Agroecologia e Reposição Florestal – SANDBOX WP https://teste.projeto-zero.site Subdominio de Teste Thu, 27 Nov 2025 17:23:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 Curso de escalada em árvores fortalece coleta de sementes na Floresta Nacional do Tapajós https://teste.projeto-zero.site/curso-de-escalada-em-arvores-fortalece-coleta-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/curso-de-escalada-em-arvores-fortalece-coleta-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/#respond Thu, 27 Nov 2025 17:23:54 +0000 https://projeto-zero.site/?p=22896 Formação foi promovida pelo Programa Economia da Floresta do Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Acosper e Ufopa em dez comunidades da região da Flona Tapajós

Doze coletores de sementes das comunidades Pini, São domingos, Pedreira, Tauari, Bragança, Chibé, Takuara, Prainha, Itapaiuna, Paraíso participaram de formação para aprimorar técnicas de subida e manejo direto nas copas, prática necessária para espécies que se dispersam com facilidade. A atividade foi conduzida pelo técnico do PSA Antônio Dombroski, e teve instrução de Fábio Menezes de Carvalho, responsável pelo treinamento técnico.

Ao comentar sobre a rotina de coleta, Taoca explicou que o conhecimento adquirido pode reduzir perdas de sementes. “A gente já tem o aprendizado de como subir na árvore alta e poder chegar lá e coletar, principalmente daquelas que o vento toma a semente. A gente já pode achar ela assim madura e coletar lá em cima e poder coletar melhor de que o vento pode perder daí.”

Paulo, da Prainha, foi o primeiro a subir durante o exercício prático. Ele descreveu a experiência inaugural de alcançar a copa. “A primeira vez que eu subi foi agora. E é gostoso”. Relatou também a importância do apoio durante a prática. “Às vezes você fica nervoso e não sobe, não olha para baixo. Aí, a pior coisa é porque olhar para baixo fica dando nervoso. Então, você vai e chega lá em cima, tem lá o professor, né, que ele apoia, ele dá a mão para você subir e fique à vontade. E para descer de lá também, ainda é melhor ainda, que você vem só apoiando ele descendo na corda.”

Sivaldo de Souza Pedroso, da comunidade São Domingos, avaliou o curso como uma oportunidade de aprender técnicas que não faziam parte da rotina da coleta local. “Estou participando desse curso muito importante. Pra gente aprender trepar em árvore para ter mais facilidade de tirar as sementes” Sobre o impacto no trabalho, reforçou: “Acredito que vai melhorar muito. Porque hoje perde muita semente porque a pessoa não pode coletar por causa que o vento dispersa para longe. No caso do Ipê, do Cedro, que é uma semente que cai longe.”

A oficina incluiu procedimentos de segurança, amarração de cordas, tipos de nós, etapas práticas de subida em árvores e exercícios de deslocamento entre galhos para alcançar frutos e sementes.

Rede de sementes da Flona Tapajós

Em maio deste ano a comunidade de Pedreira, na Floresta Nacional do Tapajós, recebeu o I Encontro da Rede de Sementes. O encontro marcou a criação oficial da primeira Rede de Sementes da Flona Tapajós, que será credenciada ao Redário, articulação nacional que reúne mais de 27 redes de sementes distribuídas em várias regiões do país. A atividade foi organizada pela Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativistas do Oeste do Pará (Acosper) e Projeto Saúde e Alegria em parceria com a Federação da Flona Tapajós, Coomflona, Redário, e apoio da WWF Brasil, Konrad Adenauer e da empresa Morfo.

O Projeto de Sementes Florestais da ACOSPER teve início em 2023, a partir de uma parceria com a empresa Morfo. A iniciativa estrutura a cadeia de coleta, processamento e comercialização de sementes nativas e envolve moradores de dez comunidades: São Domingos, Chibé, Jaguarari, Acaratinga, Aldeia Takuara, Pedreira, Itapaiúna, Piquiatuba, Aldeia Marituba e Prainha 1. Esses moradores realizam atividades de campo, desde a identificação das espécies até a coleta e o armazenamento, contribuindo para a conservação da floresta e gerando alternativas de renda baseadas na sociobioeconomia.

Fotos: Antônio Dombroski/PSA.

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1° Encontro da Rede de Sementes na Floresta Nacional do Tapajós  https://teste.projeto-zero.site/1-encontro-da-rede-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/ https://teste.projeto-zero.site/1-encontro-da-rede-de-sementes-na-floresta-nacional-do-tapajos/#respond Wed, 21 May 2025 01:37:53 +0000 https://projeto-zero.site/?p=21919 Nos dias 22 e 23 de maio de 2025, a comunidade de Pedreira, localizada na Floresta Nacional (Flona) do Tapajós, sediará o 1º Encontro da Rede de Sementes da Flona Tapajós. O evento reunirá coletores de sementes da região, parceiros e entidades de diversas partes do Brasil que atuam na formação de redes de coleta.

O principal objetivo do encontro é consolidar a primeira rede de sementes da Flona Tapajós, fortalecendo a organização dos coletores locais e promovendo o intercâmbio de experiências com outras redes já estruturadas no país. Para isso, o evento contará com a participação do Redário, uma articulação nacional que agrega diversas redes de coleta de sementes em todo o Brasil.

