Mulheres Empreendedoras da Floresta – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Mon, 06 Oct 2025 18:04:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Mulheres do baixo Tapajós se preparam para levar suas vozes à COP 30 https://teste.projeto-zero.site/mulheres-do-baixo-tapajos-se-preparam-para-levar-suas-vozes-a-cop-30/ https://teste.projeto-zero.site/mulheres-do-baixo-tapajos-se-preparam-para-levar-suas-vozes-a-cop-30/#respond Mon, 06 Oct 2025 18:04:44 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22506 Encontro “Nossa Voz é Nosso Poder – Mulheres do Tapajós na COP 30” reuniu lideranças da região do Tapajós para discutir estratégias de participação e incidência nos debates sobre mudanças climáticas

Vinte mulheres de aldeias, quilombos e comunidades do baixo Tapajós participaram nos dias 2 e 3 de outubro, no Chico Roque em Santarém de um encontro que teve como proposta fortalecer o protagonismo das mulheres em seus territórios e ampliar suas vozes rumo à conferência climática que será realizada em Belém. Foram dois dias de atividades formativas e lúdicas, conduzidas por uma equipe de mediadoras e facilitadoras que já vinham acompanhando o processo de mobilização iniciado em edições anteriores.

A programação liderada pelo Projeto Saúde e Alegria no âmbito do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, com apoio da União Europeia, Fundação Konrad Adenauer, Fundação Toyota e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém incluiu dinâmicas participativas, rodas de conversa e oficinas criativas para construir uma agenda coletiva das mulheres amazônicas na COP 30. No primeiro dia, o grupo trabalhou o tema “Reconhecendo nossos corpos na COP”, com a exibição de vídeos, partilha de experiências e a pergunta provocadora: “O nosso corpo cabe na COP?”.

No segundo dia, sob o tema “Construindo nossa COP”, as participantes imaginaram a conferência a partir de suas próprias perspectivas, criando narrativas poéticas, cartografias e mensagens simbólicas que representarão o Tapajós durante o evento global. “Esses conceitos que parecem distantes são vivenciados no dia a dia dessas mulheres. Quem está na floresta vive de forma ainda mais forte as mudanças do clima. E principalmente as mulheres, pela sobrecarga de trabalho e questões de saúde”, disse Olívia Beatriz, coordenadora do programa Mulheres Empreendedoras da Floresta. “É um momento importante para unir essas mulheres e estar nos espaços de decisão com estratégia, comunicação e promoção do bem-estar.”

Durante as atividades, foram utilizados materiais didáticos da Central da COP, uma iniciativa do Observatório do Clima que busca traduzir e simplificar conceitos sobre mudanças climáticas e processos de negociação internacional. Os conteúdos ajudaram a aproximar o tema da realidade das participantes e inspiraram a criação de um espaço de apoio às mulheres tapajônicas na Central da COP, durante o evento em Belém, onde o grupo pretende desenvolver atividades formativas e de diálogo direto com outros movimentos e organizações ambientais.

Da Flona Tapajós, Niraci Souza dos Santos contou que participa do grupo de biojoias Natureza Viva e vai levar suas peças à conferência. “Queremos mostrar para o mundo que o nosso sustento vem desse trabalho feito com as nossas mãos. Precisamos da floresta em pé, porque tiramos dela a matéria-prima para o nosso artesanato. Vamos para a COP 30 defender o nosso território e precisamos que alguém nos escute.”

A agricultora Irene Domingues, da Cooperativa Coofam, em Mojuí dos Campos, destacou a luta da agricultura familiar frente ao avanço do agronegócio. “Na minha região tem lugar que não tem igreja, não tem escola, só o céu e a terra, porque o agronegócio tomou conta. Indo para a COP, queremos saber como vamos viver nessa situação. A água dos igarapés está contaminada. Queremos buscar melhoria para o nosso município.”

A educadora popular Suelen Vinhoto explicou que o grupo produziu um estandarte bordado com mensagens das mulheres amazônicas para levar à conferência. “O bordado vai para além do campo doméstico, ele é político e poético. Vamos levar nossas vozes em forma de arte, falando das violências sofridas pelos rios, pelos nossos corpos e pelos territórios. Essas mulheres vão continuar compartilhando saberes e criando juntas mesmo depois da COP.”

Para Saraí Cardoso, artesã e cooperada da Turiarte, participar do processo é uma forma de mostrar alternativas sustentáveis de geração de renda. “Trabalhamos com a palha de tucumã sem desmatar. Queremos mostrar que é possível viver da floresta mantendo ela em pé. Esse é o nosso jeito de contribuir com o debate sobre mudanças climáticas.”

A pescadora Lúcia Maria Castro Lima, do Lago Grande, reforçou que a presença das mulheres representa o território. “Mesmo sem estar nas mesas de decisão, estamos lá gritando pela nossa região. O clima mudou, está mais quente, e há invasão de mineradoras. Precisamos estar lá para defender nossa agricultura familiar e nossa pesca, que enfrenta dificuldades com invasões de outros municípios.”

Como mediadora dos encontros, Tainá Rio Negro, jornalista e mestre em antropologia social, destacou que o processo formativo envolveu mais de 90 mulheres. “Esses encontros construíram um espaço de diálogo entre mulheres amazônicas, fortalecendo suas vozes e seus fazeres. Elas mostram que já fazem economias sustentáveis e empreendem dentro dos territórios sem destruir a floresta. O nosso papel foi fortalecer o que elas já fazem e mostrar que seus saberes constroem o futuro que queremos.”

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Artesãs do Arapiuns aperfeiçoam artesanato da palha do tucumã em oficina no Lago Grande  https://teste.projeto-zero.site/artesas-do-arapiuns-aperfeicoam-artesanato-da-palha-do-tucuma-em-oficina-no-lago-grande/ https://teste.projeto-zero.site/artesas-do-arapiuns-aperfeicoam-artesanato-da-palha-do-tucuma-em-oficina-no-lago-grande/#respond Wed, 16 Apr 2025 18:42:46 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21807 Mulheres de cinco comunidades da região do rio Arapiuns participaram, na comunidade Vila Brasil, de uma oficina criativa voltada ao aprimoramento técnico do artesanato com palha de tucumã. A atividade integra as ações da Escola Floresta Ativa e foi promovida pelo Projeto Saúde e Alegria e Turiarte com apoio da Fundação Toyota

Com o aumento da demanda por produtos artesanais feitos a partir da palha de tucumã, a Cooperativa Turiarte que atua com turismo e artesanato de base comunitária, sentiu a necessidade de fortalecer trocas de saberes e aprimorar as técnicas da produção. A coordenadora de negócios comunitários e gênero do Projeto Saúde e Alegria Olívia Beatriz destacou que a proposta da oficina é ampliar as possibilidades de produção com foco na qualidade do acabamento: “Tem diversas mestras artesãs que estão aqui e que estão passando conhecimento do refinamento do artesanato da palha do tucumã”.

