Escola Floresta Ativa – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Fri, 19 Sep 2025 11:58:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Comunidades da Flona Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns participam de treinamentos em energia solar, tecnologias digitais e extrativismo sustentável https://teste.projeto-zero.site/cursos-flona-resex/ https://teste.projeto-zero.site/cursos-flona-resex/#respond Fri, 19 Sep 2025 11:58:37 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22392 Oficinas integram comunidades tradicionais, fortalecendo manejo sustentável e inclusão digital na região do Tapajós na Flona Tapajós e no Centro Experimental Floresta Ativa, ampliando autonomia comunitária e renda local

Três ações simultâneas marcaram o período de 10 a 13 de setembro: o curso Eletricista do Sol, o curso de Copaíba e as formações em mel e inclusão digital. As atividades foram conduzidas pelos Programas Economia da Floresta, Educação, Comunicação e Cultura e Infraestrutura Comunitária do Projeto Saúde e Alegria (PSA) no Centro Experimental Floresta Ativa — a Escola Floresta Ativa — e em áreas de comunidades tradicionais da Floresta Nacional do Tapajós e da Resex Tapajós-Arapiuns.

O coordenador geral do PSA, Caetano Scannavino, destacou que, depois de anos investindo em infraestrutura comunitária, o foco agora é formar pessoas. “Não basta instalar poços, energia renovável e unidades de beneficiamento. É preciso que as comunidades dominem o conhecimento para gerir e manter essas iniciativas com autonomia”, afirmou. Segundo ele, a parceria com a Fundação Toyota fortalece a capacidade local para que aldeias e comunidades administrem tecnologias, produção e serviços sem depender de assistência externa.

Entre as formações, o curso de inclusão digital preparou jovens para usar a internet de forma crítica e produtiva. Mulheres também participaram de treinamentos voltados à bioeconomia, como o curso de Copaíba e o curso de mel, reforçando a presença na economia local e no manejo sustentável.

Assista ao relato de uma das participantes:

Marcos Andrey extrativista na Flona Tapajós, destacou que a floresta “é a base de tudo” para as comunidades. Ele relatou ter aprendido técnicas adequadas para extrair óleo de copaíba sem danificar árvores centenárias. Para a jovem Samira dos Santos Maia, o conhecimento adquirido evita a morte de árvores e gera oportunidades futuras de renda: “A floresta pode garantir recursos para a comunidade e para os jovens, se cuidarmos dela”.

A atividade de mapeamento e coleta de sementes também ganhou destaque. Luís Carlos Pereira explicou que a venda das sementes gera renda e incentiva a preservação: “Uma árvore vale mais em pé do que derrubada”. O jovem Tiago complementou que o aprendizado permite multiplicar práticas sustentáveis e criar novas fontes de recurso sem agredir o ambiente.

As mulheres assumem papel central nesse processo. Maria da Cruz Correia ressaltou que elas lideram a coleta e a extração quando os homens não participam: “Enquanto alguns desistem, a gente mantém o trabalho e mostra que preservar pode gerar sustento”.

Para Rafaela Nakajima, da Fundação Toyota, apoiadora da Escola Floresta Ativa, capacitar as comunidades amplia impactos duradouros: “A formação gera emprego e renda, valoriza saberes tradicionais e ajuda a manter a floresta em pé”.

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Curso de agentes da sociobioeconomia promove intercâmbio sobre SAFs e cadeias produtivas https://teste.projeto-zero.site/curso-de-agentes-da-sociobioeconomia-promove-intercambio-sobre-safs-e-cadeias-produtivas/ https://teste.projeto-zero.site/curso-de-agentes-da-sociobioeconomia-promove-intercambio-sobre-safs-e-cadeias-produtivas/#respond Wed, 19 Feb 2025 13:03:13 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21480 Segundo módulo do curso de Agentes da Sociobioeconomia, promovido pela Escola Floresta Ativa do Projeto Saúde e Alegria (PSA), reúne jovens da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e de comunidades da Floresta Nacional do Tapajós para intercâmbio sobre Sistemas Agroflorestais (SAFs), cadeias produtivas e soberania alimentar

No período entre 17 a 20 de fevereiro, vinte e seis jovens participam da formação, que integra teoria e vivência prática, buscando engajar a juventude na produção agroextrativista e fortalecer o protagonismo nas cadeias produtivas regionais. “Percebemos que a participação dos jovens no campo é cada vez menor. A idade média dos beneficiários dos nossos projetos é de 53 anos. Isso nos preocupa em relação ao futuro das iniciativas agroextrativistas. Precisamos envolver essa faixa etária entre 20 e 40 anos para garantir a continuidade das atividades”, explicou Davide Pompermaier, coordenador do Programa de Economia da Floresta do PSA.

A programação inclui visitas de campo ao Ecocentro da Cooperativa Acosper, em Santarém, e à comunidade Jaguarary, reconhecida pela prática do turismo de base comunitária e pela produção em SAF. No Ecocentro, os estudantes conheceram o fluxograma de produção e beneficiamento de produtos da sociobioeconomia. A estrutura funciona como polo regional para processamento e escoamento da produção extrativista e agroflorestal, garantindo valor agregado e preço justo. “Os jovens viram na prática como ocorre o caminho da produção da comunidade até o mercado. Esse conhecimento fortalece a perspectiva deles como futuros cooperados e gestores desses empreendimentos”, destacou Manoel Edivaldo, presidente da Acosper.

Na comunidade Jaguarary, a imersão acontece em torno dos Sistemas Agroflorestais e do turismo de base comunitária. A visita ao SAF da família do agricultor José (Seu Zé) e Batata demonstrou aos participantes a potencialidade para geração de renda e conservação ambiental. “Esse aprendizado prático amplia nossa visão e incentiva a melhorar a produção na comunidade”, contou Nélio Viana Cardoso, jovem da Resex Tapajós-Arapiuns.

Juliana Castro, de Jaguarary, compartilhou que a integração com outros territórios reforça estratégias para aprimorar a comercialização e agregar valor às produções locais. “Antes, a gente produzia e quase não conseguia vender. Agora, com essas capacitações e articulações, estamos escoando melhor e aumentando as vendas”, relatou.