Durante o encontro, serão debatidas estratégias fundamentais para o fortalecimento da atividade, como técnicas de coleta, negociação, garantia de qualidade e armazenamento das sementes. “Para a gente, será um orgulho imenso consolidar efetivamente essa rede, que representa mais uma alternativa de renda para os povos da floresta e, ao mesmo tempo, um incentivo à preservação das matrizes e da floresta como um todo”, destacou Márcio Santos, do Projeto Saúde e Alegria.

A iniciativa é coordenada pelo Projeto Saúde e Alegria, pela Cooperativa Acosper e pela Federação da Flona Tapajós e conta com o apoio e parceria da Konrad Adenauer Stiftung, Redário, WWF, Coomflona, Morfo, ICMBio e Floresta Nacional do Tapajós.

Serviço

O que: 1º Encontro da Rede de Sementes da Flona Tapajós

Data: 22 e 23 de maio de 2025

Local: Comunidade de Pedreira, Flona Tapajós

Relacionamento com a imprensa: Samela Bonfim – (93) 98130-9797

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Em visita ao Tapajós, Ministro Paulo Teixeira diz que “aprimorar políticas voltadas à biodiversidade e florestas produtivas é o resultado da escuta realizada” https://teste.projeto-zero.site/aprimorar-politicas-voltadas-a-biodiversidade-e-florestas-produtivas-e-o-resultado-da-escuta-reforca-o-ministro-paulo-teixeira-ao-visitar-aldeia-da-resex-tapajos-arapiuns/ https://teste.projeto-zero.site/aprimorar-politicas-voltadas-a-biodiversidade-e-florestas-produtivas-e-o-resultado-da-escuta-reforca-o-ministro-paulo-teixeira-ao-visitar-aldeia-da-resex-tapajos-arapiuns/#respond Tue, 30 May 2023 12:58:34 +0000 https://projeto-zero.site/?p=17975 Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira, visitou aldeia Vista Alegre do Capixauã da etnia Kumaruara. Recebido com rituais e celebração, ouviu demandas e se comprometeu a lutar pelo desenvolvimento de políticas públicas para fortalecer vida de agricultores e agricultoras ribeirinhas 

Em uma festa calorosa com direito a dança e benção do pajé da aldeia, o Ministro Paulo Teixeira disse que leva “a sensação de uma comunidade com muita energia e o desafio de trazer políticas públicas”. A visita aconteceu no último sábado (27/05), no território Kumaruara, localizado na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, em Santarém, onde o representante do governo cumpriu agenda desde sexta-feira.

O momento foi considerado marcante, como lembrou o coordenador geral do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino: “Eu fico muito feliz, é um momento histórico, até porque nunca havia vindo um Ministro de Estado. Já sabemos que raramente vem ministros para a Amazônia, e quando vêm, ficam por Belém e Manaus. Vir até Santarém é ainda mais difícil. E mais ainda reservar um dia da agenda para uma imersão pelas comunidades. Isso depois de um governo que cortou o diálogo com elas”. O compromisso de sábado foi dedicado à escuta das populações tradicionais, indígenas, extrativistas e da agricultura familiar para levar sugestões, propostas e recomendações à Brasília.

Ministro foi recebido na aldeia Vista Alegre do Capixauã em Santarém. Fotos: Júnior Albuquerque/acervo PSA.

Durante a visita, Teixeira conheceu o viveiro implementado pelo Programa Floresta Ativa do PSA em parceria com a aldeia, para apoiar a agricultura familiar, a implantação de sistemas agroflorestais, o reflorestamento, a segurança alimentar e a geração de renda. “Muito especial a visita que fizemos a Reserva Extrativista Tapajós/Arapiuns, no Pará. O resultado são trocas de saberes, vivências e respeito à cultura e às muitas formas de viver. Lá, indígenas e agricultores familiares já plantaram 70 mil mudas de árvores nativas, com objetivo de reflorestar a área pertencente à floresta amazônica, onde vivem 10 povos indígenas. Entre as espécies estão cumaru, andiroba, piquiá, cupuaçu e açaí. Eu mesmo plantei uma dessas mudas.” – disse o Ministro Paulo Teixeira.

No ritual de celebração, dançou, provou tarubá (bebida típica indígena, fermentada naturalmente) e recebeu demandas. Uma delas, da liderança do povo Kumaruara, Zenilda Bentes: “Nós povos indígenas somos diferenciados, mas temos condições de produzir. A agricultura familiar só precisa ter apoio, suporte técnico. Uma coisa que estamos pedindo é a continuidade da habitação rural porque a gente precisa muito desse apoio”, ressalta.

Paulo Teixeira recebeu benção do pajé da aldeia.

A reforma agrária com a regularização fundiária e dos assentamentos foi defendida pela presidente da Tapajoara, Maria José. A liderança destacou o anseio das populações da organização da Resex: “Nós apresentamos nossas demandas como comunidades para que sejam implementadas políticas públicas no nosso território, a retomada do ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural), da eletrificação rural… Faz muito tempo que essas políticas não chegam a nossa comunidade, nossas aldeias”, comenta.

