Cadeias da Sociobiodiversidade – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Wed, 04 Feb 2026 19:14:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Safra do mel alcança mil quilos em comunidades do Tapajós, Arapiuns e várzea e segue em coleta em 2026 https://teste.projeto-zero.site/safra-do-mel-alcanca-mil-quilos-em-comunidades-do-tapajos-arapiuns-e-varzea-e-segue-em-coleta-em-2026/ https://teste.projeto-zero.site/safra-do-mel-alcanca-mil-quilos-em-comunidades-do-tapajos-arapiuns-e-varzea-e-segue-em-coleta-em-2026/#respond Wed, 04 Feb 2026 19:14:28 +0000 https://projeto-zero.site/?p=23071 Mel de abelhas nativas sem ferrão é alternativa para geração de renda comunitária em territórios da Amazônia paraense 

A produção de mel nas comunidades atendidas pelo Programa Economia da Floresta, do Projeto Saúde e Alegria (PSA), alcançou cerca de mil quilos ao longo de 2025. O volume foi coletado junto às famílias beneficiárias da Cooperativa dos Produtores Extrativistas do Tapajós (Acosper), em áreas do PAE Ituqui, Quilombo Maria Valentina, PAE Lago Grande e na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns.

O volume coletado pelas famílias assessoradas pelo PSA impactou diretamente na renda comunitária ao longo do ano passado. Em 2025, a Acosper adquiriu mais de 2.000 quilos de mel, com investimento de R$ 97.637, envolvendo produtores das três regiões. Somente na região do Arapiuns, a Acosper comprou cerca de 700 quilos de mel, o que resultou em mais de R$ 35 mil pagos diretamente às famílias produtoras.

O coordenador de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do programa, Márcio Santos, destacou que safra segue em andamento nos primeiros meses de 2026. “A coleta continua em janeiro e fevereiro, com a expectativa de mais de 600 quilos de mel”, informou.

A meliponicultura integra as estratégias do Programa Economia da Floresta por articular geração de renda e manejo associado à floresta. A organização da produção, o acompanhamento técnico e a comercialização coletiva têm ampliado a participação das comunidades na cadeia do mel, com foco na permanência das famílias em seus territórios e no fortalecimento das economias locais.

O mel coletado nas comunidades abastece a Casa do Mel, instalada no entreposto do Ecocentro da Sociobioeconomia da Acosper Inaugurado em julho de 2024 em Santarém, com instalações voltadas ao processamento, beneficiamento, armazenamento e comercialização de produtos da sociobiodiversidade, incluindo o mel de abelhas sem ferrão. O espaço concentra as etapas de recebimento, armazenamento e preparo do produto para a comercialização, garantindo escala e regularidade à produção comunitária.

Maquinário do setor de processamento de mel.

A Casa do Mel conta com certificação artesanal concedida pela Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), por meio do Selo de Inspeção Estadual, que habilita a produção e a venda conforme padrões sanitários e de higiene exigidos para alimentos. A estratégia busca integrar produção, beneficiamento e venda, conectando os territórios à estrutura coletiva de comercialização e ampliando a participação das comunidades na cadeia da meliponicultura.

Fotos: Júnior Albuquerque.

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Doze coletores de sementes das comunidades Pini, São domingos, Pedreira, Tauari, Bragança, Chibé, Takuara, Prainha, Itapaiuna, Paraíso participaram de formação para aprimorar técnicas de subida e manejo direto nas copas, prática necessária para espécies que se dispersam com facilidade. A atividade foi conduzida pelo técnico do PSA Antônio Dombroski, e teve instrução de Fábio Menezes de Carvalho, responsável pelo treinamento técnico.

Ao comentar sobre a rotina de coleta, Taoca explicou que o conhecimento adquirido pode reduzir perdas de sementes. “A gente já tem o aprendizado de como subir na árvore alta e poder chegar lá e coletar, principalmente daquelas que o vento toma a semente. A gente já pode achar ela assim madura e coletar lá em cima e poder coletar melhor de que o vento pode perder daí.”

Paulo, da Prainha, foi o primeiro a subir durante o exercício prático. Ele descreveu a experiência inaugural de alcançar a copa. “A primeira vez que eu subi foi agora. E é gostoso”. Relatou também a importância do apoio durante a prática. “Às vezes você fica nervoso e não sobe, não olha para baixo. Aí, a pior coisa é porque olhar para baixo fica dando nervoso. Então, você vai e chega lá em cima, tem lá o professor, né, que ele apoia, ele dá a mão para você subir e fique à vontade. E para descer de lá também, ainda é melhor ainda, que você vem só apoiando ele descendo na corda.”

