Rede Comunitária Floresta Digital – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Mon, 03 Nov 2025 13:40:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Caravana “Navegando contra o fim do mundo” sai de Santarém para COP30 em Belém  https://teste.projeto-zero.site/caravana-navegando-contra-o-fim-do-mundo-sai-de-santarem-para-cop30-em-belem/ https://teste.projeto-zero.site/caravana-navegando-contra-o-fim-do-mundo-sai-de-santarem-para-cop30-em-belem/#respond Mon, 03 Nov 2025 13:40:50 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22764 Expedição saiu neste domingo (02) de Santarém no Pará com destino à capital do Estado de Belém para a Conferência das Partes com jornalistas, comunicadores e lideranças 

“Navegando contra o fim do mundo”, lideranças comunitárias, artistas, pesquisadores e comunicadores da Amazônia atravessam os rios da Amazônia rumo à COP-30, reafirmando o papel dos povos da floresta como protagonistas nas soluções para a crise climática.

Durante o trajeto até terça-feira (04/11), a tripulação participa de atividades como rodas de conversa e oficinas temáticas com foco em justiça climática, soberania alimentar, economia da floresta, direitos territoriais e comunicação comunitária. O percurso também inclui paradas em comunidades ribeirinhas para intercâmbio de experiências sobre manejo sustentável, tecnologias sociais e estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

O primeiro dia começou com o encontro no barco, momento de acolhida, distribuição de kits e orientações de segurança. Às 9h30, foi realizada a sessão de abertura com o Projeto Saúde e Alegria, apresentada por Fábio Pena, seguida do painel “O recentramento do mundo, o recentramento do jornalismo”, com Eliane Brum e Jonathan Watts.

Às 10h15, o painel “Who Profits? Mercados Globais e a Amazônia” reuniu Octávio Ferraz, Gearóid Ó Cuinn e Miriam Saage-Maaß, discutindo a exploração econômica da Amazônia e estratégias jurídicas de enfrentamento.

Na sequência, às 11h30, ocorreu a mesa “Estamos todos no mesmo barco? Como a crise climática escancara desigualdades sociais”, com mediação de Fábio Pena (PSA) e participação de Lucas Tupinambá (CITA) e Mário Assunção do Espírito Santo (liderança quilombola).

À tarde, os debates abordaram os impactos da emergência climática sobre a saúde e as emoções coletivas. Às 14h, Erika Pellegrino (SAMA) e Guilherme Franco (Fiocruz) conduziram o painel “A emergência da saúde diante do colapso do clima e da natureza”. Às 15h30, Ilana Katz e Mariana Leal Barros discutiram “Ansiedade climática entre aspas”, sobre os efeitos psicológicos e sociais da crise ambiental.

A partir das 16h30, a tripulação iniciou a navegação rumo à Ponta do Cururu, com parada para foto oficial nas margens do Tapajós, seguida de palavras de boas-vindas de Caetano Scannavino (PSA) e da Benção do Tapajós com Paulinho Borari.

O dia terminou com apresentações culturais: Íris da Selva, Voz e Violão, no deck C, após o jantar das 19h.

Segunda-feira (3/11) – Soluções comunitárias e protagonismo amazônico

Foto: Adriane Gama.

O segundo dia inicia com o painel “O colapso chamado Belo Monte”, com Raimunda Gomes, Bel Yudjá-Juruna, Maria Francineide dos Santos e Thais Santi.

Às 9h30, Caetano Scannavino e Fábio Pena apresentam o painel “Soluções climáticas de base comunitária com Saúde e Alegria”, destacando tecnologias sociais e ações territoriais do PSA.

Na sequência, o tema “A juventude protagonizando soluções climáticas” trouxe a experiência dos Guardiões do Bem Viver, com Darlon Neres e Erivelton Guimarães.

O debate “A floresta é a mulher” destaca o protagonismo feminino nas lutas socioambientais, com Tainã Rinegro, Juma Xipaya, Ehuana Yanomami, Ana Maria Machado, Maria Selma Martins e o coletivo Mulheres Tapajônicas.

À tarde, as discussões se ampliam com “Outres humanos com quem compartilhamos a Terra”, com Raimunda Gomes, Jansen Zuanon, Cris Carneiro, Miriam Saage-Maaß e Wajã Xipai, seguido do painel “Narrativas amazônicas do colapso climático”, com Jander Arapium, Diel Yudjá-Juruna, Soll (PSA/DW) e André Melo.

O cientista Antônio Nobre conduz uma conversa sobre “Vida e o futuro da floresta”, às 16h50, e a noite encerrou com a exibição do filme “A Queda do Céu”, de Gabriela Carneiro da Cunha e Eryk Rocha, e o show Íris da Selva & Pássaros Urbanos.

Terça-feira (4/11) – Reflexões finais e chegada a Belém

O último dia inicia com o painel “As cidades-jardins reveladas pela arqueologia amazônica e ameaças da civilização industrial”, com Eduardo Neves, Bruna Rocha e Vinícius Honorato. Às 10h15, o debate “Sonhando mundos” reuniu Ehuana Yanomami, Ana Maria Machado, Sidarta Ribeiro e Mariana Leal Barros para tratar de visões de futuro e espiritualidade na Amazônia.

Após o almoço, a chegada a Belém foi prevista para as 13h, encerrando a primeira etapa da caravana.

A programação, organizada em parceria com o Projeto Saúde e Alegria, DW Akademie, Sumaúma, Fiocruz, SAMA e instituições de pesquisa e base comunitária, integra a preparação da caravana amazônica para a COP-30. O percurso reúne reflexões, trocas e vivências que articulam ciência, cultura e experiências locais no enfrentamento das mudanças climáticas.