Num contexto de exclusão digital, os indígenas também pediram políticas de acesso à internet – necessárias para fortalecer as comercializações da produção da agricultura. “A gente não tem sinal da internet, pra ligar nem pra outra comunidade, nem pra cidade. Aqui a gente é isolado de todas as operadoras”, relata Catarina Melo. Para a agricultora, uma das formas de valorizar o esforço de quem protege a floresta é garantindo meios para que eles possam ficar nas aldeias. “A gente trabalha a meia hora de distância a pé para chegar na roça, porque a gente não desmata a floresta. A gente faz roça nas capoeiras pra plantar milho, maniva, macaxeira que é a nossa sobrevivência. A floresta em pé é muito importante pra gente. A gente não desmata, preserva a nossa floresta. O que nós precisamos é de apoio”.

O Ministro foi acompanhado do Superintendente do Incra do Oeste do Pará, José Maria Melo, do deputado Federal pelo Pará, Airton Faleiro, da deputada estadual do Pará/PT, Maria do Carmo e das professoras da UFOPA licenciadas e que integram secretarias do governo, Raimunda Monteiro e Socorro Pena. “Sendo um ministro do governo Lula que trata de questões bastante polêmicas, situações de conflito como dos projetos de assentamento, foi um momento importante porque ele conseguiu dialogar com diferentes atores dessa região, conversou com lideranças indígenas. A minha expectativa é que com a reorientação da implementação de políticas públicas, a gente conquiste grandes oportunidades para a região”, comentou Socorro.

Além da Assistência Técnica promovida pelo Floresta Ativa na aldeia, uma pousada está em fase de conclusão na aldeia. Construída pelo PSA, é um marco para a geração de renda através do Turismo de Base Comunitária, lembra o fundador do PSA, Eugênio Scannavino: “É uma pousada comunitária, construída com mão de obra da comunidade e vai servir com geração de renda para um lugar com muito potencial turístico, com igarapé. O sonho deles era ter uma estrutura para que os turistas pudessem ficar. Agora tem restaurante, pousada… Essas pessoas estão defendendo a floresta para todo o planeta”, conta.

Ao longo das trocas de saberes e vivências, Paulo Teixeira destacou a importância de ouvir  as demandas e aprender com os cuidadores da floresta. “Na Aldeia Vista Alegre recolhemos as demandas e aprendemos com os cuidadores da floresta. Vamos, assim, aprimorar as políticas públicas voltadas para biodiversidade e para florestas produtivas. Conservação e geração de renda por meio de políticas públicas construídas pelas populações dos territórios.

 

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IT’S NOW! É AGORA | Hortas familiares geram renda, alimentação saudável e protegem a floresta https://teste.projeto-zero.site/its-now-e-agora-hortas-familiares-geram-renda-alimentacao-saudavel-e-protegem-a-floresta/ https://teste.projeto-zero.site/its-now-e-agora-hortas-familiares-geram-renda-alimentacao-saudavel-e-protegem-a-floresta/#respond Fri, 05 Nov 2021 20:10:22 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14763 Ação do Programa Floresta Ativa do Projeto Saúde e Alegria está conectada à campanha IT’S NOW! É AGORA, que promove o 5N, uma referência a este dia 5 de novembro, como marco para convocar indivíduos, organizações e comunidades a participarem de uma  Cadeia de Ação Climática Global e tornar as ações cidadãs visíveis, exigindo  dos governos e autoridades que garantam um futuro seguro para as gerações atuais. A campanha se alinha à #COP26 que está acontecendo em Glasgow, na Escócia;

No meio da floresta Amazônia, estruturas suspensas chamam a atenção. São hortas comunitárias, produzidas sem uso de agrotóxico e que carregam uma grande responsabilidade: contribuir para a geração de renda de famílias de Unidades de Conservação e Territórios Indígenas, promover uma alimentação saudável e ajudar na proteção da floresta Amazônica.

O Programa Floresta Ativa tem apoiado famílias na implantação de hortas familiares nas comunidades de Carão, Pedra Branca, Anumã e Aldeia Solimões. A iniciativa promove assistência técnica e fornece material necessário à instalação das estruturas. “Hoje nós temos quatro polos de produção de hortaliças e a gente já está com implementação de mais dois, totalizando seis polos de produção. Essas famílias hoje conseguem ter renda extra com essa produção de hortaliças e garantir uma alimentação de qualidade” – explicou a engenheira agrônoma do PSA, Rosimeire Freitas.

Produção de couve na Resex Tapajós Arapiuns. Fotos: Rosemeire Freitas/PSA.

O trabalho com as hortas faz parte de uma estratégia maior do projeto, que envolve a assistência técnica para a criação de Sistemas Agroflorestais – SAFs que hoje conta com a participação de sete comunidades na Resex Tapajós-Arapiuns. Cerca de trinta e cinco famílias atuam na produção de mudas de espécies frutíferas e florestais. Juntas já produziram e plantaram mais de dezoito mil mudas em suas áreas.