A Turiarte reúne atualmente 114 mulheres que atuam com turismo e artesanato em 12 comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e do território PAE Lago Grande. Natália Dias, presidente da cooperativa, explica que o crescimento da comercialização nacional e internacional exige maior padronização nas peças: “A gente está crescendo tanto nacionalmente como internacionalmente, fazendo venda a nível internacional também. Houve essa demanda de melhorar a técnica do artesanato”.

O intercâmbio entre mulheres experientes e jovens artesãs favoreceu o compartilhamento de histórias de aprendizado e continuidade do ofício. Maria Tapajós, da comunidade Urucureá, lembrou que aprendeu a trançar ainda pequena, observando a mãe: “Com sete anos já comecei a pegar na palha para trançar, e ela ensinava a gente”. Ela destaca a importância do artesanato como fonte de sustento: “É a principal fonte de renda para a gente. Já consegui tecer muito para sustentar meus filhos, e, graças a Deus, para mim foi uma fonte de renda, até hoje, muito valorosa”. Na comunidade, o uso da palha do tucumã é feito com manejo, respeitando o tempo de regeneração da planta: “Se a gente for tirar muito, muito, por exemplo, uma guia de palha, tirar hoje, quando ela nascer daqui com um mês ou 20 dias, ela já nasce fraca. Então a gente não faz isso”, conta.

Deise Pereira, moradora da Vila Brasil, participou pela primeira vez da oficina e destacou o desejo de repassar o aprendizado às novas gerações: “Vou levar pro resto da vida. Aqui vou estar ensinando às minhas filhas, à minha neta, meus colegas que não tão aqui para aprender. Eu posso estar repassando”.

Com o fortalecimento da atividade, impulsionada pelas formações do Programa de Economia da Floresta do PSA, as artesãs contam que a forma de comercializar mudou. “No começo a gente fazia muito aleatoriamente, vendia pra atravessadores. Não tinha essa visão longe. Foi através de uma oficina da Saúde e Alegria que despertou o interesse em nós trabalhar e trabalhar unido”, explica Lucicleide Lopes, da comunidade São Miguel. Ela também ressaltou o valor do intercâmbio para o aprimoramento técnico: “Mesmo que a gente saiba fazer, mas não tem aquele acabamento final assim de mão de fada”.

As participantes contam que oficina a ajudou a compreender o modo de produção de peças conhecidas mas com técnicas novas. “Eu tinha visto a peça, mas eu não tinha ideia de como que era. Aí, como a professora tava orientando, eu já fui só pegando harmonia, já consegui”, explicou Nilceney Viana da comunidade Arimum.

Além de promover renda, o artesanato se articula com o turismo de base comunitária, em que as próprias artesãs atuam como anfitriãs nas comunidades, ensinam as técnicas de trançado e tingimento, e oferecem alimentação regional. Segundo Olívia Beatriz, essa integração fortalece a permanência das mulheres em seus territórios: “As jovens têm uma perspectiva de geração de renda dentro da comunidade, dentro da floresta, diminuindo a necessidade de estarem saindo da cidade para conseguir algum recurso”.

Cerca de 200 mulheres têm sido diretamente beneficiadas pelas ações que integram a sociobioeconomia e o turismo de base comunitária na região. A valorização do saber local e a permanência no território têm se mostrado estratégias fundamentais para o fortalecimento da economia da floresta.

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Oficina orienta sobre culinária, precificação e elaboração de cardápio para o turismo de base comunitária no Tapajós https://teste.projeto-zero.site/oficina-orienta-sobre-culinaria-precificacao-e-elaboracao-de-cardapio-para-o-turismo-de-base-comunitaria-no-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-orienta-sobre-culinaria-precificacao-e-elaboracao-de-cardapio-para-o-turismo-de-base-comunitaria-no-tapajos/#respond Mon, 26 Aug 2024 20:39:21 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20697 Iniciativa do Programa de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria fomenta a culinária regional e a elaboração de cardápios a partir de um resgate da alimentação ancestral

O Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Casa Igá, levou por meio do Projeto Escola Floresta Ativa, orientações para gestão do turismo de base comunitária em territórios da Floresta Nacional do Tapajós (Flona)  e da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, a Resex. A oficina tem o objetivo de resgatar e valorizar a culinária tradicional e ancestral e orientar sobre a construção dos cardápios das pousadas Uka Surí, no território Kumaruara, na Resex e da Pousada de Jaguarary, na Flona. A iniciativa é financiada pela Fundação Toyota. 

“Na oficina tem primeiro um resgate da alimentação antiga, ancestral. Baseada nesse resgate, então elas estão fazendo pratos que eram feitos antigamente mas com um toque também aprimorado, no sentido de que essa alimentação vai ser servida para uma pousada para turistas e esse será um dos diferenciais da pousada” disse Olivia Beatriz, Coordenadora do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta do PSA.

Oficina sobre gestão de alimentos para fortalecimento do turismo de base comunitária

Entre os dias 12 e 16 de agosto, a oficina foi realizada na Pousada de Jaguarary, na Flona. Quinze pessoas participaram e entenderam sobre construção de cardápios, precificação de produtos e resgate e aprimoramento dos pratos tradicionais da região. As oficinas foram ministradas pela cozinheira Oriana Bitar, da Casa Igá, em Belém. Foram elaborados pratos tradicionais como peixe na poqueca, farofa de saubataia,  mingau de banana e carimã.

