Floresta Ativa – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Wed, 04 Feb 2026 19:14:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Safra do mel alcança mil quilos em comunidades do Tapajós, Arapiuns e várzea e segue em coleta em 2026 https://teste.projeto-zero.site/safra-do-mel-alcanca-mil-quilos-em-comunidades-do-tapajos-arapiuns-e-varzea-e-segue-em-coleta-em-2026/ https://teste.projeto-zero.site/safra-do-mel-alcanca-mil-quilos-em-comunidades-do-tapajos-arapiuns-e-varzea-e-segue-em-coleta-em-2026/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:14:28 +0000 https://projeto-zero.site/?p=23071 Mel de abelhas nativas sem ferrão é alternativa para geração de renda comunitária em territórios da Amazônia paraense 

A produção de mel nas comunidades atendidas pelo Programa Economia da Floresta, do Projeto Saúde e Alegria (PSA), alcançou cerca de mil quilos ao longo de 2025. O volume foi coletado junto às famílias beneficiárias da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Tapajós (Acosper), em áreas do PAE Ituqui, Quilombo Maria Valentina, PAE Lago Grande e na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

O volume coletado pelas famílias assessoradas pelo PSA impactou diretamente na renda comunitária ao longo do ano passado. Em 2025, a Acosper adquiriu mais de 2.000 quilos de mel, com investimento de R$ 97.637, envolvendo produtores das três regiões. Somente na região do Arapiuns, a Acosper comprou cerca de 700 quilos de mel, o que resultou em mais de R$ 35 mil pagos diretamente às famílias produtoras.

O coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do programa, Márcio Santos, destacou que safra segue em andamento nos primeiros meses de 2026. “A coleta continua em janeiro e fevereiro, com a expectativa de mais de 600 quilos de mel”, informou.

A meliponicultura integra as estratégias do Programa Economia da Floresta por articular geração de renda e manejo associado à floresta. A organização da produção, o acompanhamento técnico e a comercialização coletiva têm ampliado a participação das comunidades na cadeia do mel, com foco na permanência das famílias em seus territórios e no fortalecimento das economias locais.

O mel coletado nas comunidades abastece a Casa do Mel, instalada no entreposto do Ecocentro da Sociobioeconomia da Acosper Inaugurado em julho de 2024 em Santarém, com instalações voltadas ao processamento, beneficiamento, armazenamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade, incluindo o mel de abelhas sem ferrão. O espaço concentra as etapas de recebimento, armazenamento e preparo do produto para a comercialização, garantindo escala e regularidade à produção comunitária.

Maquinário do setor de processamento de mel.

A Casa do Mel conta com certificação artesanal concedida pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Selo de Inspeção Estadual, que habilita a produção e a venda conforme padrões sanitários e de higiene exigidos para alimentos. A estratégia busca integrar produção, beneficiamento e venda, conectando os territórios à estrutura coletiva de comercialização e ampliando a participação das comunidades na cadeia da meliponicultura.

Fotos: Júnior Albuquerque.

]]> https://teste.projeto-zero.site/safra-do-mel-alcanca-mil-quilos-em-comunidades-do-tapajos-arapiuns-e-varzea-e-segue-em-coleta-em-2026/feed/ 0 Coletivo Munduruku Poy encerra o ano com formação e planejamento para 2026 em Santarém https://teste.projeto-zero.site/coletivo-munduruku-poy-encerra-o-ano-com-formacao-e-planejamento-para-2026-em-santarem/ https://teste.projeto-zero.site/coletivo-munduruku-poy-encerra-o-ano-com-formacao-e-planejamento-para-2026-em-santarem/#respond Mon, 22 Dec 2025 12:32:16 +0000 https://projeto-zero.site/?p=23031 Representantes de mais de 15 aldeias do território Munduruku do alto Tapajós estiveram reunidos em Santarém, entre os dias 15 e 19, para uma oficina de avaliação,  planejamento e formação  do Coletivo Munduruku Poy. O encontro marcou a última atividade do ano do Projeto Saúde e Alegria junto ao território e reuniu lideranças indígenas, professores e coordenações da associação. A atividade contou com apoio da WWF e Rewild.

Fábio Pena, do Projeto Saúde e Alegria (PSA), destacou que o momento foi de balanço e de alinhamento sobre os próximos passos do trabalho conjunto. “É uma atividade de capacitação, de fortalecimento dessa organização que começou ano passado, foi institucionalizado ano passado, com uma articulação dos povos do território. A gente tá aqui conversando também o futuro, quais são os novos projetos, o que o Saúde e Alegria vai estar apoiando nos próximos anos”, afirmou.

“Tem perspectivas muito interessantes de fortalecimento dessa atividade socioprodutiva no território, não só a questão econômica, mas também a organização social, o movimento das mulheres. É uma última conversa do ano para alinhar essas perspectivas que o Saúde e Alegria tem lá para o território Munduruku”, completou.

Márcio Santos, coordenador de assistência técnica do PSA, ressaltou que oficina teve como foco central a gestão da associação e a construção de estratégias para 2026. “Esse é um momento de avaliação e planejamento das ações do coletivo Poy para 2026 no território Munduruku. É uma associação recente, com o intuito de fortalecer ações no território, tanto de segurança alimentar, de segurança do território, a governança do território como um todo”, explicou.