A atividade com SAFs tem produções de ciclos de curto prazo que são cultivos anuais, como milho, feijão e mandioca. Médio prazo com cultivo de espécies frutíferas, como cupuaçu, muruci, açaí. E de mais longo prazo com a produção de espécies florestais como copaíba, andiroba, cumarú. Todos com a perspectiva de manutenção da floresta em pé, recuperação de áreas degradadas e geração de renda, mas tem um resultado mais demorado.

Por isso as hortas representam uma alternativa de geração de renda em curto espaço de tempo, possibilitando a colheita no período de um a dois meses, após a germinação. O projeto faz o acompanhamento com os técnicos que realizam visitas aos grupos familiares que trabalham com hortaliças, apoiam na construção de canteiros e promovem orientação direcionada a cada produção sobre os tratos culturais em cada fase de crescimento das plantas, com ênfase ao cuidado de pragas de forma orgânica.

“Produção orgânica que gera renda, alimentação de qualidade e faz a recuperação das florestas. O desafio é também fortalecer a cultura do consumo do alimento extraído da própria terra pelos agricultores familiares. “Garantir que essas famílias possam ter alimentação de qualidade é um dos principais desafios que essa equipe tem, porque a gente vê que algumas famílias estão comprando muito na cidade e levando muitos produtos industrializados para dentro das UCs, territórios indígenas e perdendo o cultural de comer produtos produzidos por eles mesmos”.

Em Carão na Resex, a família de Joelma Lopes se dedica à produção de hortaliças. Uma atividade que fortalece a renda e contribui para a segurança alimentar, conta: “Hoje nós temos uma alimentação saudável. Nós trabalhamos com produtos orgânicos. O apoio do Projeto Saúde e Alegria está sendo muito importante porque nós temos técnicos que nos orientam”.

Joelma Lopes em sua horta familiar na comunidade Carão, na Resex.

O filho da extrativista, Henrique Ferreira, ressalta que a atividade familiar se alinha ao maior interesse dos moradores: manter a floresta em pé: “Quando a gente fala de preservação, continuação de vida na terra, apoiar os amazônidas, as famílias que moram na floresta é o mais importante. Porque são as pessoas daqui que realmente preservam e sabem viver em harmonia com a floresta. O apoio do Programa Floresta Ativa é importante porque a gente pode mostrar pro mundo o quanto a gente tem potencial e o quanto pode contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas”.

A experiência nas quatro comunidades onde o trabalho está mais avançado, tem animado outros grupos. Em Surucuá, na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, uma cooperativa que reúne dezenove moradores, sendo catorze mulheres, têm se organizado, para produzir além de polpas, hortaliças para a comercialização em larga escala para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). A Cooperativa Agroextrativista de Surucuá (Cooprasu), já abastece feiras e mercados com polpas de frutas em Santarém e mira na produção das hortas.

“A gente trabalha com produtos orgânicos, sem agrotóxicos. O adubo vem da própria natureza. Comercializa para Santarém e comunidades vizinhas e estamos nos  organizando para comercializar para a merenda escolar: polpa de frutas, derivados da mandioca, verduras e legumes” – conta Adauto Sousa da Cooprasu de Surucuá.

A atividade do Programa Floresta Ativa busca oferecer alternativas de impacto social e econômico para que os moradores de áreas da floresta tenham oportunidade de gerar renda com cuidado ao meio ambiente. Enquanto plataforma de oportunidades socioeconômicas voltadas ao manejo sustentável da floresta, o programa apoia a iniciativa para fortalecer cadeias produtivas para ao mesmo tempo, promover a segurança alimentar, a elevação da renda e a inclusão social das comunidades envolvidas.

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Economia da floresta em pé: manejo do cumaru é aposta de extrativistas de Mojuí dos Campos https://teste.projeto-zero.site/economia-da-floresta-em-pe-manejo-do-cumaru-e-aposta-de-extrativistas-de-mojui-dos-campos/ https://teste.projeto-zero.site/economia-da-floresta-em-pe-manejo-do-cumaru-e-aposta-de-extrativistas-de-mojui-dos-campos/#respond Fri, 25 Jun 2021 22:11:00 +0000 https://projeto-zero.site/?p=14141 Moradores das comunidades Assentamento PA Moju I e II e PDS Igarapé do Anta praticam o manejo da espécie florestal na região há pelo menos três anos. O Projeto Saúde e Alegria está ampliando as ações do Programa Floresta Ativa para as comunidades que receberão assistência técnica e apoio estrutural;

Com o início da safra do cumaru (Dipteryx odorata) em 2021, moradores de dois assentamentos do município de Mojuí dos Campos se planejam para a colheita anual. Entre os meses de julho a setembro, os frutos do cumaru, conhecidos como a baunilha brasileira, caem no chão, favorecendo a coleta.

Cumaruzeiro pertencente à família Fabaceae e tem sido muito utilizado na indústria de perfumes, aromas e fragrâncias.

