Disseminação e Replicação de Experiências – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Tue, 10 Dec 2024 17:11:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 PSA entrega antena de conexão via satélite à Marinha do Brasil para auxiliar nos serviços de saúde https://teste.projeto-zero.site/psa-entrega-antena-de-conexao-via-satelite-a-marinha-do-brasil-para-auxiliar-nos-servicos-de-saude/ Tue, 10 Dec 2024 17:11:56 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21234 Internet será usada em embarcação que realiza atendimentos, exames e cirurgias em comunidades da Amazônia 

O Projeto Saúde e Alegria (PSA), por meio da Rede Conexões Povos da Floresta, entregou equipamentos que permitem conexão de internet via satélite à Marinha do Brasil. Os dispositivos vão ser instalados no Navio Auxiliar Pará, que atua nos rios da Região Norte do Brasil, apoiando as ações de assistência hospitalar às populações ribeirinhas. O objetivo é fortalecer a conexão em áreas isoladas, e possibilitar a realização de diagnósticos e teleconsultas, e assim colaborar para melhorar a saúde nesses territórios.

“São ferramentas que também podem ser implantadas nas Unidades de Saúde, e essa vem para apoiar as ações desse navio que são importantíssimas, uma vez que saúde na Amazônia é uma das maiores demandas que tem”, destacou o médico e fundador do PSA, Eugênio Scannavino.

O navio conta com salas especializadas em exames, procedimentos cirúrgicos, e atendimentos odontológicos. Além de farmácia, laboratório e consultórios que possibilitam a telemedicina. Durante a entrega, representantes do PSA visitaram os espaços e compartilharam experiências de atendimentos médicos às populações na Amazônia. Também dialogaram sobre de que maneira essa ferramenta amplia as possibilidades de realizar consultas, laudos de exames e procedimentos, com o auxílio da internet. 

“A entrega dessa antena vai facilitar o atendimento e a conexão do navio, que muitas vezes faz telemedicina. Em Santarém, estamos realizando os exames de mamografia por telemedicina, o laudo está sendo feito por um radiologista em outra cidade. Então, facilita a entrega desses serviços a população. Além do uso dos sistemas do SUS, como o prontuário eletrônico do cidadão, que já estamos passando pela fase de implementação, e isso facilita os atendimentos e entregas à população” ressaltou o Comandante do Navio Auxiliar Pará, CC Felipe Barra Borel.

Além da antena, o PSA entregou um computador, celular, roteador e cabos para atender toda a necessidade de uso das equipes de atendimentos. O projeto custeia a conexão por um ano, e realiza formações para garantir a estabilidade da internet. Após a entrega, dois tripulantes do navio passam por orientações para conhecer, entender e colocar em funcionamento a conexão. Dessa forma, além de entregar os dispositivos, o projeto auxilia nos procedimentos e dúvidas para cumprir o objetivo de uso dessa ferramenta.

“É uma satisfação a gente estar facilitando e qualificando a vida e a saúde da população carente, de áreas remotas e de territórios tradicionais indígenas e quilombolas. A gente distribui essas antenas para que eles possam utilizar a tecnologia da inclusão digital para dentro, utilizando a internet, eles possam fazer educações permanentes em saúde com os profissionais da saúde, também utilizar essa ferramenta para inclusão dos dados no sistema de informação do SUS, e possibilita utilizar a internet para novas ferramentas como telemedicina que pode facilitar o acesso às consultas médicas e consultas médicas especializadas”, contou a enfermeira, Marcela Brasil. 

“Essa antena vem reforçar a capacidade do navio, e dos atendimentos médicos que tem feito aqui pela Amazônia. Faz parte de um projeto grande, de distribuição de 4 mil antenas para comunidades tradicionais. Antenas com fins sociais, no apoio a saúde, educação, cultura e o empreendedorismo”, enfatizou, Scannavino. 

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Seca Recorde: Aldeias do Rio Arapiuns recebem filtros com nanotecnologia para tratamento de água https://teste.projeto-zero.site/seca-recorde-aldeias-do-rio-arapiuns-recebem-filtros-com-nanotecnologia-para-tratamento-de-agua/ https://teste.projeto-zero.site/seca-recorde-aldeias-do-rio-arapiuns-recebem-filtros-com-nanotecnologia-para-tratamento-de-agua/#respond Fri, 22 Nov 2024 16:53:55 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21150 Aliança de organizações e movimentos sociais da região tem como meta distribuir 5 mil unidades até início de 2025

A iniciativa do Projeto Saúde e Alegria (PSA), em parceria com a Federação das Associações de Moradores e Comunidades do Assentamento Agroextrativista da gleba Lago grande (FEAGLE) e outras organizações e movimentos sociais que atuam em comunidades do Rio Arapiuns, distribuiu filtros de nanotecnologia para famílias da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e PAE Lago Grande. Os baldes, adaptados a tecnologia, são dispositivos eficazes para o acesso à água potável nesses territórios, que sofrem impactados pela seca na região. 

“A seca deste ano é a maior que já vi, em 52 anos vivendo aqui. O filtro ajuda muito a nossa saúde, porque aqui existem muitos casos de diarreia, vômito. A gente tendo uma água de qualidade, vai melhorar muito bastante, principalmente para as crianças”, destacou Cacique da Aldeia de Atrocal, Manoel Raimundo Tapajós.

“Isso vem amenizar um pouco o problema de doenças que ocorrem por conta da água. Por isso, é importante trazer esses filtros para as aldeias, comunidades, famílias, que não tem acesso à água potável. Pra quem não tem um poço artesiano, ou uma água de boa qualidade, precisa dessa alternativa pra viver e consumir essa água”, enfatizou a Vice-presidente da FEAGLE, Sônia Martins.

Nesses territórios, as famílias beneficiadas esperam que as tecnologias vão contribuir para a redução nos registros de infecções, provocadas pelo consumo de água suja. Esses filtros contam com uma micromembrana de nanotecnologia, que retém 99,99% das impurezas da água. Com vazão de 1 litro por minuto, atendem uma família por 2 a 5 anos, são de fácil manutenção (retro-lavagem), e podem ser acoplados em qualquer reservatório. 

“Eu tomo aquela água do rio, a gente fazia um tratamento, mas com esse filtro vai melhorar muita coisa. Eu tenho três filhos, e eles se queixam com dor de barriga e dor no estômago, eu acredito que por falta de tratamento na água. Essa ajuda é importante na fase que estamos, com essa seca grande, e isso está ajudando a gente”, disse a Cacica da Aldeia Aracuri, Angélica Santos Tapajós.

A ação é uma mobilização de organizações e movimentos da sociedade civil para atender quem precisa do acesso à água potável. A expectativa é, até o início de 2025, distribuir mais de 5 mil filtros para famílias impactadas pela estiagem. Essa soma de esforços é parte de uma coalizão da sociedade civil do Baixo Amazonas por medidas de emergência e também de incidência política no enfrentamento das mudanças climáticas. Uma carta foi eleborada e entregue aos representantes dos governos em todas as esferas.