“Não sou só eu que estou ensinando, elas também me ensinam, mostram e me alimentam com coisas novas. A cultura delas é o mais importante, todos os pratos, as coisas que elas tem aqui, isso deve ser apresentado aos turistas que vem nas pousadas. Estou mostrando as possibilidades e o grande valor que tem a cultura dessas pessoas” disse Oriana Bitar, ministrante das oficinas. 

Orientações sobre gestão de alimentos para fortalecimento do turismo na região

Para quem foi beneficiada com essas oficinas, as informações colaboram para o desenvolvimento no setor turístico e colaboram para os empreendimentos, não deixando de lado as tradições dos povos de cada território. “Essa oficina veio para abrir a mente de nosso povo, das nossas meninas e de todos. Veio para nos ensinar a erguer a cabeça e nos ensinar a olhar com atenção para tudo aquilo que nossos pais, nossos avós sempre nos ensinaram” afirmou Juliana Castro, participante das oficinas na Comunidade Jaguarary.

Oficina sobre gestão de alimentos no Tapajós

A segunda etapa de oficinas foi no território Kumaruara, na Pousada Uka Surí, na aldeia Vista Alegre do Capixauã, entre os dias 19 a 23 de agosto. 20 pessoas participaram das orientações, para aprender sobre a gestão dos produtos culinários ofertados para turistas na região. “É muito interessante para todos nós, essa oficina. A partir dela, temos mais conhecimento para trazer mais turistas para o território “, pontuou Ione Gomes, Pajé da Aldeia Visa Alegre do Capixauã. 

Ao longo dos dias de trocas de experiências e receitas, o principal objetivo foi  contribuir na gestão dos restaurantes, valorizando os produtos, alimentos e o conhecimento das pessoas e de seus territórios. Fortalecendo o turismo de base comunitária na região garantindo maior qualidade, coerência e elaboração dos cardápios, com uma precificação adequada do serviço.

Oficina sobre gestão de alimentos para fortalecimento do turismo de base comunitária

“Para nós que trabalhamos com o turismo, está sendo muito importante. Eu aprendi muita coisa que não sabia, aproveitando as coisas que temos aqui na nossa região, na nossa cultura. Aprendemos sobre transformar essas coisas em alimento, para os remédios e alimentação” ressaltou Sandra Mara, participante da oficina na Pousada Uka Surí.

]]> https://teste.projeto-zero.site/oficina-orienta-sobre-culinaria-precificacao-e-elaboracao-de-cardapio-para-o-turismo-de-base-comunitaria-no-tapajos/feed/ 0 Empreendimentos de cooperativas e associações recebem recurso e renovam sonhos de geração de renda com a floresta em pé  https://teste.projeto-zero.site/cooperativas-e-associacoes-renovam-sonhos/ https://teste.projeto-zero.site/cooperativas-e-associacoes-renovam-sonhos/#respond Mon, 27 May 2024 00:43:50 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20283 Apresentação de projetos de organizações comunitárias de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos marcou repasse de 420 mil reais para fortalecimento dos negócios da sociobiodiversidade

Formadas por populações extrativistas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, agricultoras e agricultores familiares, assentadas e assentados da reforma agrária, as organizações selecionadas são compostas majoritariamente por mulheres e jovens. Dentre doze propostas inscritas, seis foram selecionadas, e receberão um aporte 70 mil reais para executarem durante um ano projetos que contemplam as linhas temáticas do edital: Fortalecimento Organizacional com ênfase em Gestão e Governança; Desenvolvimento das Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade; e Fomento a divulgação e comercialização dos produtos.

Os projetos das cooperativas e associações de base comunitária, foram escritos pelas próprias comunidades que trabalham com negócios da sociobiodiversidade e foram selecionadas no Edital da Chamada Pública Nº01/2023 Mulheres Empreendedoras da Floresta: Fortalecendo Empreendimentos da Sociobiodiversidade no Baixo Tapajós. A Chamada pública faz parte do projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta,  executado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém (STTR) em parceria com o Projeto Saúde e Alegria (PSA), com apoio da União Europeia, o evento de lançamento marca o início dos trabalhos das organizações com o apoio dos financiamentos.

Na ocasião, os empreendimentos apresentaram seus projetos e produtos, destacando como os aportes vão oportunizar o fortalecimento das cadeias produtivas e o fortalecimento de mulheres e jovens.

“Essas organizações passaram por capacitação em gestão, governança e finanças, e agora estão prontas para executar seus próprios projetos. Para muitas delas, essa é a primeira vez que recebem recursos e gerenciam projetos dessa magnitude. A autonomia conquistada permitirá que fortaleçam seus negócios, contribuindo para a preservação da floresta e melhorando a qualidade de vida das comunidades locais. O acompanhamento contínuo garantirá a responsabilidade na execução dos projetos, com prestação de contas intermediária e um segundo repasse de recursos”, – Olivia Beatriz, coordenadora de monitoramento do projeto “Mulheres Empreendedoras da Floresta”.

Conheça as organizações selecionadas

 

  • Flores do Campo: Associação de Mulheres Agricultoras Familiares de Mojuí dos Campos

Composta por 54 mulheres que produzem hortaliças e praticam a agricultura familiar agroecológica. Com o anúncio da seleção e repasse de metade do recurso, estão fortalecendo as atividades das associadas.

Começamos a executar, já compramos carrinhos de mão, roçadeiras, pintos, telas, bebedouros. Quando aparece um projeto deste você é contemplada, ajuda muito” – Maria Emília dos Reis, Flores do Campo.

  • Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém (AMTR)

Representa 75 mulheres que atuam com a produção de hortaliças, criação de galinhas, manejo de abelhas sem ferrão. “O objetivo do nosso projeto é fortalecer os nossos quintais produtivos, os quintais produtivos dessas mulheres e com isso também fortalecer as nossas feiras, formando 20 mulheres em cada pólo. Além de fortalecer as mulheres, vamos promover capacitações para os jovens que vão estar fazendo uma formação concomitante no dia da formação com as mulheres, gravando vídeos, editando fotos, pra fazer as publicações, divulgações nas redes sociais, alimentar as nossas redes sociais, divulgando o que elas trabalham no dia a dia, como é a produção delas, desde o início até o fim” – Luana Godinho, Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais (AMTR).