]]> https://teste.projeto-zero.site/caravana-navegando-contra-o-fim-do-mundo-sai-de-santarem-para-cop30-em-belem/feed/ 0 Rede Floresta Digital promove Webinar com histórias de empreendedorismo e resistência de mulheres da Amazônia https://teste.projeto-zero.site/rede-floresta-digital-promove-webinar-com-historias-de-empreendedorismo-e-resistencia-de-mulheres-da-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/rede-floresta-digital-promove-webinar-com-historias-de-empreendedorismo-e-resistencia-de-mulheres-da-amazonia/#respond Wed, 29 Oct 2025 18:25:10 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22731 Evento online reuniu lideranças da Amazônia que transformam desafios em força coletiva e empreendedorismo comunitário

O Fala Virtual da Rede Comunitária Floresta Digital realizou o ‘Webinar Mulheres e Empreendedorismo’, que reuniu três protagonistas de diferentes territórios da Amazônia para compartilhar vivências sobre autonomia, trabalho coletivo e justiça climática. O encontro, transmitido no dia 1º de outubro, destacou experiências inspiradoras de mulheres que constroem caminhos sustentáveis e igualitários a partir de suas comunidades.

Ribeirinha da comunidade de Anã, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, Maria Odila Godinho emocionou o público ao narrar a trajetória do grupo MUSA – Mulheres Sonhadoras em Ação. O coletivo surgiu enfrentando preconceitos e desafios burocráticos, mas se consolidou como referência no empreendedorismo comunitário feminino.

“Diziam que piscicultura era trabalho de homem. A gente mostrou que não é bem assim”, contou Odila, relembrando o início da atividade de criação de peixes. As mulheres aprenderam a produzir a própria ração, conquistaram autonomia e transformaram o lago da comunidade em um sistema autossustentável, que hoje alimenta 86 famílias.

O grupo também obteve um projeto de R$ 500 mil junto ao Ministério da Pesca, possibilitando a compra de tanques-rede e a reforma do barco comunitário. “A vida é dura pra quem é mole, minha filha. Então endureça pra ela não te jogar”, recordou Odila, citando o conselho do pai — frase que se tornou símbolo da perseverança feminina em Anã.

Do Acre, Maria Jocicleide Aguiar, conhecida como Joci Aguiar, levou ao debate uma reflexão sobre o papel das mulheres nas políticas públicas ambientais. Militante histórica, ex-coordenadora da Rede GTA e da RAMH, Joci contou que sua trajetória começou com a dor de ouvir o som das motosserras na floresta: “Parecia que a árvore pedia socorro”.

Ela destacou a criação do Grupo de Trabalho de Gênero e Clima, que defende a valorização dos saberes tradicionais femininos e a formulação de protocolos de atendimento a mulheres e meninas em desastres climáticos. “Durante as enchentes, são elas as mais afetadas, e muitas sofrem violências nos abrigos”, explicou.

Para Joci, a justiça climática precisa garantir que os recursos cheguem às mãos das mulheres: “Precisamos pensar em como o dinheiro da perda e dano chega pra quem precisa recomeçar. A burocracia ainda é uma das maiores barreiras”.

A educadora Clara Santos, do Grupo de Trabalhadoras Artesanais e Extrativistas (GTAE) e colaboradora do Instituto Zé Cláudio e Maria, trouxe a perspectiva do empreendedorismo ligado à educação do campo e ao extrativismo sustentável. Feminista e ativista social de Nova Ipixuna (PA), Clara enfatizou que a formação de redes solidárias é essencial para fortalecer as mulheres amazônicas e garantir autonomia territorial e econômica.

Durante o debate, outras participantes reforçaram o papel da formação e da escuta dos territórios. Antonina ressaltou a dificuldade de acessar editais e financiamentos, defendendo políticas públicas mais acessíveis às comunidades. Já Dalva chamou atenção para a importância de dar visibilidade às mulheres por trás dos produtos — como a “Tata Caseira” do tacacá — e reconhecer o trabalho nas Escolas Família Agroextrativista.

O evento, promovido pelo Projeto Saúde e Alegria e DW Akademie foi moderado pela pesquisadora Adriane Gama/PSA.

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Mulheres da Amazônia fortalecem redes de cuidado e autonomia digital em encontro nacional https://teste.projeto-zero.site/mulheres-da-amazonia-fortalecem-redes-de-cuidado-e-autonomia-digital-em-encontro-nacional/ https://teste.projeto-zero.site/mulheres-da-amazonia-fortalecem-redes-de-cuidado-e-autonomia-digital-em-encontro-nacional/#respond Thu, 23 Oct 2025 19:42:00 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22580 Representantes da Rede Floresta Digital e da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia participaram do “Nós na Rede”, em São Paulo, trocando saberes e fortalecendo conexões femininas em torno da tecnologia e da vida nos territórios

Mulheres da Amazônia que constroem, com as próprias mãos, redes de conectividade e solidariedade nos territórios estiveram reunidas no interior de São Paulo durante o encontro “Nós na Rede”, realizado pela LocNet APC em parceria com a Rede Transfeminista de Cuidados Digitais. A atividade reuniu representantes de várias regiões do Brasil, entre elas comunicadoras, educadoras e lideranças da Rede Comunitária Floresta Digital e da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia, apoiadas pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) e DW Akademie.

“Foi um espaço de escuta, de trocas e de construção conjunta. As mulheres trouxeram suas experiências de territórios quilombolas, ribeirinhos e indígenas, mostrando que conectividade é também um ato político e de cuidado”, destacou Adriane Gama, pesquisadora do Projeto Saúde e Alegria.

O evento foi um mergulho em experiências de mulheres e pessoas trans — que atuam em redes comunitárias, tecnologias apropriadas, energia, plantas medicinais, educação, palhaçaria e segurança digital. No convívio coletivo, emergiram trocas afetivas e discussões sobre autonomia, sustentabilidade e o papel das mulheres na construção de tecnologias centradas em suas realidades.

“O encontro me fez perceber que redes comunitárias não são só acesso à internet. Elas envolvem os viveiros, as hortas, os canteiros medicinais e tudo o que as comunidades constroem coletivamente”, contou Darlene Branches, representante do território Abril Vermelho e da Rede Floresta Digital. Para ela, o evento foi também um espaço de autodescoberta: “Voltei animada, com vontade de repassar o que aprendi e fortalecer o setor de comunicação da nossa rede.”

