Eu sou Saúde e Alegria – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Fri, 13 Jan 2023 14:29:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 “PSA abre perspectivas aos jovens e deixa formação nas comunidades” – Raquel Kumaruara https://teste.projeto-zero.site/psa-abre-perspectivas-aos-jovens-e-deixa-formacao-nas-comunidades-raquel-kumaruara/ https://teste.projeto-zero.site/psa-abre-perspectivas-aos-jovens-e-deixa-formacao-nas-comunidades-raquel-kumaruara/#respond Fri, 13 Jan 2023 14:29:51 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17344 Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça. É através do audiovisual que comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém, oeste paraense, ganham as telas pelo mundo. Uma das responsáveis por contar as histórias das populações da floresta hoje cursa uma área fora do nicho da comunicação, mas nunca deixou de lado as produções comunitárias.

Raquel Kumaruara nasceu na comunidade Suruacá, às margens do Rio Tapajós, e hoje mora na área urbana de Santarém devido aos estudos no curso de engenharia de pesca. A comunicadora popular é uma das centenas de protagonistas na jornada que o Projeto Saúde e Alegria vem escrevendo ao longo de mais de três décadas de atuação na Amazônia, atendendo comunidades ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tradicionais.

Ainda quando criança, Raquel sonhava em se formar em jornalismo para contar ao mundo as tradições, vivências e histórias do seu povo. A paixão pela comunicação começou durante os primeiros contatos com ações do PSA em Suruacá – comunidade pólo dentro da Resex. Esse fio condutor norteou as funções de comunicadora que hoje Raquel desenvolve, principalmente no Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns (CITA), que representa 13 povos originários do Baixo Tapajós.

Para a comunicadora, o Projeto Saúde e Alegria é peça fundamental no fortalecimento juvenil dentro das comunidades. “O PSA não deixa apenas bens de infraestrutura, ele deixa formação. O Saúde e Alegria abre perspectivas aos jovens e deixa formação dentro das comunidades, principalmente de empreendedorismo”, enfatiza.

As lembranças da infância ganham vida novamente a cada viagem que Raquel faz a Suruacá. Uma delas é a alegria e aprendizado proporcionados pelo Circo Mocorongo. Por muitos anos a comunicadora popular desenvolveu atividades dentro da atual rádio-poste Japiim de Suruacá, na locução, técnica de som e produção de notícias em parceria com a Rede Mocoronga. Toda a trajetória começou com a curiosidade em participar das atividades.

“O meu primeiro contato foi com uma câmera filmadora, com um telefone e até com um computador, foi com o Saúde e Alegria no telecentro de Suruacá, onde foram formados jovens que mais tarde voltaram professores de informática básica. A minha relação com o PSA vem desde criança. Eu já nasci com o projeto atuando dentro da comunidade e fui despertando meu interesse pelo audiovisual”, lembra.

A relação com o audiovisual aconteceu aos 12 anos durante a formação da Escola Nórdica da Suécia. As produções giravam em torno da própria comunidade mostrando o dia-a-dia dos moradores.

As parcerias entre o PSA e outras organizações possibilitaram o crescimento profissional e pessoal. A timidez que a comunicadora popular tinha na infância foi trabalhada durante um intercâmbio teatral na Bahia. “Foi a primeira vez que eu me apresentei em um palco de teatro, foi uma viagem muito boa. Toda essa experiência foi muito boa, fez com que a minha vontade de permanecer nesse caminho aumentasse”.

E tudo o que era aprendido fora da comunidade retornava como formação para outros jovens. Uma maneira de compartilhar experiências e saberes. “O PSA sempre trouxe essa importância da interação.Se hoje eu consigo falar em público foi nesses treinamentos que fiz”, conta.

Um dos projetos com mais representatividade e que mostram a dedicação em ajudar os jovens, segundo Kumaruara, foi o Beiradão de Oportunidades, ação que colabora no desenvolvimento e empreendedorismo juvenil comunitário. Raquel lembra que ficou em segundo lugar com um projeto de manejo de abelhas.

O sonho aos poucos vai se tornando realidade. Atualmente, as abelhas são criadas pelos pais em Suruacá enquanto a estudante de engenharia de pesca termina a formação acadêmica.

“Ainda não consegui montar toda a estrutura, e a minha vontade é que esse projeto cresça ainda mais porque é uma forma de gerar renda e mostrar aos outros jovens que não importa se ele está em uma aldeia do Rio Arapiuns ou do Rio Tapajós, o importante é que tenha essa base de gerar renda através da criação de abelhas, de peixes, e turismo de base comunitária”, diz, ao destacar que muitos jovens deixam as comunidades para morar nos grandes centros e acabam não aproveitando as possibilidades no próprio território.

Infraestrutura e desenvolvimento

Para Raquel são inúmeras as lembranças que mostram como o PSA contribui no desenvolvimento na Resex. Uma delas é relacionada ao abastecimento de água. Neta de mulheres que faziam os partos na comunidade e filha de pescadores, ela sempre ouviu e viu as famílias percorrerem longas distâncias para terem acesso ao básico: água, que à época não era potável.

As consequências eram vistas principalmente em crianças. “Quando me entendi já tinha água encanada em casa, eu não tive essa experiência de carregar água do rio, mas eu vi a realidade de famílias que carregavam água de um único poço dentro da comunidade. Nessa época tinha uma taxa muito grande de mortalidade infantil principalmente por diarréia e vômito. Teve mãe que perdeu filho, avó que perdeu neto ainda bebê. O PSA é responsável por essa mudança”, lembra.

Outro fator que levou ainda mais desenvolvimento a Suruacá foi a implantação do projeto de antena de telefonia móvel na comunidade, derrubando a barreira tecnológica e democratizando o acesso à comunicação. Devido à distância entre o centro de Santarém e a localidade no Rio Tapajós, se comunicar era uma tarefa complicada. “Em caso de acidentes, o comunitário piorava bastante pela falta de comunicação com a cidade. A antena mudou muito a nossa realidade e a realidade de outras comunidades próximas”, disse a comunicadora popular.

