Gestão Comunitária – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Tue, 05 Nov 2024 21:27:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Oficina capacita empreendedores sobre gestão do turismo de base comunitária https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-empreendedores-sobre-gestao-do-turismo-de-base-comunitaria/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-empreendedores-sobre-gestao-do-turismo-de-base-comunitaria/#respond Tue, 05 Nov 2024 21:27:27 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21063 Objetivo é promover conhecimento e ampliar as possibilidades de desenvolvimento desses empreendimentos coletivos

O Projeto Saúde e Alegria (PSA) realizou entre os dias 28 de outubro e 01 de novembro, uma Oficina de Gestão Administrativa e Financeira de Empreendimentos de Turismo de Base Comunitária, no Centro de Formação Chico Roque, em Santarém. A iniciativa capacitou gestores de 9 empreendimentos comunitários, que estão localizados em três áreas protegidas: RESEX Tapajós-Arapiuns, Flona Tapajós e Projeto de Assentamento Extrativista Lago Grande. O objetivo do projeto é levar informações aos participantes para melhorar a gestão e monitoramento dos empreendimentos de turismo de base comunitária, além de ampliar o conhecimento e compreensão dos gestores comunitários sobre estratégias de comercialização e precificação. A atividade é realizada pelo Projeto de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria com apoio da WWF.

“Pra além do conteúdo do curso, é muito interessante a troca de conhecimento, de experiências entre eles. O conteúdo é fundamental, a gestão financeira desses empreendimentos, a precificação dos atrativos, dos produtos. O curso vai desde uma parte mais prática, de como é feito isso, a etapa de planilhas, monitoramento para conseguirem ter o domínio de quantas pessoas eles estão recebendo e as avaliações, para entenderem como está desenvolvendo os empreendimentos deles” enfatizou Olivia Beatriz, do PSA.

Durante os cinco dias de oficina, os participantes puderam aprender estratégias de comercialização e o uso de tecnologia para gestão. Como trabalhar pela internet e fortalecer o turismo de base comunitária, comercializar produtos e conversar com clientes. Eles puderam também apresentar seus empreendimentos e identificar caminhos possíveis para ampliar e manter o fluxo turístico nas comunidades.

“A dinâmica da formação é muito boa, conta com profissionais incríveis, que repassam esses conhecimentos pra gente. E a gente pode ter essa experiência na teoria e na prática, então isso é importante. Tem situações que a gente observa agora, que não conseguíamos ver nas comunidades. Isso vem para alavancar, fortalecer, o nosso Turismo de Base Comunitária” destacou o empreendedor da Comunidade Maripá, Rui Salatiel de Assunção.

“É uma formação oportuna, válida e muito importante pra gente rever, refletir e ajustar o que fazer nos empreendimentos. A precificação é uma questão muito complexa dentro das comunidades, então a gente viu que estava fazendo de forma incorreta. Aqui, percebi que precisamos fazer esse ajuste para alavancar o turismo de base comunitária aqui na região”, ressaltou a Presidente da TURIARTE (Cooperativa do Turismo e Artesanato da Floresta) , Ingrid Godinho.

Os gestores também participaram de momentos de discussão para troca de experiências entre os participantes, fomentando a reflexão sobre os pontos de atenção para melhorias de suas práticas e destacando os pontos de avanço de cada empreendimento. E realizar aulas práticas e tirar dúvidas sobre as tecnologias que possibilitam o impulsionamento dos serviços. 

“Está sendo bem legal, pessoal está aprendendo a mexer no computador, nas planilhas. Trabalhamos também com a parte de precificação, da parte mais conceitual. A gente fez alguns exercícios mais teórico, e também atividades práticas nos computadores e planilhas” explicou a Mediadora da Oficina, Amanda Santos.

“Essa oficina está sendo uma grande oportunidade para as comunidades interagirem entre elas, com diferentes empreendimentos, diferentes experiências. Uma oficina que reúne jovens, adultos, e eles estão aproveitando para conversar, estabelecer redes e fortalecer o que elas já vem fazendo na região pelo Turismo de Base Comunitária” disse a Mediadora da Oficina, Lana Rosa.

Todos os participantes receberam o certificado de conclusão da oficina, e a expectativa é que possam compartilhar as experiências e aprendizados nas comunidades. O PSA trabalha para orientar empreendedores e fortalecer a cadeia do Turismo de Base Comunitária na região. 

“Essa experiência está sendo muito boa, porque estou aprendendo como gerenciar o trabalho do Ecoturismo de Base Comunitária. Isso só fortalece o nosso trabalho. Eu vou tá chegando na comunidade, reunir e repassar tudo que já vi, aprendi e colocar em prática” comemorou a empreendedora da Comunidade Urucureá, no Rio Arapiuns, Rosângela Castro.

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Com marca de 1.239 tecnologias sociais implementadas em comunidades da Amazônia, Saúde e Alegria fala sobre projetos em Seminário de Gestão no Ceará https://teste.projeto-zero.site/seminario-gestao/ https://teste.projeto-zero.site/seminario-gestao/#respond Fri, 27 Oct 2023 19:12:57 +0000 https://projeto-zero.site/?p=19366 Projeto Saúde e Alegria foi convidado para participar do XII Seminário de Gestão dos SISARs e Centrais – Juntos Pela Universalização do Saneamento, realizado no período de 25 a 27 de outubro em Fortaleza – CE

Nos últimos 35 anos, o Projeto Saúde e Alegria tem buscado promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento das políticas públicas na qualidade de vida e no exercício da cidadania e direitos humanos das populações atendidas.