O módulo também incluiu debates sobre a multiplicação de sementes crioulas, análise e correção do solo e as lógicas de planejamento de SAFs na Amazônia. As atividades foram encerradas com a elaboração do plano para o Tempo Comunidade, em que os jovens aplicarão os conhecimentos adquiridos em seus territórios.

“Esse curso é um incentivo para que possamos continuar produzindo e também motivar outros jovens que ainda não se engajaram”, concluiu Nélio Viana. A expectativa é que, com a maior participação da juventude, as cadeias produtivas da sociobioeconomia sejam fortalecidas, garantindo renda e sustentabilidade para as comunidades tradicionais da região.

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Jovens participam de formação para agentes locais de promoção da sociobioeconomia https://teste.projeto-zero.site/jovens-participam-de-formacao-para-agentes-locais-de-promocao-da-sociobioeconomia/ https://teste.projeto-zero.site/jovens-participam-de-formacao-para-agentes-locais-de-promocao-da-sociobioeconomia/#respond Mon, 02 Dec 2024 12:43:07 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21197 Capacitação orienta sobre visão estratégias de negócios, com proteção dos territórios e mantendo a floresta em pé

O Projeto Saúde e Alegria (PSA) realizou, entre os dias 25 e 28 de novembro, a primeira etapa do curso de formação de agentes locais para promoção da sociobioeconomia. A formação é destinada a 25 jovens de territórios da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (RESEX), do Projeto de Assentamento Agroextrativista do Lago Grande (PAE-Lago grande), da Floresta Nacional do Tapajós, e demais territórios tradicionais da região de Santarém. O curso é realizado em regime de alternância, ou seja, integrando tempo escola e tempo comunidade. A iniciativa é uma parceira do PSA, por meio do Projeto Escola Floresta Ativa, e com apoio do  ICS, Fundação Toyota, Good Energy e USAID.

“O curso tá trazendo aprendizado de como o meu modo de conhecimento pode ser usado, e articular meios de como a gente pode melhorar a comercialização, produção, e vê da melhor forma possível como incentivar a sociobioeconomia e cuidar do meio ambiente. Ele traz muitos benefícios, e que eu possa levar esse conhecimento para implantar dentro da comunidade”, disse Marinelson da Comunidade de São Domingos, na Floresta Nacional do Tapajós, em Belterra.

“A gente trabalha com empreendimento de turismo de base comunitária, e eu creio que o que aprendi aqui vai ajudar muito a gente a desenvolver os projetos dentro da aldeia. A gente tá aprendendo e levando pra repassar para quem ficou na aldeia, para se qualificar pra trabalhar no nosso viveiro, nossa pousada, e dentro do nosso território”, destacou a Cacica da Aldeia Vista Alegre na RESEX, Irenilce Batista.

A primeira etapa da formação ocorreu no Centro de Formação Chico Roque, e apresentou conceitos como cadeias de valor, sociobioeconomia, serviços socioambientais, além de debater história da produção dos territórios tradicionais do Baixo Tapajós, e começar a formulação de um planejamento estratégico da organização da produção. O tempo escola também discutiu temas como a soberania alimentar e a importância da produção local para a autonomia dos territórios.

“A ideia da sociobioconomia é fomentar esses conhecimentos e essas práticas para geração de renda. Entendemos como podemos promover uma geração de renda nas comunidades, mas respeitando  o tempo, os modos de produção e os conhecimentos tradicionais. A gente tá pensando aqui como podemos formar pessoas pra impulsionarem a geração de renda, mas uma geração de renda que respeite os conhecimentos ancestrais e mantenha a floresta em pé”, explicou a Assessora Pedagógica do PSA, Fernanda Folster. 

O objetivo dessa formação é integrar os conhecimentos com as práticas já utilizadas em territórios da região, e dessa forma contribuir para a estruturação e visão estratégica dos negócios da sociobioeconomia, bem como na proteção dos territórios e povos do Baixo Tapajós. Formar os jovens capazes de analisar criticamente e trabalhar com cadeias de valor, colaborar para a proteção dos territórios e manter a floresta em pé. 

“Estamos propondo inovações, transformações, modernização na produção para o futuro. E esse futuro vai ser com os jovens, por isso precisamos trazer esses jovens para discutir, se empoderar e participar do processo. Nós temos três desafios transversais ao longo desse discussão, é o protagonismo da juventude, empoderamento econômico das mulheres e o enfrentamento às mudanças climáticas”, contou o Coordenador do Programa de Economia da Floresta do PSA, Davide Pompermaier. 

 

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Campanha de prevenção a queimadas e incêndios florestais é lançada por organizações em Santarém https://teste.projeto-zero.site/campanha-prevencao-queimadas-e-incendios-florestais/ https://teste.projeto-zero.site/campanha-prevencao-queimadas-e-incendios-florestais/#respond Mon, 28 Oct 2024 23:37:02 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21015 Iniciativa sensibiliza moradores sobre a utilização do fogo, apresenta alternativa e orienta sobre acionamentos de Brigadas em casos de incêndios

O alto índice de queimadas em Santarém no Pará tem preocupado os órgãos de combate à incêndios. Na última semana, o Corpo de Bombeiros registrou um aumento significativo de ocorrências de incêndios florestais, especialmente no final de semana, com sexta-feira (25), sábado (27) e domingo (28) marcados por uma alta frequência de chamadas relacionadas a incêndios em vegetação. Apenas na sexta-feira, foram registradas sete chamadas em menos de 10 minutos.

Incêndios florestais são incêndios não controlados ou não planejados que atingem florestas e outras formas de vegetação, necessitando de resposta urgente. A campanha “Comunidade Unida, Preserva a Vida” foi lançada no dia 28 de outubro por organizações que atuam em Santarém. A iniciativa é desenvolvida pelo Projeto Saúde e Alegria (PSA), por meio da Escola Floresta Ativa e do projeto Vozes do Tapajós Combatendo as Mudanças Climáticas, em parceria com Brigada de Alter, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), Federação da Flona, Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da gleba Lago Grande (FEAGLE), Tapajoara, Conselho Indigena Tapajós-Arapiuns (CITA), ICMBio, Defesa Civil, 4° Grupamento de Bombeiros Militares (GBM), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), 1º Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cimpab).