Da região de Barcarena, Pará, Josenite Santos definiu a vivência como “sensacional”. “Passar uma semana na Fazenda Serrinha, em Bragança Paulista, foi uma experiência que me fez entender o quanto ainda posso fazer pela minha comunidade. O encontro mostrou que autonomia também vem do aprendizado coletivo”, relatou.

Luzia Camila, da Casa Preta Amazônia, destacou a potência do encontro como espaço de reorganização das ideias e de reafirmação das conexões entre as mulheres: “Apesar das distâncias, nos encontramos nas vontades e nos sonhos que carregamos. Foi muito importante pensar juntas sobre soberania digital, segurança e transição energética justa para nossos territórios”, afirmou. Para ela, mais do que aprender sobre tecnologias, foi um momento de se reconhecer como parte de uma rede viva de mulheres amazônidas que reivindicam espaço em decisões sobre políticas públicas e tecnologias que as afetam diretamente.

Entre as participantes também estava Juliana Albuquerque, comunicadora indígena do povo Baré, da Rede Wayuri e Rádio Nacional dos Povos, no Rio Negro. “A gente percebe que não está sozinha. Existem mulheres potentes, quilombolas, indígenas, jovens e mães que lutam pelas mesmas causas — por territórios vivos e por um futuro mais justo”, disse. “Esses encontros nos fortalecem, nos abraçam e renovam o desejo de continuar lutando, cada uma à sua maneira, pelos direitos e pela floresta em pé.”

Encerrando o encontro, Luisa Bagope, coordenadora de gênero da LocNet/APC, reforçou o propósito do evento: “O Nós na Rede é um encontro entre mulheres e pessoas de gênero dissidente envolvidas na Conectividade Centrada em Comunidades (CCC) em todo o Brasil. Nosso objetivo é criar, fortalecer e expandir laços de afeto e colaboração”, explicou.
Inspirado no formato de um acampamento na natureza, o encontro reuniu lideranças de territórios onde a autonomia tecnológica é trabalhada através das redes comunitárias, com participantes do Norte, Nordeste e Sudeste — ativistas da comunicação indígena, do movimento campesino, da ciência cidadã e dos cuidados digitais. O evento buscou uma metodologia horizontal, em que cada participante pôde ensinar e aprender, gerando uma verdadeira “rede das redes”:  “Intelectualidade, arte e afeto se somaram num espaço livre de expectativas de resultado, propiciando experimentações autênticas e criativas. Ficamos muito honradas com cada presença, porque sabemos o quanto é difícil sair do território, ainda mais sendo mulheres que realizam múltiplas funções no dia a dia”, disse.

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Quilombo do Gibrié, Assentamento Abril Vermelho e comunidade de Acará-açu participam de formação em mídias comunitárias em Belém, PA https://teste.projeto-zero.site/quilombo-gibrie-assentamento-abril-vermelho-e-comunidade-de-acara-acu-participam-de-formacao-em-midias-comunitarias-em-belem-pa/ https://teste.projeto-zero.site/quilombo-gibrie-assentamento-abril-vermelho-e-comunidade-de-acara-acu-participam-de-formacao-em-midias-comunitarias-em-belem-pa/#respond Thu, 25 Sep 2025 12:59:59 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22418 Segunda formação do Projeto Rede Comunitária Floresta Digital na temática reuniu representantes dos três territórios amazônicos na Casa Preta Amazônia, ilha de Caratateua em Belém

A Rede Comunitária Floresta Digital realizou sua segunda formação em mídias comunitárias, desta vez na Casa Preta Amazônia, em Outeiro, reunindo representantes do Quilombo do Gibrié de São Lourenço, do Assentamento Abril Vermelho e da comunidade ribeirinha de Acará-açu. O encontro faz parte de um ciclo de quatro formações que, até os próximos meses, deve contemplar nove comunidades tradicionais amazônicas, uma iniciativa da DW Akademie e do Projeto Saúde e Alegria (PSA).

O encontro ampliou o diálogo entre realidades distintas, mas com objetivos comuns, explicou Adriane Gama, pesquisadora do Projeto Saúde e Alegria: “Foi uma oportunidade para visibilizar os territórios por meio de práticas em áudio, fotografia e audiovisual, discutindo também soberania digital e o uso crítico das tecnologias, com destaque para a participação ativa de jovens e mulheres.”

Do Quilombo de Gibrié, em Barcarena, Sofia Cruz enxerga o papel da juventude como ponte entre gerações. “Os mais velhos nem sempre têm facilidade com a internet. Nós, jovens, podemos ser esse canal para levar conhecimento, fortalecer nossa cultura e transformar as redes em ferramentas de sabedoria.”

Já no audiovisual, o jovem Antônio Vitor, da comunidade Acará-açu, vê possibilidades de documentar iniciativas locais. “Quero usar o que aprendi para registrar projetos da nossa comunidade, como o trabalho das mulheres do artesanato. É uma forma de dar mais visibilidade e fortalecer o que já existe.”

Entre os participantes, jovens compartilharam como pretendem levar o aprendizado para suas comunidades. Vitor Mariano, do Assentamento Abril Vermelho, relatou a experiência na oficina de áudio. “Estamos produzindo um podcast que conta a história do assentamento e do Quilombo Gibrié, registrando nossas lutas e soluções para que a memória do território alcance mais pessoas.”

As mulheres também se destacaram nas oficinas de fotografia. Para Ester Raiane, do Assentamento Abril Vermelho, o aprendizado abre novos horizontes: “As fotos que fazemos para documentos agora podem servir também para valorizar nossos produtos da reforma agrária e ampliar nossa presença no mercado.” Na mesma linha, Valdecir Cardoso, de Acará-açu, reforçou a importância de multiplicar o conhecimento: “Quero levar o que aprendi para outras mulheres da comunidade, mostrar que podemos nos organizar e registrar nossos próprios trabalhos.”

A parceria com a Casa Preta Amazônia fortaleceu a conexão entre os territórios. Luzia Camila destacou que o espaço tem buscado ser suporte para processos coletivos: “Mesmo em um mesmo estado, há diferenças geográficas e culturais. Receber essa formação é uma forma de integração, de fortalecer habilidades técnicas e de pensar caminhos de proteção dos saberes, integrando juventude e mais velhos num processo coletivo e circular.”