O acesso à água potável e saneamento tem sido um dos focos do trabalho do PSA desde a sua fundação. Até agora, implementou 113 sistemas de abastecimento de água para mais de 6 mil famílias distribuídas em seis territórios com apoio do Fundo Amazônia/BNDES,  Aliança água acesso e Programa Cisternas, 1.239 Tecnologias sociais instaladas em comunidades tradicionais de 3 municípios com apoio do Programa Cisternas Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e 744 em 2023 aprovação em novo edital que prevê Tecnologias Sociais na RESEX Tapajós Arapiuns.

O processo de implantação de todas as tecnologias envolve a participação comunitária, inovação tecnológica e autogestão em sistemas descentralizados. Oficinas para definição do modelo de gestão e capacitação reúnem temas administrativos/financeiros, ambiental e técnico operacional, além de garantir a definição de regimento interno para uso e gestão da água e comissão gestora.

O modelo de saneamento integrado envolve a instalação de sistemas híbridos (solar diesel), com uso de fonte renovável de energia. Até agora, 40 sistemas de energia solar foram instalados, atendendo 44 comunidades, gerando 90% de redução no uso do diesel.

Programa de Infraestrutura do PSA, propõe sistema integrado de inocação para o Bem Viver de populações da Amazônia.

Os indicadores foram apresentados durante o XII Seminário de Gestão dos SISARs e Centrais pela Coordenadora de Infraestrutura Comunitária Jussara Salgado, que participou do Painel Desenvolvimento Comunitário Integrado e Sustentável na Amazônia Brasileira juntamente com Rodrigo Brito – Head of Sustainability – Brazil & South Cone – The Coca-cola Foundation e Telma Rocha – Diretora Programática Fundação Avina.

O evento que acontece anualmente é promovido pelo Instituto SISAR, os SISARs do Ceará, do Piauí, de Pernambuco e as Centrais da Bahia, com o objetivo de partilhar ideias, tecnologias, ações sociais desenvolvidas, experiências nas gestões e políticas públicas, para garantir a qualidade de vida nas áreas rurais.

A apresentação destacou os modelos demonstrativos e participativos de autogestão e inovação tecnológica das experiências de abastecimento de água do PSA na Amazônia. Além de abordar as consequência do período de estiagem para o acesso à água potável na região. O objetivo foi partilhar ideias, tecnologias, ações sociais desenvolvidas, experiências nas gestões e políticas públicas, para garantir a qualidade de vida nas áreas rurais.

“Além dos indicadores de implementação de sistemas de abastecimento, outro fator importante é a Oficina Eletricistas do Sol que o Programa Infraestrutura Comunitária vem buscando promover com formações em eletricidade básica e fundamentos de energia solar fotovoltaica off grid para moradores das comunidades atendidas. Até agora, 125 jovens foram capacitados em 5 edições realizadas. Eles se tornam multiplicadores no território e podem despertar o interesse para uma atividade profissional na área, buscando mais conhecimento técnico e geração de renda”, destacou Jussara.

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Santarém sedia Encontro Anual do Conselho Latino-Americano de Conservação https://teste.projeto-zero.site/santarem-sedia-encontro-anual-do-conselho-latino-americano-de-conservacao/ https://teste.projeto-zero.site/santarem-sedia-encontro-anual-do-conselho-latino-americano-de-conservacao/#respond Mon, 07 Nov 2022 13:04:38 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17009 Debates, escutas nas comunidades e aprendizados marcam atividades promovidas no Pará no período de 04 a 06 de novembro nas regiões do Tapajós, Arapiuns e Amazonas 

A primeira parada do Conselho Latino-Americano de Conservação (LACC) foi a aldeia Solimões, localizada na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns em Santarém. Formado por empresários, pesquisadores e acadêmicos da América Latina, o Conselho desembarcou para conhecer a região e discutir estratégias para fortalecer a conservação do bioma amazônico.

Na aldeia Solimões, o grupo conheceu a escola Nossa Senhora das Graças que oferta educação infantil até o nono ano e o ensino modular indígena, e os projetos implementados na aldeia, que acumula conquistas por meio da organização comunitária. O encontro foi acompanhado por instituições com atuação no território, como o Projeto Saúde e Alegria e a Sapopema.

Hoje a Aldeia Solimões teve o privilégio de receber nossos parceiros para a Construção da nossa biblioteca, em homenagem ao grande ambientalista Thomas Lovejoy. Desde já nossos sinceros agradecimentos ao Conselho de Conservação da América”, destacou a aldeia nas redes sociais.

O Conselho de Conservação da América Latina (LACC) é um grupo de líderes globais que trabalham com a The Nature Conservancy nos lugares mais emblemáticos da América Latina para proteger a biodiversidade, combater as mudanças climáticas e fornecer alimentos e água de forma sustentável para a população da região. Formado em 2011 para trabalhar com líderes públicos e privados para ajudar a conservar o capital natural da região, o Conselho trabalha em parceria com a The Nature Conservancy (TNC) para proteger, restaurar e gerenciar melhor a natureza para um benefício triplo que ajuda países, empresas e comunidades a alcançar nossas metas de 2030 para biodiversidade, clima e Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Segundo a vice-gerente da Estratégia Povos e Comunidades Indígenas e Tradicionais da TNC Brasil, Juliana Simões, o encontro anual foi oportuno para apresentar ao grupo, as iniciativas apoiadas em comunidades de Santarém: “Esse ano escolheram fazer aqui no Tapajós e nós aproveitamos para levá-los para conhecer os projetos que nós desenvolvemos nas comunidades e desafios de conservação. Uma forma de sensibilizá-los para apoiar iniciativas econômicas que levam à conservação”, ressalta.