“Essa população precisa ser priorizada, até porque foram os que menos contribuíram para essas mudanças climáticas e são os que mais sofrem. E os filtros são importantes justamente agora, quando o rio começa a subir, e toda aquela sujeira que estava em terra vai pra água. É a época de surtos de diarréias, principalmente nas crianças, e o consumo de água imprópria ainda é a principal causa da mortalidade infantil na região”, afirmou o Coordenador do PSA, Caetano Scannavino.

https://youtu.be/TITjWokS_3Q

SOLUÇÃO EFICAZ

O PSA possibilita que territórios que enfrentam dificuldades no acesso à água consigam reduzir esses impactos. Em quase três anos, já distribuiu 5.300 sistemas de filtros, beneficiando mais de 7 mil famílias. O Ministério da Saúde reconheceu os dispositivos de microfiltração que tem sido distribuídos em comunidades, sobretudo na região Norte do Brasil, como eficazes no tratamento de água para consumo humano.

“Os filtros tem por objetivo atender as necessidades de nossas comunidades. Principalmente as localidades pequenas, que em geral não contam com poço ou microssistema de abastecimento de água. Por serem menores, a invisibilidade é maior, acabam ficando à margem da atenção das políticas políticas. E os filtros são importantes também para o contexto dessas famílias menos assistidas”, explicou o Técnico de campo do PSA, Silvanei Corrêa.

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Solução como política pública: Ministério da Saúde reconhece filtros de nanotecnologia como eficazes para purificação de água https://teste.projeto-zero.site/ministerio-da-saude-reconhece-filtros-de-nanotecnologia-como-eficazes-na-purificacao-de-agua/ https://teste.projeto-zero.site/ministerio-da-saude-reconhece-filtros-de-nanotecnologia-como-eficazes-na-purificacao-de-agua/#respond Tue, 05 Nov 2024 21:19:30 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21055 Saúde e Alegria já distribuiu mais de 5 mil unidades para famílias sem acesso à água potável, com bons resultados, inspirando Nota Técnica

O Ministério da Saúde (MS), por meio da Nota Técnica Nº 68/2024, reconheceu os dispositivos de microfiltração que tem sido distribuídos em comunidades, sobretudo na região Norte do Brasil, como eficazes no tratamento de água para consumo humano.

“Considerando que os dispositivos envolvem o emprego de técnica de tratamento por meio de membranas de microfiltração e que esse processo apresenta elevada eficiência para remoção de partículas em suspensão (turbidez) e de agentes patogênicos, cujo tamanho seja superior aos poros das membranas, reconhece-se que sua utilização tende a contribuir significativamente para a maior segurança à saúde da população sem acesso a água tratada”, destacou a Nota Técnica, publicada pelo Ministério. Leia a nota na íntegra

Caetano Scannavino, coordenador do Projeto Saúde e Alegria (PSA), comemora: “A exemplo do modelo de saúde básica com o barco-hospital Abaré que virou política pública nacional, hoje com mais de 100 embarcações espalhadas em toda Amazônia, ficamos felizes de estar contribuindo para aprimorar também as políticas de acesso à água para quem precisa. Essa Nota do MS dá um resguardo a mais aos projetos e aplicações dessa tecnologia no Brasil, e o mais importante, é um passo para tornar os filtros elegíveis para as políticas públicas, sejam via emendas parlamentares, municípios, estados, órgãos federais, e outros, permitindo assim escalar essa solução via governos para um número muito maior de famílias.” 

Eliane Ignotti, Coordenadora Geral de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM/DVSAT/SVSA/MS), uma das signatárias da Nota, atesta a eficácia dos filtros: “Para as comunidades que dependem exclusivamente de fontes de água superficiais, como rios e igarapés, que são inadequadas para consumo humano sem tratamento prévio, os filtros de membrana contribuem significativamente para a maior segurança à saúde da população sem acesso aos serviços de abastecimento de água, removendo partículas e alguns patógenos, como bactérias e protozoários. No entanto, é importante que a população siga usando o cloro, que é distribuído pelo Ministério da Saúde, então não esquecer daquelas duas gotinhas de hipoclorito para cada litro de água. E que a autoridade de saúde no território siga acompanhando as ações e também realize o monitoramento periódico desta água”.

Desde 2022, o PSA vem  trabalhando com essas tecnologias de filtragem para reduzir os impactos do estresse hídrico na população ribeirinha da Amazônia. Em quase três anos de atuação, já distribuiu 5.300 sistemas de filtros, beneficiando mais de 7 mil famílias dos territórios do Baixo Amazonas, aldeias Munduruku impactadas pelos garimpos no Tapajós, comunidades de várzea com suas águas barrentas, inclusive outras regiões como as Ilhas do Combu nas proximidades de Belém/PA e municípios do Rio Grande do Sul atingidos pelas grandes enchentes de 2024.

Esses filtros contam com uma micromembrana de nanotecnologia, que retém 99,99% das impurezas da água. Com vazão de 1 litro por minuto, atendem uma família por 2 a 5 anos, são de fácil manutenção (retro-lavagem), e podem ser acoplados em qualquer reservatório. 

Todo trabalho sempre contou com instituições parceiras e respectivas expertises de água e aplicações das tecnologias, como a Water Is Life e Fundação Iturri (filtros acoplados a baldes), a Água-Camelo (filtros em mochilas-tanques), e a Sanofi (filtros coletivos pras escolas). Nada aconteceria sem as organizações de base e os movimentos sociais, essenciais no apoio logístico e mapa das famílias em situação de maior risco.

“Os filtros vem a se somar aos empreendimentos estruturais que temos implantado, como os sistemas fotovoltaicos e autogeridos de abastecimento comunitário de água encanada. E tem sido bastante úteis também nas localidades desassistidas, sem sistema algum, dependentes das águas contaminadas dos rios”, explica Jussara Salgado, coordenadora do Programa de Infraestrutura Comunitária do PSA. “É uma solução de baixo-custo, que traz resultados imediatos, como a redução das doenças de veiculação hídrica e diarreias, maior causa da mortalidade infantil na nossa região. E são investimentos que se pagam ao diminuir os gastos de saúde com doenças evitáveis”, complementa.

SECA RECORDE NA AMAZÔNIA

2024: vazante recorde do rio Arapiuns, afluente do Tapajos– Foto: Araquém Alcântara

Diante de extremos climáticos cada vez mais frequentes, sejam situações de cheias ou secas severas, eles também se constituem como tecnologias de adaptação efetivas para os novos tempos. A nota do Ministério da Saúde destaca a importância dos filtros de nanotecnologia no atendimento às famílias sem acesso a água potável em meio a essa estiagem histórica de 2024 na Amazônia, a maior seca que se tem conhecimento na região.

“Esse fator ganha destaque devido ao baixo nível dos rios na Região Norte, o que compromete o transporte e a movimentação de produtos e mercadorias. Cabe também acrescentar que tais equipamentos dispensam o uso de energia elétrica, uma vez que funcionam com ação da gravidade. Desse modo, a utilização desses dispositivos pode compor a lista de estratégias para redução dos impactos da seca e da estiagem prolongada em localidades com disponibilidade de águas superficiais, mesmo que apresentem elevada turbidez, desde que sejam observadas as orientações e especificações de uso do dispositivo”, diz o documento.