A democratização com o sinal móvel impactou também a educação. Há jovens que cursam faculdade à distância por terem acesso à internet nos celulares. As produções desenvolvidas em Suruacá também chegam mais rápido aos grandes centros.

“Eu sou muito grata a tudo que o Projeto Saúde e Alegria me proporcionou e proporciona a tantos outros jovens. Se pudesse voltar no tempo eu faria tudo de novo”, pontua.

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Essa é a terceira temporada da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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Captura e edição de vídeos e fotos: Priscila Tapajoara

Apresentação do podcast: @jessicakumaruara

Reportagem: @geovanebrit0

Mixagem: @raikpereira2019

Arte: @_vanessacampos

Coordenação editorial: @bonfimsamela

Coordenação Geral: @fabinhopena

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“PSA veio para somar e fortalecer a nossa comunidade” – José Elinaldo Lopes https://teste.projeto-zero.site/psa-veio-para-somar-e-fortalecer-a-nossa-comunidade-jose-elinaldo-lopes/ https://teste.projeto-zero.site/psa-veio-para-somar-e-fortalecer-a-nossa-comunidade-jose-elinaldo-lopes/#respond Fri, 06 Jan 2023 11:36:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17292 Um homem que sempre viveu do cultivo da terra encontrou na preparação do solo uma maneira de ajudar tantas outras famílias na comunidade Vista Nova, que integra o polo da Vila de Boim na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém. José Elinaldo Lopes, também conhecido por trabalhar na tesouraria da associação comunitária, é uma voz ativa no desenvolvimento sustentável de onde mora. 

Nascido às margens do Rio Tapajós, cresceu e acompanhou as mudanças da comunidade Nova Vista, onde formou família e criou dois filhos. Desde jovem esteve presente entre as lideranças e viu os primeiros passos das ações do Projeto Saúde e Alegria na Resex.

As iniciativas do PSA não demoraram para chegar a Nova Vista. “Conheci o PSA através de parceiros onde tivemos várias conversas, que hoje dão frutos e resultados. A gente buscou apoio com eles e já foi um enorme começo. Temos muito a agradecer ao PSA”, disse.

Desde a década de 80 o Projeto Saúde e Alegria atende comunidades ribeirinhas, tradicionais e indígenas na Amazônia paraense, levando ações de saúde, cultura, educação, comunicação e base para a economia da floresta.

O trabalho é feito a muitas mãos, e José Elinaldo é uma entre as centenas de sementes plantadas em mais de três décadas de histórias. O agricultor conta que uma das bases de subsistência dos moradores é a agricultura, que agora é assistida por técnicos do PSA para melhorar a produtividade e aumentar a renda.

“O Projeto Saúde e Alegria só veio para somar e fortalecer a nossa comunidade, a agricultura familiar que é um grande projeto que estamos tendo”, contou. Em curto prazo a gente vai estar bem seguro. O Projeto Saúde e Alegria é um parceiraço nosso e temos ele como referência em projetos que dão sempre certos”, destacou.

A terra que dá a mandioca, o milho, banana e hortaliças às mesas dos santarenos também recebeu reforço por meio do Programa Floresta Ativa . Segundo José Elinaldo, esse é um dos primeiros grandes projetos do PSA em execução na comunidade Nova Vista.

Foi instalado um sistema de irrigação com energia solar que permite o bombeamento regular nos viveiros de mudas que ajudarão nos sistemas produtivos das famílias. Antes da execução do bombeamento, os produtores faziam o trabalho manual de irrigação, pegando água no rio e percorrendo longas distâncias até as áreas de plantio.

Atualmente, cerca de 35 famílias são beneficiadas com o projeto. “Ainda é tudo muito recente, mas estamos indo no caminho certo. A tendência do nosso viveiro é atingir 60 mil mudas e, se Deus quiser, vamos chegar lá”, disse José Elinaldo.

A comunidade Nova Vista se destaca como polo produtivo de pimenta do reino, mas as plantações foram atingidas por pragas e doenças, que agora são assistidas por técnicas que aprimoraram os sistemas agroflorestais: produzir respeitando a natureza.

Conhecedor do trabalho do Saúde e Alegria na região, José Elinaldo diz que assim como se tornou uma semente do PSA ajuda hoje em dia a semear as boas ações dentro da Resex. “Eu me considero um multiplicador, a gente mobiliza pessoal para a reunião, para os trabalhos, nos mutirões que tem. Eu me considero um multiplicador desse trabalho do PSA”, enfatizou.

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Essa é a terceira temporada da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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“Me considero fruto do trabalho do Saúde e Alegria” – Maickson Serrão  https://teste.projeto-zero.site/me-considero-fruto-do-trabalho-do-saude-e-alegria-maickson-serrao/ https://teste.projeto-zero.site/me-considero-fruto-do-trabalho-do-saude-e-alegria-maickson-serrao/#respond Fri, 30 Dec 2022 11:54:07 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17281 Das cinzas de uma tragédia na comunidade Tucumatuba, na Resex Tapajós-Arapiuns, surgiu uma oportunidade que norteou a trajetória de um profissional que hoje fala sobre a Amazônia para o mundo. Maickson Serrão é um entre tantos outros jovens que tiveram as vidas transformadas através das ações do Projeto Saúde e Alegria.

O professor de educação física e jornalista mora atualmente em Manaus, mas nasceu e cresceu às margens dos rios que banham Santarém. A sua jornada no trabalho comunitário o levou a ser um multiplicador das boas práticas voltadas ao desenvolvimento das populações tradicionais, indígenas e ribeirinhas.

“Eu sempre fui multiplicador desde a adolescência. O Saúde e Alegria acaba criando esse senso nas pessoas de que a gente precisa compartilhar, que faz com que essas nossas oportunidades cheguem a mais pessoas. Essa é uma cultura que o PSA constrói nas comunidades e construiu em mim”, enfatiza. 

Aos 14 anos, Maickson viu a vida da família mudar de uma hora para outra. No dia 31 de dezembro de 2004, a casa onde viviam no bairro Serraria pegou fogo e o que demorou anos para ser construído foi perdido em pouco tempo.