Parceiro histórico das comunidades ribeirinhas do Tapajós e Resex Tapajós Arapiuns, o Projeto Saúde e Alegria participou das atividades. O coordenador da ONG, Caetano Scannavino, comentou sobre a proposta do encontro: “Feliz pelo fato do Tapajós estar sediando o encontro anual do LACC. O bacana é que esse evento não está sendo num auditório, mas num barco que está rodando as comunidades. Tem os debates na embarcação, as visitas, rodas de conversas, escutas para aprender com o povo ribeirinho. Foi muito bacana porque eles não viram só problemas e dificuldades, mas soluções a partir das próprias aldeias e comunidades”.

Na aldeia Solimões que possui 55 famílias e 185 habitantes, o grupo conheceu ainda as infraestruturas implementadas pelo Saúde e Alegria, como o sistema de acesso à água. Com muita alegria e receptividade, os indígenas também apresentaram o Projeto Ciência Cidadã para a Amazônia, do qual fazem parte, através da parceria entre a Sapopema, PSA e Mopebam. “Esse projeto ganhou uma relevância muito grande do ponto de vista de uma experiência piloto de educação ambiental, formação de lideranças jovens, de um serviço ambiental às comunidades, através do monitoramento ambiental dos peixes”, contou a professora da Ufopa e membro da coordenação da Sapopema, Socorro Pena.

O resultado dos registros do ictio, apontam a prevalência de espécies de peixes, e como o fluxo tem enfrentado mudanças ao longo dos últimos anos. “A aldeia tem características de comunidade que seria um modelo para a região Amazônica. É uma comunidade que conquistou um sistema de saneamento básico, tem gestão de aldeia que tem levado políticas públicas e sabe agregar. É muito importante conhecer essa realidade que não reflete para todas as comunidades da Amazônia”, acrescenta Pena.

Além da visita ao povo Kumaruara, o grupo conheceu a região do rio Arapiuns e Amazonas.

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Oficinas de gastronomia social ensinam técnicas de reaproveitamento de alimentos à comunitários https://teste.projeto-zero.site/oficinas-de-gastronomia-social-ensinam-tecnicas-de-reaproveitamento-de-alimentos-a-comunitarios/ https://teste.projeto-zero.site/oficinas-de-gastronomia-social-ensinam-tecnicas-de-reaproveitamento-de-alimentos-a-comunitarios/#respond Sat, 11 Jun 2022 14:11:56 +0000 https://projeto-zero.site/?p=15939 No período de 6 a 10 de junho, equipes de profissionais do Projeto Saúde e Alegria, Gastromotiva e ONG Banco de alimentos, realizaram oficinas sobre higienização, manipulação, preparo, armazenamento e conservação de alimentos, nas comunidades Vista Alegre, Capixauã, Solimões, Pedra Branca, Anumã e Carão na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns e famílias associadas ao Instituto de Mulheres e Cooperativa de reciclagem do Perema

Talos, cascas, folhas e sementes são normalmente descartados na culinária tradicional. Apesar de serem itens comumente dispensados nos preparos, são os mais ricos em nutrientes e podem contribuir para a saúde e economia nas refeições. Uma surpresa para Francisco Gomes, fundador da aldeia Vista Alegre do Capixauã durante uma das oficinas de Gastronomia Social na floresta: “aprendemos a reaproveitar os alimentos que nós jogávamos. Aprendemos que tudo tem que ser aproveitado. Essa parte nós não sabíamos e hoje vamos aproveitar” – conta.

O ensinamento veio da nutricionista da ONG Banco de Alimentos, Luana Rocha, que tem junto da equipe da Gastromotiva e PSA, incentivado o aproveitamento total de frutas, legumes e verduras: “A gente acredita que não é só doar o alimento e matar a fome, mas ensinar a população a usar esse alimento da melhor forma possível. A gente tem um pilar de educação nutricional que a gente ensina receita e preparações com partes não convencionais de alimentos, talos, cascas, folhas e sementes dos alimentos que é onde está a maior concentração de maior valor nutricional dos alimentos que geralmente a gente descarta e vai para o lixo” – ressalta.

Receitas foram produzidas com itens disponíveis nas cestas básicas distribuídas para os participantes. No total, 290 Fotos: Pedro Alcântara/PSA.

Além do aproveitamento, os participantes aprendem técnicas para implementar boas práticas na manipulação dos alimentos como higienização, preparo, armazenamento e conservação, sempre considerando o que se tem em casa: “Como fazer cardápios especiais, pensados com alimentos tradicionais da nossa região. É um projeto piloto e a gente acredita que isso impacta positivamente essas famílias. Tudo pensado com nutricionistas” – esclareceu a assistente social do PSA, Ananda Pacheco.

As oficinas iniciaram no dia 6 de junho com mulheres do Instituto de Mulheres e Cooperativa de reciclagem do Perema na creche Seara na área urbana de Santarém e seguiram até 10 de junho, atendendo comunitários de Vista Alegre, Capixauã, Solimões, Pedra Branca, Anumã e Carão na Resex. “Foi um momento de muita troca de saberes sobre alimentação, resistência e território para fortalecer a segurança alimentar, falando de saúde e alegria, geração de renda, permanência e fortalecimento” – considerou Renata Peixe-Boi da ONG Gastromotiva.