Sivaldo de Souza Pedroso, da comunidade São Domingos, avaliou o curso como uma oportunidade de aprender técnicas que não faziam parte da rotina da coleta local. “Estou participando desse curso muito importante. Pra gente aprender trepar em árvore para ter mais facilidade de tirar as sementes” Sobre o impacto no trabalho, reforçou: “Acredito que vai melhorar muito. Porque hoje perde muita semente porque a pessoa não pode coletar por causa que o vento dispersa para longe. No caso do Ipê, do Cedro, que é uma semente que cai longe.”

A oficina incluiu procedimentos de segurança, amarração de cordas, tipos de nós, etapas práticas de subida em árvores e exercícios de deslocamento entre galhos para alcançar frutos e sementes.

Rede de sementes da Flona Tapajós

Em maio deste ano a comunidade de Pedreira, na Floresta Nacional do Tapajós, recebeu o I Encontro da Rede de Sementes. O encontro marcou a criação oficial da primeira Rede de Sementes da Flona Tapajós, que será credenciada ao Redário, articulação nacional que reúne mais de 27 redes de sementes distribuídas em várias regiões do país. A atividade foi organizada pela Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Federação da Flona Tapajós, Coomflona, Redário, e apoio da WWF Brasil, Konrad Adenauer e da empresa Morfo.

O Projeto de Sementes Florestais da ACOSPER teve início em 2023, a partir de uma parceria com a empresa Morfo. A iniciativa estrutura a cadeia de coleta, processamento e comercialização de sementes nativas e envolve moradores de dez comunidades: São Domingos, Chibé, Jaguarari, Acaratinga, Aldeia Takuara, Pedreira, Itapaiúna, Piquiatuba, Aldeia Marituba e Prainha 1. Esses moradores realizam atividades de campo, desde a identificação das espécies até a coleta e o armazenamento, contribuindo para a conservação da floresta e gerando alternativas de renda baseadas na sociobioeconomia.

Fotos: Antônio Dombroski/PSA.

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Comunidades da Flona Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns participam de treinamentos em energia solar, tecnologias digitais e extrativismo sustentável https://teste.projeto-zero.site/cursos-flona-resex/ https://teste.projeto-zero.site/cursos-flona-resex/#respond Fri, 19 Sep 2025 11:58:37 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22392 Oficinas integram comunidades tradicionais, fortalecendo manejo sustentável e inclusão digital na região do Tapajós na Flona Tapajós e no Centro Experimental Floresta Ativa, ampliando autonomia comunitária e renda local

Três ações simultâneas marcaram o período de 10 a 13 de setembro: o curso Eletricista do Sol, o curso de Copaíba e as formações em mel e inclusão digital. As atividades foram conduzidas pelos Programas Economia da Floresta, Educação, Comunicação e Cultura e Infraestrutura Comunitária do Projeto Saúde e Alegria (PSA) no Centro Experimental Floresta Ativa — a Escola Floresta Ativa — e em áreas de comunidades tradicionais da Floresta Nacional do Tapajós e da Resex Tapajós-Arapiuns.

O coordenador geral do PSA, Caetano Scannavino, destacou que, depois de anos investindo em infraestrutura comunitária, o foco agora é formar pessoas. “Não basta instalar poços, energia renovável e unidades de beneficiamento. É preciso que as comunidades dominem o conhecimento para gerir e manter essas iniciativas com autonomia”, afirmou. Segundo ele, a parceria com a Fundação Toyota fortalece a capacidade local para que aldeias e comunidades administrem tecnologias, produção e serviços sem depender de assistência externa.

Entre as formações, o curso de inclusão digital preparou jovens para usar a internet de forma crítica e produtiva. Mulheres também participaram de treinamentos voltados à bioeconomia, como o curso de Copaíba e o curso de mel, reforçando a presença na economia local e no manejo sustentável.

Assista ao relato de uma das participantes:

Marcos Andrey extrativista na Flona Tapajós, destacou que a floresta “é a base de tudo” para as comunidades. Ele relatou ter aprendido técnicas adequadas para extrair óleo de copaíba sem danificar árvores centenárias. Para a jovem Samira dos Santos Maia, o conhecimento adquirido evita a morte de árvores e gera oportunidades futuras de renda: “A floresta pode garantir recursos para a comunidade e para os jovens, se cuidarmos dela”.

A atividade de mapeamento e coleta de sementes também ganhou destaque. Luís Carlos Pereira explicou que a venda das sementes gera renda e incentiva a preservação: “Uma árvore vale mais em pé do que derrubada”. O jovem Tiago complementou que o aprendizado permite multiplicar práticas sustentáveis e criar novas fontes de recurso sem agredir o ambiente.