A mudança forçada para a comunidade Boim revelou o início de muitas surpresas. “Foi desafiador, mas muito importante essa forma de renascer ali em Boim, onde pude me desenvolver enquanto liderança, enquanto protagonista da minha própria história. Talvez se eu tivesse ficado lá no bairro da Serraria a minha vida fosse diferente”, destaca.

Na nova comunidade ele começou a frequentar um grupo de jovens que desenvolvia algumas atividades juntamente com o Projeto Saúde e Alegria, principalmente na área da comunicação. Entusiasta desde criança, o jovem deu os primeiros passos no informativo “A Notícia” da Rede Mocoronga e passou a integrar as oficinas, projetos e formações tornando-se uma liderança jovem atuante dentro do território.

Ao lado do PSA, Maickson viu sonhos se tornarem realidade contribuindo para o desenvolvimento social, econômico e ambiental de onde morava. O informativo passou para uma rádio-poste e em seguida rádio FM.

A cada nova oportunidade de crescimento, mobilizações eram feitas para que mais pessoas pudessem ter acesso às formações e oficinas. Maickson lembra que a mãe ficava receosa no início, mas com o passar do tempo entendeu que o filho tinha um destino trilhado na busca pelas melhorias na comunidade.

Entre tantos outros projetos, ele destaca que um divisor dentro da comunidade Boim foi a implantação do telecentro de inclusão digital. O projeto foi instalado em 2009 em um prédio reformado construído na década de 50, onde funcionou um centro de formação religiosa e ambulatório da comunidade.

“O PSA já tinha feito um em Suruacá, então começamos uma mobilização forte com outros jovens para que aquele nosso sonho virasse o sonho de toda a comunidade. Aos poucos fomos mostrando que estávamos preparados e que a gente queria muito aquilo. Foi um processo muito rico de mobilização,  engajamento e envolvimento comunitário”, lembra. 

O acesso à internet via satélite proporcionou uma revolução. Jovens puderam estudar à distância, disponibilizar informações sobre a Resex em redes sociais e em blogs. À época, o conhecimento adquirido em outras formações também possibilitaram a Maickson a oportunidade de ministrar oficinas a outros jovens.

Aos 17 anos, o líder comunitário precisou deixar Boim para estudar na área urbana de Santarém. Essa mudança ainda é uma realidade vivenciada pela maioria dos jovens de comunidades ribeirinhas que completam o ensino básico e buscam uma formação superior longe de casa. No entanto, a distância não impossibilitou que o trabalho semeado ao longo dos anos desse frutos.

Para Maickson, ser o profissional que se tornou hoje é fruto da semente plantada há mais de 15 anos pelo PSA. “Eu me considero fruto do trabalho do Projeto Saúde e Alegria, sempre por onde vou reconheço a importância das pessoas do PSA na minha vida. A gente tem esse sentimento de gratidão. O que eu puder fazer para propagar esse trabalho eu vou fazer, porque precisamos alcançar mais pessoas”.

Depois da licenciatura em educação física, Maickson iniciou a formação em jornalismo. O que começou como participação nos projetos de mídia comunitária na Rede Mocoronga tornou-se a carreira a ser seguida.

Onde quer que esteja, ele leva as origens do povo da floresta e as lições aprendidas no trabalho comunitário. Hoje, o jornalista trabalha com podcast retratando as histórias dos povos da Amazônia. “Estou trilhando esse caminho, mas o Rede Mocoronga teve grande impacto com aquele trabalho que comecei aos 14 anos. Quero amplificar essas vozes para o mundo”, finaliza. 

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Essa é a terceira temporada da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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“PSA fez parte da minha vida e ajudou na minha formação” – Dailon Alves https://teste.projeto-zero.site/psa-fez-parte-da-minha-vida-e-ajudou-na-minha-formacao-dailon-alves/ https://teste.projeto-zero.site/psa-fez-parte-da-minha-vida-e-ajudou-na-minha-formacao-dailon-alves/#respond Sat, 24 Dec 2022 17:03:06 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17262 Formar novos cidadãos através da educação. Esse tem sido o papel de Dailon Alves na Aldeia Solimões, na Reserva Tapajós-Arapiuns, em Santarém, ao ministrar aulas na escola Nossa Senhora das Graças. O desejo de contribuir com o futuro das crianças ribeirinhas e indígenas foi a maneira encontrada para retribuir aquilo que as comunidades lhe deram ao longo da vida.

Nascido na comunidade de Suruacá, Dailon sempre foi atuante nas tomadas de decisões onde morava. Parte dessas iniciativas foram formadas nas ações do Projeto Saúde e Alegria, que desde 1987 promove e apoia processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável no oeste do Pará.

“O Saúde e Alegria fez parte da minha vida, me ajudou na minha formação e a ter o conhecimento e visão de mundo que eu tenho hoje sobre a Amazônia, sobre a nossa terra. Eu sou Saúde e Alergia porque acredito nas ideias inovadoras que eles colocam para nós que moramos nas comunidades ribeirinhas”, disse o professor sobre a relação com o PSA.

Os primeiros contatos com o Projeto Saúde e Alegria aconteceram em meados de 1997 através das atividades lúdicas do Circo Mocorongo, que além da alegria dos palhaços levava educação em saúde, meio ambiente e cidadania comunitária. “Era uma atração muito legal, toda a criançada ficava animada naquela expectativa que acontecesse esse momento muito esperado por todos. Foi a partir daí que passei a conhecer um pouco mais o Saúde e Alegria”, relembra.

Aos 14 anos, Dailon passou de espectador para membro atuante nas ações do PSA dentro das comunidades da Resex, principalmente após a implantação do primeiro telecentro de inclusão digital, inaugurado em 2003 na comunidade Suruacá, possibilitando que os jovens pudessem ter acesso à internet e à expansão dos trabalhos através das mídias comunitárias.