No início das oficinas, cada território recebeu celulares doados pelo projeto, permitindo que os participantes já iniciassem seus trabalhos e levassem a prática para suas comunidades. A programação também contou com uma noite cultural, que apresentou de forma técnica e criativa os resultados produzidos em cada oficina e encerrou o encontro com a entrega dos certificados. A próxima etapa da Rede Floresta Digital será no Acre, onde outros grupos se somarão a esse processo coletivo de aprendizado e construção.

“É importante destacar que essas formações presenciais fazem parte de um projeto maior de formação que será levado a cabo por meio de uma plataforma de aprendizagem a distância. A ideia é manter um ritmo contínuo da comunicação comunitária da rede, ajudando as comunidades a alcançarem seus objetivos internos e externos” – Luiza Cilente, da DW Akademi.

Fotos: André, Adriane Gama e Luíza Celente.

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Aldeia Vista Alegre do Capixauã recebe jornada de formação em mídias digitais para fortalecer geração de renda comunitária https://teste.projeto-zero.site/aldeia-vista-alegre-do-capixaua-recebe-jornada-de-formacao-em-midias-digitais-para-fortalecer-geracao-de-renda-comunitaria/ https://teste.projeto-zero.site/aldeia-vista-alegre-do-capixaua-recebe-jornada-de-formacao-em-midias-digitais-para-fortalecer-geracao-de-renda-comunitaria/#respond Thu, 21 Aug 2025 20:37:54 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22236 Essa foi a primeira formação em mídia do projeto Rede Comunitária Floresta Digital. Mais três formações serão realizadas nos próximos meses contemplando mais sete comunidades participantes do projeto

A DW Akademie e o Projeto Saúde e Alegria (PSA) promoveram na Aldeia Vista Alegre do Capixauã, território indígena Kumaruara, a primeira formação presencial em mídias comunitárias no âmbito da Rede Floresta Digital. Durante quatro dias, jovens, mulheres e lideranças indígenas participaram de oficinas de fotografia, audiovisual, edição de áudio e uso de drones, além de vivências culturais e trocas intercomunitárias. Também participaram da formação cinco integrantes da Aldeia Ponta Alegre, da etnia Sateré Mawé.

A iniciativa busca fortalecer a comunicação comunitária e a autonomia dos povos nos territórios. A pesquisadora da Rede Floresta Digital/PSA, Adriane Gama destacou que as redes comunitárias são estratégias criadas para responder a desafios enfrentados em regiões remotas da Amazônia. “A ideia é fortalecer a autonomia e a gestão comunitária para que as pessoas dos seus territórios possam se emancipar e poder ecoar as suas notícias, as suas informações”, afirmou.

A oficina também contou com a participação de jovens comunicadores. André Melo, indígena Kumaruara de 19 anos, relatou que começou na comunicação aos 14 anos e agora teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em áudio. “Hoje a gente tem uma rádio que vai funcionar e vai servir para nós mesmos aqui dentro da aldeia”, destacou, ressaltando a importância da troca com jovens de outras comunidades.

O protagonismo feminino esteve presente na formação. Adriana Barbosa de Oliveira, da etnia Sateré-Mawé, explicou que a chegada de equipamentos como celulares ampliou as possibilidades de divulgação do trabalho das mulheres. “Vai ser muito importante para nós divulgar nossos trabalhos na aldeia, como artesanato e eventos culturais”, disse.

Na oficina de fotografia, Beatriz Melo, da Aldeia Vista Alegre participou das atividades conduzidas pelo documentarista João Albuquerque. Segundo ela, o aprendizado foi compartilhado com os parentes Sateré-Mawé, em um intercâmbio que envolveu conhecimentos sobre cultura e tradições. “Os jovens têm que aproveitar mais, se aprofundar mais, dar uma alegria para frente da sua comunidade”, afirmou.

As lideranças também destacaram o impacto da formação. A cacica Irenilce, ressaltou que a chegada de uma web rádio tem fortalecido a juventude e o turismo de base comunitária. “Isso vai melhorar muito para nós e fortalecer o nosso turismo de base comunitária, vamos saber fazer divulgações e mostrar que aqui nós existimos”, declarou.

Entre os facilitadores, Daleusso Sousa, indígena da Aldeia São Pedro do Rio Arapiuns, ministrou a oficina de edição de áudio em software livre. Para ele, a experiência representou uma forma de multiplicar conhecimentos. “A gente sabe da importância de comunicar a partir do território, comunicar para fora e dentro da aldeia”, afirmou.

O encontro também contou com uma oficina de audiovisual ministrada pela jornalista Taína Barral, que destacou o papel do registro em vídeo para preservar conhecimentos ancestrais. “O audiovisual é essa ferramenta onde a gente pode captar esses saberes e salvaguardar essa cultura para que não seja apagada”.

O professor e coordenador do grupo de jovens da Aldeia Vista Alegre, Lucivando de Serra Melo, acompanhou a participação dos estudantes e ressaltou a motivação gerada pela oficina. “Foi uma satisfação muito grande ver os jovens se empenhando e participando mais ativamente do que em formações anteriores”, disse.

A conselheira do território Kumaruara, Zenilda Kumaruara, considerou o encontro um marco para a juventude local. “Nosso território agradece, se sente honrado de estar recebendo essas oficinas aqui sobre as mídias na Aldeia Vista Alegre”.

Matheus Botelho, coordenador pedagogico do projeto, explicou que a formação é apenas o início de um processo maior. “É falar a partir do cotidiano, da vida de cada pessoa no território e da valorização desse modo de vida, das culturas e dos empreendimentos”, explicou.

A expectativa é que, a partir dessa primeira experiência, a comunicação comunitária se consolide como ferramenta de fortalecimento cultural, produtivo e social nas aldeias do Tapajós e de outros territórios indígenas conectados pela Rede Floresta Digital. Na oportunidade foram entregues aparelhos celulares para documentação audiovisual e produção de conteúdo sobre os territórios.