As mulheres assumem papel central nesse processo. Maria da Cruz Correia ressaltou que elas lideram a coleta e a extração quando os homens não participam: “Enquanto alguns desistem, a gente mantém o trabalho e mostra que preservar pode gerar sustento”.

Para Rafaela Nakajima, da Fundação Toyota, apoiadora da Escola Floresta Ativa, capacitar as comunidades amplia impactos duradouros: “A formação gera emprego e renda, valoriza saberes tradicionais e ajuda a manter a floresta em pé”.

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Mapeamento da Copaíba fortalece cadeia produtiva e garante rastreabilidade do óleo para o Ecocentro da Sociobioeconomia https://teste.projeto-zero.site/mapeamento-copaiba/ https://teste.projeto-zero.site/mapeamento-copaiba/#respond Mon, 25 Aug 2025 14:58:56 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22264 Equipe técnica do Programa Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria, consultores e Acosper realizaram atividades de zoneamento para identificar árvores com potencial produtivo 

Uma nova etapa do trabalho de fortalecimento da cadeia do óleo de copaíba no território indígena Munduruku foi dado nesta semana, com atividades de mapeamento das árvores na Aldeia Takuara, município de Belterra, na Flona do Tapajós. A ação integra o conjunto de práticas que asseguram qualidade, rastreabilidade e valorização do extrativismo comunitário, em articulação com a Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (ACOSPER), responsável pelo Ecocentro da Sociobioeconomia em Santarém.

A atividade dá continuidade à oficina de boas práticas realizada em junho, voltada à identificação da copaíba e manejo do óleo. “Hoje a continuidade é fazer o mapeamento. Por que esse mapeamento? No ecocentro da sociobioeconomia em Santarém nós já trabalhamos com a copaíba, é uma cadeia em andamento. Mas para conseguir maior credibilidade no mercado, a gente precisa da rastreabilidade. O mapeamento mostra onde estão os indivíduos, as matrizes, de onde está sendo coletado o óleo, garantindo a origem do produto”, explicou a engenheira florestal do PSA, Laura Lobato.

Árvores de copaíba recebem placas com zoneamento. Fotos: Laura Lobato/PSA.

Além da rastreabilidade, a atividade incorpora ferramentas de monitoramento que fortalecem a autonomia das comunidades no manejo dos recursos. “Uma das etapas muito importantes é a utilização do GPS. A capacitação no uso desse equipamento vai servir não só para o mapeamento da copaíba, mas também para o monitoramento do território indígena aqui na Aldeia de Takuara”, destacou Laura.

Para o técnico de campo do PSA, Luiz Carlos, o levantamento das áreas e das espécies amplia o conhecimento sobre a disponibilidade do recurso. “Estamos fazendo a identificação das áreas de copaíba, identificando por espécie, porque não tem só uma. Esse mapeamento permite ter os dados para calcular a quantidade de óleo e se basear numa produção certa”, afirmou.

A ação também é avaliada como uma oportunidade de acesso a tecnologias que fortalecem a gestão territorial. “Cada vez que tem esse conhecimento de tecnologia é muito bom, importante para nós”, disse Francisco Pedro, da Aldeia Takuara. Ele ressaltou ainda a possibilidade de compartilhar as informações coletadas: “Na minha aldeia a gente pode passar as coordenadas para os outros parceiros que não vieram. É muito importante para a gente e vamos continuar fazendo esse trabalho”.

O técnico florestal Lorenaldo, da comunidade quilombola São Joaquim, em Oriximiná, consultor experiente da cadeia, reforçou que o mapeamento tem impacto direto na valorização do extrativismo comunitário. “A importância maior é o resultado para o trabalho coletivo, para a cooperativa e para as empresas. Isso fortalece a valorização do extrativismo dentro da floresta, extraindo o produto da floresta, como a copaíba”, destacou.

O mapeamento da copaíba é considerado uma ação estruturante para consolidar a cadeia produtiva do óleo e ampliar sua inserção em mercados diferenciados, garantindo transparência, qualidade e origem. Ao integrar comunidades indígenas e quilombolas no processo, a iniciativa reafirma o papel do extrativismo sustentável como estratégia de geração de renda e conservação da floresta.