  • Associação dos Produtores de Óleo de Andiroba Quatro Irmãos – Amélias

Organização formada por mulheres que trabalham na produção de óleo de andiroba na comunidade São Domingos, região da Floresta Nacional do Tapajós.

“Objetivo é trabalhar com a biodiversidade da floresta como a andiroba e subprodutos como sabonetes. E agora vai ser fortalecido com mais esse apoio, ampliando mais ainda a fabricação e diversificação de produtos” – Márcia Lima, presidente das Amélias.

  • Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós – AMPRAVAT

Representa 30 famílias agroextrativistas da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, voltadas à produção agroecológica, segurança e defesa do território. Com o apoio, irão equipar a casa de beneficiamento dos produtos agroecológicos, como o tucupi preto, derivado da mandioca e que destaca como ‘shoyo’ amazônico para o tempero de saladas, peixes e carnes.

Para que as pessoas mantenham o território, elas precisam de uma garantia de melhoria de vida, de renda, e valorização, principalmente, da produção. E como é que a gente pode estar ajudando as pessoas a se manterem no território com qualidade de vida e aumento da renda, mantendo a juventude no seu território? São projetos como esses, que podem nos ajudar a desenvolver os objetivos que a associação tem, que são realizar parte da melhoria dos produtos da nossa região” – Mariane Chaves, presidenta da Associação de Moradores Agroindústria Indígenas do Tapajós.

  • Cooperativa da Agricultura Familiar de Mojuí dos Campos

Representa 34 cooperadas e cooperados e busca ampliar a participação de jovens e mulheres do município no  processo de renovação de lideranças e da agricultura agroecológica.

“Pra nós foi muito importante, porque foi pela primeira vez que a cooperativa teve um projeto dessa envergadura, para nos incentivar. A gente ficou feliz, mas também com a responsabilidade de investir esse recurso no cooperativo no resgate da agricultura porque a gente está perdendo nosso território para a soja. Nosso projeto é de resistência a isso no sentido da comercialização de produtos para a merenda escolar, melhorando a nossa embalagem” – Luiz Gonzaga, presidente da Cooperativa da Agricultura Familiar de Mojuí dos Campos .

  • Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper)

Representa mais de 300 agricultores e agricultoras familiares que trabalham exclusivamente com produção agroextrativista, na Resex Tapajós Arapiuns, no Pae Lago Grande e no Quilombo Ituqui.

A gente recebeu esse resultado com muita alegria, porque a gente tem um projeto maior, um projeto macro e que precisa de vários apoios em diversos segmentos como o extrativismo da semente, andiroba, borracha, mel de abelha. Se a gente não investir, principalmente na juventude, o nosso projeto maior pode estar ameaçado. E a gente não quer isso, a gente quer que seja fortalecido, para isso, precisa investir na juventude, principalmente, não só na parte de produção, mas na capacitação, na educação tecnológica” – Manoel Edvaldo Matos, presidente Acosper.

Ivete Bastos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR-STM), celebrou o projeto e destacou como a iniciativa representa um marco na execução de propostas que visam melhorar a produção, gestão e qualificação das mulheres e jovens da região. Ao manter a floresta em pé e promover a sobrevivência das pessoas, essas mulheres se tornaram protagonistas de suas próprias iniciativas. A união entre as organizações envolvidas fortalecerá ainda mais os resultados, compartilhando desafios e soluções para o benefício de todos. “Essa formação gerou uma perspectiva e uma autoestima nas mulheres, na juventude. Estamos celebrando a unificação de quem conseguiu passar nesse processo para melhorar a produção, a gestão, a qualificação e mantendo a floresta em pé, pensando na produção em harmonia com essa floresta e na sobrevivência das pessoas”, ressalta.

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Projetos de Cooperativas e Associações de base comunitária, serão fortalecidos, empoderados e potencializados! Seis empreendimentos que trabalham com negócios da Sociobiodiversidade foram selecionados no Edital da Chamada Pública Nº01/2023 do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, o projeto é executado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Santarém (STTR) em parceria com o Projeto Saúde e Alegria (PSA), com apoio da União Europeia.

Formadas por populações extrativistas, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, agricultoras e agricultores familiares, e assentadas e assentados da reforma agrária, as organizações selecionadas são compostas prioritariamente mulheres e jovens. Dentre doze propostas inscritas, seis foram selecionadas, contemplando as linhas temáticas do edital: Fortalecimento Organizacional com ênfase em Gestão e Governança; Desenvolvimento das Cadeias de Valor da Sociobiodiversidade e Fomento a divulgação e comercialização dos produtos. São elas:

  • Associação de Mulheres Agricultoras Familiares de Mojuí dos Campos
  • Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém
  • Associação dos Produtores de Óleo de Andiroba Quatro Irmãos
  • Associação de Moradores Agroextrativistas e Indígenas do Tapajós
  • Cooperativa da Agricultura Familiar de Mojuí dos Campos
  • Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará

Na próxima quinta-feira (23/05), um evento de lançamento marcará o início dos trabalhos das organizações com o apoio dos financiamentos. Na ocasião, os empreendimentos apresentarão seus projeto e produtos e destacarão como os aportes vão oportunizar o fortalecimento das cadeias produtivas e o fortalecimento de mulheres e jovens.

“Este é um momento importante para essas organizações, que poderão falar sobre seus projetos, como serão beneficiadas e de que forma esses apoios vão garantir o crescimento dos seus negócios da sociobiodiversidade”, destacou a coordenadora de monitoramento do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, Olívia Beatriz.

Serviço imprensa 

O quê? Lançamento dos Projetos Aprovados

Quando? 23/05/2024, das 15h às 18h

Onde? Auditório do STTR de Santarém, Av. Cuiabá, s/n – bairro da Matinha

Quem? Organizações selecionadas, organizações representativas dos territórios, Feagle, Cita, FOQS, Tapajoara, coordenações do STTR-STM e PSA.