Gastronomia social para a saúde e para a renda de populações tradicionais

“A comida alimenta o corpo, o corpo alimenta a alma e a alma nos conecta”. Com este lema, as oficinas foram implementadas em Santarém e possibilitaram aos participantes criar receitas nutritivas com alimentos básicos. A iniciativa do PSA, Gastromotiva e ONG Banco de Alimentos, oportunizou meios para alimentação saudável e novas formas de geração de renda para comunidades tradicionais que também atuam com receptivos turísticos. “A gente já recebe o turismo há vinte anos e a cada dia a gente vem inovando. E hoje nós aprendemos principalmente a aproveitar os alimentos que a gente descartava e isso para o turismo de base comunitária é muito importante” – acrescentou Kenedy Colares, diretor da escola da aldeia.

“As três instituições fazem parte de uma rede internacional chamada Catálist que faz cooperação entre as soluções que possuem, tecnologias sociais para acelerar os objetivos do milênio trabalhando juntos. A iniciativa é importante porque são três ONGs que estão trabalhando juntas, integrando e interagindo com as mesmas metodologias” – pontuou o médico e fundador do PSA, Eugenio Scannavino.

A programação se integrou à uma série de eventos realizados pelo PSA na semana do meio ambiente, marcando o modelo de saúde pública implementado pelo PSA e se junta às ações alusivas ao aniversário de Santarém.

Foi também um marco para a Gastromotiva, organização que utiliza o alimento como ferramenta de transformação social por meio da educação, inclusão produtiva e combate à fome e desperdício de alimentos. A Gastromotiva trabalha para gerar impacto social positivo no Brasil e México, e em cooperação com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.

Oficinas iniciaram com mulheres do Instituto de Mulheres e Cooperativa de reciclagem do Perema na creche Seara na área urbana de Santarém.

“Essa parceria vai ao encontro do apoio da Gastromotiva à iniciativas com atuação permanente no combate à fome e que, conjuntamente, contribuem para o fortalecimento do desenvolvimento local de comunidades tradicionais e urbanas no território amazônico. Além das oficinas de aproveitamento integral e valorização da cultura alimentar, a Gastromotiva também entregará um livro de receitas com preparos zero desperdício com itens que compõem a cesta básica que os participantes receberão”, conta Winnee Louise, especialista em Impacto Social na Gastromotiva.

O caderno de receitas “Comida Que Transforma – da cesta básica ao prato” foi elaborado por Rodrigo Sardinha, cozinheiro residente do Refettorio Gastromotiva, e Renata Peixe-Boi, cozinheira social de Manaus formada pela Gastromotiva, e reuniu preparos personalizados que combinam o uso integral dos alimentos e a cultura alimentar amazônica. O projeto faz parte do investimento institucional no fortalecimento de territórios vulnerabilizados para a superação da fome em prol da segurança alimentar.

Lançada em 2020, em resposta aos impactos socioeconômicos da COVID-19, o programa Cozinha Solidária Gastromotiva tem como objetivo atender diretamente à população por meio da implantação e formação de cozinhas comunitárias lideradas por microempreendedores, cozinheiros, lideranças locais, organizações sociais e coletivos. A produção de refeições é destinada para indivíduos e famílias em situação de insegurança alimentar.

Para celebrar as atividades de gastronomia, adultos, crianças e adolescentes participaram da apresentação do Gran Circo Mocorongo e apresentações culturais.

A ONG Banco de Alimentos, atua desde 1998 auxiliando pessoas em situação de insegurança alimentar através do combate ao desperdício de alimentos, atuando com 3 pilares fundamentais: evitar o desperdício, aproveitar melhor os recursos disponíveis e compreender o problema.

As três instituições se juntam fornecendo os insumos (serão entregues trezentas cestas básicas para as famílias durante as oficinas), apoio logístico e treinamento para a montagem dos cardápios nutritivos.

Entre as dificuldades geradas pelo cenário socioeconômico do Brasil e a pandemia, a fome tem se manifestado aumentado a vulnerabilidade da população. Esta atividade faz parte dos esforços do PSA para assegurar a segurança alimentar das famílias que mais precisavam. Com a Campanha Com Saúde e Alegria Sem Corona, distribuímos mais de 20 mil cestas de alimentação. Nesta iniciativa estamos indo além, capacitando as comunidades sobre como aproveitar melhor os alimentos que recebem e os que tem disponível na própria comunidade.

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Amostras de água de sistemas comunitários são coletadas para análise de potabilidade https://teste.projeto-zero.site/amostras-de-agua-de-sistemas-comunitarios-sao-coletadas-para-analise-de-potabilidade/ https://teste.projeto-zero.site/amostras-de-agua-de-sistemas-comunitarios-sao-coletadas-para-analise-de-potabilidade/#respond Wed, 25 Aug 2021 16:42:29 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14454 Coletas foram realizadas em quinze comunidades da Resex Tapajós/Arapiuns em agosto;

O Projeto Saúde e Alegria entregou até agosto de 2021, 75 sistemas de água para comunidades e aldeias de Santarém, além de tecnologias implementadas em outros municípios da Amazônia. Um trabalho dedicado ao benefício de populações isoladas que sofriam com a ausência de água potável, como Mangal. “Muita gente usava água do Igarapé e essa água estava causando muitas doenças. Eles acabavam consumindo essa água sem nenhum tipo de tratamento e aí dava diarreias e outras doenças. Agora com o microssistema vai minimizar essas doenças” – relatou o coordenador do microssistema na comunidade, Fagner Araújo.

Sistema de água e saneamento em Mangal na Resex.