“Com essa estiagem severa, as águas concentradas ficam ainda mais impróprias e barrentas. Mesmo nesses pequenos filetes, os filtros de nanotecnologia conseguem operar. São essenciais também na chegada das chuvas e subida das águas com os dejetos que estavam em terra, com os inícios de ano sempre como a época dos surtos de diarreias, sobretudo nas crianças”, explica Caetano Scannavino

“A partir de uma grande soma de esforços entre organizações e movimentos sociais da região, nossa meta entre o final e início do próximo ano é entregar 5 mil filtros para as famílias das áreas mais atingidas pela estiagem. Parece muito, mas não é frente a enorme demanda por acesso à água de qualidade. Quem sabe essa Nota ajude a escalar essa tecnologia via políticas públicas, uma solução mais efetiva e barata do que entregar de helicóptero fardos de água mineral uma vez ou outra para algumas poucas famílias”, complementa.

Na última semana, o PSA realizou uma doação dessa tecnologia a ribeirinhos no Rio Tapajós. Em parceria com Sapopema, e Brigada de Alter, os filtros doados pela Fundação Iturri estão beneficiando a Comunidade Igarapé da Praia, região de várzea do Tapará, município de Santarém. Moradores relataram que andam até dois quilômetros para conseguir água, e ela não está adequada ao consumo. 

“Em uma situação de emergência, esses filtros podem reduzir o sofrimento das famílias ao tratar a água através de uma micromembrana que retém 99,99% das impurezas. Com a estiagem, as águas concentradas ficam ainda mais barrentas. Mesmo nesses pequenos filetes, os filtros de nanotecnologia conseguem operar. São essenciais também na chegada das chuvas e subida das águas com os dejetos que estavam em terra” explicou a Coordenadora de Infraestrutura do PSA, Jussara Salgado.

CARTA DOS MOVIMENTOS

MA tecnologia também foi apresentada em uma carta elaborada por 16 organizações, que cobram medidas para atender populações afetas pela estiagem na região. O documento solicita apoio de Governos Federal, Estadual e Municipal, na disponibilização de 50 mil filtros de nanotecnologia. Veja o documento.

COMO AJUDAR?

Uma parceria com a ONG DoeBem, que se sensibilizou com a causa, está ajudando a conseguir mais filtros: CLIQUE E DOE.

Doando R$ 17, você promove 1 ano de água potável para 1 pessoa. Com o valor de R$ 85, promove 1 ano de água potável para 1 família. Pode doar também R$ 213 e permitir a entregas de 1 filtro portátil para 1 família. O valor de R$ 1,5 mil ajuda a evitar a perda de 1 ano de vida saudável devido a morte prematura ou incapacidade provocada pela insegurança hídrica.

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Isoladas pela seca severa, comunidades da Várzea do Amazonas recebem filtros de nanotecnologia para tratar água https://teste.projeto-zero.site/isoladas-comunidades-varzea-amazonas-recebem-filtros-de-nanotecnologia-para-tratar-agua/ https://teste.projeto-zero.site/isoladas-comunidades-varzea-amazonas-recebem-filtros-de-nanotecnologia-para-tratar-agua/#respond Mon, 07 Oct 2024 02:06:02 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20879 Nesta ação, foram beneficiadas quatro comunidades da Várzea do rio Amazonas, em uma soma de esforços do Projeto Saúde e Alegria, Brigada de Alter e Fundação Iturri 

Na última quarta-feira (02), quarenta famílias das localidades do Jari do Socorro, Alto Jari, Pau Mulato e Imumum foram contempladas com filtros de nanotecnologia, que acoplados a baldes, transformam a água barrenta em potável.

A ação é parte da campanha do Projeto Saúde e Alegria (PSA) em parceria com organizações e movimentos sociais do Baixo Amazonas, no apoio aos povos ribeirinhos, indígenas, quilombolas e extrativistas em meio a mais uma estiagem recorde que atinge a região.

Temos como meta a distribuição de 5 mil filtros até o final deste e início do próximo ano, quando eles seguem sendo fundamentais com a chegada das chuvas e a subida das águas com os dejetos que estavam em terra. É a época dos surtos de diarreias, acometendo sobretudo as crianças”, explica Carlos Dombrosky, técnico de organização comunitária do PSA.

A campanha está priorizando as zonas mais críticas, como a margem esquerda do Tapajós e seus afluentes menores, também as áreas acima do médio Arapiuns, localidades que ficam em lagos e braços de rio que acabam secando, regiões impactadas pelos garimpos, e as várzeas do Amazonas com suas águas barrentas, como essas que estão recebendo os filtros. “Na Vila de Alter do Chão, por exemplo, margem direita do Tapajós, a situação é menos complicada, o turismo continua, praias e cenas paradisíacas não faltam pros visitantes. Mas nessas outras zonas, a vida está puxada, tem muitas comunidades isoladas, muitas dificuldades pro deslocamento, transporte escolar, serviços básicos de saúde, chegada e saída de materiais”, complementa Dombrosky.

Comunidade de Parauá, margem esquerda do Tapajós, sempre mais crítica nas estiagens.

Natal Caetano, agente de saúde da comunidade de Parauá, desabafa: “A gente tem a expectativa que esse ano ela seja a maior seca de todos os tempos. A Enseada do Amorim, Cabeceira, Pajurá, Limãotuba, todas essas comunidades já estão isoladas aqui. A principal entrada dos barcos agora não entra nem canoa. Uma pessoa quando adoece e precisa ser removida, por água é muito difícil. Ela pode vir ao óbito na viagem. E vai piorar, com o rio que seguirá baixando. Ainda tem outubro e novembro, que costuma ser vazante”.

Secas e cheias fazem parte do ciclo anual amazônico. O problema é que fenômenos extremos estão cada vez mais frequentes, sejam excesso ou falta de água muito além do padrão. “O que acontecia de 50 em 50 anos agora parece ser o novo normal. O Tapajós agora está mais de 1 metro abaixo do que estava no mesmo dia ano passado, quando tivemos a pior seca da história. É recorde sobre recorde. Triste ver que os que menos contribuíram para essa situação são os que mais sofrem. Não é fácil explicar para sociedade brasileira que o ribeirinho passa por estresse hídrico na maior bacia de água doce do mundo. Mas é a realidade, a sede na Amazônia. O país parou com as enchentes no Sul, seria importante a mesma atenção e mobilização pelo Norte”, lamenta Caetano Scannavino, coordenador geral do PSA.

A alimentação também foi duramente impactada. Quem pescava para consumo e comercialização se viu obrigado a parar a atividade: “Eu vivia da pesca. Mas hoje em dia não estou fazendo nada porque não tem como a gente pescar. Está muito difícil. O rio secou, como você já viu ali na frente”, relatou Francisco Bezerra, da comunidade de Jari do Socorro. Em 36 anos, ele nunca viu estiagem tão severa: “Eu acredito que daí pra frente, esse negócio dessa seca vai ser grande né. Porque a gente vê que o igarapé está aterrando. Então isso daí, vai continuar desse jeito com certeza. E aí quem sofre aqui somos nós por causa que a gente fica abandonado e isolado, porque a gente não tem um posto de saúde e fica a seis horas da escola”.