Fotos: Adriane Gama/João Albuquerque.

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“Não existe uma COP na Amazônia sem a Amazônia que somos nós.” – defende liderança em ciclo de diálogos da Rede Floresta Digital https://teste.projeto-zero.site/nao-existe-uma-cop-na-amazonia-sem-a-amazonia-que-somos-nos-defende-lideranca-em-ciclo-de-dialogos-da-rede-floresta-digital/ https://teste.projeto-zero.site/nao-existe-uma-cop-na-amazonia-sem-a-amazonia-que-somos-nos-defende-lideranca-em-ciclo-de-dialogos-da-rede-floresta-digital/#respond Fri, 01 Aug 2025 18:45:16 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22195 “Não existe uma COP na Amazônia sem a Amazônia que somos nós.” A fala foi de Walter Kumaruara, educomunicador no Projeto Saúde e Alegria líder do Coletivo Jovem Tapajônico, no primeiro webinário do Ciclo de Diálogos da Rede Comunitária Floresta Digital, realizado em 30 de julho. O encontro virtual reuniu comunicadores para falar da comunicação comunitária como ferramenta de luta, memória e pertencimento.

Evento promovido pelo Projeto Floresta Digital, iniciativa da DW Akademie e do Projeto Saúde e Alegria, marcou o início de uma série de encontros online que vão abordar temas centrais para o fortalecimento da rede: mídia comunitária, redes locais e empreendedorismo socioprodutivo. A proposta é fomentar uma inclusão digital cidadã, pensada a partir dos territórios.

A roda de conversa teve a participação de três experiências de comunicação dos territórios: a Rede Wayuri de Comunicação Indígena do Amazonas, representada por José Paulo Castro; a Rede de Comunicadores Indígenas do Acre, com Ximery Apurinã; e o Coletivo Jovem Tapajônico, com Valtinho Kumaruara, do Pará.

“A gente precisa voltar a comunicar para dentro dos territórios”, defendeu Valtinho. “Nosso papel é transformar o diálogo sobre política e clima do nosso jeito. Eu não vou falar de urso polar. Eu vou falar da roça que não está produzindo, do igarapé que está secando.”

Os convidados defenderam que a comunicação comunitária não se resume a informar — ela educa, organiza, defende direitos. José Paulo, lembrou que “nem toda comunicação é igual. Cada um tem sua particularidade.” Locutor da rádio online Wayuri, ele compartilhou os desafios logísticos de comunicar em um território com mais de 20 povos diferentes e acesso difícil por via fluvial. “Se a gente parar, quem vai estar lutando pela gente?”, questionou.

Do Acre, Uhnepa Inú falou sobre os riscos e responsabilidades de quem comunica em territórios ameaçados. “A gente precisa ter coragem de expor e, às vezes, colocar a própria vida em risco. A comunicação se transformou em uma ferramenta fundamental para garantir que os direitos sejam respeitados, que as vozes sejam escutadas.” Hoje, a Rede de Comunicadores Indígenas do Acre trabalha com sete povos diferentes e segue em processo de legalização, com apoio da Comissão Pró-Índio do Acre.

Ximery Apurinã destacou o valor da coletividade: “O pessoal me acolheu com sinceridade. Um coletivo que virou família.” Com projetos de podcast, oficinas e produções audiovisuais, a rede acreana mostra que mesmo com poucos recursos, a criatividade e a vontade de comunicar fazem nascer ferramentas poderosas.

“A juventude está aprendendo a voltar para dentro dos territórios, fortalecendo sua ancestralidade, de forma política e colaborativa”, afirmou Adriane Gama, pesquisadora do Projeto Saúde e Alegria. Ela lembrou que o Floresta Digital quer fortalecer vínculos, histórias e saberes.

Os participantes também defenderam que a comunicação se constrói com escuta, coragem e afeto. Para Samsara Nukini, também da rede acreana, “nossas câmeras não são armas, mas ferramentas de resistência e memória. Quando as vozes se unem, viram rede. Viram floresta falando.”

A série de webinários da Rede Floresta Digital segue nos próximos meses, com temas voltados ao fortalecimento das redes comunitárias e à valorização das iniciativas socioprodutivas da Amazônia. Luíza Celente, da DW Akademie explica: “o objetivo é fomentar uma visibilidade conectada à cidadania, não ao consumo. A gente está formando uma rede de comunicadores dentro da própria rede Floresta Digital.”

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Newsletter da Rede Comunitária Floresta Digital https://teste.projeto-zero.site/newsletter-da-rede-comunitaria-floresta-digital/ https://teste.projeto-zero.site/newsletter-da-rede-comunitaria-floresta-digital/#respond Mon, 02 Jun 2025 14:06:51 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21967 Salve salve turma conectada!

Escrevemos para atualizar as novidades do Projeto Rede Comunitária Floresta Digital – uma iniciativa liderada pelo Projeto Saúde e Alegria e DW Akademie com apoio da União Europeia.

Neste primeiro semestre de 2025, fizemos muita coisa boa por aqui! Os projetos das nove organizações do PA, AM, AC e AP estão se consolidando e tomando forma para fortalecer os negócios socioprodutivos 🛜

No Centro Experimental Floresta Ativa, promovemos o encontro de empreendedores da Rede com a presença de vinte e três participantes de diferentes territórios amazônicos para um processo de imersão voltado ao fortalecimento de empreendimentos sustentáveis e à construção coletiva de planos de visibilidade e instalação de redes comunitárias.

Foi o início das instalações! Os primeiros pontos de conectividade já chegaram. Em março visitamos o Quilombo Gibrié de São Lourenço e a Comunidade Acará-Açu no Pará com a presença do Diretor Geral da DW Akademie, Carsten Von Nahmen, do diretor do departamento da América Latina, Rodrigo Villarzú, e do diretor de programas, Nils Brock, acompanhados da equipe do Projeto Saúde e Alegria.