Os sistemas são entregues aos comunitários, que passam a gerir os sistemas com gestão participativa e coletiva. Eles conquistam a responsabilidade dos sistemas que precisam de manutenção contínua e avaliações periódicas para examinar a qualidade do líquido fornecido nas localidades.

“O monitoramento da qualidade de água dos sistemas implementados pelo PSA faz parte do projeto àgua+acesso, realizado em parceria com a Fundação Avina e o Instituto Coca Cola. As análises são feitas de acordo com a Portaria de consolidação N° 5, de 28 de Setembro de 2017 do Ministério da Saúde, que define parâmetros para potabilidade. O monitoramento permite identificar quais sistemas precisam de intervenções como adequação, limpeza dos poços e rede de distribuição e tratamento. Esse processo é feito com auxílio do cloro para consumo humano em níveis controláveis, que é utilizado na desinfecção e controle microbiológico da água” – explicou a técnica do Programa de Água e Energias Renováveis do PSA, Jussara Salgado.

Medição de temperatura da água foi realizada em quinze comunidades da Resex. Fotos: Sandra Elenize.

Para identificar a situação de sistemas comunitários de abastecimento de água, em agosto foram coletadas amostras de água nas comunidades de Arapiranga, São Miguel, Anã, Maripá, Cabeceira do Maripá, Vila Franca, Urucureá, Nuquini, Boim, Surucuá, Aldeia de são Pedro, Retiro, Parauá, Mangal e Pedra Branca.

As amostras coletadas serão processadas em laboratório de Santarém, onde passarão por análise de potabilidade da água. Segundo a bióloga do PSA, Ana Daiane, foram coletadas amostras de água para realização de análise físico-química com uso de kit prático de potabilidade (Alfakit) composto por reagentes de alcalinidade total, cloretos, dureza, pH, ferro, oxigênio consumido. “O objetivo é verificar se a água desses sistemas está potável para consumo humano” – explicou.

Os resultados estão sendo processados e serão divulgados para as comunidades em uma semana.

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Alô Comunidade: especial sobre o PAE Lago Grande – reportagens 01 e 02 https://teste.projeto-zero.site/alo-comunidade-especial-sobre-o-pae-lago-grande-reportagem-01/ https://teste.projeto-zero.site/alo-comunidade-especial-sobre-o-pae-lago-grande-reportagem-01/#respond Tue, 17 Aug 2021 19:52:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14435 Ouça a série de reportagem especial produzida pelo Programa Alô Comunidade em parceria com o GT do PAE Lago Grande, ouvindo moradores e lideranças sociais sobre este importante território, com muitos potenciais e desafios.

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Aldeias munduruku conquistam sistemas de energia solar para bombeamento de água https://teste.projeto-zero.site/aldeias-munduruku-conquistam-sistemas-de-energia-solar-para-bombeamento-de-agua/ https://teste.projeto-zero.site/aldeias-munduruku-conquistam-sistemas-de-energia-solar-para-bombeamento-de-agua/#respond Wed, 11 Aug 2021 13:38:31 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14372 Nesta semana, indígenas da aldeias Munduruku do médio Tapajós/Itaituba-PA – Sawré Jaybu, Dace Watpu e Sawré Muybu comemoraram instalações de sistemas fotovoltaicos;

A alegria está completa para 51 famílias indígenas das três aldeias Munduruku de Itaituba, beneficiadas com tecnologias de água encanada e banheiros, e mais recentemente com sistemas fotovoltaicos para bombeamento de água implantados pelo Projeto Saúde e Alegria com apoio da Fundacao Mott. As instalações reduziram a necessidade de óleo diesel usado em motores de bombeamento dando mais autonomia às aldeias. Com energia limpa, os moradores conquistaram também economia no custeio das operações.

“A partir das instalações fotovoltaicas as aldeias passam a utilizar uma fonte de energia renovável e ter mais autonomia no abastecimento, sem depender exclusivamente do diesel, o grupo gerador, que tem um alto custo e logística de transporte complexo. Além disso, os moradores receberam capacitação para operação e gestão dos sistemas e controle na qualidade da água, que visa instruí-los quanto aos aspectos técnicos operacionais, ambientais e sociais que envolvem um sistema de abastecimento de água” – explicou Jussara Batista, do programa de Energias Renováveis do PSA.

Foram beneficiadas 51 famílias das aldeias Munduruku do médio Tapajós/Itaitutba-PA – Sawré Jaybu, Dace Watpu e Sawré Muybu.

As instalações dos kits fotovoltaicos foram a segunda etapa da construção de sistemas de abastecimento nessas aldeias, sendo a primeira a implementação da tecnologia social n° 07 do Programa Cisternas (elevado com filtragem, módulo domiciliar com captação de chuva, banheiro e pia) entregue em maio de 2021.

“A comunidade ficou muito feliz de ontem pra cá porque as caixas de todas as famílias encheram e agora, graças a Deus, a comunidade está vendo água direto nas suas caixas, nos seus banheiros” – relatou o cacique Juarez da Aldeia Sawre Muybu.

Os sistemas solares fotovoltaicos para bombeamento de água foram implementados em três aldeias Munduruku de Itaituba-PA – Sawré Jaybu (17 famílias), Dace Watpu (16 famílias) e Sawré Muybu (18 famílias). A atividade foi realizada em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Rio Tapajós), e tem como objetivo promover o acesso à água potável nesses locais.