Além da produção de conteúdo dentro das próprias comunidades, feita nos informativos, rádios e na Rede Mocoronga, Dailon lembra que as formações, cursos e encontros foram primordiais para que ele se desenvolvesse como pessoa e como profissional futuramente. “Quando eu saí em 2008 de Suruacá para estudar em Manaus, eu não senti tanta dificuldade porque eu já tinha aprendido alguma coisa anteriormente que o Saúde e Alegria tinha me proporcionado”, conta.

Dailon na rádio Sapucaia da aldeia Solimões.

O educador enfatiza que as mudanças proporcionadas pelo PSA não foram observadas apenas na sua vida pessoal, mas na região como um todo. Um dos pontos mais marcantes para Dailon aconteceu no final dos 90 quando não havia saneamento básico nas comunidades e o índice de pessoas com doenças intestinais era alto.

“O trabalho deles mudou muito o modo de vida. As pessoas cavavam poços, tiravam água do rio para usar no dia a dia, e por conta disso acontecia de muitas crianças ficarem doentes. Depois da instalação dos microssistemas melhorou muito e isso é muito marcante”.

As iniciativas voltadas à educação e comunicação também tiveram a sua contribuição dentro da Resex ao longo dos anos. Foi através de projetos de educomunicação que crianças e jovens passaram a ser protagonistas das próprias histórias dentro da Amazônia.

Com experiência na produção de conteúdo dentro das comunidades, Dailon lembra que em 2008, por meio do Saúde e Alegria, fez o seu primeiro intercâmbio com mais duas pessoas da Resex e Flona, e passaram pouco mais de um mês na Suécia, vivendo experiências e contando das vivências, lutas e conquistas dos povos da floresta. Para ele, a viagem foi uma das melhores experiências da vida.

Em 2017, já com a graduação e título de professor, Dailon voltou à Resex para ministrar aulas na Aldeia Solimões. Ao chegar na comunidade viu que o PSA também tinha ações sendo desenvolvidas com os indígenas. “Eu não pensei duas vezes, comecei a me envolver nessas atividades. Diretamente ou indiretamente, tudo aquilo que aprendi no passado eu tento desenvolver com os meus alunos na sala de aula”, ressalta o professor que é um dos multiplicadores das ideias do Projeto Saúde e Alegria.

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Essa é a terceira temporada da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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“O PSA ajudou no fortalecimento do artesanato e das mulheres” – Rosângela Castro Tapajós  https://teste.projeto-zero.site/o-psa-ajudou-no-fortalecimento-do-artesanato-e-das-mulheres-rosangela-castro-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/o-psa-ajudou-no-fortalecimento-do-artesanato-e-das-mulheres-rosangela-castro-tapajos/#respond Fri, 16 Dec 2022 12:07:28 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17245 Olhar para a floresta e tirar dela o sustento mas agredi-la. O conceito parece ser difícil de ser colocado em prática, mas em comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, mulheres se uniram para fortalecer a cultura e a renda de suas famílias aliadas à preservação da natureza. São elas as responsáveis por transformar fibras vegetais em peças que já ganharam o mundo e encantam pelas características únicas.

Mas nem sempre foi assim. Ainda em meados da década de 90, a tradição da cestaria com fibras vegetais – principalmente a de tucumã – estava se perdendo. Nascida na comunidade Urucureá, a artesã Rosângela Castro Tapajós lembra como foi feito o trabalho de resgate dos trançados do Arapiuns e o impacto que a produção local assertiva teve na vida de dezenas de mulheres.

“Eu conheci o Projeto Saúde e Alegria através do doutor Eugênio e da Márcia Gama, quando eles chegaram aqui na comunidade. Aí começou um trabalho de iniciativa e fortalecimento do artesanato”, contou a artesã. 

O PSA atua desde 1987 em comunidades ribeirinhas e tradicionais de municípios do oeste paraense, promovendo e apoiando processos que contribuem no desenvolvimento comunitário e na sustentabilidade.

De um lado Eugênio Scannavino implantava projetos e ações voltados aos aprimoramento das políticas públicas e qualidade de vida das comunidades, de outro Sandra Gama ajudava os artesãos no resgate cultural, que à época tinha diversas barreiras, inclusive dentro do próprio território.

Segundo Rosângela, as peças eram feitas nas próprias casas dos moradores em núcleos familiares, mas no decorrer do tempo a confecção foi aprimorada em grupos mais amplos. Através de capacitações, oficinas, assessoria organizacional e estruturação, as mulheres encontraram o combustível que faltava para exportar as peças além das fronteiras das próprias comunidades.

“O Projeto Saúde e Alegria ajudou no fortalecimento do artesanato e fortalecimento das mulheres, trouxe os benefícios que até hoje a gente tem.  Eles começaram com essa organização junto com nós e posso dizer que isso é fruto do PSA”, destacou.

O conhecimento antes restrito às casas passou a ser compartilhado aumentando a variedade nos formatos, cores e importância do artesanato. A matéria-prima sai da natureza, inclusive os pigmentos usados para colorir o que é produzido dentro da Resex. São cascas, folhas e raízes usadas para dar vida ao grafismo e a identidade das artesãs.

A primeira associação dos artesãos de Urucureá foi criada ainda nos anos 2000, possibilitando a abertura e exploração ampla de mercado. Com os resultados, o modelo de negócio passou a ser exemplo e reconhecido no Brasil. O Projeto Saúde e Alegria recebeu o Prêmio Cidadania e Iniciativas Sociais Inovadoras, do Banco Mundial, em 2002, e o Prêmio Nacional de Planos de Negócios da Ashoka-McKinsey, em 2005.

A iniciativa foi expandida para outras comunidades. Em 2015 surgiu a Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta (TuriArte), que conta com artesãos de comunidades da Resex Tapajós-Arapiuns.

“Hoje a gente já tem muitos frutos que são as comunidades que trabalham com o artesanato. Vivo do meu próprio artesanato e do meu próprio trabalho. A comunidade teve uma grande mudança porque eles trouxeram coisas que vieram beneficiar a todos”, disse Rosângela. 

Outras iniciativas também são executadas dentro das comunidades, como o turismo de base comunitária, que se fortalece ao longo dos anos de maneira sustentável.

