar 120 milhões de hectares de floresta.

Inauguração Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima

A estreia do Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima marcou um passo importante para as populações da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O evento emocionante celebrou a concretização da estruturação do espaço idealizado para promover a inclusão digital em regiões remotas da Amazônia. Uma luta incansável de Paulo Lima e agora em operação no Centro Experimental Floresta Ativa.

Instalado no CEFA, o centro representa o compromisso com o futuro por meio da educação e do empoderamento digital, garantindo que as comunidades do entorno da comunidade Carão estejam atuantes na era da informação. O CED que irá atender de forma presencial e remota as comunidades do entorno do CEFA, conforme o aumento de comunidades atendidas pelas instalações das antenas de conexão banda larga, foi implementado a partir da parceria com a RECODE, organização que atua no campo da inclusão digital para a cidadania e que compõe o projeto Conexão Povos da Floresta. Para tanto, foram realizados diagnósticos participativos sobre os benefícios do acesso à internet para fortalecimento dos territórios de acordo com suas demandas e potencialidades, para que os moradores sejam capacitados os moradores através das práticas de bom uso da internet.

Uma homenagem ao nosso querido colega de batalha, que sempre lutou pra fazer a internet chegar (e de forma responsável) pros que precisavam e não tinham acesso. E com as coisas começando a se encaminhar por aqui, foi chamado pelo universo para conectar outras estrelas. Só gratidão, Plima! E muitas saudades!”, disse Scannavino.

https://youtu.be/zo_Gbzz_aJ8

Saúde e Alegria com inclusão digital da floresta

O Programa de educação, cultura e comunicação tem por objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem para contextualizar a população em seu meio, universalizar saberes, fortalecer identidade cultural e possibilitar o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, a fim de formar cidadãos confiantes e autônomos, capazes de gerir suas comunidades, defender seus territórios e direitos fundamentais.

Dentre as ações foram implementadas entre 2023 e 2024 pelo PSA, se destaca a instalação de 43 pontos de acesso a internet por meio de antenas satelitais que promovem acesso  à comunidades, aldeias, Unidades Básicas de Saúde (UBSF) para operar telemedicina e agilizar atendimentos médicos à moradores dessas regiões.

Também foram realizados cursos de capacitação, a exemplo do curso de mediadores digitais que formou 38 jovens e líderes comunitários em inclusão digital, ampliando conhecimentos sobre o uso consciente e educativo da tecnologia para promover a autonomia digital das comunidades. A iniciativa liderada pelo Projeto Saúde e Alegria – PSA fez parte das capacitações planejadas pela Escola Floresta Ativa, lançada em Santarém, com ênfase no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade e no acesso às novas tecnologias.

Como braço de formação das ações do PSA, a Escola Floresta Ativa tem “a proposta de capacitar a juventude em relação a essas temáticas que unem tecnologia e a realidade socioambiental das comunidades. Fazer uma inclusão digital de fato, porque não basta promover o acesso, mas sim facilitar os usos sociais, culturais e econômicos nos potenciais das comunidades”, ressaltou Pena.

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Saúde e Alegria está entre as 50 melhores Organizações da Sociedade Civil do Brasil https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-esta-entre-as-50-melhores-organizacoes-da-sociedade-civil-do-brasil/ https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-esta-entre-as-50-melhores-organizacoes-da-sociedade-civil-do-brasil/#respond Fri, 07 Jul 2023 17:19:12 +0000 https://projeto-zero.site/?p=18270 Ranking internacional da The Dot Good listou as “Top 50 do Brasil”, dentre as quais, a ONG Projeto Saúde e Alegria. Os critérios utilizados para avaliação foram baseados no grau de transparência, níveis de governança, gestão e planejamento estratégico desenvolvido pelas ONGs ranqueadas 

O Thedotgood divulgou o ranking de organizações sociais que foram avaliadas a partir de suas ações e resultados com Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Em 2023, foram apresentadas as Top 50 Brasil, como homenagem à diversa e inovadora ‘Esfera do Bem Social Brasileiro’. Durante o ano inteiro, uma revista independente monitora as organizações sociais que geram impacto, inovação, tem transparência, ações de proposição de políticas públicas e geram direitos para que populações possam acessar saúde, saneamento, educação e internet, por exemplo.