O objetivo da campanha é disseminar informações para moradores de territórios ribeirinhos e indígenas sobre o uso controlado do fogo, e sensibilizar quanto aos cuidados necessários ao utilizar a prática. O fogo ainda é a principal forma de preparação de roçados e está presente em práticas agrícolas por povos tradicionais. Por isso a iniciativa propõe boas práticas de cuidado com o manejo do fogo, e outras formas de roçado sem queima, com práticas agroecológicas. As informações orientam sobre as legislações ambientais, além dos decretos, ofícios e portarias em vigor por conta da estiagem e altas temperaturas na região, e ajudam também em casos de emergências, como incêndios florestais descontrolados.

Clique na imagem e faça o download do cartaz 1

“Esses materiais que a gente está lançando servem para orientar a população e a todos, sobre os cuidados que a gente tem que ter para prevenir os incêndios na hora de fazer o manejo das áreas. Tem também nesses materiais informações sobre os decretos que estão vigentes, das proibições que estão em vigor para que a gente possa levar a sério essa questão da prevenção do uso do fogo nos nossos territórios. Afinal de contas, a demanda por conter, por exemplo, incêndios depois que eles começam é muito maior, os custos são muito altos e aos órgãos públicos e outros grupos não têm muita capacidade de enfrentamento, então é muito importante essas orientações preventivas. Por isso essa campanha de prevenção ao fogo, as queimadas florestais é de suma importância nessa época do ano” explicou o Coordenador do PSA, Fábio Pena.

A campanha disponibiliza uma série de produtos informativos para alcançar comunidades tradicionais e população urbana. Entre eles, estão: cartazes, conteúdos nas redes sociais das organizações envolvidas, episódios de podcast no programa Alô Comunidade e plataformas de stream, videocast, entrevistas no YouTube. Nos conteúdos, estão disponíveis informações sobre a proibição temporária do uso do fogo na RESEX Tapajós-Arapiuns, trabalho e importância das atuações de brigadas em territórios da região, o papel das mulheres nessas instituições que combatem as queimadas, mobilização emergencial e atuação das entidades governamentais, recursos emergenciais para atender a população afetada pelos extremos climáticos e políticas públicas vigentes.

“Os incêndios florestais têm impactos ambientais, a gente sabe que impacta a fauna, a flora, o solo, o clima, porque emite carbono. Mas eles também têm impactos sociais, têm impactos na saúde pública e impactos econômicos. Muitas vezes o fogo perde controle em um roçado e avança para o roçado do vizinho, e o vizinho que nem ateou o fogo as vezes perde seu roçado, então os impactos deles tem essas três esferas, não é uma só. Muitas vezes a gente pensa só na esfera ambiental, mas isso traz muitos prejuízos pras pessoas” destacou em entrevista ao podcast o representante do ICMBio, Thiago Dias.

Clique na imagem para baixar o cartaz 2

Além disso, os conteúdos vão explicar de forma didática, e na linguagem das populações tradicionais, as boas práticas de Manejo Integrado do Fogo (MIF), que estão presentes na Política Nacional do MIF. Essa é uma estratégia de gestão ambiental para diminuir o número de ocorrências dos incêndios florestais, mas que também respeita o uso tradicional desta prática e todas as questões culturais, socioeconômicas e técnicas para o uso correto.

“Até hoje, rodando nas comunidades e no beiradão, você encontra colado numa escola ‘queimada é crime’. Realmente, tem que quebrar esse paradigma do que é o bom uso do fogo. Isso é um processo que está sendo feito aqui na região e em outros tantos locais do País. Para a conscientização e educação ambiental, o bom uso do fogo é amigo. Ele só passa a ser um inimigo a partir do momento que ele pulou seu aceiro e entrou pra mata e foi embora” reforça o Consultor Jurídico do PSA e entrevistado do podcast da campanha, Gabriel Franco.

Além disso, o conteúdo dessa iniciativa vai explicar sobre as instâncias de proibições municipal, estadual e federal. Quais órgãos atuam nessas proibições, recomendações e autorizações para os incêndios e questões agrícolas. Outro papel importante dessa campanha é a orientação sobre quem acionar em caso de perigos relacionados ao fogo. A veiculação dos materiais contém informações e contatos sobre a organização mais próxima  e formas de acionamento quando necessário. Os episódios de podcasts e entrevistas contam histórias de pessoas que se dedicam a ajudar essas populações e os desafios para evitar que o fogo consuma a floresta e tudo que vive nela, além do trabalho integrado entre os moradores e os brigadistas.

“A gente monta a estratégia, mas eu não consigo chegar na comunidade e colocar minha estratégia se eu não tiver um comunitário que entenda onde eu vou chegar e por onde eu vou. A gente precisa deles, a gente precisa dos meninos que tem moto, a gente precisa dos meninos que tem bicicleta, a gente precisa do carrinho de mão, alguma coisa pra gente se locomover, e eles são as pessoas que conhecem tudo ali dentro. Então é muito mais rápido. A gente monta a estratégia, mas eles sabem os caminhos pra chegar lá mais rápido, é tudo muito importante, é tudo muito integrado” disse em entrevistas a Brigadista, Francisca Eloíde.

Acesse os conteúdos da campanha e acompanhe os conteúdos, por meio do Instagram, YouTube, Alô Comunidade.

Quais são os tipos de fogo? 

A queima controlada é uma prática planejada e monitorada de uso do fogo, realizada para fins de subsistência, como na agricultura e pecuária. Já o uso tradicional do fogo é uma prática ancestral adaptada às condições atuais, empregada por povos indígenas, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais em suas atividades de agricultura, caça, extrativismo e cultura, respeitando sua gestão territorial e ambiental.