Para a artesã que viu o fortalecimento e desenvolvimento da comunidade Urucureá, sonhos se transformam em realidade a partir do momento em que há pessoas que se doam para alcançar objetivos. Esse pensamento norteou grandes avanços na comunidade, como o Telecentro de Inclusão Digital, mais saneamento e qualidade de vida, capacitações aos comunitários.

“Nós ainda temos um sonho e nós vamos conseguir, se Deus quiser, que é a nossa casa do artesanato, a nossa lojinha aqui na comunidade”, destacou a artesã.

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Essa é a terceira temporada da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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“Quem foi beneficiada foi a própria comunidade” – Djalma Lima https://teste.projeto-zero.site/quem-foi-beneficiada-foi-a-propria-comunidade-djalma-lima/ https://teste.projeto-zero.site/quem-foi-beneficiada-foi-a-propria-comunidade-djalma-lima/#respond Fri, 09 Dec 2022 11:33:48 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17153 Os rios que dão sustento a centenas de famílias e que servem de estrada aos moradores das comunidades na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, no oeste do Pará, trazem lembranças do encontro que transformou vidas e hoje contribui no desenvolvimento dentro do próprio território. No final de 1986, o agente comunitário de saúde Djalma Lima viu a equipe do Projeto Saúde e Alegria chegar de barco à comunidade de Suruacá.

Na bagagem, a organização levava propostas e sonhos, e foi o pontapé na fase de mudanças no cotidiano dos moradores. “Eles subiram na comunidade perguntando se aqui queriam uma organização que trabalhava com saúde, educação, agricultura, então fizemos uma reunião lá na primeira escola. A comunidade aceitou o Projeto Saúde e Alegria e desde lá eu conheço eles”, lembrou Djalma.

A partir daquele momento os moradores começaram a ter acesso às ações do PSA, organização que promove desde a década de 80 processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável em comunidades ribeirinhas, tradicionais e indígenas de Santarém, Belterra, Aveiro e Juruti.

Participante na vida da comunidade desde 1984, quando passou a morar em Suruacá, Djalma Lima não só viu os projetos chegarem como também arregaçou as mangas para integrar as equipes do PSA. A motivação foi fazer chegar os serviços básicos e melhorar a saúde dos comunitários.

A mudança para a comunidade foi desafiadora. O agente de saúde saiu do centro da cidade sem experiência sobre o modo de vida dentro da Resex, e, no começo, enfrentou dificuldades na garantia do sustento familiar. A economia vinha apenas da produção de farinha, e muitas vezes ver o vazio na mesa deixava o coração apertado. No entanto, isso não desanimou o recém-chegado morador.

Djalma foi um entre tantos outros moradores da Resex capacitados pelo Projeto Saúde e Alegria para atender aqueles que buscavam os serviços. Os trabalhos também foram voltados à produção familiar e aos frutos que a terra dava, implementando ações assertivas para melhoramento das culturas semeadas.

Algumas lembranças da época são marcantes como a quantidade de pessoas fumando e a noite revelando os cigarros acesos em meio a escuridão. Outra preocupação era quanto ao índice de adolescentes que ficavam grávidas na comunidade.

Inicialmente, Djalma ofertou ao PSA serviços de veterinária, mas para ele ainda faltava algo na missão de ajudar a transformar a realidade. “Eu precisaria fazer mais, trabalhar mais pelo povo, eu sentia uma obrigação de ter mais ação. Eu passei a ser monitor da saúde e então a gente começou a entrar no processo de palestras, oficinas, grupos de mulheres e de jovens. Eu senti que mexeu com a comunidade em geral porque quando o PSA chegava todos se envolviam mesmo”, contou.

Outra forma de ajudar os moradores foi quanto aos cuidados básicos no uso dos recursos como a água, destinação correta de resíduos e a importância do saneamento. A conscientização foi feita pelos informativos e rádio comunitária. “Tivemos vários profissionais que nos capacitaram. Quem foi beneficiada com tudo isso foi a própria comunidade”, reforçou.

Ele participou no início das ações do saúde e alegria como monitor de saúde, grupo de voluntários criado pelo projeto, uma experiência pioneira de capacitação de agentes das próprias comunidades para cuidados com a saúde, muito antes de existir o que conhecemos hoje como o programa de de Agentes Comunitário de Saúde – ACSs do SUS.

O envolvimento com o PSA sempre foi base para o trabalho do agente de saúde. Seja nas orientações, nas rodas de conversa, grupos comunitários, Djalma leva informações para melhorar o dia-a-dia das pessoas.

Tendo como referência o médico sanitarista Eugênio Scannavino, o ACS recebeu treinamento teórico e prático, capacitações, além de participar de oficinas em diversas áreas. O conhecimento não ficou para ele, foi compartilhado para outros moradores. “Quando vi o PSA eu disse que era a minha chance de aprender a lidar com a comunidade e conseguir alguma coisa”.

As incontáveis experiências de Djalma perpassam também pela ludicidade, com a criação do Palhaço Formiga que atuou no Circo Mocorongo. O personagem abordava questões de saúde consideradas tabu na época, como o uso de preservativo e as infecções sexualmente transmissíveis. Essa foi a forma encontrada para romper barreiras.

“Eu podia transmitir a educação através do palhaço. As pessoas eram muito mentes fechadas então o meu palhaço começou a trabalhar nas escolas, na comunidade, com essas peças que ajudaram muito”, relembrou.

Em 2003, houve a implantação do primeiro Telecentro de Inclusão Digital dentro da Resex. A construção do prédio e o acesso à internet foram feitos pelos moradores de Suruacá. Djalma conta que trabalhou como monitor no período da noite.

As mãos que já ajudaram a aplicar vacinas, a https://teste.projeto-zero.site/wp-content/uploads/2023/02/Criancas-com-Saude-e-Alegria-3-scaled-1-1.jpgistrar remédios e a arar a terra também são responsáveis pela confecção de artesanatos. A voz que narrou jogos esportivos nas comunidades também já fez ecoar informações educativas, inclusivas e participativas no rádio. Como uma árvore de frutos abundantes, Djalma segue trabalhando para fortalecer ainda mais a comunidade e suas pautas. “Já espalhei sementes por vários lugares. Eu me considero um multiplicador do PSA e dos bons”, entre risos disse o morador de Suruacá.