Dentre as cinquenta organizações ranqueadas, está o Projeto Saúde e Alegria, ao lado de instituições conhecidas como a Gastromotiva, Agenda Pública, Vagalume e Peabiru. Os resultados são fruto do acompanhamento do trabalho de organizações do setor ao redor do mundo e a seleção combina análise quantitativa baseada em evidências com pesquisa qualitativa sobre a atuação das organizações.

A diretora The Dot Good no Brasil, Adriane Menna Barreto, ressaltou que o poder coletivo dessas organizações é inspirador. E que “apesar dos inúmeros desafios que essas organizações enfrentam todos os dias, esse grupo de organizações se destaca pela dedicação constante de seus fundadores e suas equipes, superação, inovação, impacto e pela promoção de mudanças sistêmicas do Brasil”.

Nesta quarta-feira (05), representantes de trinta, dentre as cinquenta organizações ranqueadas, participaram do Primeiro Encontro Social Good Sphere na Biblioteca Parque no Rio de Janeiro. Scannavino recebeu o reconhecimento e compartilhou as experiências com implementação de tecnologias sociais voltadas para promoção de direitos sociais, saúde, educação, dignidade e inclusão digital.

Este ano o PSA foi considerado uma das cinquenta melhores do Brasil. É uma grande honra a gente ter tido esse reconhecimento. Não foi porque nós nos inscrevemos ou procuramos. Foram eles que monitoram e chegaram a essa conclusão” – ressaltou o médico fundador do PSA, Eugênio Scannavino.

Para o médico que dedica quase quatro décadas ao desenvolvimento integrado da Amazônia e idealizou o primeiro barco hospital do mundo – que virou política pública, o reconhecimento é fruto da dedicação coletiva de muitos. “É uma premiação do trabalho, do esforço que a gente faz com colaboradores, parceiros, apoiadores. É resultado de todo mundo trabalhando por uma causa que é gerar bem viver para as comunidades que mais precisam”.

O reconhecimento ajuda doadores, patrocinadores e voluntários a conhecer melhor entidades que trabalham pelo benefício da sociedade. O ranking Internacional apontou ainda que as organizações do terceiro setor são responsáveis por 4,27% do PIB brasileiro, as ONGs empregam cerca de 6 milhões de pessoas e causam um impacto relevante no campo social e econômico do país. As iniciativas de diversas organizações brasileiras do terceiro setor estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, contribuindo para o cumprimento das metas estabelecidas pela Agenda 2030 da ONU.

Projeto Saúde e Alegria

O PSA atua na Amazônia com o objetivo de promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável, que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento das políticas públicas, na qualidade de vida e no exercício da cidadania.

Iniciou suas ações em 1987 junto a 16 comunidades-piloto da zona rural de Santarém/Pará. A partir de 2000, começou a expansão gradual de sua área de cobertura. Além de Santarém, atua hoje diretamente em mais três municípios do oeste paraense – Belterra, Aveiro e Juruti – atendendo em torno de 30 mil pessoas, sobretudo populações tradicionais, muitas delas em situação de risco e vulnerabilidade.

Procura somar esforços para inclusão destas populações, seja na facilitação do acesso aos serviços públicos, como na construção participativa de soluções adaptadas que tragam benefícios concretos e se constituam em tecnologias socioambientais passíveis de ganho de escala e replicação, inclusive em outros contextos.

Conta com uma equipe técnica interdisciplinar, que visita regularmente as comunidades para implementar programas voltados para o ordenamento territorial, fundiário e ambiental; organização social, cidadania e direitos humanos; produção familiar e geração de renda; saúde e saneamento; educação, cultura, comunicação e inclusão digital.

A arte, o lúdico e a comunicação são os principais instrumentos de educação e mobilização. Por meio de métodos abertos de construção multilateral do saber, adaptados ao universo cultural local, procura-se envolver todos os segmentos e faixas etárias, qualificando-os como multiplicadores – lideranças, produtores rurais, empreendedores locais, professores, agentes de saúde, grupos de mulheres, jovens e crianças.

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Vídeo Cartas Ubuntu: projeto desenvolve formação em audiovisual nos quilombos de Santarém https://teste.projeto-zero.site/video-cartas-ubuntu-projeto-desenvolve-formacao-em-audiovisual-nos-quilombos-de-santarem/ https://teste.projeto-zero.site/video-cartas-ubuntu-projeto-desenvolve-formacao-em-audiovisual-nos-quilombos-de-santarem/#respond Fri, 10 Feb 2023 19:00:25 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17489 Esta é a segunda edição do projeto, na primeira ,  oficinas foram realizadas em quatro aldeias indígenas. Nesta, adolescentes e jovens de quatro quilombos do planalto e da várzea estão recebendo oficinas de audiovisual. Resultados das oficinas são filmes dos gêneros: documentário, ficção e animação. 