A proteção territorial nas aldeias está diretamente ligada à geração de renda. “A preocupação nossa é ter esses povos protegidos, mas também com estratégias econômicas para o território. A oficina traz elementos que estão construindo essas estratégias, principalmente no eixo da bioeconomia da sociobiodiversidade, do extrativismo, como coleta de castanha, extração de óleo de copaíba, produtos como mel de abelha”, disse.

Representando os professores indígenas, Edvaldo Poxo Munduruku destacou a importância da formação para o fortalecimento da associação. “Várias lideranças de todas as aldeias estão presentes aqui. A gente só tem a agradecer ao Saúde e Alegria por convidar a gente para fazer essa oficina de capacitação, como administrar uma associação”, afirmou.

Ele ressalta que o processo trouxe aprendizados novos. “Somente é através dessa oficina que a gente foi conhecendo o que a gente não sabia antes. A gente pode sair daqui preparados para atuar, para conduzir a associação, para que ela possa crescer cada vez mais e trabalhar conforme o estatuto, com transparência para todos os parceiros”, disse.

Edvaldo também falou sobre os avanços. “Antes a gente não tinha direção por onde vender a castanha, a copaíba. Quando surgiram os parceiros, através do Saúde e Alegria e da Ordem dos Frades Menores, a gente conseguiu avançar. Hoje, em todas as aldeias, os castanheiros estão crescendo cada vez mais em busca de trabalhar mais”.

Na avaliação dele, a produção está ligada à defesa do território. “Não somente para a sustentação da família, mas dentro desse trabalho a gente vem fortalecendo nosso território, defendendo o nosso território, para que no futuro nossos filhos e netos tenham a mesma consciência. Quem ganha com isso é nós, o povo Munduruku”, afirmou.

Caetano Scannavino, coordenador geral do PSA, reforça a importância da formação para autonomia comunitária: “Estamos muito felizes em encerrar o ano com esse encontro, que incluiu o ‘Curso de Práticas Básicas de Gestão Administrativa e Financeira’. Assinamos ainda o Termo de Cooperação entre o Saúde & Alegria e o Poy, com repasse de recursos para eles administrarem diretamente o capital de giro para comercialização da castanha e copaíba. Todo apoio a esse Coletivo criado como alternativa econômica aos garimpos, pelo bem-viver, mostrando que é possível gerar renda com a floresta em pé e rios limpos, sem mercúrio.”

Presidente do Coletivo Munduruku Poy, João de Deus Kaba Munduruku também destacou o caráter inédito da formação. “É a primeira vez que a gente tá realizando essa oficina como membros do coletivo. É uma grande satisfação para nós e a gente queria que continuasse essa oficina, para que a gente tenha mais conhecimento para trabalhar o nosso projeto de sustentabilidade”, disse.

Atualmente, mais de 60 indígenas participam diretamente do coletivo. João de Deus explicou que a associação já tem experiência com algumas cadeias produtivas. “A gente já tem experiência para colher a castanha e a copaíba. Já está realizando nas nossas aldeias. Isso é muito importante para nós no nosso território”, afirmou.

Sobre a safra de castanha, ele lembrou que a produção foi severamente impactada pelas mudanças no clima. Em 2023, primeiro ano de atividades do coletivo, 32 toneladas de castanha foram coletadas. Em 2024 devido a seca severa, apenas 3,6 toneladas. Este ano, foram coletadas 15 toneladas. “No ano passado a natureza falhou muito. Não é que a gente não quer trabalhar, a gente tenta e não consegue. Tem vezes que falha. Nesse ano a gente espera um bom resultado da produção”, relatou.

João de Deus também falou do contexto de pressão sobre o território Munduruku. “A nossa resistência, a gente não vai deixar destruir essa natureza e o nosso território. A gente tá tentando evitar as queimadas, evitar os garimpos ilegais. A gente sempre vem contra essas poluições que causam problemas no nosso meio ambiente e na nossa saúde”, afirmou.

O encontro encerrou o ano com encaminhamentos para a ampliação das ações do Coletivo Munduruku POY, combinando formação, organização interna, geração de renda e defesa do território, a partir do planejamento conjunto para os próximos anos.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/coletivo-munduruku-poy-encerra-o-ano-com-formacao-e-planejamento-para-2026-em-santarem/feed/ 0
Curso de escalada em árvores fortalece coleta de sementes na Floresta Nacional do Tapajós https://teste.projeto-zero.site/curso-de-escalada-em-arvores-fortalece-coleta-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/curso-de-escalada-em-arvores-fortalece-coleta-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/#respond Thu, 27 Nov 2025 17:23:54 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22896 Formação foi promovida pelo Programa Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Acosper e Ufopa em dez comunidades da região da Flona Tapajós

Doze coletores de sementes das comunidades Pini, São domingos, Pedreira, Tauari, Bragança, Chibé, Takuara, Prainha, Itapaiuna, Paraíso participaram de formação para aprimorar técnicas de subida e manejo direto nas copas, prática necessária para espécies que se dispersam com facilidade. A atividade foi conduzida pelo técnico do PSA Antônio Dombroski, e teve instrução de Fábio Menezes de Carvalho, responsável pelo treinamento técnico.