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Terceira temporada do podcast da série ‘Eu sou Saúde e Alegria’ em comemoração aos 35 anos do Projeto Saúde e Alegria. Nesta jornada, são contadas histórias de vários amigos das comunidades em que o PSA atua, e que foram beneficiados com projetos de desenvolvimento socioeconômico, educação, comunicação e saúde.

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Captura e edição de vídeos e fotos: Priscila Tapajoara
Apresentação do podcast: @jessicakumaruara
Reportagem: @geovanebrit0
Mixagem: @raikpereira2019
Arte: @_vanessacampos
Coordenação editorial: @bonfimsamela
Coordenação Geral: @fabinhopena

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“A gente deixa os resultados para as comunidades” – Márcio Cunha https://teste.projeto-zero.site/a-gente-deixa-os-resultados-para-as-comunidades-marcio-cunha/ https://teste.projeto-zero.site/a-gente-deixa-os-resultados-para-as-comunidades-marcio-cunha/#respond Fri, 02 Sep 2022 12:05:33 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16649 A formação profissional passa por várias fases, mas ela é apenas o pontapé para tantas outras experiências na jornada no mercado de trabalho. Em 1995, após se formar na Escola Técnica de Castanhal, um jovem de Monte Alegre nem imaginava que poderia impactar comunidades no Baixo Amazonas com a experiência adquirida na sala de aula e nas experiências diárias trabalhando com ONGs.

O técnico em agropecuária Márcio Cunha, que coordena a assistência do Projeto Saúde e Alegria, passou a integrar as equipes em 2020. Ele tinha voltado à região a trabalho em outra instituição, conhecia as comunidades como a palma da mão. Com o tempo passou a acompanhar um pouco mais das ações desenvolvidas pelo PSA com os povos tradicionais e ribeirinhos.

Com quase 30 anos de experiência na área de assessoria técnica, Márcio foi convidado pelo Saúde e Alegria para executar serviços com famílias atendidas na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O maior desafio foi assumir essa responsabilidade em meio a maior crise de saúde dos últimos tempos: a pandemia de Covid-19.

Inicialmente, para manter seguros os moradores na comunidade, as ações foram de planejamento interno. Os primeiros passos foram dados e os resultados começaram a chegar às comunidades, principalmente no fomento de renda.

“Sabemos que as comunidades têm potencial e recursos para melhoria da qualidade de vida para quem vive nas reservas e nas comunidades tradicionais. A gente deixa os resultados para as comunidades”, destacou.

O trabalho de Márcio vai além da assessoria técnica. É preciso conhecer as peculiaridades de cada lugar, das pessoas, e transformar essas informações em práticas que respeitam a floresta. Esse trabalho em campo é fundamental para discussão de estratégias, capacitação de novos técnicos e planejamento e acompanhamento das famílias.

Dentro das comunidades existem pequenas criações de animais, manejo de abelhas e restauro de áreas degradadas onde, hoje, são cultivadas diversas culturas para subsistências e venda no comércio em Santarém.

“O Saúde e Alegria é um projeto mais amplo, tem muitas linhas de ações, claro que tem sua linha de saúde muito forte. Estamos cada vez mais buscando ampliar esse leque de atividades”, disse Márcio.

Formada por 15 profissionais de diversas áreas, a equipe de assistência técnica trabalha lado a lado com os comunitários em ações pontuais e estratégicas dentro do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA, principalmente com a implementação dos Sistemas Agroflorestais, que é a conciliação das produções de alimentos e o melhor aproveitamento da terra, envolvendo a cadeia produtiva das próprias comunidades.

As famílias foram selecionadas e com cada uma foi feito um estudo de viabilidade de produção respeitando a cultura local. Com base nas informações, os planos foram viabilizados e colocados em prática com os SAFs, que hoje representam alimento na mesa e alternativa econômica para 33 famílias de cinco comunidades e duas aldeias.

“Tem todo esse leque de assistência técnica que é um dos componentes do Floresta Ativa. Outro componente é a água e energia. Paralelo a isso nós temos também um trabalho com fortalecimento do empreendedorismo rural, e temos outra linha que perpassa por isso que é o turismo”, explicou Márcio.

Márcio contribui, ainda, com a formação de novos técnicos dentro das próprias comunidades. As capacitações e treinamentos ocorrem no núcleo de assistência técnica do CEFA, na comunidade Carão. A cada novo profissional formado as equipes têm a certeza que o conhecimento será ampliado para outras famílias.

O acolhimento das comunidades aos projetos propostos e a celebração dos resultados motivam ainda mais o técnico em agropecuária a pensar em novas ações junto ao Projeto Saúde e Alegria.

“Não é só ter um ambiente bom de trabalho, mas ter componentes que façam esse ciclo girar. O Saúde e Alegria tem esses elementos que nos ajudam em toda estratégia que a gente está desenvolvendo para trazer resultados tanto para instituição quanto para as comunidade”, ressaltou.

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Eu sou Saúde e Alegria é um podcast com histórias de pessoas que lutam pela cidadania e pela floresta em pé em comunidades da Amazônia paraense. Uma campanha em comemoração aos 36 anos do PSA. Os episódios são lançados toda sexta-feira.

  • Reportagem: Geovane Brito
  • Apresentação podcast: Priscila Castro
  • Mixagem podcast: Raik Pereira
  • Artes: Vanessa Campos
  • Captura, edição audiovisual e fotos: Priscila Tapajoara
  • Coordenação editorial: Samela Bonfim
  • Coordenação Geral: Fabio Pena

Conheça mais sobre o Saúde e Alegria
Site: saudeealegria.org.br
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“PSA leva expectativa de vida para essas comunidades” – João Carlos Dombroski https://teste.projeto-zero.site/psa-leva-expectativa-de-vida-para-essas-comunidades-joao-carlos-dombroski/ https://teste.projeto-zero.site/psa-leva-expectativa-de-vida-para-essas-comunidades-joao-carlos-dombroski/#respond Fri, 26 Aug 2022 11:52:33 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16606 O sim ao convite de dois irmãos e uma história de quatro décadas na Amazônia. Um jovem que teve origem no cultivo da terra no sul do Brasil já ajudou a transformar a realidade de famílias no interior da floresta no Pará, levando o básico às famílias: água potável e saneamento básico. João Carlos Dombroski é uma das muitas mãos do Projeto Saúde e Alegria que mobilizam e contribuem no desenvolvimento sustentável das populações no interior da Amazônia.