E agora nossas equipes seguem apoiando o desenvolvimento das instalações de redes comunitárias que devem ocorrer ao longo do mês de junho. Após a conclusão, iniciam as formações de mídias e de empreendimentos do projeto e execução dos planos de ações dos territórios como inauguração de webradio, construção de sites e impulsionamento de iniciativas socioprodutivas.

Para saber mais, ouça à playlist do projeto com notícias do Programa Alô Comunidade: soundcloud.com/projeto-saudede-e-alegria/sets/rede-comunitaria-floresta

As ações seguem em ritmo acelerado. Conheça detalhes das iniciativas do projeto implementado pelo Projeto Saúde e Alegria e a DW Akademie. Cadastre-se na newsletter: forms.gle/JEYghvwCcsns338XA [caso queira se descadastrar, envie um email com a palavra PARE]

Acompanhe também: https://teste.projeto-zero.site/tag/rede-comunitaria-digital/

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Primeiras instalações de conectividade são feitas em territórios da Rede Comunitária Floresta Digital https://teste.projeto-zero.site/primeiras-instalacoes-conectividade-rfd/ https://teste.projeto-zero.site/primeiras-instalacoes-conectividade-rfd/#respond Mon, 17 Mar 2025 18:55:40 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21594 Projeto amplia acesso à internet, fomentando redes comunitárias na Amazônia. Em março equipe da Rede Floresta Digital visitou iniciativas do Quilombo Gibrié de São Lourenço e Comunidade Acará-Açu no Pará

A comunidade quilombola Gibrié de São Lourenço, localizada em Barcarena, e a Comunidade Acará-Açu, no município de Acará, ambas no Pará, receberam a visita do Projeto Rede Comunitária que marca um ano de início das atividades. A iniciativa, desenvolvida pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA) e DW Akademie com apoio da União Europeia, busca fortalecer redes comunitárias e promover a inclusão digital em territórios tradicionais.

A visita teve como objetivo acompanhar a implementação do projeto que fortalece comunidades que desenvolvem projetos de sociobieconomia nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Amapá.

Foi a primeira visita dos diretores da DW ao projeto. Vieram da Alemanha o Diretor Geral da DW Akademie, Carsten Von Nahmen, o diretor do departamento da América Latina, Rodrigo Villarzú, e o diretor de programas, Nils Brock. Para Rodrigo “avaliar os resultados do primeiro ano do projeto tem sido gratificante, pois as comunidades estão engajadas e demonstram grande esperança na independência que a inclusão digital pode proporcionar”. Eles também mencionaram a felicidade em conhecer de perto o impacto do projeto: “Estamos muito contentes, estamos sendo recebidos com muito carinho e é muito bonito ver a energia das comunidades”. Para a organização de desenvolvimento de mídia alemã, o projeto é uma oportunidade de retomar o trabalho na região amazônica com mais intensidade, após experiência quinze anos atrás com fortalecimento de capacidades no jornalismo ambiental.

Fábio Pena, coordenador do PSA, contou que a iniciativa busca promover a inclusão digital para apoiar esses projetos socioprodutivos sustentáveis desenvolvidos nessas comunidades: “essas comunidades vêm desenvolvendo e demonstrando que tem soluções inclusive para a questão do clima. Então são projetos que estão alinhados com essa proposta do desenvolvimento sustentável”.

No Quilombo Gibrié de São Lourenço, uma das contribuições do projeto é a construção de um espaço e equipagem de uma rádio comunitária digital. Segundo Antônio Freitas, responsável pela meliponicultura na comunidade, “a rádio servirá para divulgar os projetos desenvolvidos e fortalecer a identidade quilombola na região”. A iniciativa também busca ampliar a visibilidade dos quilombos de Barcarena, promovendo conscientização sobre a cultura e os modos de vida locais: “O projeto da rádio tem como objetivo novamente juntar tanto essas culturas, essa diversidade de pessoas que vivem dentro do nosso Quilombo, histórias, até mesmo do âmbito de culinárias, para poder novamente expandir, multiplicar esses conhecimentos dentro do Quilombo e fora do nosso Quilombo”.

“Construir esse espaço, vai proporcionar maior visibilidade à nossa comunidade. Essa interação que a gente quer promover com as outras comunidades, entrevistar o nosso povo do quilombo Gibrié de São Lourenço, contar nossas histórias, divulgar para quem queira saber, conhecer mais, vai ser maravilhoso. Principalmente porque a gente vai estar trabalhando com a nossa juventude, com as mulheres, que são a força feminina aqui deste território. Então, trabalhar com a juventude, que é o futuro deste país, fazendo com que eles sejam espontâneos, saindo do que nós éramos antes, não deixando a nossa cultura, mas inovando, recriando, formulando” – Josenite dos Santos, Quilombo de Gibrié de São Lourenço.

Na Comunidade Acará-Açu, foi inaugurado um espaço que ganhou o nome de Cabana Digital, que vai permitir que os comunitários utilizem a internet para comercializar seus produtos e fortalecer suas iniciativas produtivas. Isabela Campos, uma das coordenadoras do projeto Cabana Digital pela Rede Floresta Digital em acará-açu, destacou que a cabana é um espaço coletivo, “onde cada integrante da comunidade contribuiu para sua construção e agora pode utilizar para expandir suas atividades econômicas”.

Uma das iniciativas desenvolvidas na comunidade é o grupo Guardiãs do Cacau, um empreendimento liderado por mulheres que transforma o cacau agroecológico produzido localmente em chocolate artesanal.

O Projeto Rede Comunitária Floresta Digital garante os recursos para a construção dos espaços comunitários, a compra dos equipamentos e o apoio técnico que se realiza em cooperação com a Casa Preta e uma equipe de especialistas em criação de conectividade participativa para as instalações e a capacitação dos agentes locais. Uma parceria com a Rede Conexão Povos da Floresta também viabilizou as antenas de internet em uma das comunidades.

Visita à Casa Preta da Amazônia, organização sediada em Belém que é uma das parceiras técnicas na implementação do projeto.