Os canais navegáveis estão ficando cada dia mais distantes das moradias das comunidades. “Aqui a água pra gente tomar banho e lavar, fazer as coisas, a gente ainda usa aqui do canal, mesmo muito barrenta. Fica muito longe pra puxar pro outro lado, em média mais de quilômetro”, relata Edeval Santos, morador de Jari do Socorro. As famílias que têm uma condição financeira melhor estão comprando água na cidade, se submetendo a uma logística complexa de carregamento de galões.

Atender essas comunidades também é um grande desafio logístico. Para entrega dos filtros, o barco do Saúde e Alegria conseguiu chegar só até um ponto do rio, de lá as equipes seguiram por lanchas, depois embarcações menores, para então continuar o carregamento a pé.

Os filtros de nanotecnologia

Com a estiagem, as águas concentradas ficam ainda mais barrentas. Mesmo nesses pequenos filetes, os filtros de nanotecnologia conseguem operar. “O ideal são projetos estruturais, como os sistemas fotovoltaicos e autogeridos de abastecimento de água encanada que também seguimos implantando. Mas na falta deles, numa situação de emergência, esses filtros podem reduzir o sofrimento das famílias ao melhorar a potabilização dessas águas através de 1 micromembrana que retém 99,99% das impurezas”, explica a coordenadora de Infraestrutura comunitária do PSA, Jussara Salgado.

Com vazão de 1 litro por minuto, atendem 1 família por 2 a 5 anos, são de fácil manutenção através da retro-lavagem, e podem ser acoplados em garrafas pet, baldes, mochilas-tanque ou qualquer outro reservatório. “É uma solução de baixo-custo, que traz resultados imediatos, reduzindo as doenças de veiculação hídrica e diarreias, maior causa da mortalidade infantil. E se pagam ao diminuir gastos de saúde com doenças evitáveis”, complementa Jussara.

Os filtros não são novidade na região. O Projeto Saúde e Alegria vem trabalhando há mais de dois anos com eles, principalmente nessas regiões de várzeas e também nas aldeias indígenas Munduruku impactadas por garimpos. “Temos trabalhado com vários parceiros em suas diferentes expertises e aplicações”, explica Caetano Scannavino. Além dos sistemas acoplados a baldes (da Water Is Life e Iturrri), tem também os que usam mochilas para facilitar o transporte (Água-Camelo), os canudos filtrantes (foram entregues 5 mil unidades durante as enchentes no RS), e ainda os de uso coletivo (Sanofi/Agua Segura-Cause), de maior porte, que têm sido distribuídos nas escolas.

Através de uma rede de articulações, entre 2023 e 2024 foram distribuídos 1.805 filtros para mais de 3.100 famílias, beneficiando cerca de 16 mil pessoas, tendo como co-implementadores as organizações locais e de base, como as Colônias de Pescadores Z-20, Amador e Aruena, os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do municípios, a Tapajoara na Resex Tapajos-Arapiuns, o CITA (Conselho Indígena do Tapajós), as Associações Indígenas Munduruku Pariri (Médio Tapajós) e Wakoborun (Alto Tapajós), também ONGs parceiras como a Sapopema e Brigada de Alter, entre outras.

Para a Brigada de Alter do Chão, que recebeu 250 filtros da Iturri e solicitou apoio do PSA na distribuição, a parceria entre as organizações é fundamental para ajudar quem está sofrendo com a estiagem. “Esse ano, a gente mais uma vez está se deparando com uma seca extrema aqui na região do Baixo Tapajós, e faltando o acesso à água às comunidades, assim como alimentação que também fica muito difícil a logística levar pras comunidades. Então pra gente é muito importante essa união de esforços, esse trabalho integrado”, contou o coordenador geral da Brigada, João Romano.

Essa expedição foi acompanhada também por Dariane Souza, representando o UNICEF, aliado do PSA em programas de saneamento rural: “A gente está tentando de todas as formas sensibilizar não só os nossos parceiros, como também os nossos doadores pra ajudar nessa emergência aqui”.

Uma outra parceira da campanha é a ONG DoeBem, que se sensibilizou com a causa e está ajudando a arrecadar recursos para aquisição de mais filtros: “Doando R$ 17, você promove 1 ano de água potável para 1 pessoa. Com o valor de R$ 85, promove 1 ano de água potável para 1 família. Pode doar também R$ 213 e permitir a entregas de 1 filtro portátil para 1 família. O valor de R$ 1,5 mil ajuda a evitar a perda de 1 ano de vida saudável devido a morte prematura ou incapacidade provocada pela insegurança hídrica.

AJUDE AQUI

Os desafios sanitários na Amazônia são gigantescos. Sem alianças, pouco se faz. Temos visto resultados maiores quando nossos tomadores de decisões são mais proativos por parcerias”, afirma Caetano Scannavino. “É importante dizer que não há pretensão alguma de substituir o estado, quem de fato tem a responsabilidade pelas medidas de acesso à água. Mas é preciso mais governo nessas áreas. Como sociedade civil, a gente tenta ajudar, mas a sensação é de enxugar gelo, e ainda sem água. É preciso uma atenção prioritária com medidas emergenciais dos governos para escalar essas soluções e tecnologias para um número muito maior de famílias. Qualquer iniciativa nesse sentido contará com nosso total apoio”, finaliza Scannavino.

Fotos: Cristian Arapiun e Pedro Alcântara/acervo Projeto Saúde e Alegria.

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Filtros distribuídos no RS combatem problemas intestinais em indígenas e comunidades rurais após enchentes https://teste.projeto-zero.site/filtros-distribuidos-rs/ https://teste.projeto-zero.site/filtros-distribuidos-rs/#respond Thu, 06 Jun 2024 14:14:09 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20343 Populações tradicionais do Vale do Taquari impactadas pela contaminação hídrica no Rio Grande do Sul receberam mais de 3.500 filtros de nanotecnologia. Soma de esforços do Projeto Saúde e Alegria, Greenpeace, Water Is Life e 342 Artes enfrentou diversos desafios logísticos e operacionais. Entenda;

Uma grande operação logística reuniu esforços e articulações de Organizações Não Governamentais, Ministérios, Secretarias, Funai, Receita, moradores e autoridades públicas para fazer chegar mais de três mil e quinhentos a famílias atingidas pela grande enchente do Rio Grande do Sul desde abril deste ano.

A tecnologia, uma solução de água potável através de filtros de membrana foi testada na Amazônia pelo Projeto Saúde e Alegria em uma parceria com a Water Is Life, e já está ajudando na prevenção de doenças transmitidas pela água, melhorando a qualidade de vida das pessoas afetadas pelas enchentes no Sul.

“Tivemos problemas de diarreia e febre. E daí deu esse problema de disenteria em quase 60% da comunidade, levando todos a irem para o hospital tomar soro.  Com os canudos, vai ajudar nosso povo a ter um pouco mais de melhorias” – Roque Ferreira de Campos – vice-cacique da aldeia Caingangue Tutu Borboleta de Salto do Jacuí, interior Rio Grande do Sul.