“A partir do momento que você tem um equipamento que vai funcionar naquele território por 24 horas e você não vai ter mais desabastecimento, vai facilitar a vida dos usuários. Com as instalações das placas solares, nós tivemos uma redução no gasto do combustível, manutenção nos equipamentos. A regularidade no fornecimento de água que funciona em tempo integral. Agora é uma outra realidade com a melhoria da qualidade de vida dos usuários dos sistemas” – disse a Coordenadora do Dsei Rio Tapajós, Cleidiane Carvalho Ribeiro.

Sistemas de água e saneamento para nove aldeias munduruku 

Em maio deste ano, foram entregues 112 (cento e doze) sistemas de água encanada e banheiros, investimentos essenciais para melhorar as condições sanitárias e o enfrentamento da Covid-19 para as aldeias Sawré Jauby, Datie Watpu, Boa fé, Sawré Muybu, Sawré Aboy, Dajé Kapap, Karo Muybu, Poxo Muybu e o PAE Montanha-Mangabal.

As tecnologias foram construídas em caráter emergencial e mobilizaram uma complexa logística com caminhões e balsas no transporte de materiais para construção de banheiros com fossas sanitárias para cada família, sistemas de bombeamento de água, de captação das chuvas, de distribuição através de redes hidráulicas até as casas, entre outras tecnologias sociais, como parte das metas do Programa Cisternas que vem sendo implementado na região pelo PSA.

As obras contaram com as parcerias da ASPROC (Associação dos Produtores Rurais de Carauari), co-executora das obras, envolvendo também a FUNAI, o DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) do Rio Tapajós, e a Associação Pariri dos Povos Munduruku.

Até junho de 2021, o PSA beneficiou 32 comunidades com sistemas de energia solar para bombeamento de água para mais de 1.500 famílias.

“Um projeto que veio na hora certa. É muito necessário dentro de uma comunidade porque não é justo qualquer pessoa tomar a água desse rio que está completamente poluído” – ressaltou o gestor do programa de água do Projeto Saúde e Alegria (PSA), Carlos Dombroski.

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PSA doa equipamentos à Resex para prevenção e combate a incêndios florestais https://teste.projeto-zero.site/psa-doa-equipamentos-a-resex-para-prevencao-e-combate-a-incendios-florestais/ https://teste.projeto-zero.site/psa-doa-equipamentos-a-resex-para-prevencao-e-combate-a-incendios-florestais/#respond Thu, 05 Aug 2021 18:18:34 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14351 Equipamentos serão auxiliares de brigadas de seis comunidades da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns;

O período de início das secas, alerta para a temporada de queimadas em áreas florestais que abrigam enorme riqueza de diversidade vegetal e animal. A preocupação é ainda maior em áreas isoladas da floresta, como a Resex Tapajós Arapiuns formada por setenta e cinco comunidades. Quando ocorrem incêndios florestais, o deslocamento de equipes do Corpo de Bombeiros é mais limitado devido às grandes distâncias.

“As instituições são limitadas. Tem um efetivo muito limitado e o comunitário tá lá todo dia. Ele é a primeira pessoa que visualiza um incêndio. Até ele acionar uma instituição e chegar ao local, já passaram três dias. Se a pessoa está no local, está treinada, ela tem total condições de ir pra frente do combate e evitar que esse fogo se alastre” – explicou a  analista ambiental ICMBio, Jaqueline Nóbrega sobre a importância das brigadas de incêndio nas comunidades.

Por meio dos voluntários treinados, é possível atuar de maneira rápida e evitar grandes queimadas. Porém os comunitários precisam dispor de equipamentos adequados para o combate. Por isso, sempre nessa época, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) renova seus apoios às formações de brigadistas e campanhas de prevenção e combate aos incêndios. Em 2021 o PSA está doando à Organização Tapajoara – representante das Associações da Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, itens para auxiliar as brigadas comunitárias

Nesta quarta-feira (04/08), o Projeto Saúde e Alegria entregou à Organização Tapajoara Sopradores BR600, motosserras 260, roçadeiras 220, mochila costal flexível, abafadores, enxadas, foices, balaclavas de algodão, luvas de vaqueta, cantil de lado, cantil de bolso, facão com bainha, lanterna de cabeça e capacete de segurança.

“O PSA todo ano faz campanhas de combate e prevenção a incêndios. Não use fogo ou faça o fogo controlado. Mas a gente sabe que sempre acontece esse tipo de coisa e o fogo acaba escapando do controle. Quem tá no campo, na comunidade é quem vê o primeiro fogo. Então eles têm que estar apoiados, treinados para não virar um incêndio. Em 2019 fizemos um planejamento com as  organizações sociais e governamentais para  treinamento de brigadas que ficassem no local e pudessem ter equipamentos para ajudar no combate. São equipamentos eficientes. Essa doação está sendo feita para Tapajoara e ficará à disposição das brigadas” – explicou o médico fundador do PSA, Eugenio Scannavino.

Para o presidente da Organização Tapajoara,  Dinael Cardoso, a doação é fundamental para garantir a proteção da floresta e das mais de 13 mil pessoas de quatro mil famílias que vivem da agricultura familiar. “Sempre a Tapajós-Arapiuns em parceria com o Projeto Saúde e Alegria e ICmbio realizam a formação de brigadistas na Resex. Todos os nossos brigadistas são voluntários e isso fez com que a gente visse a necessidade de ter equipamentos para junto dessas pessoas que são voluntárias trabalhem na prevenção e combate à fogo. Esses equipamentos são fundamentais. Vão ficar na Tapajoara e caso ocorram, serão destinados aos brigadistas voluntários” – disse.