Ao comentar sobre a rotina de coleta, Taoca explicou que o conhecimento adquirido pode reduzir perdas de sementes. “A gente já tem o aprendizado de como subir na árvore alta e poder chegar lá e coletar, principalmente daquelas que o vento toma a semente. A gente já pode achar ela assim madura e coletar lá em cima e poder coletar melhor de que o vento pode perder daí.”

Paulo, da Prainha, foi o primeiro a subir durante o exercício prático. Ele descreveu a experiência inaugural de alcançar a copa. “A primeira vez que eu subi foi agora. E é gostoso”. Relatou também a importância do apoio durante a prática. “Às vezes você fica nervoso e não sobe, não olha para baixo. Aí, a pior coisa é porque olhar para baixo fica dando nervoso. Então, você vai e chega lá em cima, tem lá o professor, né, que ele apoia, ele dá a mão para você subir e fique à vontade. E para descer de lá também, ainda é melhor ainda, que você vem só apoiando ele descendo na corda.”

Sivaldo de Souza Pedroso, da comunidade São Domingos, avaliou o curso como uma oportunidade de aprender técnicas que não faziam parte da rotina da coleta local. “Estou participando desse curso muito importante. Pra gente aprender trepar em árvore para ter mais facilidade de tirar as sementes” Sobre o impacto no trabalho, reforçou: “Acredito que vai melhorar muito. Porque hoje perde muita semente porque a pessoa não pode coletar por causa que o vento dispersa para longe. No caso do Ipê, do Cedro, que é uma semente que cai longe.”

A oficina incluiu procedimentos de segurança, amarração de cordas, tipos de nós, etapas práticas de subida em árvores e exercícios de deslocamento entre galhos para alcançar frutos e sementes.

Rede de sementes da Flona Tapajós

Em maio deste ano a comunidade de Pedreira, na Floresta Nacional do Tapajós, recebeu o I Encontro da Rede de Sementes. O encontro marcou a criação oficial da primeira Rede de Sementes da Flona Tapajós, que será credenciada ao Redário, articulação nacional que reúne mais de 27 redes de sementes distribuídas em várias regiões do país. A atividade foi organizada pela Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Federação da Flona Tapajós, Coomflona, Redário, e apoio da WWF Brasil, Konrad Adenauer e da empresa Morfo.

O Projeto de Sementes Florestais da ACOSPER teve início em 2023, a partir de uma parceria com a empresa Morfo. A iniciativa estrutura a cadeia de coleta, processamento e comercialização de sementes nativas e envolve moradores de dez comunidades: São Domingos, Chibé, Jaguarari, Acaratinga, Aldeia Takuara, Pedreira, Itapaiúna, Piquiatuba, Aldeia Marituba e Prainha 1. Esses moradores realizam atividades de campo, desde a identificação das espécies até a coleta e o armazenamento, contribuindo para a conservação da floresta e gerando alternativas de renda baseadas na sociobioeconomia.

Fotos: Antônio Dombroski/PSA.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/curso-de-escalada-em-arvores-fortalece-coleta-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/feed/ 0
Comunidades da Floresta Nacional do Tapajós em Aveiro iniciam mapeamento participativo de copaibeiras com apoio do Projeto Saúde e Alegria https://teste.projeto-zero.site/comunidades-aveiro-iniciam-mapeamento-participativo-de-copaibeiras/ https://teste.projeto-zero.site/comunidades-aveiro-iniciam-mapeamento-participativo-de-copaibeiras/#respond Wed, 22 Oct 2025 20:07:34 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22571 Atividades integram ações de fortalecimento comunitário e manejo sustentável realizadas pelo Projeto Saúde e Alegria em parceria com a ACOSPER

As comunidades de Itapuama e Paraíso, localizadas na Floresta Nacional do Tapajós, em Aveiro (PA), iniciaram as atividades de mapeamento participativo de copaibeiras, com apoio do Projeto Saúde e Alegria (PSA) e da ACOSPER. A iniciativa visa capacitar moradores para identificar e registrar árvores de copaíba, promovendo o uso sustentável da espécie e a geração de renda a partir dos recursos florestais locais.

Entre os dias 6 e 10 de setembro de 2025, técnicos do PSA e da ACOSPER realizaram oficinas práticas e teóricas sobre o mapeamento e a extração do óleo. O treinamento, ministrado por Laura Lobato,  Luís Carlos e Lorenaldo, com acompanhamento de José Maria, abordou o uso de GPS, o preenchimento de fichas de campo e a coleta de dados dendrométricos, seguindo o manual de mapeamento elaborado pelas instituições parceiras.

Em Itapuama, os comunitários mapearam árvores da espécie e acompanharam demonstrações sobre as boas práticas de extração. O técnico do PSA,  Luís Carlos, ressaltou que foi a primeira vez que o projeto chegou à localidade e que o trabalho “traz um novo recurso e uma oportunidade de melhoria de vida para os moradores”.

Para o jovem Christian Costa Santos, a experiência representou o início de um aprendizado. “Nunca tinha visto uma copaíba nem sabia como tirar o óleo. Agora entendi como é o processo e quero ajudar a comunidade a crescer com isso”, contou.