A distribuição chegou por meio da expedição articulada coletivamente entre diversos parceiros e chegou no último fim de semana a aldeia Vale do Taquari, atendendo famílias mapeadas em maior vulnerabilidade hídrica.

Fotos: Fernanda Ligabue/Greenpeace.

Na aldeia Kaingang, Júlio Borges, no interior do No Salto Jacuí, Rio Grande do Sul, cerca de 51 famílias estão enfrentando problemas de saúde, especialmente diarreia em crianças e adultos. O canudo chegou em boa hora, explicou o técnico do Greenpeace aos moradores, ao explicar a multifuncionalidade da tecnologia que na ponta, atua como pré-filtro, removendo partículas maiores, como terra e outros materiais particulados presentes na água. No interior do canudo, uma trama de zinco e cobre cria um choque elétrico quando a água passa, eliminando vírus e bactérias com eficácia de 99,9% e com o carvão ativado, um dos filtros mais antigos conhecidos, purifica a água e filtra materiais pesados, garantindo que a comunidade tenha acesso a água mais segura e saudável.

Essa comunidade, quando a gente perguntou, relataram que muitas pessoas estavam sofrendo com diarreia, inclusive tendo que ser hospitalizadas, porque não conseguiam, por exemplo, resolver com soro caseiro ou com a medicina tradicional deles. Por isso, a gente está entregando esses canudos para que eles possam ter uma opção de água que seja potável e que não vá trazer nenhum risco à saúde deles, causando doenças nessas pessoas”, destacou Romulo.

Com a enchente, a contaminação por ingestão de água contaminada afetou populações indígenas, urbanas e rurais. Cláudia Pereira, moradora de uma das aldeias beneficiadas, contou que toda a família foi atingida. “Porque nós ficamos bastante dias sem água e quando vem, vem bastante suja. A minha filha tá com diarreia, vômito, bastante dor de barriga. A água tá uma situação bem crítica, né? Daí causou dor de barriga, vômito, diarreia na metade da população indígena dentro da aldeia”.

Josssimara, também da comunidade Borboleta, destacou que também perderam parte do roçado com a falta de água. “Afetou na área da alimentação, na área da agricultura que nós plantamos na terra para a sustentabilidade das famílias. Também estamos com muitas crianças com diarreia e vômitos”.

Replicação da Amazônia para o Rio Grande do Sul

Testados no norte do país, os filtros de membrana como soluções estão ajudando as populações do Sul. Uma iniciativa testada pelo Projeto Saúde e Alegria em uma parceria com a Water Is Life que já beneficiou centenas de amazônidas.

Na região, essa parceria viabilizou 835 tecnologias para o tratamento de águas contaminadas, beneficiando mais de 16 mil ribeirinhos de comunidades do rio Arapiuns, das várzeas barrentas do Amazonas, e também aldeias Munduruku e Kayapó do médio e alto Tapajós impactadas pelas águas contaminadas garimpos ilegais.

Os filtros usam uma micro-membrana para reter 99,99% das impurezas da água, são portáteis e de fácil manutenção. Em parceria com a Water Is Life, implantamos nas comunidades das várzeas barrentas do Amazonas e em aldeias impactadas pelos garimpos, com bons resultados. E com as cheias no RS, numa soma de esforços com o Greenpeace, já distribuímos mais de 3,5 mil filtros canudos e 350 filtros de balde pras vítimas das enchentes. Sabemos que não resolve tudo, mas esperamos que atenue um pouco o sofrimento dessas famílias”, comentou o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino.

Os filtros representam uma solução prática, eficaz e de baixo custo para tratar a água contaminada, fortalecendo o princípio de dignidade. A coordenadora do Programa de Infraestrutura Comunitária do PSA, Jussara Salgado, explica que diferentes tecnologias estão sendo distribuídas, conforme as necessidades de cada território mapeado: Filtros-balde de nanotecnologia; Filtros de uso comunitário e Mochilas filtradoras. “Os filtros são compostos de nanotecnologia, micromembranas que fazem a retenção de 99,9% das impurezas, tornando a água potável, própria para consumo, melhorando a qualidade de vida da população, e diminuindo os índices de doenças de veiculação hídrica”.

Corrida contra o relógio: liberação da carga em tempo hábil 

Em meio às urgências das famílias afetadas pela crise hídrica do RS, os filtros ficaram cerca de um mês em processo administrativo em alfândegas da receita federal. Procedimentos administrativos de praxe, porém, minutos preciosos para quem adoece sem o tratamento das águas.

Para agilizar o processo, as organizações envolvidas iniciaram, para além da articulação jurídica, uma série de articulações com ministérios, a exemplo da Ministra Meio Ambiente, Marina Silva e do Ministro-Chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, da presidenta da FUNAI, Joenia Wapichana, da secretária SEDUC/RS Raquel Teixeira, fundamentais para dar agilidade nas liberações da carga.

Fica nossa gratidão aos parceiros, ao apoio inicial do 342 Artes, a assessoria da SBSA, a atenção dos ministros Pimenta e Marina Silva, da FUNAI e a agilidade da Receita e tod@s que tem nos ajudado a ajudar”, ressaltou Scannavino.

Distribuídas para o Rio Grande do Sul, a ideia é que a tecnologia inspire o governo a implementar e replicar o uso em larga escala para regiões necessitadas: “Perder o acesso à água potável, elemento fundamental e direito garantido na Constituição, é o mesmo que perder o direito à vida. A tragédia no Rio Grande do Sul levou casas, pessoas, a memória e a liberdade de centenas de milhares de gaúchos, mas para quem segue resistindo a essa situação extrema, nós queremos que a vida ainda seja uma escolha possível. E foi por esse motivo que além de levarmos alimentos e medicamentos, nos unimos ao Saúde e Alegria para compartilhar essa tecnologia e garantir também o acesso à água potável”, afirma Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

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Água potável: solução testada na Amazônia está ajudando atingidos por enchente no RS https://teste.projeto-zero.site/solucao-testada-na-amazonia-ajuda-atingidos-por-enchente/ https://teste.projeto-zero.site/solucao-testada-na-amazonia-ajuda-atingidos-por-enchente/#respond Tue, 21 May 2024 11:29:32 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20257 Cinco mil filtros-canudos de nanotecnologia estão sendo destinados às populações do Rio Grande do Sul, numa soma de esforços entre o Projeto Saúde e Alegria, Greenpeace, Water Is Life e 342 Artes

A solução de água potável através de filtros de membrana testada na Amazônia pelo Projeto Saúde e Alegria em uma parceria com a Water Is Life poderá ajudar a prevenir doenças transmitidas pela água e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas pelas enchentes no Sul.

Na Amazônia, essa parceria viabilizou 835 tecnologias para o tratamento de águas contaminadas, beneficiando mais de 16 mil ribeirinhos de comunidades do rio Arapiuns, das várzeas barrentas do Amazonas, e também aldeias Munduruku e Kayapó do médio e alto Tapajós impactadas pelas águas contaminadas garimpos ilegais.