Nascido em Planalto, no Paraná, João Carlos se mudou para a região da Rodovia Transamazônica aos 17 anos, e há cerca de 40 anos acompanha o crescimento regional, com conquistas e conflitos. De família de agricultores, cedo se engajou na luta sindical e ajudou a fundar e também presidiu os Sindicatos do Trabalhadores Rurais em Santarém e Belterra.

Foi em meados da década de 90 que ele começou a acompanhar as ações do PSA e acabou se tornando um parceiro das ações por causa da experiência e profundo conhecimento da realidade das comunidades.

“Logo no início a gente não conhecia o que era ONG, tinha aquela desconfiança, e fomos entendendo o bom propósito do Projeto Saúde e Alegria e como ele trabalhava junto às comunidades. Fomos nos integrando”, lembra o gestor do programa de água do PSA.

Em 1995, após o convite dos irmãos Eugênio e Caetano Scannavino, João Carlos começou a reforçar as equipes do PSA. No entanto, nove meses depois saiu para ajudar na luta sindical na recém emancipada Belterra. Quatro anos depois retornou ao Saúde e Alegria, onde hoje integra a equipe de organização comunitária e o projeto de saneamento básico nas comunidades.

Já são mais de 50 sistemas de abastecimentos que as mãos de João Carlos ajudaram a instalar, levando água às torneiras e qualidade de vida às populações tradicionais, indígenas e quilombolas.

Ele lembra que no início os trabalhos eram desenvolvidos em apenas 16 comunidades e o número foi ampliado chegando a quatro municípios localizados no oeste do Pará. Até junho de 2019, foram instalados quase 190 quilômetros de redes de distribuição de água e mais de 13 mil pessoas em 53 comunidades foram beneficiadas.

“Estamos elevando nossas metodologias, levando expectativas de vida para essas comunidades, essas aldeias. O PSA amadureceu muito e tem uma relação muito importante juntamente com os movimentos sociais. É uma referência para as comunidades, principalmente no abastecimento da água”, ressaltou Dombroski.

Uma das maiores realizações de Carlos Dombroski é poder levar água para populações ribeirinhas da Amazônia. Fotos: Priscila Tapajoara.

Para o gestor do programa, os serviços são levados pelo PSA, mas a conquista é da comunidade, que se envolve, contribui e zela pelos projetos implantados. Por fazer parte desse processo, João Carlos diz que se sente realizado pessoal e profissionalmente.

“É uma das organizações mais importantes da Amazônia. Eu tenho orgulho de fazer parte do Saúde e Alegria, onde me sinto bem e consigo desenvolver todo esse trabalho de forma participativa, planejada e, principalmente, fazendo com que a gente tenha autonomia de buscar informações e levar para as comunidades”.

Uma das alegrias é poder ver nos olhos e sorrisos das pessoas a satisfação por começar a ter acesso ao básico, mas que de alguma forma tinham ficado distantes dos serviços.

Outro fator que João Carlos destaca sobre o PSA é a transparência. Até que os projetos cheguem às comunidades, as equipes se mobilizam em áreas de trabalho que vão desde o planejamento, captação de recursos e a logística e implantação, que na Amazônia são mais difíceis por conta da geografia e distância entre os grandes centros e as comunidades.

No entanto, as dificuldades são vencidas pela força de vontade de ajudar o próximo, promover a qualidade de vida e o desenvolvimento. “Não temos promessas, temos ações no sentido de fazer acontecer. Construir um sistema de água, levar um filtro, uma conversa, um jeito de transformar a realidade salva vidas. Salvar vidas é uma das coisas mais importantes que a gente tem. Esse é o grande princípio do Saúde e Alegria”, finalizou.

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Eu sou Saúde e Alegria é um podcast com histórias de pessoas que lutam pela cidadania e pela floresta em pé em comunidades da Amazônia paraense. Uma campanha em comemoração aos 36 anos do PSA. Os episódios são lançados toda sexta-feira.

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“Projetos pensados para desenvolver a sustentabilidade” – Ananda Pacheco  https://teste.projeto-zero.site/projetos-pensados-para-desenvolver-a-sustentabilidade-ananda-pacheco/ https://teste.projeto-zero.site/projetos-pensados-para-desenvolver-a-sustentabilidade-ananda-pacheco/#respond Fri, 19 Aug 2022 12:23:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16562 “Vou da mobilização das comunidades até a prática”. É assim o dia a dia de Ananda Pacheco, assistente social do Projeto Saúde e Alegria, na execução de projetos que visam a melhoria e desenvolvimento das famílias em comunidades de Santarém, Belterra e Aveiro.

A assistente social passou a integrar a equipe do núcleo de educação e comunicação (Educom) do PSA durante a pandemia de Covid-19, um dos maiores desafios profissionais. Entretanto, a crise sanitária não abalou o desejo de ajudar no desenvolvimento das comunidades, que longe dos grandes centros acontece de forma mais lenta e, muitas vezes, até desassistido.

“Realizando o serviço social dentro do PSA eu consigo ter acesso às comunidades da floresta e com isso a gente consegue ter um retorno até mesmo pessoal, porque quando a gente leva um serviço, um projeto, alcança pessoas que não são alcançadas até mesmo pelo poder público”

Nesse período trabalhando no Educom, Ananda já acompanhou diversas histórias. A cada família atendida uma nova realidade a ser trabalhada através da educação e comunicação. A vivência é sempre marcante.