Entre as mulheres participantes, Marilene Costa Santos destacou o caráter inédito da atividade. “É uma coisa nova que estamos começando. Antes, ninguém chegava aqui com esse tipo de trabalho. Somos poucas mulheres, mas estamos firmes para representar nossa comunidade nessa nova jornada”, afirmou.

Na comunidade de Paraíso, também sem histórico de extração da espécie, os participantes mapearam copaibeiras e realizaram experimentos de perfuração e envase do óleo. Apesar de o potencial da área ter sido considerado baixo, a equipe técnica observou outras possibilidades de trabalho com espécies florestais como tento, jatobá e angelim-vermelho, além do fortalecimento da cadeia do mel — já iniciada por moradoras locais.

O comunitário José Raimundo Caetano Santos reforçou a expectativa em torno da nova atividade. “É algo novo pra gente, mas acreditamos que pode gerar renda e fortalecer o grupo. Queremos levar esse trabalho a sério e alcançar nosso objetivo”, disse.

A atividade integra as ações do Programa de Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria, que fomenta o uso sustentável de produtos florestais não madeireiros, promovendo geração de renda com base no manejo responsável dos recursos da floresta. O óleo de copaíba coletado e outras matérias-primas extraídas de forma sustentável nas comunidades serão destinados à produção no Ecocentro, espaço do PSA voltado ao beneficiamento, à agregação de valor e ao fortalecimento das cadeias produtivas da sociobioeconomia amazônica.

Fotos: Laura Lobato/PSA.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/comunidades-aveiro-iniciam-mapeamento-participativo-de-copaibeiras/feed/ 0
Mapeamento da Copaíba fortalece cadeia produtiva e garante rastreabilidade do óleo para o Ecocentro da Sociobioeconomia https://teste.projeto-zero.site/mapeamento-copaiba/ https://teste.projeto-zero.site/mapeamento-copaiba/#respond Mon, 25 Aug 2025 14:58:56 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22264 Equipe técnica do Programa Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria, consultores e Acosper realizaram atividades de zoneamento para identificar árvores com potencial produtivo 

Uma nova etapa do trabalho de fortalecimento da cadeia do óleo de copaíba no território indígena Munduruku foi dado nesta semana, com atividades de mapeamento das árvores na Aldeia Takuara, município de Belterra, na Flona do Tapajós. A ação integra o conjunto de práticas que asseguram qualidade, rastreabilidade e valorização do extrativismo comunitário, em articulação com a Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (ACOSPER), responsável pelo Ecocentro da Sociobioeconomia em Santarém.

A atividade dá continuidade à oficina de boas práticas realizada em junho, voltada à identificação da copaíba e manejo do óleo. “Hoje a continuidade é fazer o mapeamento. Por que esse mapeamento? No ecocentro da sociobioeconomia em Santarém nós já trabalhamos com a copaíba, é uma cadeia em andamento. Mas para conseguir maior credibilidade no mercado, a gente precisa da rastreabilidade. O mapeamento mostra onde estão os indivíduos, as matrizes, de onde está sendo coletado o óleo, garantindo a origem do produto”, explicou a engenheira florestal do PSA, Laura Lobato.

Árvores de copaíba recebem placas com zoneamento. Fotos: Laura Lobato/PSA.

Além da rastreabilidade, a atividade incorpora ferramentas de monitoramento que fortalecem a autonomia das comunidades no manejo dos recursos. “Uma das etapas muito importantes é a utilização do GPS. A capacitação no uso desse equipamento vai servir não só para o mapeamento da copaíba, mas também para o monitoramento do território indígena aqui na Aldeia de Takuara”, destacou Laura.

Para o técnico de campo do PSA, Luiz Carlos, o levantamento das áreas e das espécies amplia o conhecimento sobre a disponibilidade do recurso. “Estamos fazendo a identificação das áreas de copaíba, identificando por espécie, porque não tem só uma. Esse mapeamento permite ter os dados para calcular a quantidade de óleo e se basear numa produção certa”, afirmou.

A ação também é avaliada como uma oportunidade de acesso a tecnologias que fortalecem a gestão territorial. “Cada vez que tem esse conhecimento de tecnologia é muito bom, importante para nós”, disse Francisco Pedro, da Aldeia Takuara. Ele ressaltou ainda a possibilidade de compartilhar as informações coletadas: “Na minha aldeia a gente pode passar as coordenadas para os outros parceiros que não vieram. É muito importante para a gente e vamos continuar fazendo esse trabalho”.

O técnico florestal Lorenaldo, da comunidade quilombola São Joaquim, em Oriximiná, consultor experiente da cadeia, reforçou que o mapeamento tem impacto direto na valorização do extrativismo comunitário. “A importância maior é o resultado para o trabalho coletivo, para a cooperativa e para as empresas. Isso fortalece a valorização do extrativismo dentro da floresta, extraindo o produto da floresta, como a copaíba”, destacou.