“São tecnologias extremamente úteis para situações como esta dos atingidos por enchentes no estado gaúcho. Na Amazônia, usamos filtros de balde, agora estaremos destinando filtros-canudo, portáteis, que oferecem mecanismo de tratamento imediato, essencial quando o fornecimento de água pode estar contaminado ou indisponível”, disse Baruc Venditto, da Water Is Life Brasil.

Neste mês de maio, em meio às enchentes no Sul, estava acontecendo em Brasília o Seminário “Tecnologias Sociais de Acesso à Água em Áreas de Conservação na Região Amazônica” com membros de governos e organizações sociais. Na ocasião, o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino, aproveitou a oportunidade para reforçar a importância dos filtros de membrana como soluções que funcionaram no Norte e poderiam ajudar o Sul. Destacou também a necessidade de alianças com a sociedade civil para ajudar a escalar o acesso à água potável, banheiros, energias renováveis e internet para as populações excluídas”.

“Quando vimos o ocorrido no Rio Grande do Sul, pensamos imediatamente na solução dos filtros. Um grande parceiro nosso, o “Água Camelo”, que desenvolveu filtros acoplados em mochilas, felizmente tinha unidades em estoque, foram ágeis e já mandaram pro Sul o que tinham. E nós, com a Water Is Life, fomos também buscar o que havia de estoque em outros países. Novos parceiros se juntaram a gente nessa corrente de solidariedade, com a mobilização da turma do Movimento 342 Artes e do Greenpeace, que conseguiu levantar os recursos para a aquisição e vinda para o Brasil de mais 5 mil unidades, do tipo filtro-canudo. Chegaram e estão sendo encaminhados pras famílias de lá em situação de maior vulnerabilidade. Ficam nossos agradecimentos também à Ministra Marina Silva, que nos ajudou na articulação com as autoridades para agilizar a chegada e trâmites de distribuição”, disse Scannavino.

Os filtros representam uma solução prática, eficaz e de baixo custo para tratar a água contaminada, fortalecendo o princípio de dignidade. A coordenadora do Programa de Infraestrutura Comunitária do PSA, Jussara Salgado, explica que diferentes tecnologias estão sendo distribuídas, conforme as necessidades de cada território mapeado: Filtros balde de nanotecnologia; Filtros de uso comunitário e Mochilas filtradoras. “Os filtros são compostos de nanotecnologia, micromembranas que fazem a retenção de 99,9% das impurezas, tornando a água potável, própria para consumo, melhorando a qualidade de vida da população, e diminuindo os índices de doenças de veiculação hídrica”.

Agora, essas 5 mil unidades estão sendo distribuídas para o Rio Grande do Sul em uma ação de apoio do Norte ao Sul do país: “Perder o acesso à água potável, elemento fundamental e direito garantido na Constituição, é o mesmo que perder o direito à vida. A tragédia no Rio Grande do Sul levou casas, pessoas, a memória e a liberdade de centenas de milhares de gaúchos, mas para quem segue resistindo a essa situação extrema, nós queremos que a vida ainda seja uma escolha possível. E foi por esse motivo que além de levarmos alimentos e medicamentos, nos unimos ao Saúde e Alegria para compartilhar essa tecnologia e garantir também o acesso à água potável”, afirma Carolina Pasquali, diretora executiva do Greenpeace Brasil.

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Com marca de 1.239 tecnologias sociais implementadas em comunidades da Amazônia, Saúde e Alegria fala sobre projetos em Seminário de Gestão no Ceará https://teste.projeto-zero.site/seminario-gestao/ https://teste.projeto-zero.site/seminario-gestao/#respond Fri, 27 Oct 2023 19:12:57 +0000 https://projeto-zero.site/?p=19366 Projeto Saúde e Alegria foi convidado para participar do XII Seminário de Gestão dos SISARs e Centrais – Juntos Pela Universalização do Saneamento, realizado no período de 25 a 27 de outubro em Fortaleza – CE

Nos últimos 35 anos, o Projeto Saúde e Alegria tem buscado promover e apoiar processos participativos de desenvolvimento comunitário integrado e sustentável que contribuam de maneira demonstrativa no aprimoramento das políticas públicas na qualidade de vida e no exercício da cidadania e direitos humanos das populações atendidas.

O acesso à água potável e saneamento tem sido um dos focos do trabalho do PSA desde a sua fundação. Até agora, implementou 113 sistemas de abastecimento de água para mais de 6 mil famílias distribuídas em seis territórios com apoio do Fundo Amazônia/BNDES,  Aliança água acesso e Programa Cisternas, 1.239 Tecnologias sociais instaladas em comunidades tradicionais de 3 municípios com apoio do Programa Cisternas Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e 744 em 2023 aprovação em novo edital que prevê Tecnologias Sociais na RESEX Tapajós Arapiuns.

O processo de implantação de todas as tecnologias envolve a participação comunitária, inovação tecnológica e autogestão em sistemas descentralizados. Oficinas para definição do modelo de gestão e capacitação reúnem temas administrativos/financeiros, ambiental e técnico operacional, além de garantir a definição de regimento interno para uso e gestão da água e comissão gestora.

O modelo de saneamento integrado envolve a instalação de sistemas híbridos (solar diesel), com uso de fonte renovável de energia. Até agora, 40 sistemas de energia solar foram instalados, atendendo 44 comunidades, gerando 90% de redução no uso do diesel.

Programa de Infraestrutura do PSA, propõe sistema integrado de inocação para o Bem Viver de populações da Amazônia.

Os indicadores foram apresentados durante o XII Seminário de Gestão dos SISARs e Centrais pela Coordenadora de Infraestrutura Comunitária Jussara Salgado, que participou do Painel Desenvolvimento Comunitário Integrado e Sustentável na Amazônia Brasileira juntamente com Rodrigo Brito – Head of Sustainability – Brazil & South Cone – The Coca-cola Foundation e Telma Rocha – Diretora Programática Fundação Avina.

O evento que acontece anualmente é promovido pelo Instituto SISAR, os SISARs do Ceará, do Piauí, de Pernambuco e as Centrais da Bahia, com o objetivo de partilhar ideias, tecnologias, ações sociais desenvolvidas, experiências nas gestões e políticas públicas, para garantir a qualidade de vida nas áreas rurais.

A apresentação destacou os modelos demonstrativos e participativos de autogestão e inovação tecnológica das experiências de abastecimento de água do PSA na Amazônia. Além de abordar as consequência do período de estiagem para o acesso à água potável na região. O objetivo foi partilhar ideias, tecnologias, ações sociais desenvolvidas, experiências nas gestões e políticas públicas, para garantir a qualidade de vida nas áreas rurais.

“Além dos indicadores de implementação de sistemas de abastecimento, outro fator importante é a Oficina Eletricistas do Sol que o Programa Infraestrutura Comunitária vem buscando promover com formações em eletricidade básica e fundamentos de energia solar fotovoltaica off grid para moradores das comunidades atendidas. Até agora, 125 jovens foram capacitados em 5 edições realizadas. Eles se tornam multiplicadores no território e podem despertar o interesse para uma atividade profissional na área, buscando mais conhecimento técnico e geração de renda”, destacou Jussara.