A visita também incluiu a participação da Casa Preta da Amazônia, organização sediada em Belém que é uma das parceiras técnicas na implementação do projeto e um Encontro de representantes de Jornalistas e Comunicadores Sociais da Amazônia, onde foram discutidas estratégias de comunicação e fortalecimento de redes comunitárias diante da crise climática mundial.

Para as lideranças comunitárias, o projeto Rede Floresta Digital representa uma oportunidade de ampliar a autonomia dos territórios tradicionais. Pajé Mário Santos, coordenador da Associação Gibrié, ressaltou que “a internet chega num momento crucial, possibilitando a divulgação dos produtos e a conexão com outras comunidades”.

Encontro de representantes de Jornalistas e Comunicadores Sociais da Amazônia, onde foram discutidas estratégias de comunicação e fortalecimento de redes comunitárias diante da crise climática mundial.

A expectativa é que a infraestrutura digital impulsione a economia local e contribua para a valorização cultural, fortalecendo as redes comunitárias e a resiliência das comunidades envolvidas. O projeto também reforça a autodeterminação dos povos tradicionais, permitindo que eles tenham mais protagonismo na defesa de seus direitos e na difusão de seus saberes ancestrais.

É realmente muito gratificante ver o quanto a gente pode ser valorizado dentro daquilo que fazemos dentro do nosso território e quem está proporcionando isso pra gente nesse primeiro momento é a DW Akademie em parceria com o PSA e a gente agradece demais e acredita muito que esse trabalho tem muitos tem muito ainda a contribuir com o nosso território” – Antonina Cunha do Oliveira, liderança da Comunidade Acará-Açu.

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Encontro de Empreendedores da Rede Floresta Digital fortalece iniciativas comunitárias da Amazônia: “maior visibilidade aos nossos produtos e empreendimentos” https://teste.projeto-zero.site/encontro-de-empreendedores-da-rede-floresta-digital-fortalece-iniciativas-comunitarias-da-amazonia-maior-visibilidade-aos-nossos-produtos-e-empreendimentos/ https://teste.projeto-zero.site/encontro-de-empreendedores-da-rede-floresta-digital-fortalece-iniciativas-comunitarias-da-amazonia-maior-visibilidade-aos-nossos-produtos-e-empreendimentos/#respond Wed, 26 Feb 2025 18:37:59 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21515 Evento reuniu organizações dos estados Acre, Amapá, Amazonas e Pará para discutir estratégias de valorização e comercialização de produtos da sociobiodiversidade

No período entre 17 e 20 de fevereiro, o Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), localizado na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, sediou o Encontro de Empreendedores do Projeto Rede Floresta Digital. A atividade liderada pelo Projeto Saúde e Alegria e DW Akademie com apoio da União Europeia reuniu 23 participantes de diferentes territórios amazônicos para um processo de imersão voltado ao fortalecimento de empreendimentos sustentáveis e à construção coletiva de planos de visibilidade e instalação de redes comunitárias.

De acordo com a pesquisadora Adriane Gama, do Projeto Rede Floresta Digital do Projeto Saúde e Alegria, o evento representa uma continuidade das ações realizadas nos nove territórios atendidos. “Através das visitas realizadas, foi possível compreender os desafios enfrentados pelas comunidades na luta para manter a floresta em pé e a importância de fortalecer seus empreendimentos sustentáveis”, explicou.

Durante os quatro dias de atividades, os participantes trabalharam temas como produção de narrativas de comunicação, articulação entre iniciativas de base comunitária e reflexão sobre redes e tecnologias apropriadas para a realidade local. Para Maria do Carmo Freitas, do Quilombo de São Lourenço, o encontro foi uma oportunidade de compreender melhor o uso de ferramentas digitais para fortalecer as iniciativas comunitárias. “Discutimos a importância da rádio digital para dar maior visibilidade aos nossos produtos e empreendimentos, permitindo que sejam divulgados não apenas dentro da comunidade, mas também para o exterior”, destacou.

Sueli Murici, do território de Mazagão, Amapá, ressaltou a relevância do encontro para ampliar a visibilidade das produções locais. “A Rede Floresta Digital nos ajuda a sair do anonimato, aprimorando tecnologias ancestrais e conectando-nos com novos públicos.”

A reflexão sobre o uso consciente das tecnologias também esteve presente na fala de Maria Lúcia, do Quilombo do Curiaú – Amapá. “Foi importante entender como utilizar a tecnologia sem prejudicar nossa comunidade e encontrar formas de compartilhamento que respeitem nossos conhecimentos ancestrais.”

Para Anderlan Almeida, do assentamento Abril Vermelho – Assentamento MST – PA Vermelho, a formação ajudou a compreender conceitos como o funcionamento dos algoritmos e sua influência no cotidiano. “Passamos a enxergar a tecnologia como uma ferramenta para fortalecer nossa comunicação comunitária.”

A relação entre redes comunitárias e agroecologia foi um dos pontos discutidos ao longo do evento. O consultor Leandro Vieira/Colab, da Casa Preta, destacou a importância da autogestão das infraestruturas de comunicação pelas próprias comunidades. “A compreensão coletiva sobre a criação de um território digital livre, com servidores locais independentes da internet, pode ter sido um ponto de virada para muitos participantes.”

O encontro também proporcionou trocas de experiências entre os participantes, que compartilharam estratégias de valorização e comercialização de seus produtos por meio da comunicação comunitária e conectividade significativa centrada nas comunidades. Naira Matos, da Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a permanência das pessoas em seus territórios. “Ao enxergar o potencial econômico e social de nossos territórios, percebemos que é possível desenvolver atividades sustentáveis sem precisar migrar para a cidade.”

O encontro foi fundamental para promover intercâmbio entre as nove comunidades participantes do projeto e iniciar a construção dos planos de visibilidade de cada comunidade. Foi espaço para que elas pudessem falar um pouco mais e aprofundar umas com as outras sobre as suas próprias iniciativas socioprodutivas, encontrando o que elas têm em comum, como elas podem trabalhar colaborativamente e de que forma de que forma elas podem se ajudar, explicou Luiza Cilente da DW Akademie. “Apesar da distância geográfica entre as comunidades, a ideia é que elas possam, realmente, trabalhar conjuntamente, trabalhar, se ajudando e trocando. A gente usou uma metodologia que promoveu espaço para esse tipo de troca, para que cada uma pudesse contar um pouco sobre a história das suas comunidades e como esses empreendimentos locais se relacionam com a comunidade”.