O mapeamento da copaíba é considerado uma ação estruturante para consolidar a cadeia produtiva do óleo e ampliar sua inserção em mercados diferenciados, garantindo transparência, qualidade e origem. Ao integrar comunidades indígenas e quilombolas no processo, a iniciativa reafirma o papel do extrativismo sustentável como estratégia de geração de renda e conservação da floresta.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/mapeamento-copaiba/feed/ 0
Oficina da borracha reúne seringueiros da Flona Tapajós para retomada da produção https://teste.projeto-zero.site/oficina-da-borracha-reune-seringueiros-da-flona-tapajos-para-retomada-da-producao/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-da-borracha-reune-seringueiros-da-flona-tapajos-para-retomada-da-producao/#respond Mon, 09 Jun 2025 17:02:34 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22015 Atividade promovida pela Acosper e Projeto Saúde e Alegria reuniu extrativistas para fortalecer a cadeia da borracha com valorização ambiental

Moradores da Floresta Nacional do Tapajós deram mais um passo na retomada da atividade extrativista da borracha durante o Encontro de Seringueiros da Flona Tapajós, realizado nos dias 5 e 6 de junho, na comunidade Maguary. Durante a oficina, seringueiros puderam conhecer o funcionamento do sistema de comercialização organizado pela Acosper, destacando a importância dos pagamentos pelos serviços socioambientais. “Além do pagamento pela borracha, há uma remuneração adicional pelos serviços socioambientais, que é um dos pontos-chave dessa cadeia”, explicou a engenheira florestal do PSA, Laura Lobato.

A retomada da produção significa também uma oportunidade de reconectar as famílias a um saber tradicional que marcou a história da região. A oficina contou com a presença de moradores que viveram o chamado “tempo da borracha”. Agora, eles se preparam para reinserir essa atividade no cotidiano com um desafio: envolver as novas gerações no trabalho. “A ideia é que eles insiram os jovens, os filhos, netos, para que passem o conhecimento deles para as gerações e trabalhem nos próprios seringais que eles já trabalharam”, destacou.

“Esse evento contou com as parcerias do Projeto Saúde e Alegria e do Fundo Casa Socioambiental. O objetivo é de que a gente possa produzir uma borracha de qualidade para poder comercializar com as empresas que utilizam essa matéria-prima para a fabricação de seus produtos, entre eles, tênis, pneus, enfim, outros produtos que são utilizados com borracha. Foi um momento muito importante e histórico, porque no final do encontro, os participantes avaliaram positivo, porque há muito tempo não se ouvia mais falar na cultura da borracha. E agora essa oportunidade aparece, segundo eles, caiu como uma luva. Então, há um interesse, porque existem seringais na floresta, que são as características que as empresas exigem para adquirir esse produto. Para nós, é um motivo de alegria, porque é mais uma atividade produtiva que gera renda aqui na nossa região” – Manoel Edivaldo, presidente da Acosper.

Um dos momentos mais importantes do encontro foi a ida aos seringais para avaliar as condições das áreas. Os locais visitados atendem aos critérios exigidos pela empresa compradora: “A ideia não é coletar próximo às casas, mas sim na floresta, onde as seringueiras estão preservadas”.

Morador da comunidade Maguary, Raimundo Pedroso acompanhou todo o processo. Aos 65 anos, ele lembrou que o seringal existe desde a década de 1930. Para ele, o momento atual representa um reencontro com a história, mas também com novas perspectivas. “Hoje a gente está buscando alternativas de novas técnicas para melhoramento da produção e o acompanhamento da floresta”, disse.

A expectativa agora é organizar a produção e iniciar as coletas ainda nesta safra, com previsão de entrega até fevereiro do próximo ano. “Vai ser mais uma fonte de renda para essas pessoas, e é uma atividade que já faz parte da história delas”, completou Laura.

Para Iranice Fonseca, da comunidade Jamaraquá, a retomada da produção marca um novo ciclo para as populações da Flona: “É de grande importância para todos ver o projeto acontecendo dentro da Floresta Nacional do Tapajós”.

Fotos: Laura Lobato/PSA.

Vídeos: Hayrton Matos/Acosper.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/oficina-da-borracha-reune-seringueiros-da-flona-tapajos-para-retomada-da-producao/feed/ 0
Oficina capacita meliponicultores na produção de extrato de própolis no primeiro entreposto legalizado do Pará https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-meliponicultores-na-producao-de-extrato-de-propolis/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-meliponicultores-na-producao-de-extrato-de-propolis/#respond Fri, 06 Jun 2025 14:23:38 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22000 Meliponicultores participaram de oficina prática de produção de extrato de própolis, realizada na Casa do Mel – primeiro entreposto de mel de abelhas sem ferrão legalizado no Pará, certificado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará). A atividade consolida uma etapa iniciada em 2024, fruto da parceria entre o Projeto Saúde e Alegria e a Acosper.

“A gente vem desenvolvendo na região o fortalecimento da atividade da meliponicultura, buscando trabalhar a melhoria do sistema de criação deles, finalizando com a industrialização do mel e outros produtos. Essa oficina faz parte dessa continuidade, com capacitação iniciada em 2024 sobre a forma correta de coletar o própolis nas caixas. Antes, todo esse material era descartado e hoje ele é aproveitado” – Márcio Santos, coordenador de Assistência Técnica do Projeto Saúde e Alegria.