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Avança projeto para Alter do Chão sediar a maior prova de triathlon do Mundo em 2025, ano da COP da Amazônia  https://teste.projeto-zero.site/avanca-projeto-para-alter-do-chao-sediar-a-maior-prova-de-triathlon-do-mundo-em-2025-ano-da-cop-da-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/avanca-projeto-para-alter-do-chao-sediar-a-maior-prova-de-triathlon-do-mundo-em-2025-ano-da-cop-da-amazonia/#respond Wed, 28 Jun 2023 17:16:06 +0000 https://projeto-zero.site/?p=18234 Seguem avançando diálogos para que a região do Tapajós receba o maior evento esportivo da história. Em Brasília, o PSA participou de conversa com a Ministra dos Esportes, o presidente da Embratur e o Mana Group Sports & Entertainment

Santarém receberá em 2025 o Amazon Tri, projeto que visa a divulgação internacional da Amazônia por meio do esporte. Uma das ações da iniciativa é a realização do The Race Against Time (A Corrida Contra o Tempo), uma prova de triathlon contra o relógio que reunirá os melhores atletas do Planeta em Alter do Chão, em fevereiro de 2025. O objetivo é também chamar atenção para as narrativas de sustentabilidade global e para as alterações climáticas.

Após os primeiros diálogos em fevereiro deste ano entre o Mana Group Sports & Entertainment, lideranças de Alter do Chão, Prefeitura Municipal de Santarém e o Projeto Saúde e Alegria, novos encontros estão sendo articulados para a realização do evento que também tem como proposta envolver os moradores no Amazônia Tri.

Na última semana, o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) – Marcelo Freixo, a ministra dos esportes – Ana Moser, o vencedor do primeiro Triathlon realizado no Brasil – Roger de Moraes e o coordenador do PSA – Caetano Scannavino, se reuniram em Brasília para tratar da operacionalização do evento que acontecerá no ano da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30).

“Esse evento junto com o Ministério dos Esportes pensando a questão ambiental com a comunidade local, gerando emprego e chamando a atenção para um lugar tão importante como Alter do Chão às vésperas da COP30 é muito importante e a Embratur está de cabeça nisso” – avaliou Freixo que dias depois apresentou a proposta ao presidente em exercício Geraldo Alckmin: “falei pra ele do nosso projeto do Triathlon e ele falou que foi de carro para Alter do Chão, por onde passou. A gente trouxe os números do turismo, falamos dos desafios”, contou.

O projeto surgiu a partir da iniciativa Amazônia 2030, uma rede com representantes dos setores acadêmicos, empresariais e da sociedade civil, entre os quais o Projeto Saúde e Alegria, reunidos para pensar a região e caminhos para um futuro mais sustentável. A ideia é realizar um evento diferenciado, que envolve o apoio ao esporte, o incentivo à cultura, atividades paralelas com temáticas associadas ao meio ambiente e Amazônia, mostrando não só os problemas, mas também as soluções, além dos legados que ficam para comunidade. “No marco das competições, pretende-se promover os atletas da região com competições paralelas, eventos culturais, shows, o turismo, a gastronomia, movimentando a economia local, o debate do meio ambiente, da sustentabilidade, das mudanças climáticas, da Amazônia para o mundo”, ressaltou Scannavino.

O esporte que combina natação, ciclismo e corrida conta com a participação de esportistas que, além das disputas, aproveitam para conhecer os pontos turísticos da região.

“O Triathlon para a Amazônia será transmitido ao vivo para 86 países em todos os continentes do planeta atingindo um alcance doméstico de bilhões de pessoas. O evento reunirá os vinte melhores atletas do mundo nesses esportes envolvendo-os nas narrativas em prol da floresta em pé, estabilidade climática e sustentabilidade global. Uma verdadeira corrente positiva em defesa da Amazônia e do planeta” – Roger de Moraes, Mana Group Sports & Entertainment.

“A questão da representatividade do povo e do país, é uma força muito grande na relação com o potencial de turismo que o país pode receber” – Ana Moser, Ministra do Esporte.

A expectativa é que com a visibilidade oportunizada pelo The Race Against Time (A Corrida Contra o Tempo), a vila balneária de Alter do Chão possa alcançar a valorização do turismo local e das iniciativas sustentáveis da região. Em fevereiro, lideranças do Conselho Comunitário de Alter alinharam perspectivas e potenciais para o evento esportivo e avaliaram positivamente a iniciativa. “É uma oportunidade muito boa, não tem como ficar contra um projeto desse que vai beneficiar Alter do Chão. Que incentiva o esporte. Que vai levar o nome da nossa cidade e de Alter para os quatro cantos do mundo. A gente agradece o apoio. O Conselho Comunitário apoia e torcemos para que dê certo”, comentou Mauro Vasconcelos, presidente do Conselho.

Encontro com lideranças comunitárias de Alter do Chão marcou consulta para realização do evento.

“Eu fiquei encantado e entusiasmado com o Projeto. A gente já se compromete a empreender todos os esforços a partir da Prefeitura de Santarém, para a gente dar total apoio para realização desse projeto, que vai ser muito bom para a divulgação de Alter do Chão para o mundo inteiro” – Prefeito de Santarém, Nélio Aguiar.

O maior evento de Triathlon do mundo pode significar um importante avanço para a consolidação de uma estratégia de turismo local para quem mora na vila e para o comércio local. Para o Projeto Saúde e Alegria, que há mais de três décadas busca o desenvolvimento integrado e sustentável para as populações da região, esse é um momento de investir nas parcerias para melhorar as condições de vida dos moradores. “São novos tempos e a gente vem sendo bastante demandado para trazer ideias pela Amazônia aqui pela capital do país, Brasília. Eu saio muito feliz com as conversas que a gente está tendo. A gente percebe que há uma motivação, que o esporte e a cultura são elos de união necessários para soma de esforços por uma Amazônia com mais Saúde e Alegria”, acrescenta Scannavino.

Em fevereiro deste ano, Mana Group Sports & Entertainment dialogou com a prefeitura municipal de Santarém.

No mês de julho, será promovido um novo encontro entre a organização do evento e comunitários de Alter para encaminhar demandas antigas dos moradores, intervenções pedagógicas para formação de guias turísticos para trilha, chefes em gastronomia para atleta, socorristas, capacitação para equipe de apoio para evento de triathlon, além de projetos para restauração ambiental, coleta seletiva de resíduos sólidos e melhoria da qualidade da água. “Esse Triathlon promete ser um dos maiores espetáculos esportivos do ano, inaugura um novo modelo de eventos esportivos utilizados como um meio de desenvolvimento socioambiental e promete fomentar o esporte, a conservação do meio ambiente, além de melhorar a qualidade de vida das comunidades locais”, acrescenta Roger de Moraes.