Nesta semana, técnicos do Projeto Saúde e Alegria visitaram propriedades rurais no Assentamento PA Moju I e II e PDS Igarapé do Anta para identificar agricultores e agricultoras que possuem plantios de cumaru nativo. Durante as visitas, foram identificados plantios entre 3 e 7 anos, possibilitando adequada frutificação dos cumarus para a safra.

Técnicos em visita nas propriedades de Mojuí dos Campos.

“A atividade foi para identificar essa produção e criar uma estratégia de fomento ao plantio, desde a colheita, armazenamento, beneficiamento e a comercialização. Tudo está na fase inicial. Assim como aconteceu com a andiroba, a gente quer que os agricultores estejam felizes com o seu trabalho com a floresta em pé, tirando renda disso. Que a gente possa ter cada vez mais árvores plantadas, próximo dos roçados em sistemas agroflorestais” – ressaltou o Engenheiro Florestal do PSA, Steve Mcqueen Fernando.

O programa Floresta Ativa do PSA tem oportunizado a geração de renda com a cadeia produtiva de produtos não madeireiros. Empresas buscam informações junto à entidade para adquirir produtos de manejo, acrescentou Mcqueen: “O Saúde e Alegria trabalha há um bom tempo na região e por conta do bom desenvolvimento com saúde, comunicação e educação e agroecologia, as pessoas nos procuram para se informar sobre a possibilidade da compra dessas sementes. Nós enquanto entidade, procuramos outras entidades de classe Trabalhadoras. Neste caso do cumaru, procuramos o presidente do STTR de Mojuí dos Campos – Antônio Valdir,  o coordenador da Cooperativa dos Trabalhadores Agroextrativista do Oeste do Pará –  ACOSPER – Denis dos Santos e a Agricultora Rosinha da comunidade Rainha da Floresta do PA Moju que participou da visita nos assentamentos”.

Além do cumarú, outras espécies ganham cada vez maior visibilidade no mercado. A andiroba tem representado uma forte aliada à conservação da floresta. Enquanto coletam os frutos da espécie, os extrativistas cuidam de áreas e evitam o desmatamento. Na Floresta Nacional em Belterra, moradores das comunidades São Domingos, Pedreira e Nazaré, praticam o manejo da andiroba na região há mais de vinte anos. Os extrativistas recebem apoio técnico do PSA com acompanhamento contínuo, e em 2019 surgiu a oportunidade da comercialização de sementes para a empresa de cosméticos Natura. Em uma única venda foram comercializadas quase oito toneladas (7.840,30) gerando cerca de trinta e um mil reais para os manejadores.

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Saúde e Alegria doa sopradores ao Corpo de Bombeiros para combate a incêndios florestais https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-doa-sopradores-ao-corpo-de-bombeiros-para-combate-a-incendios-florestais/ https://teste.projeto-zero.site/saude-e-alegria-doa-sopradores-ao-corpo-de-bombeiros-para-combate-a-incendios-florestais/#respond Thu, 04 Mar 2021 18:50:55 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13584 Cinco sopradores foram entregues para reforçar o trabalho dos militares no combate ao fogo em Santarém e municípios da região;

Nesta quinta-feira (04/03), o Projeto Saúde e Alegria formalizou a entrega de Sopradores Costais STIHL BR 600 para o 4º Grupamento Bombeiro Militar de Santarém/PA, que serão utilizados em ações de combate às queimadas e incêndios florestais na região do Oeste do Pará e Baixo Amazonas. Os equipamentos de alta potência permitem realizar um trabalho eficiente com mais rapidez e facilidade.

Recomendado por profissionais e estudiosos em combate às queimadas e incêndios, por se tratar de um instrumento com melhor performance em relação a outros usados nas contenções, os itens foram recebidos pelo comandante Tenente Coronel QOBM – 4º GBM, Francisco da Silva Júnior.

“A gente viu no ano passado, a morte de animais, a floresta devastada. E a gente está aqui hoje com essa resiliência do Saúde e Alegria para que a gente possa ter um enfrentamento melhor nas nossas missões” – relatou.

Segundo o comandante, o uso do equipamento durante um incêndio florestal pode suprimir a necessidade de atuação de até dez militares. “É um equipamento de suma importância porque limita a ação do fogo e as vezes até apaga. Dá uma margem de segurança para o caminho de saída dos militares até extinguir o incêndio” – acrescentou o Tenente Coronel.

Na região, durante a época de início das secas, começa também a temporada de queimadas em áreas florestais que abrigam enorme riqueza de diversidade vegetal e animal. E sempre nesses mesmos períodos de cada ano, o Projeto Saúde e Alegria (PSA) renova seus apoios às formações de brigadistas, campanhas de prevenção e combate aos incêndios. Este ano, o PSA se antecipou ao período de queimadas com essa doação ao Corpo de Bombeiros de modo que já possam iniciar os devidos treinamentos para o uso de sopradores.

“É uma parceria que vem avançando. Hoje foi mais um passo nessa cooperação do Projeto Saúde e Alegria com o Batalhão, que no ano passado também recebeu da gente equipamentos de proteção e de combate para  melhorar as condições no enfrentamento do fogo, sempre um enorme desafio em se tratando da Amazônia. Assim como a gente vem atuando no combate ao Coronavírus, apoiando os agentes públicos, é a nossa campanha de cuidar também de quem cuida da gente, e das florestas que nos dão vida” – explicou o coordenador do PSA, Caetano Scannavino.