Ela lembra de uma roda de conversa dentro da execução do projeto “Crianças com saúde e alegria”, na comunidade Carão, e como isso a impactou positivamente. “Eles chegaram a um consenso sobre o que é a primeira infância e identificarem as fragilidades e potencialidades da comunidade para melhorar a saúde das crianças para que elas tenham um desenvolvimento saudável. Isso é realmente gratificante”, destacou.

Foi em campo que ela compreendeu a grandiosidade da região e as dificuldades enfrentadas pelas pessoas no acesso ao básico, como a saúde e a educação.

Por outro lado, a execução dos serviços pelo PSA leva em consideração uma série de metodologias e projetos pensados para desenvolver a sustentabilidade. As comunidades recebem ações e conseguem ser agentes da própria história, tornando-se participativas na implementação de políticas públicas.

Para Ananda, o PSA tem papel fundamental dentro das comunidades. “É como se fosse uma mola que impulsiona a busca por direitos, é um agente mediador”, explicou.

A percepção do trabalho desempenhado pelo Saúde e Alegria mudou a partir do momento que Ananda passou a integrar a ONG. Ao longo dos meses ela percebeu a amplitude e o poder de transformação.

A assistente social destaca, ainda, que os jovens são o fio condutor para desenvolvimento participativo. “Usamos a comunicação para a educação, e usamos a educomunicação para a promoção social. Os jovens conduzem esse trabalho”.

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“PSA gera apoio, renda, bem estar e qualidade de vida às comunidades” – Ari Batista  https://teste.projeto-zero.site/psa-gera-apoio-renda-bem-estar-e-qualidade-de-vida-as-comunidades-ari-batista/ https://teste.projeto-zero.site/psa-gera-apoio-renda-bem-estar-e-qualidade-de-vida-as-comunidades-ari-batista/#respond Fri, 12 Aug 2022 12:16:40 +0000 https://projeto-zero.site/?p=16541 Ajudar a cultivar e fazer a terra dar bons frutos. Um trabalho diário com comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns tem mudado a realidade de muitas famílias, que encontraram no desenvolvimento sustentável e aproveitamento econômico de produtos extrativistas o fomento à renda e a subsistência.

A busca pelos melhores resultados é acompanhada por equipes técnicas do Centro Experimental Floresta Ativa – CEFA, na comunidade Carão. Entre os colaboradores está Ari Batista. Nascido em Santarém, o assistente técnico conhece de perto a realidade dos povos tradicionais e comunidades que ficam às margens dos rios da região.

A história de Ari com o Projeto Saúde e Alegria é como as sementes que ele ajuda a germinar nas estufas do CEFA. Aos poucos, sendo regada e sob condições favoráveis, se tornou um destaque em meio a floresta.

Os primeiros trabalhos foram desenvolvidos ainda em 1994, quando um amigo que já trabalhava no PSA convidou Ari para conhecer as ações do projeto. Engajado com as comunidades, ele iniciou os serviços na assistência técnica, principalmente para contribuir com a redução dos índices de desmatamento na região. À época, a equipe era formada por seis funcionários e quatro profissionais de trabalho de campo na assistência.

“Eram poucos profissionais, estavam iniciando os trabalhos nas comunidades, na parte de mobilização, e a partir do momento em que iniciou uma equipe técnica a gente começou a trabalhar também na parte de produção agrícola”, lembra.

O que foi semeado há décadas hoje dá resultados positivos e tem contribuído com a renda dentro das próprias comunidades, que viram ser implantados os Sistemas Agroflorestais – SAFs, que deram nova visão de como a floresta em pé dá retorno.

São 34 famílias no entorno do CEFA que recebem o acompanhamento técnico em cadeias produtivas como plantio, manejo de abelhas e pequenos animais e hortas familiares, e juntas já cultivam quase 30 hectares de SAFs. Para Ari, a transformação social, econômica e ambiental é um resultado de anos de trabalho na parceria entre as comunidades e o PSA.

“É importante o trabalho que o Saúde e Alegria realiza nas comunidades dando apoio, gerando renda, gerando alimento, gerando bem-estar dessas famílias e a qualidade de vida. Hoje a gente já vê famílias comercializando hortaliças, pequenos animais, tirando uma grande produção dessas áreas e gerando renda”.

Da terra que antes era pouco aproveitada, hoje são colhidas produções de batata doce, jerimum, melancia, macaxeira, entre outros. A floresta em pé também contribui para o manejo de abelhas.

Por estar em meio aos comunitários, Ari acompanha também o crescimento dos projetos do Saúde e Alegria. Ele lembra, logo que integrou as equipes da ONG, que as ações eram voltadas mais à saúde, mas já tinha trabalho social com crianças e jovens.

“Daquela época para cá mudou muito. Hoje, o Saúde e Alegria tem uma estrutura muito grande de apoio às comunidades e aos seus funcionários. A gente vê também que o PSA não tá mais só na parte de saúde, está na parte de produção e em vários setores hoje”.

Os trabalhos desenvolvidos e executados pelo CEFA, inaugurado em 2016 com incentivo à geração de renda e desenvolvimento sustentável, têm capacitado e conscientizado cada vez mais comunitários.

Ari Batista desenvolve o acompanhamento técnico à famílias no Centro Experimental Floresta Ativa. Fotos: Priscila Tapajoara.

Ari destaca que essas boas práticas já possibilitaram reflorestar áreas onde antes a produção era baseada no trabalho de corte e queima, que consiste em derrubar a floresta, atear fogo e depois usar a área para cultivo por curto espaço de tempo.

“A gente tá aproveitando essas áreas que já foram trabalhadas, já foram desmatadas, e estamos recuperando. Aproveitamos para plantar árvores frutíferas e florestais, que vai gerar tanto alimento às famílias como retorno dos animais que voltam para essas áreas porque tem alimento”, celebra.

Uma das alegrias em trabalhar nas comunidades é poder ver que as próprias famílias estão conseguindo seguir adiante. Para Ari, isso é realização profissional. “A motivação é o trabalho que a gente realiza, que faz com que a gente cresça tanto profissionalmente quanto as famílias que, com o nosso apoio, informações e orientações, melhoram a vida”, finalizou.

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