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Projeto ‘Vozes do Tapajós combatendo as Mudanças Climáticas’ inicia atividades integrando jovens e mulheres no PA https://teste.projeto-zero.site/vozes-do-tapajos-combatendo-as-mudancas-climaticas-inicia-atividades-integrando-jovens-e-mulheres-do-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/vozes-do-tapajos-combatendo-as-mudancas-climaticas-inicia-atividades-integrando-jovens-e-mulheres-do-tapajos/#respond Thu, 10 Mar 2022 16:20:36 +0000 https://projeto-zero.site/?p=15326 Gerido pelo Saúde e Alegria, o projeto é parte da iniciativa global Vozes da Ação Climática (VAC), que ocorre até março de 2024 e é coordenado pela Fundação Avina

O Projeto Saúde e Alegria deu início, no dia 10/03, à primeira atividade presencial do projeto ‘Vozes do Tapajós combatendo as Mudanças Climáticas’ que integra uma coalizão de seis instituições com atuação na região do alto e médio Tapajós e baixo Amazonas. Juntos, Saúde e Alegria, Sapopema, CITA, Citupi, Suraras do Tapajós, Coletivo Audiovisual Munduruku Dajekapapeypi e STTR-Stm, promoverão agenda comum sobre o tema das mudanças climáticas, agregando e fortalecendo iniciativas que já compõem a agenda de trabalho das organizações.

A primeira oficina de planejamento discutiu as atividades desenvolvidas pelas instituições, movidas pelo desejo de entender o que pode ser feito nas comunidades para minimizar os impactos das mudanças climáticas e quais ações no dia a dia podem contribuir para diminuir a degradação ambiental.

“É uma iniciativa que pretende dar possibilidade dos movimentos sociais, organizações de base comunitária, expressarem e se articularem em torno desse tema das mudanças climáticas. É um assunto que afeta a vida de todo mundo. A ideia desse projeto é que as organizações elaborem planos de ação, especialmente de sensibilização, comunicação e engajamento das comunidades, para que esse tema das mudanças climáticas seja apropriado por elas, que são quem sofrem os impactos no seu dia a dia” – explicou o coordenador do PSA, Fábio Pena.

Cada uma das organizações terá a liberdade de construir agendas para defesa de soluções climáticas em territórios que estão ambientalmente ameaçados, por meio da criação de espaços de diálogo, formação e estratégias de comunicação. A intenção é construir narrativas potentes que deem voz às suas causas e mobilizem a sociedade na busca por soluções para os problemas das mudanças climáticas na região do Tapajós.

Para a professora da Ufopa e da coordenação da Sapopema, Socorro Pena, o projeto possibilita um anseio comum de repensar práticas socioambientais e articular a comunicação de atitudes que podem ser partilhadas: “Essa integração é muito importante para proporcionar ações de formação e capacitação de jovens e mulheres” – conta.

A partir da definição do modelo de governança para o arranjo institucional dos diferentes territórios, serão fortalecidas capacidades técnicas e apropriação da agenda climática, apoiando planos de ação para aumentar sua incidência sobre o tema. Instituições de base como o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Santarém, estão entusiasmadas com a possibilidade de engajar as novas gerações no projeto: “É muito importante porque vai abranger um número muito grande de jovens de territórios como do baixo e alto Tapajós” – ressaltou a secretária da juventude do STTR, Kecia Mota.

Mudanças climáticas afetam diretamente povos indígenas de áreas da floresta Amazônica. Foto: Caetano Scannavino.

A expectativa de lideranças indígenas é que através do uso de tecnologias digitais, consigam potencializar a participação de representantes de movimentos locais em fóruns, redes, conselhos e demais espaços públicos de governança da agenda climática do país. Lucas Tupinambá, da coordenação do Conselho Indígena Tupinambá, aposta na produção audiovisual: “Fazer uma demarcação no audiovisual que é importante para divulgar nossa luta e resistência, que somos contrários a projetos madeireiros, mineração” – esclarece.

Jovens, mulheres e lideranças comunitárias serão estimulados a debater o tema, entender como as mudanças climáticas estão afetando a nossa vida e discutir soluções que as comunidades já têm para a defesa ambiental, do território. “isso é muito importante porque o projeto vai trazer melhoria para nossa equipe, com mais experiência para continuar mostrando a nossa realidade” – disse a coordenadora do coletivo audiovisual Munduruku, Audira Munduruku.

O Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA), reforçou a urgência de ações imediatas para defesa do clima. “Estamos pensando a curto e médio prazo para que a gente viabilize iniciativas, como grandes discussões que integrem a nossa área de atuação” – comentou o conselheiro, Anderson Tapuia.

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Abertas inscrições para o Seminário Solar ‘Alternativas energéticas: direitos e sustentabilidades nos rios da Amazônia’ https://teste.projeto-zero.site/abertas-inscricoes-para-o-seminario-solar-alternativas-energeticas-direitos-e-sustentabilidades-nos-rios-da-amazonia/ https://teste.projeto-zero.site/abertas-inscricoes-para-o-seminario-solar-alternativas-energeticas-direitos-e-sustentabilidades-nos-rios-da-amazonia/#respond Mon, 12 Jul 2021 16:23:25 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14228 Evento será transmitido no dia 20 de julho às 15h no Youtube e facebook contará com a participação de especialistas para discutir alternativas viáveis para energia limpa na Amazônia.

A geração de energia elétrica sempre preocupou especialistas devido aos efeitos prejudiciais à natureza. No Brasil, a principal fonte de energia é proveniente das usinas hidrelétricas que fornecem aproximadamente 90% de energia elétrica em todo o território brasileiro. O grande problema ambiental e social causado pelas hidrelétricas, é a necessidade de represar os rios, gerando regiões alagadas, provocando a retirada das populações locais e alterações no ecossistema.

Para discutir o tema e as alternativas viáveis para populações da Amazônia, será realizado o Seminário Solar ‘Alternativas energéticas: direitos e sustentabilidades nos rios da Amazônia’. O evento organizado pelo Movimento Tapajós Vivo, Projeto Saúde e Alegria e Sapopema será transmitido pela plataforma de streaming youtube e no facebook e recebe inscrições para certificações aqui até 19/07.

Durante o seminário serão apresentadas: “ações práticas desenvolvidas nos territórios da Bacia do Tapajós que não estão apenas no campo do debate, mas estão na prática, mostrando qual a Amazônia queremos e qual não queremos. As hidrelétricas não são boas para nós dos territórios no Baixo Tapajós. Barrar o Rio Tapajós não trará desenvolvimento para as populações urbanas e rurais. Os benefícios que as hidrelétricas trazem para a Amazônia são quase imperceptíveis. Socialmente, economicamente e culturalmente. Já há destruição demais causada pela instalação desses projetos de destruição ambiental na Amazônia” – explicou a militante do MTV, Isabel Cristina.

O seminário discutirá os benefícios da geração de energia limpa para comunidades ribeirinhas da Amazônia e como as organizações têm pautado propostas de desenvolvimento justo e acessível junto às populações dessa região. Para a professora da Ufopa, Socorro Pena, a participação da sociedade é fundamental para entender quais as alternativas viáveis e de que forma as ações desenvolvidas pelas instituições podem ser replicadas: “Nós estamos acompanhando a carência e dificuldade de várias comunidades da área rural de energia e isso tem levado a um grande debate. De identificar que o momento exige alternativas que respondam às demandas para as comunidades”.

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