O Manejo Integrado do Fogo (MIF) é uma estratégia de gestão ambiental que visa reduzir a ocorrência e severidade dos incêndios florestais, respeitando o uso tradicional e adaptativo do fogo. Esta abordagem considera aspectos ecológicos, culturais, socioeconômicos e técnicos para o uso correto do fogo. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), estabelecida pela Lei 14.944/2024, tem como objetivo disciplinar e promover o MIF, reduzir a incidência e os danos dos incêndios florestais e reconhecer o papel ecológico do fogo. A política deve ser implementada pelo Estado, empresas e sociedade em regime de mútua cooperação.

Você sabia que, no Brasil, cerca de 1% dos incêndios é originado por raios, enquanto os outros 99% resultam de ações humanas? Por isso, a proibição do uso do fogo em determinadas épocas é crucial para diminuir as ocorrências de incêndios florestais.

O que pode e quem não pode segundo as leis, decretos e portarias?

Decreto Estadual – 4.151/2024

O que diz a proibição:

Devido a situação de emergência, o decreto 4.151/2024 estabelece a proibição da permissão, autorização e utilização de fogo em todo o Estado do Pará, pelo prazo de cento e oitenta dias úteis, contados da data de publicação, dia 27 de agosto de 2024.

Em respeito à abordagem de Manejo Integrado do Fogo, o decreto apresenta exceções à proibição, por exemplo na utilização do fogo para práticas agrícolas de subsistência por populações tradicionais e indígenas, assim como para prevenção e combate à incêndios.

Ofício Circular – ICMBio SEI n.º 8/2024 – Resex

Considerando as previsões climáticas e os incêndios florestais que atingiram a Resex em 2023, foi proibido o do uso de fogo para preparo dos roçados dentro do território da Resex Tapajós-Arapiuns entre os dias 02 de outubro e 02 de novembro de 2024

Portaria SEMMA

Portaria SEMMA n.º 031/2024 – Proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas no município de Santarém, com exceção de práticas de prevenção e combate a incêndios florestais devidamente supervisionadas de 05 de julho de 2024 a 07 de janeiro de 2025

Brigadas voluntárias

As brigadas voluntárias e comunitárias do Baixo Tapajós são classificadas em dois níveis: 1 e 2. As brigadas de nível 1 têm brigadistas formados, mas não possuem equipamentos e não estão aptas a dar uma primeira resposta. No entanto, podem somar esforços com o poder público ou com brigadas de nível 2 para apoio aos combates. As brigadas de nível 2, por sua vez, possuem brigadistas formados e equipados, estando aptas a dar uma primeira resposta.

Atualmente, no Baixo Tapajós, existem cinco brigadas voluntárias e comunitárias classificadas como nível 2: Brigada de Alter, Brigada de Maripá, Brigada de Anã, Brigada Kumaruara e Brigada Nova Vista do Tapajós. As lideranças comunitárias têm o contato dos chefes de brigada e, através do acionamento ao ICMBio, a brigada mais próxima de sua comunidade pode ser dirigida para a primeira resposta. A rapidez desta ação inicial é crucial para diminuir os danos causados pelos incêndios florestais.

Como acionar?

Se eu não souber se é um incêndio florestal, devo acionar? Com fotos e vídeos da situação, as brigadas e o ICMBio conseguem entender se é um incêndio florestal ou não.

As brigadas e o ICMBio também podem ser acionadas se houver a suspeita de um incêndio florestal em região de difícil acesso, pois através do monitoramento dos focos de calor, poderão ou não validar o fogo como um incêndio florestal.

Monitoramento: as brigadas conjuntamente aos órgãos públicos têm realizado o monitoramento da região pelas plataformas de focos de calor, por isto a importância de solicitar a autorização e/ou permissão, pois quando constatar um foco de calor, vai ser possível relacionar com as autorizações e verificar se é uma queima autorizada ou não. Evitando assim, a responsabilização por queimas controladas realizadas sem autorização ou fora do período permitido.

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Captura e edição de vídeos: Júnior Albuquerque

Apresentação do podcast: Raik Pereira

Reportagem: Ulisses Farias

Designer: Érica Carvalho

Ilustrações: Godinho

Conteúdo técnico: João Romano

Acompanhamento jurídico: Gabriel Chaskelmann

Coordenação editorial: Samela Bonfim

Coordenação operacional: Fernanda Moreira

Coordenação Geral: Fábio Pena

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Edital para inscrições no Curso de Formação de Agentes Locais da Promoção da Sociobioeconomia https://teste.projeto-zero.site/inscricoes-curso-formacao-agentes-locais-promocao-sociobioeconomia/ https://teste.projeto-zero.site/inscricoes-curso-formacao-agentes-locais-promocao-sociobioeconomia/#respond Mon, 16 Sep 2024 22:42:49 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20826 Estão abertas as inscrições para o Curso de Agentes da Sociobioeconomia. Objetivo geral do curso: Formar pessoas dos territórios tradicionais, principalmente jovens e mulheres das organizações de base comunitária (cooperativas e associações), para serem agentes de organização e ativação das cadeias produtivas, contribuindo na estruturação e visão estratégica dos negócios da sociobioeconomia. Formar agentes capazes de analisar criticamente e trabalhar com cadeias de valor, como estratégia de proteção dos territórios coletivos e da floresta em pé.

Carga horária: 09 módulos, sendo a cada módulo 24h de Tempo Escola, e 15h de Tempo Comunidade.

Detalhes:

Circular de seleção

Formulário de inscrição

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PSA inicia preparação para curso de Agentes da Sociobioeconomia https://teste.projeto-zero.site/psa-inicia-preparacao-para-curso-de-agentes-da-sociobioeconomia/ Thu, 12 Sep 2024 19:52:14 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20812 Objetivo é formar multiplicadores de informações sobre estruturação de negócios, logística e cooperativismo

Esta semana, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) realizou a primeira atividade do curso de Agentes da Sociobioeconomia, no Centro de Formação Chico Roque, Região do Eixo Forte, em Santarém. O encontro contou com liderança de organizações que vão atuar junto com PSA na formação dos agentes, como: Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da gleba Lago grande (FEAGLE), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém (STTR), Casa da Família Rural de Santarém, entre outros. 