Participação especial: Priscila Castro

Agendamentos cobertura: Ascom PSA (93) 99106-9770

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Lançamento da Escola Floresta Ativa anunciará capacitações para empreendedorismo comunitário no Tapajós   https://teste.projeto-zero.site/lancamento-escola-floresta-ativa/ https://teste.projeto-zero.site/lancamento-escola-floresta-ativa/#respond Wed, 24 Apr 2024 14:36:59 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20152 Evento será realizado na próxima quinta-feira (25/04) em Santarém e contará com a presença de representantes do PSA, Fundação Toyota do Brasil, parceiros e poder público

Uma plataforma para a formação das comunidades da Amazônia visando fortalecer a economia da floresta em pé. Esse é o propósito do projeto Escola da Floresta Ativa, que beneficiará diretamente na primeira fase quase quinhentos moradores de comunidades e aldeias da região da bacia do Tapajós, em Santarém, oferecendo cursos de capacitação técnica voltadas à inclusão socioprodutiva, especialmente para adolescentes e jovens.

A iniciativa do Projeto Saúde e Alegria conta com o apoio da Fundação Toyota do Brasil, que atua, há 15 anos, em projetos voltados para a formação de cidadãos, desenvolvimento social, ambiental e econômico do país.

Chegar à Amazônia representa um passo importante na história da Fundação Toyota do Brasil. Ao lado do Projeto Saúde & Alegria, que desenvolve, há anos, um trabalho expressivo e de impacto positivo na região, temos a segurança de que vamos contribuir ainda mais para a qualificação da população local. Nossa atuação tem como objetivo fornecer ferramentas que permitam o desenvolvimento pleno da comunidade, de forma que os impactos positivos sejam perenes e que contribuam com o desenvolvimento econômico local”, comenta Roberto Braun, presidente da Fundação Toyota do Brasil.

A experiência busca ajudar a responder ao desafio da geração de renda nas comunidades associado às demandas existentes por serviços locais em cadeias produtivas da sociobioeconomia em evolução na região. A Escola Floresta Ativa pretende ser o braço de formação dos atores locais de iniciativas que já vêm sendo implementadas pelo Saúde e Alegria e demais parceiros, como o ECOCENTRO da Sociobioeconomia, que será inaugurado ainda este ano em Santarém, em parceria com a ACOSPER  e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, para canalizar a produção da região visando alcançar novos mercados.

“Estamos muito felizes com essa parceria, com um projeto pedagógico construído a partir das aldeias e comunidades, onde todos ensinam e aprendem, que valoriza os conhecimentos tradicionais ao mesmo tempo que facilita o acesso às tecnologias de ponta para estarem a serviço da ponta. E com foco principalmente na juventude, para que possam assumir a gestão desses empreendimentos. A capacitação é um dos pilares para uma economia mais sustentável numa região ainda sob pressão de modelos econômicos que geram muitos impactos ambientais e pouco retorno social para as populações locais. Vida longa à Escola Floresta Ativa”, diz Caetano Scannavino, coordenador do PSA.

No período de 22 a 26 de abril, moradores de comunidades e aldeias da Resex participam de curso de mediadores digitais no CEFA, Resex Tapajós-Arapiuns.

Boa parte das formações deve acontecer no Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA, espaço preparado para receber os alunos na Resex Tapajós-Arapiuns. O projeto deve atender, ainda, públicos de outros territórios, como a Flona Tapajós, Lago Grande. Dentre os cursos a serem ofertados estão: turismo de base comunitária e seus serviços (gestão de empreendimentos coletivos, boas práticas de manipulação de alimentos, gastronomia, condutores de trilhas na natureza, boas práticas de receptivo),  inclusão digital, manejo de óleos e sementes da floresta, manejo de abelhas e produção de mel, energias renováveis (formação de eletricistas do sol), artesanato da floresta, gestão e proteção territorial, entre outros.

O projeto chega no momento em que o Estado do Pará se prepara para receber o maior evento sobre meio ambiente e mudanças climáticas do mundo, a COP 30, o que demanda também preparação da região para melhor aproveitar esta oportunidade.

Oficina ‘Eletricistas do Sol’ capacita mulheres de comunidades e aldeias da Resex Tapajós-Arapiuns.

O evento de lançamento será na próxima quinta-feira (25/04) na sede do PSA, em Santarém, e contará com a presença de representantes das organizações envolvidas, além do poder público e comunidades beneficiadas.

Paralelamente à inauguração, a primeira turma da Oficina de Mediadores de Inclusão Digital participa da formação com encerramento na sexta-feira (26), quando os alunos serão certificados com a visita da organização ao CEFA.

Serviço imprensa

O quê: lançamento Escola Floresta Ativa

Quando? Quinta-feira, 25/04

Onde? Sede do Projeto Saúde e Alegria, av. Mendonça Furtado 3979, bairro Liberdade

Quem? Representantes do PSA, presidente da Fundação Toyota, poder público e comunidades

PROGRAMAÇÃO

25 de abril de 2024

14:30 – Recepção dos convidados/ Apresentação de produtos da sociobioeconomia

15:00 – Mesa de Lançamento do Projeto Escola Floresta Ativa, com pronunciamento de representantes do PSA, Fundação Toyota, Prefeito e Parceiros locais;

16:30 – Visita ao ECOCENTRO ao lado da sede do STTR de Santarém

20 – Jantar em alter do chão

26 de abril 2024

Local: CEFA/ Resex

08:00h – Saída de Alter do Chão com Comitiva da Fundação Toyota e PSA

09:30 às 12:00h – Visita guiada ao CEFA

Acompanhamento do último dia da Oficina de Formação de Mediadores de Inclusão Digital

14:00h até 15:30– Entrega de certificados para os alunos

Retorno para Alter do Chão

Credenciamento da imprensa

(93) 99106-9770 – Ascom PSA, Samela Bonfim

(21) 99678-8283 – Ascom Fundação Toyota, Carol Wanderley

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Parcerias governamentais impulsionam e escutam mulheres e jovens recém-formados em cooperativismo e associativismo da agricultura familiar agroextrativista https://teste.projeto-zero.site/parcerias-governamentais-impulsionam-e-escutam-mulheres-e-jovens-recem-formados-em-cooperativismo-e-associativismo-da-agricultura-familiar-agroextrativista/ https://teste.projeto-zero.site/parcerias-governamentais-impulsionam-e-escutam-mulheres-e-jovens-recem-formados-em-cooperativismo-e-associativismo-da-agricultura-familiar-agroextrativista/#respond Tue, 26 Mar 2024 12:26:16 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20053 Mulheres e jovens concluíram formação em cooperativismo e foram certificados para Agricultura Familiar Agroextrativista no sétimo e último módulo do curso do Programa de Educação do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar Agroextrativista (PECAAFA), implementado pelo Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, coordenado pelo Projeto Saúde e Alegria e STTR-STM com apoio da União Europeia

Com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), 73 mulheres e jovens foram certificados no Programa de Educação do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar Agroextrativista (PECAAFA). Após sete encontros ao longo de um ano e meio, o encerramento com duração de quatro dias, marcou o ciclo de capacitações, que incluiu organização de produção, gestão, sustentabilidade,  aspectos de governança, inclusão e empoderamento de jovens e mulheres. “Em 2024 consideramos que é fundamental fazer uma memorização e chamar órgãos governamentais que trabalham com esses aspectos para apoiar as organizações no que nós trabalhamos”, afirmou o assessor institucional da UNICAFES, Alcidir Zanco.