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Oficina da copaíba capacita moradores para manejo e extração na Floresta Nacional do Tapajós  https://teste.projeto-zero.site/oficina-copaiba/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-copaiba/#respond Mon, 30 Jun 2025 02:07:02 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22070 Atividade promovida pelo Projeto Saúde e Alegria e Acosper visa fortalecer atividades socioeconômicas e mapear áreas com potencial produtivo

Moradores de quatro comunidades da Floresta Nacional do Tapajós participaram, no período de 23 a 28 de junho, de oficina sobre boas práticas de manejo e extração do óleo de copaíba, promovida pelo Projeto Saúde e Alegria e Acosper. A atividade reuniu moradores das comunidades Prainha I e II, Martanxin, Takuara e Paraíso, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da copaíba como fonte de renda e valorização do extrativismo sustentável, para abastecer o Ecocentro da Sociobioeconomia- prestes a completar um ano de operações em Santarém.

A oficina incluiu demonstrações práticas de extração e cuidados com a coleta para garantir a qualidade do óleo. Além da copaíba, outras cadeias como andiroba, cumaru e castanha também foram citadas como potenciais de fortalecimento por meio de formações semelhantes. Lorenaldo Almeida, morador do território quilombola Rio Itapecuru, em Oriximiná foi o técnico responsável pela formação. Formado em gestão ambiental, conduziu oficinas. “A gente finalizou com a extração do óleo de copaíba. Isso a gente tem que mostrar para o mundo, que nós existimos. Quem está na floresta são os indígenas, quilombolas, ribeirinhos”, declarou.

Para ele, a valorização do extrativismo está diretamente ligada ao reconhecimento dos povos da floresta como produtores. “Trabalhar com a cadeia produtiva da floresta traz credibilidade para dentro do território e facilita mais a cadeia produtiva. Isso é importante para as famílias, para os jovens, para as lideranças. A gente tem essa nossa ancestralidade, é importante respeitar e se conectar com a floresta.”

A capacitação técnica se soma ao trabalho de mapeamento e georreferenciamento das árvores de copaíba nas comunidades, destacou a engenheira florestal do PSA, Laura Lobato: “Nosso papel aqui também é mapear, deixar tudo georreferenciado, como parte da assistência técnica nessa cadeia”.

Samira Maia, da comunidade Praia I, disse que a oficina foi uma experiência de descoberta. “Eu aprendi coisa que eu nem imaginava saber. Eu nem sabia furar uma copaíba, principalmente ver as coisas dela, diferenciar elas, a cor da copaíba. Eu tenho orgulho e vou continuar isso para frente, se Deus quiser.”

Zé Maria, da Cooperativa Agroextrativista do Oeste do Pará, destacou o trabalho em andamento na Flona voltado à produção de óleo. “Estamos com um trabalho na Flona, na extração de óleo de copaíba, e trazendo para as comunidades um técnico capacitado para repassar esse conhecimento. Estamos comprando óleo de copaíba e queremos ampliar essa produção para outros territórios.”

Sheila de Araújo de Silva, moradora da comunidade Martanxin, participou da formação e contou que a troca de saberes durante o curso vai possibilitar ampliar a renda. “Seu Bito veio para ensinar o que ele já sabe passando para nós. A gente vai alongar mais isso para ser um extrativismo de copaíba”, afirmou.

Fotos: Laura Lobato/PSA.

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Oficina capacita meliponicultores na produção de extrato de própolis no primeiro entreposto legalizado do Pará https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-meliponicultores-na-producao-de-extrato-de-propolis/ https://teste.projeto-zero.site/oficina-capacita-meliponicultores-na-producao-de-extrato-de-propolis/#respond Fri, 06 Jun 2025 14:23:38 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22000 Meliponicultores participaram de oficina prática de produção de extrato de própolis, realizada na Casa do Mel – primeiro entreposto de mel de abelhas sem ferrão legalizado no Pará, certificado pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará). A atividade consolida uma etapa iniciada em 2024, fruto da parceria entre o Projeto Saúde e Alegria e a Acosper.

“A gente vem desenvolvendo na região o fortalecimento da atividade da meliponicultura, buscando trabalhar a melhoria do sistema de criação deles, finalizando com a industrialização do mel e outros produtos. Essa oficina faz parte dessa continuidade, com capacitação iniciada em 2024 sobre a forma correta de coletar o própolis nas caixas. Antes, todo esse material era descartado e hoje ele é aproveitado” – Márcio Santos, coordenador de Assistência Técnica do Projeto Saúde e Alegria.