Em julho de 2020, foram entregues dois sopradores Stihl BR 600, roupas completas de combate a incêndio urbano, botas, luvas, balaclavas, capacetes, máscaras e equipamentos de proteção individual (EPIs). Em outubro do mesmo ano, o PSA entregou um drone para rastreio aéreo de focos de incêndio.

A iniciativa está articulada à proposta do Plano Territorial de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, construído em outubro de 2019 com participação de representantes da RESEX, FLONA, Corpo de Bombeiros, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ICMBio e Brigada de Alter, quando então foram traçadas estratégias para atuação das entidades no combate e prevenção às queimadas na região. Dentre as ações pactuadas para o Plano, foram realizados cursos de capacitação para novos brigadistas, oficinas de prevenção a incêndios florestais, e suporte para aquisição de equipamentos para os combates.

Para essas ações, o PSA conta também com o apoio do Instituto Clima e Sociedade.

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Potencial produtivo de comunidades da Resex Tapajós Arapiuns está sendo identificado em Diagnóstico Rural Participativo  https://teste.projeto-zero.site/potencial-produtivo-de-comunidades-da-resex-tapajos-arapiuns-esta-sendo-identificado-em-diagnostico-rural-participativo/ https://teste.projeto-zero.site/potencial-produtivo-de-comunidades-da-resex-tapajos-arapiuns-esta-sendo-identificado-em-diagnostico-rural-participativo/#respond Thu, 14 Jan 2021 19:50:25 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13299 Acompanhamento técnico do Programa Floresta Ativa visa promover geração de renda à moradores da floresta;

Em mais uma rodada de visitas para levantamento produtivo nas comunidades, técnicos do PSA estão identificando a evolução dos plantios de espécies florestais e frutíferas para elaboração de Diagnóstico Rural Participativo. A intenção é avaliar espécies cultivadas e necessidades dos produtores, para planejar novos plantios de Sistemas Agro Florestais – SAF.

A etapa está sendo realizada nas comunidades de Carão, Anumã, Pedra Branca, Santi e Aldeia Solimões. Nos encontros, os moradores relatam sobre as atividades agrícolas que desenvolvem e de que maneira promovem os plantios.

Diagnostico Rural Participativo com visita às propriedades para levantamento de produção. Fotos: Alexandre Godinho/PSA.

“Após a seleção das famílias, a equipe volta a campo para fazer um diagnóstico rural participativo- DRP e identificar a real situação das famílias ligadas à parte social, ambiental, infraestrutura e sistemas produtivos. O resultado desse diagnóstico vai possibilitar que a equipe técnica tenha dados suficientes de cada propriedade e de cada família que vai beneficiar” – explicou o extensionista rural, Márcio Roberto.

Moradores da Resex Tapajós/Arapiuns apostam na meliponicultura para geração de renda sustentável.

A partir dos resultados do mapeamento, serão elaborados projetos de plantios para introduzir a cultura de ciclo curto, médio e longo, conforme a necessidade de cada produtor. O extrativismo tem contribuído para a geração de renda sustentável para as famílias manejadoras nessa região. “Com o DRP a gente vai poder traçar estratégias para melhorar os sistemas produtivos dessas famílias, sendo que esses sistemas vão ser montados juntamente com a família e com a equipe técnica do PSA. Levando em consideração aptidões, tipo de solo, e principalmente que esse sistema possa gerar renda pra família. O objetivo é que esses sistemas funcionem dentro de uma estratégia agroecológica, introduzindo SAFs nessas propriedades” – acrescentou Roberto.

Fortalecimento das cadeias de valores da sociobiodiversidade  da Região Oeste do Pará 

O programa Floresta Ativa reúne um conjunto de iniciativas que tem como objetivo principal “alavancar a participação da economia da floresta de base Comunitária no desenvolvimento regional, por meio de empreendimentos e sistemas produtivos agroecológicos e florestais – integrados e permanentes – que reduzam as emissões de CO2 e contribuam para segurança alimentar, elevação da renda e inclusão social” – explicou um dos coordenadores do PSA, Davide Pompermaier.

Diagnóstico Rural Participativo nas comunidades da região da Resex Tapajós/Arapiuns.

As ações articulam organizações produtivas de base (associações e cooperativas), movimentos sociais, ONG’s, empresas e fundações privadas nacionais e internacionais, atores institucionais (governos federal, estadual e municipal em suas diversas instâncias) instituições de ensino e pesquisa.

Uma das principais ações é o apoio a produção agroflorestal e restauração florestal com sistemas agroflorestais, visando contribuir ao mesmo tempo para redução das perdas de florestas e para melhoria da renda das populações agroextrativistas, aumentando a oferta de alimentos, frutas e sementes para venda direta e para bioindustrialização.