A formação contribui para agregar valor ao própolis coletado nos meliponários, ampliando a oferta de produtos derivados das abelhas sem ferrão e promovendo alternativas sustentáveis de geração de renda. A proposta é fortalecer a cadeia produtiva da meliponicultura, promovendo capacitação técnica desde a coleta correta do própolis até o beneficiamento e finalização do extrato, dentro dos parâmetros legais. A oficina foi conduzida pelo consultor Jerônimo Vilas Boas, especialista em produtos das abelhas. “Estamos estudando as características e os compostos bioativos do própolis. Basicamente, o material é triturado, passa por um processo de maceração em álcool, que extrai os compostos da própolis bruta, e depois por filtragem e concentração até atingir os requisitos legais. Um dos requisitos é que ele tenha no mínimo 11% de concentração e no máximo 70% de álcool de cereais.”

Para os participantes, a experiência traz novos aprendizados. “As abelhas representam muita coisa pra gente. A gente melhorou as nossas plantações. Eu tô extraindo o mel, que é muito bom pra saúde, e agora a gente está fazendo a manipulação do própolis. É um incentivo à renda da minha família”, contou o meliponicultor da comunidade Cabeceira de Ukena, Rio Tapajós, Ronaldo Nilson.

Joelma Lopes, meliponicultora na comunidade Carão, região da Resex Tapajós-Arapiuns destacou a importância da capacitação. “A gente tem que procurar aprender e se capacitar nos outros produtos como o própolis. Está sendo muito boa essa capacitação. É mais uma renda que vai entrar pras nossas famílias.”

Durante a oficina, os participantes acompanharam todo o processo de beneficiamento. O trabalho começou nas comunidades com foco na coleta da própolis bruta, especialmente a produzida pela abelha canudo. “Essa própolis é transportada das comunidades para o ecocentro, onde é processada na unidade de beneficiamento. O produto final que a gente almeja é um extrato alcoólico de própolis da abelha canudo, análogo ao que é tradicionalmente encontrado nas farmácias.”

]]>
https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-meliponicultores-na-producao-de-extrato-de-propolis/feed/ 0
Rede de sementes da Flona Tapajós é criada em encontro com mais de 50 coletores https://teste.projeto-zero.site/criada-rede-sementes-flona-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/criada-rede-sementes-flona-tapajos/#respond Mon, 26 May 2025 01:28:33 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21935 Primeira rede de sementes da Floresta Nacional do Tapajós será credenciada ao Redário e inicia atividades com contrato para fornecimento de 800 quilos de sementes

Com participação de mais de cinquenta coletores de sementes, a comunidade de Pedreira, na Floresta Nacional do Tapajós, recebeu o I Encontro da Rede de Sementes no período de 22 e 23 de maio. O encontro marcou a criação oficial da primeira Rede de Sementes da Flona Tapajós, que será credenciada ao Redário, articulação nacional que reúne mais de 27 redes de sementes distribuídas em várias regiões do país. A atividade foi organizada pela Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Federação da Flona Tapajós, Coomflona, Redário, e apoio da WWF Brasil, Konrad Adenauer e da empresa Morfo.

A criação da rede é resultado de um processo importante, que contou com apoio técnico do Redário na elaboração do planejamento e das estratégias de coleta no território da Flona, explicou o coordenador de assistência técnica do Projeto Saúde e Alegria, Márcio Santos: “O evento atingiu seu objetivo, que foi a criação oficial da primeira rede de sementes de coletores da Flona Tapajós. Para a gente esse processo foi muito importante, pois a equipe técnica do Redário ajudou na construção da rede e no planejamento da coleta de sementes dentro da Flona”.

A rede inicia as atividades com o primeiro contrato firmado, que prevê a entrega de 800 quilos de sementes à empresa Morfo, que atua na recuperação de áreas degradadas. Para o presidente da ACOSPER, Manoel Edivaldo, a estruturação da rede é um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva no Ecocentro da Sociobioeconomia, com foco no reflorestamento de áreas degradadas. “Foram criados quatro polos dentro da Flona, e cada um vai contar com um ‘elo’, uma pessoa da própria comunidade que será treinada para recepcionar as sementes e facilitar a logística até a cooperativa. Ficamos muito satisfeitos, porque os coletores participaram do encontro, questionaram, perguntaram e demonstraram interesse. Esse momento foi importante porque a gente começou com um projeto piloto no ano passado e agora a rede começa a ganhar forma”, ressaltou.

Representando o Redário, Eduardo Malta explicou como funcionam os acordos coletivos para organizar o trabalho. “Cada rede de sementes define o seu jeito de trabalhar. Esse momento está sendo fundamental para fazer acordos e alinhar tudo desde a identificação das espécies, os padrões de qualidade, até a comercialização e a divisão dos pagamentos. Isso garante que todo mundo saiba como vai funcionar e possa trabalhar tranquilo e mais abre portas para que essa rede se expanda, gerando renda e oportunidades aqui no Tapajós.”