A formação contribui para agregar valor ao própolis coletado nos meliponários, ampliando a oferta de produtos derivados das abelhas sem ferrão e promovendo alternativas sustentáveis de geração de renda. A proposta é fortalecer a cadeia produtiva da meliponicultura, promovendo capacitação técnica desde a coleta correta do própolis até o beneficiamento e finalização do extrato, dentro dos parâmetros legais. A oficina foi conduzida pelo consultor Jerônimo Vilas Boas, especialista em produtos das abelhas. “Estamos estudando as características e os compostos bioativos do própolis. Basicamente, o material é triturado, passa por um processo de maceração em álcool, que extrai os compostos da própolis bruta, e depois por filtragem e concentração até atingir os requisitos legais. Um dos requisitos é que ele tenha no mínimo 11% de concentração e no máximo 70% de álcool de cereais.”

Para os participantes, a experiência traz novos aprendizados. “As abelhas representam muita coisa pra gente. A gente melhorou as nossas plantações. Eu tô extraindo o mel, que é muito bom pra saúde, e agora a gente está fazendo a manipulação do própolis. É um incentivo à renda da minha família”, contou o meliponicultor da comunidade Cabeceira de Ukena, Rio Tapajós, Ronaldo Nilson.

Joelma Lopes, meliponicultora na comunidade Carão, região da Resex Tapajós-Arapiuns destacou a importância da capacitação. “A gente tem que procurar aprender e se capacitar nos outros produtos como o própolis. Está sendo muito boa essa capacitação. É mais uma renda que vai entrar pras nossas famílias.”

Durante a oficina, os participantes acompanharam todo o processo de beneficiamento. O trabalho começou nas comunidades com foco na coleta da própolis bruta, especialmente a produzida pela abelha canudo. “Essa própolis é transportada das comunidades para o ecocentro, onde é processada na unidade de beneficiamento. O produto final que a gente almeja é um extrato alcoólico de própolis da abelha canudo, análogo ao que é tradicionalmente encontrado nas farmácias.”

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Rede de sementes da Flona Tapajós é criada em encontro com mais de 50 coletores https://teste.projeto-zero.site/criada-rede-sementes-flona-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/criada-rede-sementes-flona-tapajos/#respond Mon, 26 May 2025 01:28:33 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21935 Primeira rede de sementes da Floresta Nacional do Tapajós será credenciada ao Redário e inicia atividades com contrato para fornecimento de 800 quilos de sementes

Com participação de mais de cinquenta coletores de sementes, a comunidade de Pedreira, na Floresta Nacional do Tapajós, recebeu o I Encontro da Rede de Sementes no período de 22 e 23 de maio. O encontro marcou a criação oficial da primeira Rede de Sementes da Flona Tapajós, que será credenciada ao Redário, articulação nacional que reúne mais de 27 redes de sementes distribuídas em várias regiões do país. A atividade foi organizada pela Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Federação da Flona Tapajós, Coomflona, Redário, e apoio da WWF Brasil, Konrad Adenauer e da empresa Morfo.

A criação da rede é resultado de um processo importante, que contou com apoio técnico do Redário na elaboração do planejamento e das estratégias de coleta no território da Flona, explicou o coordenador de assistência técnica do Projeto Saúde e Alegria, Márcio Santos: “O evento atingiu seu objetivo, que foi a criação oficial da primeira rede de sementes de coletores da Flona Tapajós. Para a gente esse processo foi muito importante, pois a equipe técnica do Redário ajudou na construção da rede e no planejamento da coleta de sementes dentro da Flona”.

A rede inicia as atividades com o primeiro contrato firmado, que prevê a entrega de 800 quilos de sementes à empresa Morfo, que atua na recuperação de áreas degradadas. Para o presidente da ACOSPER, Manoel Edivaldo, a estruturação da rede é um passo importante para fortalecer a cadeia produtiva no Ecocentro da Sociobioeconomia, com foco no reflorestamento de áreas degradadas. “Foram criados quatro polos dentro da Flona, e cada um vai contar com um ‘elo’, uma pessoa da própria comunidade que será treinada para recepcionar as sementes e facilitar a logística até a cooperativa. Ficamos muito satisfeitos, porque os coletores participaram do encontro, questionaram, perguntaram e demonstraram interesse. Esse momento foi importante porque a gente começou com um projeto piloto no ano passado e agora a rede começa a ganhar forma”, ressaltou.

Representando o Redário, Eduardo Malta explicou como funcionam os acordos coletivos para organizar o trabalho. “Cada rede de sementes define o seu jeito de trabalhar. Esse momento está sendo fundamental para fazer acordos e alinhar tudo desde a identificação das espécies, os padrões de qualidade, até a comercialização e a divisão dos pagamentos. Isso garante que todo mundo saiba como vai funcionar e possa trabalhar tranquilo e mais abre portas para que essa rede se expanda, gerando renda e oportunidades aqui no Tapajós.”