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Economia da floresta: artesanato de palha de tucumã do Arapiuns compõe presente corporativo da Natura https://teste.projeto-zero.site/economia-da-floresta-artesanato-de-palha-de-tucuma/ https://teste.projeto-zero.site/economia-da-floresta-artesanato-de-palha-de-tucuma/#respond Sat, 09 Jan 2021 00:00:53 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13266 Mais de trinta artesãos das comunidades Urucureá e Aparecida se envolveram na produção entregue em 45 dias à Natura;

O artesanato da floresta chegou às mãos de centenas de parceiros da Natura pelo mundo. A empresa que anualmente presenteia colaboradores e parceiros com kits surpresa, desta vez, investiu na compra de artesanatos produzidos a partir da palha de tucumã dos associados da Cooperativa de Turismo e Artesanato da Floresta – TURIARTE para cobrir/fechar a caixa do presente corporativo.

As peças exclusivas, criadas para embalar os cosméticos, foram confeccionadas por mais de trinta moradores das comunidades Urucureá e Aparecida, região do Rio Arapiuns. No mutirão, foram feitas 1.500 luvas (caixas para sabonetes) em um mês e meio. A renda obtida pela venda foi dividida entre as artesãs que se dedicaram à atividade extrativista.

Artesã há mais de trinta anos, Ivaneide de Oliveira de Urucureá, contou que a atividade contribuiu para a renda da comunidade e fortaleceu o propósito da geração de renda sustentável. “Foi uma experiência nova que a gente desenvolveu, com um produto criativo. Foi uma expectativa muito boa pra gente como artesãs. Foram aprendizados novos pra todas as cooperadas e a gente ficou muito satisfeito com essa produção pra Natura” – disse.

Criada em 2015, a Turiarte é formada por moradores de sete comunidades do Rio Arapiuns que em meados dos anos 90 com o apoio do PSA iniciou o resgate da produção artesanal de cestaria em palha de tucumã como fonte de renda complementar.

A Cooperativa busca fomentar a produção e comercialização de artefatos artesanais da floresta, que agreguem matéria-prima extraída de forma sustentável, conhecimento tradicional, identidade cultural, habilidade manual e criatividade.

Sabonetes Natura embalados com artesanato de palha de tucumã. Fotos: Cateano Scannavino.

Em 2021 as produções nas comunidades seguem a todo vapor, explicou a coordenadora de produção da Turiarte, Rosangela Castro: “No final de ano tivemos bastante produção, e agora recebemos encomendas. Começando bem. Essa parceria com a Natura foi muito importante para as cooperativas e ajudou muito os moradores”.

Para o coordenador do Projeto Saúde e Alegria, Caetano Scannavino, a articulação das moradoras tem contribuído para a geração de renda com a manutenção da floresta em pé. “Negociando sem atravessadores, entregando no prazo e com o devido controle de qualidade” as mulheres cooperadas têm impulsionado o mercado sustentável e cada vez mais ganhado espaço.

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Muvuca de sementes é realizada na Resex Tapajós Arapiuns durante Intercâmbio de experiências em restauração florestal e agroecologia https://teste.projeto-zero.site/muvuca-de-sementes-e-realizada-na-resex-tapajos-arapiuns-durante-intercambio-de-experiencias-em-restauracao-florestal-e-agroecologia/ https://teste.projeto-zero.site/muvuca-de-sementes-e-realizada-na-resex-tapajos-arapiuns-durante-intercambio-de-experiencias-em-restauracao-florestal-e-agroecologia/#respond Fri, 11 Dec 2020 15:07:38 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13154 Evento anual contou com número limitado de participantes em decorrência da pandemia Covid-19. Participaram representantes comunitários e colaboradores do Saúde e Alegria;

No período de 9 a 11 de dezembro, participantes do intercâmbio experiências em restauração florestal, aprofundaram conhecimento sobre as técnicas da muvuca de sementes, uma forma mais barata para recompor a vegetação em áreas de preservação. A “muvuca” é um termo de origem indígena, que significa mistura, sendo uma alternativa ao plantio de mudas através da semeadura direta de sementes de espécies nativas.

Mudas e sementes para muvuca, na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns. Fotos: Valter Oliveira/PSA.

“É uma técnica de misturar sementes de diversas espécies de maneira que possam germinar e preencher a área com vegetação. A muvuca que nós fizemos, foi adaptada para a realidade da agricultura familiar da região. Utilizamos 280 mudas de dez espécies frutíferas, florestais e de adubação verde” – explicou o engenheiro florestal do PSA, Steve McQueen.

O plantio foi feito na área do igarapé do Carão na Reserva Extrativista Tapajós Arapiuns, terra a qual vem sendo preparada desde o mês de agosto, para o plantio do período de inverno 2021. A área também ganhou reforço com o aproveitamento de toretes dos roçados dos agricultores colaboradores da comunidade de carão, contou McQueen: “Nós conversamos com os agricultores e mostramos a importância do reflorestamento. Eles toparam ceder as madeiras cortadas para fazer os roçados de mandioca. Assim a gente contribuiu com a não emissão de gases de efeito estufa com gás carbônico e com isso evitamos incêndios que poderiam ser causados pelo uso indevido do fogo”.

Intercâmbio de experiências em restauração florestal e agroecologia no Cefa.