Para os coletores que participaram do encontro, a troca de conhecimentos foi um dos principais ganhos. Marileide Silva, da comunidade São Domingos, avaliou que o encontro possibilitou ampliar o conhecimento sobre espécies importantes para a restauração. “Muito bom, porque nós, como coletores de sementes aqui da floresta, muitas das vezes a gente não sabe tudo, sabe um pouco. Pudemos olhar para outras sementes que são interessantes para restauração e que ainda não estavam na lista. Acho que demos passos muito importantes que vão ajudar na profissionalização de uma nova rede de sementes.”

Kits com equipamentos para a coleta de sementes.

João Pedro, morador da comunidade Pedreira, reforçou que a iniciativa representa uma oportunidade de geração de renda aliada à conservação. “Eu acho muito importante essa iniciativa porque a gente mora dentro de uma unidade de conservação e é uma oportunidade de geração de renda. Essas outras espécies de sementes ainda não tinham essa questão de mercado. Acho muito importante isso porque prova que a natureza, que a floresta, ela também traz renda para as famílias. Porque nós fomos acostumados aqui, eu principalmente e outros companheiros do meu tempo, a trabalhar com roça, para fazer agricultura familiar. A gente quase não valorizava a questão extrativista, de não madeireiro principalmente. Mas hoje a gente vê essa oportunidade, que já chegou nas comunidades. Espero que dê tudo certo, que é uma nova oportunidade para geração de renda e também para manter a floresta em pé.”

Cátia, contou que o encontro foi uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre as espécies nativas. “Eu moro na floresta, né, mas só que eu não conheço todas as árvores. O que o pessoal falou pra mim é uma novidade, né? Mas agora daqui pra frente eu desejo conhecer mais, né? Daqui pra frente eu, pelo menos, vou aprender mais a conhecer as sementes. A gente vai ter mais ideias como cuidar das sementes.”

Juliana Castro, da comunidade de Jaguarari, participou do encontro e destacou que a rede pode trazer benefícios diretos para quem vive na floresta. “Foi um grande prazer estar aqui. É gratificante pra gente ter esse momento, porque trabalhamos diretamente na mata, fazendo a coleta das sementes. Isso não é só uma fonte de renda pra nossa comunidade, mas pra toda a FLONA.”

O Projeto de Sementes Florestais da ACOSPER teve início em 2023, a partir de uma parceria com a empresa Morfo. A iniciativa estrutura a cadeia de coleta, processamento e comercialização de sementes nativas e envolve moradores de dez comunidades: São Domingos, Chibé, Jaguarari, Acaratinga, Aldeia Takuara, Pedreira, Itapaiúna, Piquiatuba, Aldeia Marituba e Prainha 1. Esses moradores realizam atividades de campo, desde a identificação das espécies até a coleta e o armazenamento, contribuindo para a conservação da floresta e gerando alternativas de renda baseadas na sociobioeconomia.

Fotos: Marcio Santos/PSA.

Material para imprensa: Samela Bonfim (93) 98130-9797.

Colaborou: Danie Oliveira/Acosper.

]]> https://teste.projeto-zero.site/criada-rede-sementes-flona-tapajos/feed/ 0 1° Encontro da Rede de Sementes na Floresta Nacional do Tapajós  https://teste.projeto-zero.site/1-encontro-da-rede-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/1-encontro-da-rede-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/#respond Wed, 21 May 2025 01:37:53 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21919 Nos dias 22 e 23 de maio de 2025, a comunidade de Pedreira, localizada na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, sediará o 1º Encontro da Rede de Sementes da Flona Tapajós. O evento reunirá coletores de sementes da região, parceiros e entidades de diversas partes do Brasil que atuam na formação de redes de coleta.

O principal objetivo do encontro é consolidar a primeira rede de sementes da Flona Tapajós, fortalecendo a organização dos coletores locais e promovendo o intercâmbio de experiências com outras redes já estruturadas no país. Para isso, o evento contará com a participação do Redário, uma articulação nacional que agrega diversas redes de coleta de sementes em todo o Brasil.

Durante o encontro, serão debatidas estratégias fundamentais para o fortalecimento da atividade, como técnicas de coleta, negociação, garantia de qualidade e armazenamento das sementes. “Para a gente, será um orgulho imenso consolidar efetivamente essa rede, que representa mais uma alternativa de renda para os povos da floresta e, ao mesmo tempo, um incentivo à preservação das matrizes e da floresta como um todo”, destacou Márcio Santos, do Projeto Saúde e Alegria.

A iniciativa é coordenada pelo Projeto Saúde e Alegria, pela Cooperativa Acosper e pela Federação da Flona Tapajós e conta com o apoio e parceria da Konrad Adenauer Stiftung, Redário, WWF, Coomflona, Morfo, ICMBio e Floresta Nacional do Tapajós.