Órgãos governamentais participaram de diálogo com as associações e cooperativas para ouvir demandas locais.

Olivia Beatriz, coordenadora de monitoramento do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, destacou a importância da presença dos órgãos governamentais no encontro, como um elo de fortalecimento entre a política pública e a consolidação dos negócios comunitários: “A proposta de trazer esses dois ministérios, foi de dar oportunidade para que os nossos educandos e educandas possam saber quais são as políticas e programas construídos nos ministérios e levar para os ministérios quais as demandas das pessoas que moram na floresta”, concluiu.

Paulino Tavares, da divisão de Cooperativismo da secretaria de abastecimento e segurança familiar do MDA, falou sobre a necessidade de multiplicar boas práticas para fortalecer a cadeia de desenvolvimento e que ficou impressionado com a união das cooperativas e organizações da região. “Esses aqui são exemplos de boas práticas que precisam ser multiplicadas para fortalecer essa cadeia de desenvolvimento, eu não acredito que a agricultura familiar vai evoluindo sem esses espaços, ambientes e redes. Precisa dessas redes e a participação das mulheres é muito forte e precisa ser cada vez mais fortalecida”, disse.

Lila Lindoso, coordenadora de estímulo à bioeconomia do departamento de políticas de estímulo à bioeconomia da secretária nacional de bioeconomia do MMA, explicou que o Governo Federal está articulando o Plano Nacional da Sociobioeconomia. Em construção coletiva e compartilhada com outros ministérios, a intenção é que o instrumento possa unificar propostas e sugestões de atores sociais diretamente impactados por ele. “O plano vem propor uma série de soluções para aqueles gargalos identificados, visando melhorar a qualidade de vida de povos tradicionais, a conservação da biodiversidade, a restauração produtiva das nossas florestas, o desenvolvimento tecnológico de novos produtos”, explicou.

O Curso de Gestão e Governança de Cooperativas e Associações tem como proposta olhar para os principais desafios das organizações de base comunitária do oeste do Pará e trabalhá-los de forma conjunta. Um dos maiores gargalos para viabilizar e prosperar os negócios comunitários é a gestão, administração e governança das organizações, também é necessário compreender os fundamentos do cooperativismo. Ana Maria Guimarães, técnica em educação do projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, comentou a alegria em celebrar a entrega dos certificados: “Hoje é um momento onde nós vamos celebrar a finalização. Para essa certificação contamos com a participação de 73 pessoas que serão beneficiadas com esse certificado”, disse.

Encontro integra dinâmicas de arte-educação para promover maior interação entre participantes.

O último encontro da jornada foi também de partilha de experiências e expectativas. Marilene Rocha, vice-coordenadora da AMTR, expressou sua satisfação com o curso, descrevendo-o como uma honra.

Nira Arapiun, presidente da Associação de Mulheres Indígenas da aldeia Esperança, no rio Arapiuns, acredita que o curso será fundamental para a gestão e governança de sua associação, além de empoderar as mulheres de sua comunidade. Ela ressaltou que os produtos que produzem fazem parte de sua história e de seu território.

Maria Selma, da Turiarte, destacou a importância de buscar conhecimento em associativismo e cooperativismo para aplicá-lo em seu trabalho nas cooperativas e associações. Para ela, o certificado representa todo o conhecimento adquirido durante o curso.

Cerimônia de certificação marcou ato de entrega dos diplomas aos educandos e educandas.

Darlon Neres, da comunidade Cabeceira do Marques, vê a certificação como um ato simbólico, pois o verdadeiro valor está no conhecimento adquirido, que será multiplicado e aplicado em suas comunidades: “A juventude é o presente conquistando esses espaços e reanimando aqueles e aquelas que ainda não conseguem estar nesse espaço”.

Sandra Maria dos Santos, de São Miguel – ASCOVISME, está ansiosa para levar o que aprendeu para sua comunidade. Ela acredita que o curso a deixou mais experiente para iniciar um novo trabalho.

Confira outros registros na galeria abaixo:

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Mais de 250 mulheres e jovens participaram de ações de fortalecimento comunitário em 2023 https://teste.projeto-zero.site/acoes-mulheres-empreendedoras-2023/ https://teste.projeto-zero.site/acoes-mulheres-empreendedoras-2023/#respond Wed, 24 Jan 2024 19:43:15 +0000 https://projeto-zero.site/?p=19819 Cursos, encontros e oficinas estimularam negócios de cooperativas e associações familiares liderados por mulheres e jovens

O Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta implementado pelo Projeto Saúde e Alegria e Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, com apoio da União Europeia, fechou 2023 com 255 pessoas capacitadas em seis atividades divididas em dez módulos. Ao longo das ações, 207 mulheres e 48 homens foram formados, dos quais, 81 eram jovens, 23 negros e 52 indígenas.

Eles participaram de ações do Programa de Educação do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar Agroextrativista -PECAAFA, Curso de ferramentas digitais, Modelagem de Negócios, Encontro das Mulheres e Oficina Edital de chamada. Em 2023, as instituições também receberam o retorno do Diagnóstico Organizacional, em que puderam validar os resultados obtidos através da sistematização da escuta com os membros das próprias organizações.

Ao longo de 2023, trinta e seis jovens de vinte organizações participaram do Curso de ferramentas digitais.