Fotos: Luiza Cilente/DW Akademie e Adriane Gama/PSA.

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Visitas à aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, e ao Seringal Floresta, em Xapuri, no Acre, marcam a conclusão do diagnóstico da Rede Floresta Digital https://teste.projeto-zero.site/visitas-a-aldeia-puyanawa-e-seringal-floresta/ https://teste.projeto-zero.site/visitas-a-aldeia-puyanawa-e-seringal-floresta/#respond Fri, 31 Jan 2025 17:50:59 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21411 Viagens aos territórios foram realizadas por pesquisadoras do projeto liderado pela DW Akademie e Projeto Saúde e Alegria, que leva conexão a territórios da Amazônia

Em uma jornada marcada por trocas de saberes e fortalecimento comunitário, o Projeto Saúde e Alegria e a DW Akademie realizaram suas últimas visitas de diagnóstico no Acre, nos territórios da Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, e no Seringal Floresta, em Xapuri. As atividades, que integraram o Floresta Digital (FD), destacaram a resiliência das comunidades locais e a importância da tecnologia aliada à preservação cultural e ambiental.

Na Aldeia Puyanawa, a equipe do projeto foi recebida com entusiasmo por jovens, mulheres e lideranças indígenas. Sob a bênção do cacique, o diálogo inicial abordou temas como redes comunitárias, comunicação centrada nas comunidades e conectividade significativa. “Foi um momento de resgate da cultura e ancestralidade do povo Puyanawa, onde os participantes puderam mapear suas principais demandas, fortalezas e sonhos.”, relatou Adriane Gama, pesquisadora do Projeto Saúde e Alegria. A metodologia da Mandala dos Saberes permitiu que os participantes refletissem sobre suas realidades e traçassem estratégias para o futuro.

Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima. Foto: Adriane Gama/PSA.

Um dos destaques da visita foi o Projeto Casa Digital, coordenado pela jovem comunicadora indígena Carol Puyanawa. A iniciativa busca ampliar a visibilidade de empreendimentos locais, como o artesanato e o Festival ATSÁ, por meio da gestão autônoma de tecnologias. “A Casa Digital será extremamente útil para intensificar o empreendedorismo local, especialmente para as mulheres, que são a maioria nas atividades da aldeia”, afirmou Mirkellechele Puyanawa, artesã da comunidade. Ela destacou ainda que os equipamentos, como drones e câmeras, serão essenciais para monitorar o território, identificar novas espécies e combater focos de incêndio.

Carol Puyanawa, coordenadora do Projeto Floresta Digital no território Puyanawa, destacou a importância da conectividade para o desenvolvimento local. “Queremos criar uma rede comunitária e um ponto digital que ofereça serviços e fortaleça nossa comunicação interna e externa”, explicou. Ela enfatizou que a iniciativa vai impulsionar a comercialização de produtos como a farinha de mandioca e o artesanato, além de promover o turismo de base comunitária. “A Casa Digital também será um acervo de registros e documentos, um espaço de pesquisa para estudantes e jovens da comunidade”, completou.

Já no Seringal Floresta, na reserva extrativista Chico Mendes, a equipe conheceu histórias de luta e resistência pela floresta em pé, ilustradas por figuras como o ativista Raimundão Mendes. A visita também permitiu conhecer o Ateliê da Floresta, um espaço de beneficiamento de madeira que simboliza a união entre preservação ambiental e geração de renda. No entanto, os moradores relataram desafios como a crise hídrica, políticas públicas inoperantes e conflitos socioambientais. “Essa é uma região rica em biodiversidade, mas que enfrenta grandes desafios. A união das comunidades e o fortalecimento das redes comunitárias são essenciais para superá-los”, ressaltou Adriane Gama.

Seringal Floresta produzindo mandala de saberes. Foto: Luiza Cilente/DW.

Rogério Mendes, do Seringal, ressaltou: “A gente precisa buscar esse fortalecimento com as pessoas que moram dentro da reserva, né? Buscar esse conhecimento que a gente tem de legado de defesa do nosso território que é pra gente ter mais força, né?” Ele também destacou que é essencial ampliar a comunicação, considerando que muitas famílias ainda não compreendem totalmente o significado da reserva, suas normas e o plano de uso. Segundo ele, iniciativas como a integração digital e o intercâmbio entre comunidades podem agregar valor e união ao trabalho coletivo.

A importância é tão grande para a nossa comunidade que traz uma visibilidade maior para a nossa produção. Além de trazer também acesso à internet e meios de comunicação para os povos da floresta […] Essa conexão vem trazer visibilidade na nossa produção, como a castanha, a seringa. Mais ainda, agora a gente tem um novo empreendimento dentro da nossa comunidade, que se chama o Ateliê da Floresta. A gente está aproveitando os resíduos, que são as madeiras que estão caídas na floresta. A gente consegue trazer para o nosso ateliê e transformar em artes. Eu chamo de arte extrativista. Então, é muito importante a gente sempre estar buscando fortalecer a nossa comunicação, fortalecer os meios de produção que a gente tem. E mostrar para o mundo que a reserva, pode sim viver com a nossa floresta em pé. Trazer e mostrar para o mundo que a nossa floresta, a nossa Amazônia, ela tem sim o valor em pé. Então, esse é um projeto que veio na hora certa para desenvolver o nosso território. E a gente fica muito feliz de fazer parte disso” – Rogério Mendes.

As visitas encerraram uma fase colaborativa do Floresta Digital, consolidando um mapeamento comunitário que norteará as atividades do projeto nos próximos dois anos. “Agradecemos imensamente a todos os nove territórios visitados. Essas vivências reforçam a importância do empoderamento das mulheres e da determinação das comunidades em fortalecer suas redes e empreendimentos”, concluiu Adriane Gama.

Fotos da galeria: Adriane Gama e Luiza Cilente.

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