Serviço

O que: 1º Encontro da Rede de Sementes da Flona Tapajós

Data: 22 e 23 de maio de 2025

Local: Comunidade de Pedreira, Flona Tapajós

Relacionamento com a imprensa: Samela Bonfim – (93) 98130-9797

]]>
https://teste.projeto-zero.site/1-encontro-da-rede-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/feed/ 0
Plano de gestão da pousada Uka Suri é concluído e apresentado à Aldeia Vista Alegre do Capixauã https://teste.projeto-zero.site/plano-de-gestao-da-pousada-uka-suri-e-concluido-e-apresentado-a-aldeia-vista-alegre-do-capixaua/ https://teste.projeto-zero.site/plano-de-gestao-da-pousada-uka-suri-e-concluido-e-apresentado-a-aldeia-vista-alegre-do-capixaua/#respond Fri, 14 Feb 2025 19:46:53 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21461 A Aldeia Vista Alegre do Capixauã, localizada no Território Kumaruara, celebrou a consolidação do Plano de Gestão da Pousada Uka Suri, um documento construído coletivamente com o suporte do Projeto Saúde e Alegria e da ONG Garupa

O plano representa um avanço no fortalecimento da aldeia e na estruturação da pousada comunitária. Desde 1994 o povo Kumaruara da aldeia Vista Alegre do Capixauã recebe turistas em sua aldeia, oferecendo passeios na mata, canoagem no igarapé, rituais e danças indígenas, alimentação regional e outras atividades. Em 2023 foi construída em parceria com o Projeto Saúde e Alegria a pousada comunitária Uka Suri (Casa Feliz). A gestão do espaço e do turismo é feita por todas as famílias moradoras da aldeia. Diante do desafio de ampliar os resultados positivos da atividade turística e garantir o bom atendimento dos visitantes foi elaborado o plano de gestão, garantindo que os moradores possam atuar de forma mais estruturada e sustentável. A cacica Iranilce, que  faz parte da gestão do empreendimento, destacou a importância desse momento para a comunidade. Segundo ela, o documento orienta a equipe sobre suas funções e permite que o conhecimento adquirido seja compartilhado com outros comunitários que não puderam participar do curso.

“O plano de gestão abrange desde a precificação até a divisão de tarefas e o atendimento ao turista. Para nós, o maior desafio era definir os preços de forma adequada. Antes, não sabíamos como calcular corretamente os custos. Agora, com essa capacitação, temos mais clareza sobre como organizar nossas finanças”, afirmou a cacica.

O tesoureiro da pousada e vice-pajé da aldeia, Gessé Serdeira Melo, também acompanhou todo o processo de construção do plano e destacou a evolução da organização do empreendimento. “Antes, trabalhávamos sem um acompanhamento técnico e sem um sistema definido. Agora, conseguimos distribuir melhor as atividades e estabelecer uma precificação justa, sabendo exatamente nossos custos”, explicou.

A experiência de estruturar a pousada e profissionalizar o turismo na aldeia também foi acompanhada por lideranças como Francisco Gondi Sousa, tuxaua da aldeia e presidente da associação. Para ele, o plano de gestão representa um instrumento essencial para garantir a preservação do patrimônio e a melhoria do trabalho coletivo. “Esse documento nos dá um direcionamento claro sobre como cuidar melhor da nossa pousada e gerenciar o turismo de forma eficiente”, ressaltou.

A elaboração do plano foi feita com metodologias participativas, com a participação de todas as famílias da aldeia. “O processo de construir o plano foi muito interessante, o plano reflete como a aldeia se organiza e como podem aprimorar essa gestão, gerando renda para as famílias e sustentabilidade para o empreendimento. Os temas trabalhados foram selecionados com a aldeia através de suas demandas, o mais importante não é o documento final, mas todo o processo de construção e a apropriação por parte da aldeia, agora é colocar em prática”, disse Olivia Beatriz, coordenadora de empreendimentos comunitários e gênero do Projeto Saúde e Alegria.

Catarina Melo, moradora da aldeia e colaboradora da pousada, participou da construção do projeto desde o início. Para ela, a iniciativa veio para fortalecer algo que a comunidade já fazia intuitivamente. “A gente já trabalhava nesse formato, mas faltava uma estrutura mais clara. Agora, com o plano, temos um caminho mais definido para garantir que o turismo beneficie toda a aldeia”, destacou. 

A entrega do Plano de Gestão da Pousada Uka Suri é uma estratégia de fortalecimento dos empreendimentos comunitários ligados ao turismo de base comunitária. O Programa de Economia do Projeto Saúde e Alegria contou com o apoio da CLUA (Climate and Land Use Alliance)para realização da atividade.

“Para nós, da Garupa, é uma alegria poder contribuir com esse processo. As oficinas que conduzimos para a elaboração do Plano de Gestão da Pousada Uka Suri foram pensadas a partir das demandas, interesses e desafios apontados pelos indígenas e pelo Projeto Saúde & Alegria. Abordamos diversos aspectos da atividade turística na aldeia, colaborando para consolidar acordos coletivos sobre os procedimentos operacionais e as diretrizes que sustentam todo esse trabalho comunitário” – Anna Maria Andrade, Consultora da Garupa.

“E foi muito bacana esse processo todo, a comunidade e aldeias estão de parabéns. É uma aldeia muito unida. Parabenizamos por esse fruto e que agora vão ter muitas colheitas e sementes também” – Olivia Beatriz, coordenadora de empreendimentos comunitários e gênero do Projeto Saúde e Alegria.

Fotos: Lucas Ramos.

]]>
https://teste.projeto-zero.site/plano-de-gestao-da-pousada-uka-suri-e-concluido-e-apresentado-a-aldeia-vista-alegre-do-capixaua/feed/ 0