Neste primeiro momento foi definida a Constituição da Coordenação Político-Pedagógica do curso, que é formada pelo PSA e também por representantes dessas organizações, garantindo uma representatividade e diversidade de olhares na construção no primeiro curso de Agentes da Sociobioeconomia. 

“Durante esse curso, a gente vai trabalhar com diversos temas, como a estruturação estratégica da produção, cooperativismo e associativismo, os sistemas agroflorestais. O objetivo é formar articuladores da sociobiodiversidade, da sociobioeconomia nos seus territórios” disse a Assessora Pedagógica do PSA, Fernanda Folster. 

O curso está organizado em formato de alternância, ou seja, os participantes vão aprender de forma teórica e prática. A ideia é alternar entre o tempo escola e o tempo comunidade. Sendo assim, uma semana no Centro Experimental Floresta Ativa, na RESEX Tapajós-Arapiuns, ou no Centro de Formação Chico Roque, no Eixo Forte. E depois vão ficar em torno de três semanas no tempo comunidade, para colocar em prática, efetivando atividades relacionadas ao que foi trabalhado no tempo escola. 

“No decorrer do curso, cada pessoa vai descrever como foi a aplicação do que foi aprendido no tempo escola, dentro de seu território. Visando assim, a diversidade socioeconômica de cada aldeia ou comunidade, pensando sempre na proteção territorial” disse o Comunicador e Representante do CITA, Aristides Maia Neto.

Como participar?

O curso deve ter início ainda no final deste ano. Tem duração de 18 meses (um ano e meio) e é destinado a pessoas maiores de 18 anos, que residem em territórios tradicionais ou em assentamento agroextrativista. As vagas são limitadas. 

As inscrições para o curso começam no dia 16 de setembro. Um formulário on-line deve ser disponibilizado, e alguns pontos para a inscrição presencial vão ser definidos pra coordenação. 

“O público alvo são as pessoas com potencial a serem multiplicadores e que tenham essa referência territorial. O objetivo é formar pessoas dos territórios tradicionais, principalmente jovens e mulheres que integram organizações comunitárias, cooperativas e associações” disse a representante da Feagle, Rosenilce Vitor.

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Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima é inaugurado durante Encontro Conexões Povos da Floresta https://teste.projeto-zero.site/inauguracao-ced-paulo-lima/ https://teste.projeto-zero.site/inauguracao-ced-paulo-lima/#respond Mon, 10 Jun 2024 15:14:18 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20373 Lançamento celebrou o legado digital deixado por Paulo Lima na Amazônia. Espaço simboliza avanço no acesso à tecnologia e informação e foi oficialmente inaugurado no Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta que leva conexão ao interior da Amazônia

A estreia do Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima marcou um passo importante para as populações da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O evento emocionante celebrou a concretização da estruturação do espaço idealizado para promover a inclusão digital em regiões remotas da Amazônia. Uma luta incansável de Paulo Lima e agora em operação no Centro Experimental Floresta Ativa.

A inauguração foi realizada durante o I Encontro “Conexão Povos da Floresta”, que contou com a presença de representantes da COIAB (indígenas), CONAQ (quilombolas), CNS (extrativistas), governos, fundações e organizações parceiras, além de lideranças e alunos locais. Instalado no CEFA, o centro representa o compromisso com o futuro por meio da educação e do empoderamento digital, garantindo que as comunidades do entorno da comunidade Carão estejam atuantes na era da informação.

O CED que irá atender de forma presencial e remota as comunidades do entorno do CEFA, conforme o aumento de comunidades atendidas pelas instalações das antenas de conexão banda larga, foi implementado a partir da parceria com a RECODE, organização que atua no campo da inclusão digital para a cidadania e que compõe o projeto Conexão Povos da Floresta. Para tanto, foram realizados diagnósticos participativos sobre os benefícios do acesso à internet para fortalecimento dos territórios de acordo com suas demandas e potencialidades, para que os moradores sejam capacitados os moradores através das práticas de bom uso da internet.

Estamos entusiasmados com esta parceria de impacto colaborativo entre Recode, PSA, Reurbi, Nossas, Imazon, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, MapBiomas, além de financiadores como Skoll Foundation e Movimento Bem Maior. O engajamento das lideranças das 5 comunidades envolvidas no novo CED (Centro de Empoderamento Digital) junto ao nosso educador local contribuirão para que a cultura ancestral se una à tecnologia em prol dos povos e da floresta em pé” – Rodrigo Baggio, CEO da Recode.

A Recode é uma organização social com foco em empoderamento digital, atuante há 29 anos no Brasil e em mais 11 países. O CED Paulo Lima contribuirá para a criação e consolidação de ações em andamento, tanto do Projeto Saúde e Alegria como de projetos das comunidades e aldeias da região.

Uma homenagem ao nosso querido colega de batalha, que sempre lutou pra fazer a internet chegar (e de forma responsável) pros que precisavam e não tinham acesso. E com as coisas começando a se encaminhar por aqui, foi chamado pelo universo para conectar outras estrelas. Só gratidão, Plima! E muitas saudades!” – Caetano Scannavino, coordenador do PSA.

Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta em Santarém 

No período de 5 a 7 de junho, representantes de populações tradicionais de territórios protegidos da Amazônia, organizações de base, instituições privadas e da sociedade civil e órgãos governamentais se reuniram no I Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na vila de Alter do Chão, em Santarém, no Pará.

O Encontro da Rede foi o primeiro evento presencial do projeto Conexão Povos da Floresta, uma iniciativa conjunta que tem como objetivo conectar em rede, através de internet banda larga, mais de 5 mil comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas em territórios protegidos da Amazônia Legal. A ideia da iniciativa é aliar conectividade e energia a programas de inclusão, segurança e empoderamento nas comunidades beneficiadas.