Para os coletores que participaram do encontro, a troca de conhecimentos foi um dos principais ganhos. Marileide Silva, da comunidade São Domingos, avaliou que o encontro possibilitou ampliar o conhecimento sobre espécies importantes para a restauração. “Muito bom, porque nós, como coletores de sementes aqui da floresta, muitas das vezes a gente não sabe tudo, sabe um pouco. Pudemos olhar para outras sementes que são interessantes para restauração e que ainda não estavam na lista. Acho que demos passos muito importantes que vão ajudar na profissionalização de uma nova rede de sementes.”

Kits com equipamentos para a coleta de sementes.

João Pedro, morador da comunidade Pedreira, reforçou que a iniciativa representa uma oportunidade de geração de renda aliada à conservação. “Eu acho muito importante essa iniciativa porque a gente mora dentro de uma unidade de conservação e é uma oportunidade de geração de renda. Essas outras espécies de sementes ainda não tinham essa questão de mercado. Acho muito importante isso porque prova que a natureza, que a floresta, ela também traz renda para as famílias. Porque nós fomos acostumados aqui, eu principalmente e outros companheiros do meu tempo, a trabalhar com roça, para fazer agricultura familiar. A gente quase não valorizava a questão extrativista, de não madeireiro principalmente. Mas hoje a gente vê essa oportunidade, que já chegou nas comunidades. Espero que dê tudo certo, que é uma nova oportunidade para geração de renda e também para manter a floresta em pé.”

Cátia, contou que o encontro foi uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre as espécies nativas. “Eu moro na floresta, né, mas só que eu não conheço todas as árvores. O que o pessoal falou pra mim é uma novidade, né? Mas agora daqui pra frente eu desejo conhecer mais, né? Daqui pra frente eu, pelo menos, vou aprender mais a conhecer as sementes. A gente vai ter mais ideias como cuidar das sementes.”

Juliana Castro, da comunidade de Jaguarari, participou do encontro e destacou que a rede pode trazer benefícios diretos para quem vive na floresta. “Foi um grande prazer estar aqui. É gratificante pra gente ter esse momento, porque trabalhamos diretamente na mata, fazendo a coleta das sementes. Isso não é só uma fonte de renda pra nossa comunidade, mas pra toda a FLONA.”

O Projeto de Sementes Florestais da ACOSPER teve início em 2023, a partir de uma parceria com a empresa Morfo. A iniciativa estrutura a cadeia de coleta, processamento e comercialização de sementes nativas e envolve moradores de dez comunidades: São Domingos, Chibé, Jaguarari, Acaratinga, Aldeia Takuara, Pedreira, Itapaiúna, Piquiatuba, Aldeia Marituba e Prainha 1. Esses moradores realizam atividades de campo, desde a identificação das espécies até a coleta e o armazenamento, contribuindo para a conservação da floresta e gerando alternativas de renda baseadas na sociobioeconomia.

Fotos: Marcio Santos/PSA.

Material para imprensa: Samela Bonfim (93) 98130-9797.

Colaborou: Danie Oliveira/Acosper.

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O principal objetivo do encontro é consolidar a primeira rede de sementes da Flona Tapajós, fortalecendo a organização dos coletores locais e promovendo o intercâmbio de experiências com outras redes já estruturadas no país. Para isso, o evento contará com a participação do Redário, uma articulação nacional que agrega diversas redes de coleta de sementes em todo o Brasil.

Durante o encontro, serão debatidas estratégias fundamentais para o fortalecimento da atividade, como técnicas de coleta, negociação, garantia de qualidade e armazenamento das sementes. “Para a gente, será um orgulho imenso consolidar efetivamente essa rede, que representa mais uma alternativa de renda para os povos da floresta e, ao mesmo tempo, um incentivo à preservação das matrizes e da floresta como um todo”, destacou Márcio Santos, do Projeto Saúde e Alegria.

A iniciativa é coordenada pelo Projeto Saúde e Alegria, pela Cooperativa Acosper e pela Federação da Flona Tapajós e conta com o apoio e parceria da Konrad Adenauer Stiftung, Redário, WWF, Coomflona, Morfo, ICMBio e Floresta Nacional do Tapajós.