O ano representou um importante passo para a consolidação do Curso de Gestão e Governança de Cooperativas e Associações, que trouxe a proposta de olhar para os principais desafios das organizações de base comunitária do oeste do Estado do Pará e trabalhá-los de forma conjunta.

Os temas ampliaram a necessidade de fortalecer a economia sustentável de base comunitária, com negócios que valorizam a floresta em pé, aumentando a capacidade empreendedora das organizações de base comunitária. O projeto implementou ações como o curso de aprimoramento na gestão e governança de cooperativas e associações, através do curso aprofundado de dois anos, que em março de 2024, conclui as formações, ressalta a coordenadora de monitoramento do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, Olivia Beatriz: “Vamos ainda realizar o último módulo, que é um resumão dos anteriores e no segundo semestre vamos fazer atividades de multiplicação do curso nas comunidades”.

Programa de Educação do Cooperativismo e Associativismo da Agricultura Familiar Agroextrativista -PECAAFA.

Trinta organizações de comunidades dos municípios de Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos e Aveiro participaram das atividades que impulsionaram mulheres e jovens a ocupar espaços de luta e garantir voz, em representação aos seus públicos. Em 2023 também foi lançada uma nova oportunidade lançada pelo STTR-STM para fomentar projetos de cooperativas e associações de base comunitária que trabalham com a produção agroextrativista; produção agroecológica e/ou turismo de base comunitária na área de abrangência do projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta.

Para promover o acesso à conectividade e capacitação em ferramentas digitais, foram realizados três cursos de capacitação e suporte para utilização de ferramentas digitais para gestão de negócios comunitários. As formações contaram com a presença de trinta e seis jovens de vinte organizações.

Mulheres Empreendedoras entregaram carta com pedidos e reivindicações à diversos ministérios em Brasília, durante Marcha das Margaridas.

Para Beatriz, os resultados do projeto foram perceptíveis nas bases das organizações e identificados no processo de avaliação intenso e profundo da delegação da União Europeia através da Missão Room. “Foi super bem avaliado no monitoramento e muito positivo. Esses resultados foram identificados através também de conversas com beneficiárias em várias comunidades”, conta.

Em 2023 o projeto também inovou ao promover grandes encontros específicos por regiões. Foram realizados encontros das Mulheres da Resex, do PAE Lago Grande e da região do Planalto e do Eixo Forte, tendo como resultado uma carta com demandas e reivindicações que foram entregues à diversos ministérios durante a marcha das margaridas e ao Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira, quando visitou a aldeia Vista Alegre do Capixauã da etnia Kumaruara em Santarém.

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Jovens e mulheres discutem participação e protagonismo em cooperativas e associações da agricultura familiar no Tapajós  https://teste.projeto-zero.site/jovens-e-mulheres-discutem-participacao-e-protagonismo-em-cooperativas-e-associacoes-da-agricultura-familiar-no-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/jovens-e-mulheres-discutem-participacao-e-protagonismo-em-cooperativas-e-associacoes-da-agricultura-familiar-no-tapajos/#respond Fri, 01 Dec 2023 21:21:43 +0000 https://projeto-zero.site/?p=19626 Etapa garantiu o fortalecimento de temas ligados à participação e empoderamento de jovens e mulheres nas organizações e fez o lançamento do edital de chamada pública do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta

A mulher tem esse papel de liderança”, refletiu Luiza Lopes da comunidade Carão, região do Rio Tapajós durante o último módulo programado do curso do programa de educação do cooperativismo e associativismo da agricultura familiar agroextrativista do baixo Tapajós do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta. O evento foi realizado no período de 27 a 30 de novembro, onde mais de cinquenta pessoas participaram e discutiram sobre o futuro das organizações e a necessidade de ampliar a participação ativa de jovens e mulheres.

A presidente do STTR-STM, Maria Ivete Bastos, explicou que muitas organizações de base ainda enfrentam desafios para garantir a participação desse público e que pensar em estratégias para essa integração é um elemento fundamental para o sucesso das instituições. “É muito importante nós estarmos tratando hoje do protagonismo da mulher, da produção e como que a mulher interage nessa luta olhando para essa realidade. Como combater a violência doméstica e política. Estamos organizadas em associações, nos empoderando economicamente”, destaca. O empoderamento econômico é potencializado pela produção orgânica das mulheres e jovens. Conhecer claramente as etapas do processo é uma das maneiras de apoiar as iniciativas comunitárias, ressalta: “O fundamento de tudo isso é fazer com que a mulher consiga melhorar sua qualidade de vida e seja cada vez mais empreendedora”.

Encontros são marcados por reflexões sobre a força de ser mulher e jovem nas cooperativas e associações.

Ricardo Ayres, jovem liderança da comunidade Membeca, região do Lago Grande, explica que o módulo aprofundou temas delicados e necessários. “Para entender a dinâmica do associativismo, é preciso voltar um passo atrás para entender como que são constituídas algumas relações, entre elas o machismo estrutural que foi debatido, as ações feministas que desconstroem muitas vezes as bases de como as cooperativas foram construídas e vem fortalecer o engajamento das mulheres nesses espaços”.

O sexto módulo do curso de gestão e governança, foi ministrado pela equipe  Pedagógica da Unicafes, destacando a sustentabilidade dos empreendimentos, o protagonismo, autonomia, identidades e ancestralidades. A coordenadora pedagógica da entidade, Kelly Santiago, ressaltou: “a importância de jovens e mulheres dentro dos empreendimentos. Estamos trabalhando com a metodologia popular a partir dos princípios de que as pessoas que estão aqui são autoras das suas próprias histórias. E principalmente elas podem discutir e construir um espaço mais equitativo, inclusivo e igualitário”.

A formação foi o último módulo oficial do curso, com previsão de mais um grande encontro para revisão dos conteúdos anteriores. Para a coordenadora de monitoramento do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta, Olivia Beatriz, foi um momento para celebrar os resultados da iniciativa até agora e ampliar a participação do público em novas ações do projeto. “Foi muito esperado porque a participação de mulheres e jovens ainda é delicada. Está sendo um módulo que explica como funciona a sociedade patriarcal, as dificuldades que as mulheres e os jovens enfrentam em uma sociedade que ainda é machista e como a juventude e as mulheres conseguem enfrentar isso. É um desafio trabalhar a questão de gênero em todos os espaços. Está sendo uma boa oportunidade pra falar sobre inserção e estratégias”.