Plano Territorial de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais

A doação dos equipamentos é uma parceria com a Rainforest Alliance. Desde 2019 são articuladas ações à proposta do  Plano Territorial de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, construído com participação de representantes da RESEX, FLONA, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ICMBio e Brigada de Alter, quando foram traçadas estratégias para atuação das entidades no combate e prevenção às queimadas na região.

Dentre as ações pactuadas para o Plano, foram realizados cursos de capacitação para novos brigadistas, oficinas de prevenção a incêndios florestais, e apoio para aquisição de equipamentos para os combates.

Incêndio em Alter do Chão em Santarém em Setembro de 2019. Foto: Eugênio Scanavinno.

“Com um equipamento desse você consegue debelar um início de incêndio. Todo incêndio começa com um pequeno fogo que você consegue apagar. Importante que a gente tenha essas prevenções pra manter a floresta em pé, e fazer uso consciente do fogo” – ressaltou a brigadista e colaboradora do PSA, Ana Daiane.

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Saúde e Alegria integra Rede internacional para fortalecer experiências digitais em áreas rurais https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-integra-rede-para-fortalecer-experiencias-digitais-em-areas-rurais/ https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-integra-rede-para-fortalecer-experiencias-digitais-em-areas-rurais/#respond Wed, 28 Apr 2021 19:29:03 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13874 O Projeto Saúde e Alegria passou a integrar a Rede do Projeto Redes Comunitárias que busca conectar comunidades desconectadas por meio do desenvolvimento de modelos, capacidades e formas de sustentabilidade para populações da Amazônia;

Um dos maiores desafios da comunicação na região amazônica é a ausência de conexão telefônica e acesso à internet. Geograficamente isolados, moradores de comunidades ribeirinhas sofrem com a limitação que os exclui socialmente e impede o acesso à comunicação básica. O projeto de apoio a estratégias lideradas pela comunidade para endereçar a dificuldade digital é uma iniciativa da Associação para o Progresso das Comunicações (APC) em parceria com a Rhizomatica. No Brasil, o PSA é a organização parceira no nível meso, credenciada para o desenvolvimento de redes comunitárias na região Amazônica.

Segundo a coordenadora regional para implementação da iniciativa Redes Locais (LocNet) na América Latina pela REDES AC, Karla Velasco Ramos, redes comunitárias são “redes não comerciais, pertencentes a e operadas pelas comunidades visando atender seus objetivos em questões como educação, saúde, economia solidária, preservação cultural, entre outras que vão variar em cada local” – explica.

Rádio Comunitária Bem-Te-Vi, Resex Tapajós-Arapiuns. Arquivo/PSA.

Com o apoio financeiro do Programa de Acesso Digital do Governo do Reino Unido, o projeto busca desencadear soluções de conectividade mais acessíveis e inclusivas para comunidades excluídas em áreas rurais e urbanas. O projeto está em execução entre 2020/2023 e fornece assistência técnica, capacitação, assessoria para advocacy, e mobilização comunitária, focando em em cinco países prioritários: Brasil, Indonésia, Quênia, Nigéria e África do Sul.

A partir da parceria com o Projeto Saúde e Alegria, a iniciativa espera contribuir para a construção de um ecossistema propício para o surgimento e crescimento de redes comunitárias e outras iniciativas de conectividade baseadas na comunidade em cinco países-alvo, incluindo o Brasil. O projeto está estruturado em três eixos de trabalho alinhados aos resultados esperados e aos níveis de intervenção micro, meso e macro.

O fundador da Rhizomatica, representante do conselho de Redes Locais (LocNet) Peter Bloom, explicou que com a execução do projeto, são esperados os seguintes resultados: “Aumento da capacidade e dos recursos para indivíduos, principalmente mulheres, e organizações que promovem modelos de inclusão digital capazes de proporcionar acesso a populações não conectadas ou com baixa conectividade (nível micro); fortalecimento de organizações que apóiam redes comunitárias para articular maneiras viáveis de lidar com barreiras comuns por meio de conhecimento compartilhado, plataformas compartilhadas, ação coletiva e mobilização das partes interessadas (nível meso) e criação de um ambiente político, legal e regulatório melhor para as redes comunitárias, enquanto um modelo complementar de conectividade inclusiva, na esfera macro, endereçando barreiras enfrentadas pelas organizações locais de nível micro e meso”.

Experiências de rádio comunitária são exemplos de redes comunitárias em regiões da Amazônia.

Para alcançar esses objetivos, o PSA realizará atividades de apoio ao fortalecimento institucional, aprendizagem e intercâmbio entre pares, com foco na conscientização e capacitação e apoio à inovação e a sustentabilidade por meio de tecnologias de rádio-telefonia ou acesso à internet. Para o gestor do projeto no PSA, Paulo Lima, integrar a rede representa um importante passo rumo à inclusão digital das comunidades ribeirinhas através de entidades representativas: “Nós ficamos muito felizes com a participação na APC. O PSA já tem um trabalho histórico de atividades de capacitação junto às comunidades com apoio às comunicações, e através dessa parceria poderemos ampliar a atuação para outras regiões da Amazônia, para além do Baixo Amazonas”.

“O PSA é um grande parceiro para avançar neste trabalho, considerando seus muitos anos de experiência atuando com as populações locais e sua abordagem inclusiva baseada na educação popular. Assim, o PSA está super bem posicionado para ajudar as comunidades envolvidas a planejar, iniciar e desenvolver projetos de redes comunitárias realizados pelas e para as pessoas na região” – ressaltou Karla Velasco, da APC.