Serviço

O que: 1º Encontro da Rede de Sementes da Flona Tapajós

Data: 22 e 23 de maio de 2025

Local: Comunidade de Pedreira, Flona Tapajós

Relacionamento com a imprensa: Samela Bonfim – (93) 98130-9797

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III FIINSA: Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia destaca soluções baseadas nas comunidades https://teste.projeto-zero.site/iii-fiinsa-festival-de-investimentos-de-impacto-e-negocios-sustentaveis-da-amazonia-destaca-solucoes-baseadas-nas-comunidades/ https://teste.projeto-zero.site/iii-fiinsa-festival-de-investimentos-de-impacto-e-negocios-sustentaveis-da-amazonia-destaca-solucoes-baseadas-nas-comunidades/#respond Sat, 26 Oct 2024 15:33:51 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21008 Evento mostra ser possível uma nova economia aliada a conservação e ao bem-viver dos povos da floresta

O Projeto Saúde e Alegria é um dos parceiros do III Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), realizado em Manaus, no Amazonas, entre os dias 22 e 24 de outubro. O evento reúne investidores, empreendedores, organizações da sociedade civil, lideranças de territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas. E promove as discussões sobre a sociobioeconomia, logística, mudanças climáticas e sustentabilidade.   

“O FIINSA é um festival que nasce da vontade de compartilhar com os que se interessam e se preocupam com a Amazônia para entender a realidade com quem já vive a experiência de dentro” explica Mariano Cenamo, cofundador do FIINSA.

“Consideramos como o maior evento de economia da floresta, de sociobioeconomia da Amazônia. Acontece de dois em dois anos, estivemos presentes no segundo. Agora, mais uma vez, estamos aqui juntos também. Em um evento que está reunindo quase mil pessoas, entre representantes do setor privado, do setor público, academia, universidades, e principalmente o pessoal das experiências no chão, concretas, povos tradicionais, indígenas, ribeirinhos, extrativistas, quilombolas” destacou o Coordenador do PSA, Caetano Scannavino. 

O PSA mediou uma mesa de discussões na abertura do evento, com representantes indígenas, quilombolas e extrativistas de experiências premiadas de base comunitária. Os Povos da Floresta puderam ter um espaço como protagonista nesse que foi um dos momentos mais importantes de toda a programação, apresentando soluções concretas que geram e distribuem renda, valorizam a cultura, e ao mesmo tempo mantém a floresta em pé e os rios limpos sem mercúrio.

“O que a gente vê aqui é um contraponto a este modelo histórico e ultrapassado de ocupação, mostrando o caminho possível pra uma Amazônia em pé e sustentável. Se eles [povos indígenas e tradicionais] puderem ter oportunidades, políticas e estratégias de multiplicar essas boas práticas, esse sim é um modelo de progresso e desenvolvimento. E não a insistência num modelo que a gente já viu que deu errado, baseado no desmatamento, na degradação ambiental, em mercúrio nos rios, grilagem de terras, crimes, numa cultura de ilegalismo onde legal é o ilegal, o que acaba beneficiando alguns poucos e deixa a conta do estrago para todo mundo pagar” disse Caetano.

Foto: IDESAM

“Em termos de organizações de negócios do Oeste do Pará, e região do Baixo Tapajós, ainda é bem pequena. perto do potencial que a gente tem e do que a gente vem construindo. E isso, foi muito interessante ver essas iniciativas, as iniciativas que estão prosperando, as dificuldades que elas estão enfrentando e como elas estão superando essas dificuldades. Parabéns aos organizadores, ao IDESAM, ao Impact HUB e ao Saúde e Alegria, que de alguma forma contribuiu como parceiro da realização do evento” ressaltou Olivia Beatriz, do Projeto Saúde e Alegria.

O 3º Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis é uma realização do Idesam e do Impact HUB Manaus. Entre os parceiros institucionais e estratégicos está o Projeto Saúde e Alegria. 

“A gente parabeniza aqui ao IDESAM pela organização do evento, pelo sucesso e por estar havendo uma crescente do FIINSA, sempre com a edição seguinte, melhor do que a edição passada, que já sempre a gente considera muito boa. Saímos daqui com esperança de que é possível ter uma Amazônia com mais saúde e alegria”, finalizou o coordenador do PSA. 

Além das mesas de discussões, a exposição de produtos permite que os produtores apresentem o que é feito na Amazônia e expliquem com profundidade o que é o seu negócio, qual o objetivo dele, e como isso está colaborando com a preservação da floresta e das comunidades tradicionais. É um momento importante também para articulação das iniciativas com potenciais investidores.