O projeto Vídeo Cartas está na sua segunda edição e em 2022 a sua programação está voltada aos jovens e adolescentes quilombolas de Santarém. Foram contemplados quatro quilombos Murumuru e Bom Jardim na região do Planalto, Arapemã e Saracura na Várzea.

Cerca de 80 adolescentes e jovens entre 12 e 22 anos de idade participaram de oficinas de audiovisual com foco na produção de filmes de ficção, documentário e animação. As histórias contadas pelos  griôs e griotas (anciãos dos quilombos) inspiraram filmes criativos exibidos para toda a comunidade nos últimos dias da cada semana de oficinas nesses territórios.

“O que falar do projeto Vídeo Cartas, foi uma uma semana produtiva e até cansativa, mas conseguimos fazer o nosso papel e contribuir com tudo que foi feito. Eu me senti honrada em participar, e várias histórias do Arapemã me inspiraram, eu me encaixei perfeita no papel”, relata a estudante  Leidilza Silva, 22, do quilombo Arapemã.

Jovens e comunitários do quilombo Bom Jardim.

Na visão de Maria Caetana, presidente do quilombo do Murumuru, “foi um sentimento de gratidão, quando vem um evento desse pro nosso quilombo, a gente se sente grato por isso, porque isso que nós buscamos para os nossos adolescentes […] o audiovisual chama a atenção deles, já é a da vivência deles, eles tendo um celular já fazem essa prática. Então para eles completa o conhecimento”.

Contemplado pelo prêmio Preamar de Cultura da Secretaria de Estado de  Cultura (Secult/PA), o Vídeo Cartas Ubuntu é uma realização da produtora audiovisual M´bóia em parceria com a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS), o Ponto de Cultura Kizomba e o Projeto Saúde e Alegria. Também conta com o apoio das associações e escolas municipais das localidades.

A primeira edição do projeto em 2021 foi desenvolvida com jovens e adolescentes de quatro aldeias do Baixo Tapajós: Akayu Asu, Caranã, Vista Alegre do Capixauã  na Resex Tapajós-Arapiuns e na aldeia Açaizal no planalto santareno. As produções podem ser acessadas no canal do Youtube do Vídeo Cartas:

https://www.youtube.com/@videocartastapajos8570

Sobre o Vídeo Cartas – O projeto surgiu com a proposta de difusão de oficinas de audiovisual para povos tradicionais e originários que têm pouco acesso aos meios de produção videográficos. Assim, o Vídeo Cartas – Ubuntu tem a intenção de promover atividades audiovisuais direcionadas, especialmente, às populações amazônicas, com eixos-temáticos que correspondam as realidades do povo daqui, no qual possa existir uma constante capacitação e protagonismo na apropriação dos conhecimentos compartilhados  do projeto e continuidade autônoma pelos jovens comunitários. Ao final de cada etapa, são disponibilizados kits de audiovisual (celulares, microfones, equipamentos e led e tripés) para serem utilizados em diversas atividades de comunicação comunitárias.

No primeiro dia das oficinas, os alunos de todos os quilombos participaram de uma palestra do antropólogo e artista plástico Anderson Pereira, com o tema “Marcos do Cinema Negro”. O contexto sobre o papel e espaços das pessoas negras no cinema mundial e brasileiro foi uma introdução para os jovens quilombolas se inspirarem a realizar filmes, desta vez, como protagonistas das suas narrativas. “Foi incrível trazer o conhecimento que eu adquiri e também aprender com eles essa nova forma de pensar e fazer cinema e enxergar cinema a partir do nosso olhar de ser amazônida, isso é muito importante, ler a nossa realidade sem a contaminação daquilo que foi nos ensinado a esquecer”.

A capacitação tem como base a teoria e a prática, no entanto, vai para além de uma formação, mas também como fomento para criação de coletivos de comunicação colaborativa em cada território. Dessa forma, o projeto oferece suporte de equipamentos e recursos pedagógicos para que os participantes possam se tornar multiplicadores. Na primeira edição, foi possível criar coletivos de comunicadores indígenas na aldeia Vista Alegre do Capixauã e Caranazal, o que resultou na elaboração diversos curtas e animações que foram exibidas na Mostra Ipê do CineAlter – Festival Latino Americano de Alter do Chão, em 2021, dedicada à filmes experimentais e de baixo custo.