Um momento de convergência de membros da rede Conexão, beneficiários, parceiros e agentes públicos, com o intuito de promover a interação entre todos, a troca de conhecimentos e a discussão de pautas pertinentes ao desenvolvimento do projeto, como o fomento de políticas públicas voltadas aos povos tradicionais e o avanço dos grupos de trabalho que compõem a rede. Além disso, o evento da Rede marcou um ano de implementação do projeto e celebrou os principais avanços realizados pela iniciativa.

As atividades aconteceram no Espaço de Lazer e Restaurante Caranazal, no Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns; na comunidade quilombola Murumuru; aldeia indígena Vista Alegre e no auditório do Hotel Mirante da Ilha em Alter do Chão com a plenária de encerramento “Conexão Povos da Floresta: Oportunidades e desafios para garantir dignidade, segurança, saúde e prosperidade numa Amazônia integralmente conectada”.

O que é Conexão Povos da Floresta?

A rede Conexão Povos da Floresta é liderada pelas organizações de base Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), em parceria com mais de 30 organizações da sociedade civil, instituições e empresas.

O projeto atua com base em três principais pilares – infraestrutura, controle comunitário e inclusão digital consciente -, de modo que a internet funcione como uma ferramenta de transformação social para as comunidades beneficiadas, permitindo o acesso à saúde, educação e oportunidades profissionais e, com isso, ajudando na conservação da floresta e no uso consciente da rede.

A iniciativa em rede realizou a fase-piloto de instalação em março de 2023, em 31 comunidades, e alcançou recentemente, em abril de 2024, a marca de mais de 600 comunidades conectadas. Até o final de 2025, o objetivo é conectar aproximadamente 1 milhão de pessoas moradoras de áreas protegidas da Amazônia Legal, responsáveis por conservar 120 milhões de hectares de floresta.

Paulo Lima e o legado de inclusão digital para a Amazônia

Em 2023, aos 56 anos, o historiador, jornalista, professor e coordenador do Projeto Saúde e Alegria Paulo Lima foi vítima de um infarto fulminante. Com uma enorme trajetória de luta pela defesa dos direitos humanos e pela garantia de acesso à internet em regiões isoladas da floresta, Plima, como era carinhosamente chamado, deixou legado para o mundo.

Em meados dos anos 2000, Paulo Lima chegou à Amazônia, com o desejo de contribuir para a vida de populações ribeirinhas. Era um sonho particular, poder diminuir as gigantescas diferenças sociais para quem mora distante dos centros urbanos. Do campo da Inclusão Digital desde o fim da década de 1980, Plima acumulava passagens pelo Ibase / Alternex, Secretaria Executiva da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS) e, desde 2007 atuava na Coordenação de Inclusão Digital do Projeto Saúde e Alegria.

“Em nossa região implantamos cerca de 40 Telecentros Culturais (desde 2001, quando estava ainda na Rits) e hoje atuamos regionalmente com o Projeto da Escola de Redes Comunitárias da Amazônia, com 7 organizações do Acre, Pará e Amazonas. Estamos também coordenando ações de Telemedicina nos municípios de Santarém, Aveiro e Belterra. Temos muito interesse em contribuir no Conselho do FUST que vimos nascer lá em 2000 e que tanto lutamos para que fosse enfim aplicado para o que foi pensado”, escreveu o próprio, há menos de uma semana sobre sua trajetória.

Paulo Lima, historiador e Mestre em Recursos Naturais da Amazônia, era um apaixonado pela arte de ensinar. Atuava há treze anos como professor no Iespes, onde lecionava para os cursos de direito e jornalismo. Paulo, que também foi consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), era também especialista em avaliação e gestão de projetos sociais. Com experiência na área de História, Sociologia Rural, Ciências Ambientais, Ciência Política, Redes Comunitárias e Comunicação Social, atuava com comunidades tradicionais, Amazônia, sociedade da informação, comunicação alternativa, história, sociedade civil e movimentos sociais.

Estava animado com o projeto de inclusão digital que havia iniciado recentemente, o Conexão dos Povos da Floresta, dos Mundurukus ao baixo Tapajós, que levaria conexão de internet para populações indígenas e ribeirinhas da floresta. De sorriso fácil, era um defensor dos direitos humanos e da equidade. Buscava nos projetos executados por ele, garantir participação social e valorizar os anseios das comunidades beneficiárias. Era querido em todos os lugares que passava.

Histórico de inclusão digital na floresta

O Programa de educação, cultura e comunicação tem por objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem para contextualizar a população em seu meio, universalizar saberes, fortalecer identidade cultural e possibilitar o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, a fim de formar cidadãos confiantes e autônomos, capazes de gerir suas comunidades, defender seus territórios e direitos fundamentais.

Dentre as ações foram implementadas entre 2023 e 2024 pelo PSA, se destaca a instalação de 43 pontos de acesso a internet por meio de antenas satelitais que promovem acesso  à comunidades, aldeias, Unidades Básicas de Saúde (UBSF) para operar telemedicina e agilizar atendimentos médicos à moradores dessas regiões.

Também foram realizados cursos de capacitação, a exemplo do curso de mediadores digitais que formou 38 jovens e líderes comunitários em inclusão digital, ampliando conhecimentos sobre o uso consciente e educativo da tecnologia para promover a autonomia digital das comunidades. A iniciativa liderada pelo Projeto Saúde e Alegria – PSA fez parte das capacitações planejadas pela Escola Floresta Ativa, lançada em Santarém, com ênfase no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade e no acesso às novas tecnologias.

Como braço de formação das ações do PSA, a Escola Floresta Ativa tem “a proposta de capacitar a juventude em relação a essas temáticas que unem tecnologia e a realidade socioambiental das comunidades. Fazer uma inclusão digital de fato, porque não basta promover o acesso, mas sim facilitar os usos sociais, culturais e econômicos nos potenciais das comunidades”, ressaltou Pena.