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Acosper e PSA participam de intercâmbio sobre acesso a mercado e gestão de negócios comunitários, em Brasília https://teste.projeto-zero.site/acosper-e-psa-participam-de-intercambio-sobre-gestao-de-produtos-da-agricultura-familiar-em-brasilia/ https://teste.projeto-zero.site/acosper-e-psa-participam-de-intercambio-sobre-gestao-de-produtos-da-agricultura-familiar-em-brasilia/#respond Fri, 09 Aug 2024 14:59:47 +0000 https://projeto-zero.site/?p=20643 Equipe visitou sede da Central do Cerrado e trocou experiências sobre dinâmica de trabalho e cooperativismo

Um encontro realizado em Brasília, nos dias 6 e 7 de agosto, reuniu organizações que estão desenvolvendo e contribuindo na estruturação de negócios da sociobieconomia. Representantes da Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (ACOSPER), da Central do Cerrado,), da Raízes do Campo, da Local.e, do Projeto Saúde e Alegria (PSA) e da  WWF-Brasil  participaram do intercâmbio   com o objetivo de trocar experiências, construir elos, discutir sobre gestão, organização da produção, acesso a mercado,  erros e acertos na estruturação dos negócios comunitários. O encontro também foi uma fonte de inspiração para a implementação do Ecocentro da Sociobioeconomia. 

“Ampliar as relações, trocar informações e absorver essas experiências exitosas que estão ocorrendo entre as organizações. A  Central do Cerrado, é uma iniciativa muito bonita, muito boa que a gente pode também integrar alguma dessas experiências aqui no Ecocentro, principalmente na forma de gestão, na forma de onde é que vem a produção, como é que organiza essa produção para poder agregar valor no produto que vem das comunidades” disse o Presidente da Acosper, Manoel Edvaldo Santos.

Representantes de Organizações e Cooperativas visitam sede da Central do Cerrado, em Brasília

Ao longo dos dias de visita, os representantes tiveram a oportunidade de visitar a sede da Central do Cerrado, entender a dinâmica de trabalho da cooperativa, conhecer espaços de venda de seus produtos, como Carrefour e Mercado Malunga. A Central do Cerrado é uma central de cooperativas formalizada desde 2010, que  atualmente atua com 23 organizações cooperadas. O trabalho da Central contribui desde a organização da produção até, fracionamento, rotulação e  acesso a mercados justos e solidários. No Encontro foi possível entender os serviços oferecidos pelas organizações, suas estratégias comerciais e os princípios e valores que sustentam os empreendimentos.

Visita em supermercados onde são comercializados os produtos da Sociobioeconomia

“A ideia do intercâmbio é aprender com as trocas de experiências para contribuir e pensar em possibilidades e oportunidades de gestão e parcerias com o Ecocentro. Foi muito interessante ver nas prateleiras de mercados importantes do Distrito Federal produtos da agricultura familiar e da sociobioecomomia, com uma apresentação tão bonita e atrativa. É necessário que a população tenha cada vez mais acesso a esses produtos e que as comunidades possam mostrar para o mundo o que são capazes de produzir” ressaltou Olivia Beatriz, do Projeto Saúde e Alegria.

“Outros eventos já foram previstos para o próximo ano, para que essa discussão, essa forma de relação em rede seja ampliada com a participação dos próprios agricultores e extrativistas das comunidades, dos quilombos, das aldeias e assim por diante. Na nossa avaliação, foi muito importante, não só nós daqui da região de Santarém, mas de outras regiões que estiveram participando do evento lá em Brasília. Foi uma coisa que nos surpreendeu, principalmente para mim, foi ver produtos que vêm das comunidades com uma marca da comunidade comercializada através da Central do Cerrado” pontuou Edvaldo.

Produtos das cooperativas de gestão da sociobioeconomia

“Voltei com muito conhecimento, muito incentivo, de saber que é possível. É possível quando se trabalha no coletivo, quando se pensa juntos, quando somamos os nossos conhecimentos e desafios, saber que é possível realizar. Então, foi muito importante, muito rico, eu irei carregar comigo essas experiências, para que aqui na nossa cooperativa, na ACOSPER, juntamente com o Agroindústria, que nós temos aqui o Ecocentro” ressaltou Maria Arruda, Acosper.

O ECOCENTRO

Ecocentro de Sociobieconomia, em Santarém

O Ecocentro da Sociobioeconomia foi inaugurado em julho de 2024. O objetivo do empreendimento é facilitar a agregação de valor e a comercialização da produção agroextrativista de base comunitária da região oeste do Pará, como um pólo de multiprocessamento, armazenamento e comercialização de produtos da sociobioeconomia. 

O empreendimento é resultado de uma soma de esforços da Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (ACOSPER), do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Município de Santarém (STTR), com suporte técnico do Projeto Saúde e Alegria (PSA), por meio do Programa Floresta Ativa que vem fortalecendo cadeias produtivas da sociobieconomia através de assistência técnica, investimentos em assessoria para negócios e capacitação empreendedora e cooperativista, em uma perspectiva de valorizar a economia da floresta em pé.

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