Dentre as diretrizes para que as mulheres tenham mais espaço e voz, uma nova oportunidade lançada pelo STTR-STM pode ajudar a fomentar projetos de cooperativas e associações de base comunitária que trabalham com a produção agroextrativista; produção agroecológica e/ou turismo de base comunitária na área de abrangência do projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta.

Organizações com esse perfil poderão receber apoio entre R$ 20 e 70mil para executarem seus projetos.  O envio das propostas das organizações de base comunitária poderá  ser feita até 21 de janeiro de 2024 neste link. A iniciativa, que é do STTR-STM em parceria com o Projeto Saúde e Alegria com apoio da União Europeia, pode representar um aporte importante para comunidades tradicionais como a da Sonia Martins, do Atodi, Rio Arapiuns. “É um aprendizado que a gente está buscando para o empoderamento das mulheres na nossa comunidade. Esse aprendizado está sendo muito bom e a gente está levando isso pra nossa comunidade. Reunindo com elas dentro das comunidades para que elas entendam o que a gente está fazendo aqui, pra ser multiplicado”.

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Jovens de associações e cooperativas participam de curso de ferramentas digitais sobre aplicativos de conteúdos interativos e apresentações https://teste.projeto-zero.site/jovens-de-associacoes-e-cooperativas-participam-de-curso-de-ferramentas-digitais-sobre-aplicativos-de-conteudos-interativos-e-apresentacoes/ https://teste.projeto-zero.site/jovens-de-associacoes-e-cooperativas-participam-de-curso-de-ferramentas-digitais-sobre-aplicativos-de-conteudos-interativos-e-apresentacoes/#respond Mon, 02 Oct 2023 19:31:09 +0000 https://projeto-zero.site/?p=19212 Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta promoveu segundo módulo do curso que forma jovens de organizações de base comunitária, visando fortalecimento dos negócios a partir do uso de ferramentas digitais para impulsionar comercialização e organização de processos

A primeira turma do segundo módulo do curso de ferramentas digitais sobre aplicativos de conteúdos interativos e apresentações concluiu a formação na última sexta-feira (29). Dezessete jovens das organizações Tapajoara, Imaflora, Tuariarte, Amabela, Mulheres do Coco, Coopruvas, Ascovim, Acosper, STTR-STM e MAM participaram da nova etapa de formação visando o fortalecimento das ações de publicidade das organizações na internet.

A ementa do curso abordou temas ligados ao uso de ferramentas para a produção de conteúdo sobre as iniciativas, como o Canva (para produção de cards, produtos gráficos), Trello (organização de fluxos e demandas institucionais), e Keep (para processos de comunicação interna), explicou Dannie Oliveira da Tapera Consultoria, “Quando você capacita comunidades, colabora para que essas sejam mais eficientes, autônomas e resilientes em um mundo cada vez mais digital e interconectado. Nesse novo módulo os praticantes aprenderam sobre o Canva, que pode ser usado para criar materiais de marketing e divulgação, sobre o Trello que facilita a organização das atividades e também sobre o Keep que ajuda na comunicação interna. Essas ferramentas irão ajudar a promover os produtos locais e artesanato gerando oportunidades econômicas para os grupos participantes”.

Jander Cardoso, da comunidade Anã, região da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, foi um dos participantes. Representando a Cooperativa Turiarte, falou sobre a necessidade de fortalecer a comunicação da organização: “Está sendo uma experiência totalmente nova. Estamos aprendendo a usar novas ferramentas. Keep, Trello e Canva são ferramentas muito importantes porque a gente trabalha com a divulgação dos nossos projetos. Aqui a gente aprendeu a fazer banner, post, cartaz, convite”.

Para a Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais de Santarém – AMTR, a oportunidade vai ser multiplicada nos territórios de sua abrangência. “Eu levarei para as associadas como trabalhar com essas ferramentas. Lembretes, vendas e levar para as feiras os nossos produtos”, pontuou Josilene Rocha de Vista Alegre do Muratuba/AMTR.

O uso das ferramentas vai ampliar a organização e presença digital dos meliponicultores da região do PAE Tapará, destacou o jovem Apolo de Sousa, da comunidade Tapará Grande. “A comunicação nas comunidades era muito difícil. Aqui eu tive a oportunidade de conhecer essas ferramentas que podem ajudar na comunidade, na cooperativa. Foi muito abrangente, de algo que para a maioria das pessoas é tão fácil e pra nós tão difícil”.

O conhecimento sobre as ferramentas também vai garantir o fortalecimento das iniciativas das mulheres do coco da região da Resex Aveiro, no Baixo Tapajós. Jorliane Figueira de Pinhel, participou com a responsabilidade de implementar as ações na estratégia da AIPAP: “Vou aplicar o que aprendi sobre as ferramentas digitais para fortalecer os negócios da minha organização”.

O Movimento pela Soberania Popular (MAM), representado pela jovem Kelvianny Oliveira, da comunidade Aninduba, região do Arapixuna, destacou a necessidade de iniciar a implementação dos recursos para otimizar o fluxo de comunicação dentro da organização. “Nós dentro do movimento trabalhamos com podcasts Raízes. Essas ferramentas vão fortalecer dentro da organização”.

O curso é uma iniciativa do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta em parceria do Projeto Saúde e Alegria e do Sindicato de Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras de Santarém e visa ampliar as oportunidades para os negócios de base comunitária. Para a coordenadora de monitoramento do Projeto Mulheres Empreendedoras da Floresta/Projeto Saúde e Alegria, Olívia Beatriz, essa é uma oportunidade de manter a juventude conectada aos projetos das próprias comunidades e, ao mesmo tempo, multiplicar conhecimento para as iniciativas locais. “Eles serão multiplicadores nas suas comunidades, cooperativas e associações. Cada estudante tem a meta de conseguir multiplicar para dez pessoas e aplicar na parte prática na gestão das organizações”, explica.

O curso está sendo realizado no Telecentro do STTR e envolve a capacitação para duas turmas de vinte estudantes. Nesta segunda-feira (02/10), a segunda turma inicia a jornada, totalizando a formação para 40 pessoas.

Fotos: Danie Oliveira.

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