O Saúde e Alegria construirá na região amazônica uma rede com no mínimo sete organizações ou redes comunitárias, as quais receberão capacitação, acompanhamento e advocacy para fortalecer as experiências já desenvolvidas. Para isto, será lançado em breve um edital para que as instituições possam manifestar interesse.

 

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Aldeias Munduruku do Médio Tapajós serão beneficiadas com sistemas de acesso à água e saneamento https://teste.projeto-zero.site/aldeias-munduruku-do-medio-tapajos-serao-beneficiadas-com-sistemas-de-acesso-a-agua-e-saneamento/ https://teste.projeto-zero.site/aldeias-munduruku-do-medio-tapajos-serao-beneficiadas-com-sistemas-de-acesso-a-agua-e-saneamento/#respond Mon, 25 Jan 2021 13:39:52 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13328 Oito aldeias do território Munduruku e o assentamento PAE Montanha-Mongabal serão beneficiados com água encanada e banheiros, investimentos essenciais para melhorar as condições sanitárias e o enfrentamento da Covid-19;

Em caráter emergencial, numa complexa logística com caminhões e balsas, estão sendo transportados materiais de construção para implantação de tecnologias sociais de sistemas de água e banheiros junto às aldeias ribeirinhas das zonas rurais do médio Tapajós, como parte das metas do Programa Cisternas que vem sendo implementado na região pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA).

Materiais para construção das tecnologias sociais estão seguindo para as aldeias beneficiadas pelo Programa Cisterna.

Segundo o gestor do programa de água do PSA, Carlos Dombroski, serão implantadas 116 tecnologias em nove localidades: Sawré Jaybu, Datie Watpu, Boa Fé, Sawré Muybu, Sawré Aboy, Dajé Kapap, Karo Muybu e Poxo Muybu e Vilinha do PAE Montanha Mangabal. A construção dos sistemas já foi iniciada com aquisição dos materiais e preparo prévio de placas de cimento, com previsão de conclusão entre março e abril.

O projeto de implantação dos sistemas supre a falta de água potável, tendo em vista que as aldeias são impactadas diretamente pela existência de garimpos que contaminam os rios que abastecem os ribeirinhos. A crise hídrica tem gerado problemas graves à saúde, com episódios frequentes de infecção e mortes.

Reunião de autorização e encaminhamentos junto à Fundação Nacional do Índio, FUNAI.

“São obras sanitárias emergenciais para que os Mundurukus tenham melhores condições de higiene e saneamento, não só para enfrentar essa segunda onda do vírus, como também para contribuir com a saúde e bem-estar geral. A gente sabe que boa parte das doenças vem da água contaminada, principalmente a mortalidade infantil decorrente das diarréias, desidratação. E no caso dos mundurukus ainda tem o agravante de estarem em uma área de garimpos no entorno, o que aumenta ainda mais as ocorrências de veiculação hídrica. É um povo guerreiro, que precisa de todo apoio” – afirma o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

No último dia 15, foram feitas reuniões nas sedes do DSEI-Tapajos e FUNAI em Itaituba para encaminhamento das documentações necessárias, definição das contrapartidas e atualização dos protocolos de COVID-19. E no dia seguinte, houve uma reunião na aldeia Datie Watpu com os caciques para aprovar o processo de implantação. Com número restrito de participantes, o encontro contou também com representantes da Asproc (executora das obras) e da Associação Pariri do Povo Munduruku, parceiros no projeto.

Reunião de articulação para obras com o Distrito Sanitário Especial Indígena – DSEI Rio Tapajós.

Com a pactuação dos últimos detalhes e do calendário das obras, foram definidas as estratégias e atividades preparatórias para que 100% das famílias das aldeias ribeirinhas das zonas rurais do médio Tapajós sejam contempladas nos próximos 90 dias com água encanada e banheiros em suas casas.

A mão de obra para as construções segue prioritariamente a valorização local, com contratação dos moradores da própria comunidade que recebem capacitação técnica e recebem pelos serviços executados, ressaltou o coordenador de obras da Asproc, Sidomar dos Santos. “É uma logística complexa, grande pra gente transportar da sede do município e depois pegar outro transporte. A gente fica muito feliz em poder atender essa demanda muito importante para os Mundurukus que precisam muito dessa água tratada porque como a gente sabe é uma água contaminada”.

“A parceria entre a ONG Saúde e Alegria e a SESAI/DSEI-RT está sendo de suma importância para a etnia Munduruku que habita no Médio Tapajós, onde as obras que serão realizadas nas Aldeias terá um melhoramento significativo na população elencada, diminuindo uma série de doenças que a falta da água potável ocasiona na vida do ser humano” – ressaltou o Engenheiro Civil DSEI/RT, Mathew Castro.

No assentamento do PAE Montanha Mongabal as obras já iniciaram. Participação comunitária é base para implantação de sistemas de acesso à água.

As obras de infraestruturas adaptadas para o saneamento básico como banheiros e sistemas de abastecimento de água suprem uma carência antiga das populações indígenas do Médio Tapajós. “O projeto que está sendo instalado no médio Tapajós vai trazer saúde para os indígenas, para que deixem de consumir água suja, só lama. Vai beneficiar bastante as comunidades” – ressaltou Alessandra  Munduruku, liderança indígena.

Modelo de tecnologia social com acesso à água e saneamento. Na foto, Cacique Domingos exibindo banheiro na Aldeia de Bragança em 2018.
Modelo de tecnologia social de acesso à água na Comunidade Marai, Flona Nacional do Tapajós. Arquivo/PSA 2018.
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