“Vamos além de um projeto de audiovisual, ele afeta pontos importantes para a vida dos povos tradicionais, porque incentivamos os jovens e adolescentes a encontrar suas identidades, a valorizar a memória dos seus ancestrais, a destacar a singularidade das suas culturas, buscando na fonte, nos mais velhos, as histórias a serem contadas,, mas também tendo voz nessa narrativa audiovisual com um olhar próprio sobre suas realidades”, reflete Pedro Alcântara, antropólogo, produtor audiovisual e coordenador do projeto.

Desse modo, o Vídeo Cartas Ubuntu tem interesse, junto ao Coletivo Kizomba e a Federação das Organizações Quilombolas de Santarém (FOQS) em dar continuidade a esse processo de interação e sociabilidade por meio de vídeos nos quilombos, com o intuito de criar um ecossistema comunicativo entre aldeias e quilombos e fomentar a produção audiovisual na região do Baixo Tapajós.

Um pouco sobre a metodologia do projeto

Nesta segunda edição o projeto irá abordar nos quilombos os seguintes eixos temáticos:

– Memória e tradição;

– Manejo florestal;

– Economia sustentável;

– Mulher e conservação da terra;

– Saúde e tecnologias da floresta;

– Arte e juventude;

– Cultura popular e sociabilidades.

A educomunicação será o fio condutor como metodologia de trabalho, que desenvolve ações a partir das demandas e participação ativa dos comunitários, abordando a princípo os seguintes aspectos das tecnicas cinematograficas: Dispositivos e programas audiovisuais acessíveis; gramática audiovisual (sequência, tipos de planos, tomadas, movimentos de câmera, som e luz e etc) e produção e difusão. Os equipamentos usados na oficina serão celulares; programas de edição de celular, lousa, projetor e tela. As projeções serão usadas em momentos expositivos para referências audiovisuais, como também  exibição dos próprios filmes e das vídeo-cartas produzidas entre os próprios jovens.

A proposta do cronograma será uma imersão intensiva de uma semana em cada quilombo passando por quatro módulos em cada comunidade: 1) Compreensão das demandas e necessidades de cada comunidade; 2) Realização das oficinas; 3) Finalização dos produtos audiovisuais e difusão e 4)Exibição dos materiais nas comunidades contempladas.

** Release da II Edição Projeto Vídeo Cartas – Ubuntu | Israel Campos/Raphael Ribeiro

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Artistas amazônidas lançam música e clipe “Kwá Yãné Rẽdawa- Esse é o nosso lugar” em manifesto poético pelo dia da Amazônia https://teste.projeto-zero.site/artistas-amazonidas-lancam-musica-e-clipe-kwa-yane-redawa-esse-e-o-nosso-lugar-em-manifesto-poetico-pelo-dia-da-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/artistas-amazonidas-lancam-musica-e-clipe-kwa-yane-redawa-esse-e-o-nosso-lugar-em-manifesto-poetico-pelo-dia-da-amazonia/#respond Mon, 29 Aug 2022 17:16:08 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16615 Canção será lançada na internet no dia da Amazônia, 05/09, com pré-lançamento  03/09 em evento presencial em São Paulo e exibição em diversos momentos do projeto Vozes da Ação Climática, na semana da Amazônia 

A música Kwá Yãné Rẽdawa, que em nheengatu significa “esse é o nosso lugar”, é um abraço fraterno entre os estados que compõem a Amazônia brasileira, a mãe do Brasil. Ela faz parte do projeto Vozes da Amazônia, que também se desdobrará em clipe e evento presencial para marcar o próximo Dia da Amazônia, 05/09/22, almejando tornar-se um festival nos próximos anos.

Mais do que um projeto em homenagem à Amazônia, ele é feito pelas próprias vozes da região. “Nós somos guardiões da maior biodiversidade do planeta com nossos saberes, costumes, tradições e cultura. Somos vozes diversas que se desenvolvem de forma única nos territórios desse universo verde”, diz o idealizador do projeto Silvan Galvão.