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Santarém recebe I Encontro Conexões Povos da Floresta  https://teste.projeto-zero.site/encontro-conexoes/ https://teste.projeto-zero.site/encontro-conexoes/#respond Mon, 10 Jun 2024 10:00:30 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20353 No período de 5 a 7 de junho, representantes de populações tradicionais de territórios protegidos da Amazônia, organizações de base, instituições privadas e da sociedade civil e órgãos governamentais se reuniram no I Encontro da Rede Conexão Povos da Floresta, na vila de Alter do Chão no Pará

O Encontro da Rede foi o primeiro evento presencial do projeto Conexão Povos da Floresta, uma iniciativa conjunta que tem como objetivo conectar em rede, através de internet banda larga, mais de 5 mil comunidades indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhas em territórios protegidos da Amazônia Legal. A ideia da iniciativa é aliar conectividade e energia a programas de inclusão, segurança e empoderamento nas comunidades beneficiadas.

Um momento de convergência de membros da rede Conexão, beneficiários, parceiros e agentes públicos, com o intuito de promover a interação entre todos, a troca de conhecimentos e a discussão de pautas pertinentes ao desenvolvimento do projeto, como o fomento de políticas públicas voltadas aos povos tradicionais e o avanço dos grupos de trabalho que compõem a rede. Além disso, o evento da Rede marcou um ano de implementação do projeto e celebrou os principais avanços realizados pela iniciativa.

Uma honra integrar essa Rede e receber em nossa região o “I Encontro Conexão Povos da Floresta” . Foram 3 dias intensos de debates, aprendizados, imersões de campo, carimbó, muita saúde e alegria”, destacou o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

Gran Circo Mocorongo durante I Encontro Conexões. Fotos: Alice Árida/ Conexão Povos da Floresta.

A iniciativa soma esforços de organizações e movimentos liderados pela CONAQ (Quilombolas), COIAB (Indígenas) e CNS (Extrativistas) para fazer chegar internet de qualidade aos 1 milhão de amazônidas excluídos do acesso à informação e comunicação. “Um desafio que não se limita apenas a entregar antenas. Tão importante quanto o sinal é empoderar a comunidade, é a capacitação para autogestão, para o bom uso das Tls (leitura crítica das mídias, cuidados com fake news, conteúdos adultos)”, ressaltou Scannavino.

As atividades aconteceram no Espaço de Lazer e Restaurante Caranazal, no Centro de Empoderamento Digital Paulo Lima, na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós-Arapiuns; na comunidade quilombola Murumuru; aldeia indígena Vista Alegre e no auditório do Hotel Mirante da Ilha em Alter do Chão com a plenária de encerramento ‘Conexão Povos da Floresta: Oportunidades e desafios para garantir dignidade, segurança, saúde e prosperidade numa Amazônia integralmente conectada’.

A abertura do evento no dia mundial do meio ambiente contou com ritual indígena, depoimentos dos participantes, lideranças e do Gran Circo Mocorongo com direito a invasão à canoa (pequena embarcação de madeira, movida a remo). A trupe do Gran Circo Mocorongo abordou o tema da inclusão digital com apresentações na programação. “Fazemos parte pelo Saude e Alegria do Conselho da rede e temos o desafio de ampliar o acesso das comunidades a internet com mediação social e educativa para garantir acesso seguro e promover a saúde, o empreendedorismo, proteção territorial e a cultura dos povos da floresta”, contou o coordenador de Educação, Comunicação e Cultura do PSA, Fábio Pena.

O que é Conexão Povos da Floresta?

A rede Conexão Povos da Floresta é liderada pelas organizações de base Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), em parceria com mais de 30 organizações da sociedade civil, instituições e empresas.

O projeto atua com base em três principais pilares – infraestrutura, controle comunitário e inclusão digital consciente -, de modo que a internet funcione como uma ferramenta de transformação social para as comunidades beneficiadas, permitindo o acesso à saúde, educação e oportunidades profissionais e, com isso, ajudando na conservação da floresta e no uso consciente da rede.

A iniciativa em rede realizou a fase-piloto de instalação em março de 2023, em 31 comunidades, e alcançou recentemente, em abril de 2024, a marca de mais de 600 comunidades conectadas. Até o final de 2025, o objetivo é conectar aproximadamente 1 milhão de pessoas moradoras de áreas protegidas da Amazônia Legal, responsáveis por conservar 120 milhões de hectares de floresta.

Inauguração Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima

A estreia do Centro de Empoderamento Digital (CED) Paulo Lima marcou um passo importante para as populações da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O evento emocionante celebrou a concretização da estruturação do espaço idealizado para promover a inclusão digital em regiões remotas da Amazônia. Uma luta incansável de Paulo Lima e agora em operação no Centro Experimental Floresta Ativa.

Instalado no CEFA, o centro representa o compromisso com o futuro por meio da educação e do empoderamento digital, garantindo que as comunidades do entorno da comunidade Carão estejam atuantes na era da informação. O CED que irá atender de forma presencial e remota as comunidades do entorno do CEFA, conforme o aumento de comunidades atendidas pelas instalações das antenas de conexão banda larga, foi implementado a partir da parceria com a RECODE, organização que atua no campo da inclusão digital para a cidadania e que compõe o projeto Conexão Povos da Floresta. Para tanto, foram realizados diagnósticos participativos sobre os benefícios do acesso à internet para fortalecimento dos territórios de acordo com suas demandas e potencialidades, para que os moradores sejam capacitados os moradores através das práticas de bom uso da internet.

Uma homenagem ao nosso querido colega de batalha, que sempre lutou pra fazer a internet chegar (e de forma responsável) pros que precisavam e não tinham acesso. E com as coisas começando a se encaminhar por aqui, foi chamado pelo universo para conectar outras estrelas. Só gratidão, Plima! E muitas saudades!”, disse Scannavino.

https://youtu.be/zo_Gbzz_aJ8

Saúde e Alegria com inclusão digital da floresta

O Programa de educação, cultura e comunicação tem por objetivo ampliar as oportunidades de aprendizagem para contextualizar a população em seu meio, universalizar saberes, fortalecer identidade cultural e possibilitar o acesso a novos conhecimentos e tecnologias, a fim de formar cidadãos confiantes e autônomos, capazes de gerir suas comunidades, defender seus territórios e direitos fundamentais.