Nos três dias do intercâmbio de experiências, lideranças da Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra e Mojuí dos Campos – AMABELA, Comunitários da Resex e colaboradores do Saúde e Alegria, aprenderam técnicas de reciclagem, muvuca e sintropia. Conheceram diferentes tipos de sementes em exposição, aprenderam a usar motocultivador, e realizaram plantio de mudas. O evento também contou com palestras sobre a restauração florestal e agroecologia, apresentação de vídeo, debates, troca de experiências entre agricultores, além de destacar a restauração florestal em tempos de pandemia e sua continuidade.

Mudas no viveiro do Centro Experimental Floresta Ativa.

A intenção é que o projeto de restauração florestal no igarapé do carão  continue até completar toda a área. “O papel do Saúde e Alegria é esse. Demonstrar técnicas, bom uso de equipamentos de modo a facilitar a vida de quem trabalha no campo” – acrescentou McQueen.

Muvuca de sementes para recuperação do Igarapé de Carão, na Resex.
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Bloco dos Heróis leva campanha de combate a incêndios florestais à Oriximiná no PA https://teste.projeto-zero.site/bloco-dos-herois-leva-campanha-de-combate-a-incendios-florestais-a-oriximina-no-pa/ https://teste.projeto-zero.site/bloco-dos-herois-leva-campanha-de-combate-a-incendios-florestais-a-oriximina-no-pa/#respond Sat, 05 Dec 2020 12:29:53 +0000 https://projeto-zero.site/?p=13125 Parceiro do Projeto Saúde e Alegria, se uniu à campanha “Comunidade Unida, Preserva a Vida”;

Em mais uma ação voluntária, dessa vez o Bloco dos Heróis protagonizou ato para a prevenção a queimadas e incêndios florestais em comunidades da região do Baixo Amazonas. Eles levaram folders e cartazes educativos ao município de Oriximiná, a cerca de 287 km de Santarém. “Repassamos o material para instituições que farão a multiplicação para que a informação chegue até as comunidades. Também queremos fazer com que esse material chegue à Itaituba e Alenquer” – contou um dos idealizadores do bloco criado em 2012, Elias Júnior.

O conteúdo da campanha é a queima controlada, com informações sobre métodos para preparo do terreno para agricultura, horário correto para queima, posição do vento e mobilização da comunidade para ajudar a controlar o fogo, caso necessário. A ação também busca orientar sobre o decreto federal 10.424/2020, que suspendeu a permissão para o emprego do fogo na Amazônia e Pantanal, mas permite para práticas agrícolas de subsistência, desde que informadas e autorizadas junto a um órgão ambiental responsável.

Entrega à Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná- ARQMO.

Em Oriximiná, a campanha foi recebida pela Brigada Municipal de Bombeiros Civis, Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombos do Município de Oriximiná-ARQMO, Secretaria Municipal de Meio Ambiente-SEMMA, PREVFOGO, UFOPA- campus Oriximiná, Secretaria Municipal de Segurança Pública-SEMUSP.

“Eles são muito mais que parceiros, são heróis, porque além de participarem das atividades de apoio na campanha de combate à COVID-19, estão apoiando a campanha de combate a incêndios florestais e queimadas. São parcerias que a sociedade civil pode ter como referencial em atividades voluntárias” – comentou o coordenador do Programa Floresta Ativa, do PSA, Paulo Bonassa.

Entrega à UFOPA – Campus Oriximiná.

Bloco dos Heróis

O bloco dos heróis é uma iniciativa sem fins lucrativos e sem interesses políticos partidários. Começou para reunir amigos durante o Carnaval, e depois foi se tornando também um projeto social. Apesar de ter surgido entre bombeiros, hoje possui apoio da sociedade em geral para promover as ações. Neste período de pandemia, o grupo que além de Santarém, possui outros dois pólos nos municípios de Itaituba e Redenção no Sul do Pará, já realizou ações  no aterro de Perema em Santarém, na barreira sanitária de Óbidos, Alenquer, Brigada Municipal de Oriximiná, comunidades remanescentes do Arapemã, Saracura e Pacoval de Alenquer.

Bloco dos Heróis. Arquivo pessoal.

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Comunidade Unida, Preserva a Vida

A Campanha é promovida pelo Projeto Saúde e Alegria, ICMBIO e suas gestões na Floresta Nacional do Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns, Defesa Civil do Pará, Corpo de Bombeiros – 4ºGBM, Federação da Floresta Nacional do Tapajós e Organização da Resex – Tapajoara .

As ações da campanha buscam sensibilizar comunitários sobre os cuidados para a utilização do fogo na agricultura – uma prática cultural antiga na região, propõe roçado sem queima, além de orientar sobre o que fazer no caso do fogo sair do controle.

O foco da campanha “Comunidade Unida, Preserva a Vida” é a prevenção de incêndios florestais acidentais como decorrência da queima de áreas para o plantio de subsistência executado pelas populações tradicionais. Além de dar orientações sobre como fazê-la da forma mais segura e com autorização dos órgãos ambientais responsáveis, a campanha também orienta as medidas em caso de o fogo sair do controle e propõe práticas de roçado sem queima.

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