Sete estados da Amazônia Legal estão representados nessa poesia da floresta: do Pará, Silvan Galvão e Nilson Chaves são autores, intérpretes e anfitriões do projeto. Outros dois paraenses fazem parte da música: o compositor Joãozinho Gomes, na letra, e a atriz Dira Paes, que interpreta um poema. Do Amapá, a cantora Patrícia Bastos traz sua contribuição; Graça Gomes é a sonoridade do Acre; o Amazonas é representado pela artista Ellen Fernandes; a cantora Euterpe é a voz de Roraima; Bado representa Rondônia; e Genésio Tocantins fala de seu estado.

O videoclipe procura ilustrar essa imensa riqueza, gravando cada artista em seu lugar natal, mostrando a floresta, o povo e os costumes. “Neste projeto, a Amazônia é a protagonista”, diz Silvan.

O videoclipe será lançado no dia da Amazônia, 05/09, nos canais do Silvan Galvão e do Projeto Saúde e Alegria e a música estará nos principais canais digitais (pré save) com apoio do Selo Alter do Som.

O pré-lançamento será no evento presencial Vozes da Amazônia que acontece durante todo o dia 03/09 em São Paulo, na Cervejaria Tarantino, com shows, intervenções artísticas, venda de artesanato e degustação da culinária amazônica. Três dos nove artistas que interpretam a música estarão presentes e farão a primeira apresentação ao vivo da canção: Nilson Chaves e Silvan Galvão, do Pará, e Patrícia Bastos, do Amapá.

Parceiro da iniciativa, o Projeto Saúde e Alegria, que atua na região de Santarém/PA, também exibirá o clipe em eventos do Projeto Vozes pela Ação Climática, que está organizando com diversos parceiros na semana da Amazônia. “Nós estamos buscando dar visibilidade às expressões do povo da Amazônia que a muito custo tenta manter essa floresta em pé, porque depende dela de corpo e alma pra sobreviver, e pela sua importância para o equilíbrio do clima no planeta”, diz o coordenador do PSA, Fabio Pena.

Fotos: https://drive.google.com/drive/u/0/folders/1YbauwiL3_1CjVgH1sQck7XDTw4wVWo-A

INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA

f e r v o – comunicação, conteúdo & relacionamento| Priscila Cotta & Fabiana Cardoso

Kwá Yãné Rẽdawa- Esse é o nosso lugar

Autores:

  • Silvan Galvão – Pará
  • Nilson Chaves – Pará
  • Joãozinho Gomes – Pará

Interpretação de texto: 

  • Dira Paes – Pará

Vozes:

  • Silvan Galvão- Pará
  • Patrícia Bastos – Amapá
  • Nilson Chaves – Pará
  • Ellen Fernandes – Amazonas
  • Graça Gomes – Acre
  • Euterpe – Roraima
  • Bado – Rondônia
  • Genésio Tocantins – Tocantins

Direção do clipe

  • Priscila Tapajowara – Pará

Letra:

De Porto Velho a Manaus,

Palmas, Belém, Boa Vista

De Macapá a Rio Branco

Versos da mesma poesia

Amazônia

Amazônia

Vamos juntos entoar

Um canto encanto nortista

Vamos cantar nossa língua

Nativa sabedoria

Amazônia

Amazônia

Kwa Yanerendawa

Kwa Yanerendawa

Texto interpretado por Dira Paes:

“Esse é nosso lugar!

Este ato nortista,

este encontro de vozes da mata

que ecoa, agora:

que sai das almas dos artistas

como à franja do horizonte

esplende-se a aurora,

que ora e grita à hora

em que Tupã medita – edita, pai,

deleta o que dita o idiota! –

é a voz que te dirá quem somos

– sumanos somamos

humanos suprimos –

nesta floresta ímpar,

neste primor divino onde

vivemos e dividimos voo

com passarinhos; nós sabemos

do calor do grande ninho,

sabemos entoar para

que abram-se caminhos, intuir

para que abracem-se sacis

e dancem nossos hinos.

Sabemos solfejar os trinos

que entoam os sabiás; e sábios,

sabemos desfiar

nossos destinos, e hábeis, guardar

o grande ninho

como fazem com a rosa

os seus espinhos… ”

De São Luís a Parintins

Alter do Chão, Jalapão, Pacaraima

Do marabaixo a floresta

Cantos da mesma magia

Amazônia

Amazônia

Belezas de uma herança

No rosto, no sotaque e no olhar

Navegando na   história

Da nossa força nativa

Amazônia

Amazônia

Kwa Yanerendawa

Parceria e Distribuição: Selo Alter do Som

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