Dentre as ações foram implementadas entre 2023 e 2024 pelo PSA, se destaca a instalação de 43 pontos de acesso a internet por meio de antenas satelitais que promovem acesso  à comunidades, aldeias, Unidades Básicas de Saúde (UBSF) para operar telemedicina e agilizar atendimentos médicos à moradores dessas regiões.

Também foram realizados cursos de capacitação, a exemplo do curso de mediadores digitais que formou 38 jovens e líderes comunitários em inclusão digital, ampliando conhecimentos sobre o uso consciente e educativo da tecnologia para promover a autonomia digital das comunidades. A iniciativa liderada pelo Projeto Saúde e Alegria – PSA fez parte das capacitações planejadas pela Escola Floresta Ativa, lançada em Santarém, com ênfase no fortalecimento de cadeias produtivas da sociobiodiversidade e no acesso às novas tecnologias.

Como braço de formação das ações do PSA, a Escola Floresta Ativa tem “a proposta de capacitar a juventude em relação a essas temáticas que unem tecnologia e a realidade socioambiental das comunidades. Fazer uma inclusão digital de fato, porque não basta promover o acesso, mas sim facilitar os usos sociais, culturais e econômicos nos potenciais das comunidades”, ressaltou Pena.

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Turismo Comunitário: curso em boas práticas de manipulação de alimentos capacita moradores da aldeia Vista Alegre do Capixauã  https://teste.projeto-zero.site/curso-boas-praticas-manipulacao-alimentos/ https://teste.projeto-zero.site/curso-boas-praticas-manipulacao-alimentos/#respond Thu, 23 May 2024 17:26:06 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20271 Comunitários que atuam com receptivo no Turismo de Base participam de formação que habilita para manipulação adequada de alimentos;

No período de 20 a 24 de maio, vinte pessoas participam do curso de boas práticas de manipulação de Alimentos na própria comunidade promovido pelo Projeto Saúde e Alegria em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). “A finalidade é capacitar essas pessoas que vão estar trabalhando na pousada com o preparo de alimentos. Com esse objetivo de trazer esse conhecimento, adequado conforme a legislação, nós estamos aqui para capacitar essa equipe toda” – explicou o nutricionista do Senar, Joilson Dutra.

O curso capacita os participantes nas boas práticas de manipulação, abordando temas como: doenças transmitidas por alimentos, higiene e saúde dos funcionários, qualidade da água e controle integrado de pragas, qualidade sanitária na manipulação de alimentos e procedimentos operacionais padronizados para higienização das instalações e do ambiente.

Curso de boas práticas de manipulação de alimentos capacitou moradores que atuam com Turismo de Base Comunitária.

A formação faz parte das ações da Escola Floresta Ativa – uma plataforma para a capacitação das comunidades da Amazônia, visando fortalecer a economia da floresta em pé. A experiência ajuda a responder ao desafio da geração de renda nas comunidades associado às demandas existentes por serviços locais em cadeias produtivas da sociobioeconomia em evolução na região. O projeto pretende ser o braço de formação dos atores locais de iniciativas que já vêm sendo implementadas pelo Saúde e Alegria e demais parceiros, como a pousada comunitária construída pelo Programa Floresta Ativa.

A gente está muito feliz com essa parceria porque é um projeto voltado para capacitação e educação, voltado para o treinamento de pessoas da própria comunidade, como agentes multiplicadores para manutenção e reparos de sistemas de energia renovável, turismo de base comunitária, mulheres artesãs, saúde, agrofloresta. É um projeto de formação para gerar autonomia e emancipação comunitária”, disse Caetano Scannavino, coordenador do PSA.

Durante a formação, os participantes puderam refletir sobre as práticas atuais e o que pode melhorar, considerando aspectos de segurança alimentar, destacou Dutra: “Os microorganismos estão presentes em todos os lugares, pois podem transmitir doenças através dos alimentos. É satisfatório trazer qualidade para atender os turistas que se hospedarão na aldeia”.

Visitantes se servem no refeitório da Pousada Uka Suri.

Para a educadora alimentar da escola e tesoureira da Aldeia Vista Alegre, Sandra Sousa, o curso possibilitou uma imersão sobre temáticas ligadas à produção dos alimentos: “fortalecer nosso conhecimento, abrir a nossa memória para algo que possamos fazer uma boa alimentação na nossa escola, pousada, turistas que visitam nossa aldeia. Pra mim está sendo um conhecimento novo”, pontua.

O projeto é realizado com apoio da Fundação Toyota do Brasil, que tem dentre os cursos a serem ofertados: turismo de base comunitária e seus serviços (gestão de empreendimentos coletivos, boas práticas de manipulação de alimentos, gastronomia, condutores de trilhas na natureza, boas práticas de receptivo), inclusão digital, manejo de óleos e sementes da floresta, manejo de abelhas e produção de mel, energias renováveis (formação de eletricistas do sol), artesanato da floresta, gestão e proteção territorial, entre outros. “Foca em desenvolvimento das pessoas em inclusão digital, empreendedorismo, turismo, artesanato. Tudo aquilo que as pessoas precisam para o desenvolvimento do país. Especialmente às vésperas da COP 30 no Brasil, isso é muito importante para preparar o país ”, destacou Roberto Braun, presidente da Fundação Toyota.

Vista aérea da Pousada Uka Suri com o lago Vista Alegre ao fundo.

A Pousada da Aldeia Vista Alegre do Capixauã foi construída pelo Programa de Economia da Floresta do PSA na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns (RESEX), localizada no município de Santarém, Pará, Brasil. Com o objetivo de promover o turismo sustentável na região, valorizando a cultura local e a natureza, está situada na Aldeia Vista Alegre do Capixauã, uma comunidade ribeirinha na Amazônia.

Recentemente, foram instalados sistemas fotovoltaicos off-grid para abastecer a pousada, permitindo que ela funcione de forma autônoma, sem depender da rede elétrica convencional. A estratégia é promover a floresta em pé, envolvendo diferentes frentes de trabalho para beneficiar tanto a comunidade local quanto o meio ambiente, oferecendo aos visitantes acesso à cultura, à biodiversidade e à vivência no território.

Foto de capa: Elis Lucien/PSA.

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